Não Arrisque

24 O Despertar - parte II


Notas iniciais
penúltimo cap, galerinha!!!
esse cap é uma brecha do que vai rolar na sequência da fic, ok?
espero que gostem e me deem ideias para a nova fic!! =P seriam mt bem vindas!
Boa leitura.

Alguma coisa clara incomodava a minha visão.

Encostei meu rosto no travesseiro até esse incômodo sumir, mas fiquei em uma posição desconfortável; e mudei, até bater em algo estranho.

Abri meus olhos. Vi outra pessoa deitada ao meu lado.

Leon.

Então eu me lembrei da noite anterior e ruborizei na hora.

Nós dois...havíamos...

- Hey, pequena.

Ele acordou. Seu cabelo loiro bagunçado se misturava com o seu olhar inocente. Ele sorria, completamente consternado.

- Por que você está...tão feliz? — eu disse, com um pouco de vergonha.

- Você ainda pergunta? — ele tocou sua testa com a minha. — Foi a noite mais maravilhosa de toda a minha vida.

Ruborizei ainda mais.

- É que...eu sempre ouvi falar que os homens não se importam no dia seguinte. — confessei.

Ele riu.

- Não é assim. E você? — ele virou a cabeça, sorrindo. — Tem algo a reclamar?

Taquei-lhe um travesseiro, o que o fez rir ainda mais.

-É muito fácil pra você falar — eu disse. — Você tem muito mais experiência do que eu. Já deve ter ficado com várias mulheres.

- Foi a minha primeira vez.

Silêncio.

Meu rubor devia estar bem visível agora.

Ele olhou para o teto com as mãos na nuca.

- Nunca achei que pudesse ser tão especial com a garota que se ama.

- Mas...você é homem. — minha voz falhou.

Ele riu de novo.

- E você é mulher. Eu pensava que a sua relação com Jason já tinha um nível considerável também. — ele me olhou. — Todo homem quer ser o primeiro na vida de uma mulher.

- E toda mulher se guarda para o homem especial.

- Viu só? Nós concordamos...

Demos um beijo, mas logo paramos ao ouvirmos barulhos.

- É melhor nos apressarmos. — falei.

Leon ficou parado, esperando que eu me adiantasse.

- Pode ir — disse ele. — As damas primeiro.

- Você se veste mais rápido.

- Qual é. Nós já vimos tudo um do outro mesmo...

Taquei-lhe outro travesseiro, e ele levantou gargalhando.

Encontramos todos reunidos no escritório de Airon, observando atentos o que passava na TV.

- Onde estavam? — meu pai perguntou, já desconfiado.

- Procurando vocês — respondi naturalmente. — O que aconteceu?

- Assassinatos na cidade — minha mãe falou. — Os jornais dizem que é um serial killer, mas nós sabemos o que é.

- Um novo plano de Zattara? — Leon palpitou.

- Não sabemos — Airon suspirou. — Ela estaria se expondo dessa maneira. Expondo todos os Ceifadores.

Engoli em seco.

- Esse serial killer...poderia ser...a minha Morte? O meu Ceifador já estaria me caçando?

Um minuto de silêncio.

- É difícil dizer — foi Harry quem falou.

- Se for, você corre grande perigo. — Airon me avisou, com um olhar preocupado.

- E todos perto de mim — murmurei.

- Nada vai acontecer — Leon apertou minha mão.

Eu prestei atenção na TV, onde uma mulher prestava depoimento. Notei que ela estava na minha vizinhança, onde morava.

Havia acontecido algo por lá.

- Acho que uma gangue passou por aqui — disse uma mulher entrevistada. — Chamei a polícia, mas eles sumiram.

Leon e eu trocamos olhares.

- Os assaltos aumentaram - disse a repórter. — Pessoas afirmam ter visto estranhas aparições.

— Você se lembra onde fica a minha antiga casa? — eu perguntei à Leon.

- Claro — ele disse simplesmente. — Por que?

- Precisamos ir até lá.

- Não, Luna — Airon decretou. — O seu Ceifador pode estar fazendo isso de propósito.

- Mas, e essas pessoas? — apontei.

A sua expressão se tornou sombria.

- Não podemos fazer nada por elas.

- Podemos sim! — tomei a mão de Leon e me virei.

- Pense bem, Luna — Airon falou nas minhas costas.

- Qualquer sinal de perigo — garanti. — Eu vou embora. Eu prometo.

Minhas promessas eram sempre passíveis de cumprimento.

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- Eu te conheço muito bem — Leon falou enquanto seguíamos pela cidade. — O que você quer por lá? Sei que viu alguma coisa...

- Ok, você venceu — eu ri. — Eu vi a casa de Jason. — me retesei. — Sem problemas, né?

Ele suspirou.

- O seu ex tem que parar de se meter em roubadas, sabe.

Ele acelerou e dobrou a esquina, onde o cenário já mudou. Haviam várias viaturas policiais e de emergência hospitalar. Muitas pessoas choravam, alegando sumiços repentinos.

- Minha sobrinha desapareceu! — reclamou um homem. — Foi muito estranho!

Minha casa continuava lá; abandonada, mas cheia de lembranças de minha vida humana.

- Momento nostalgia — Leon disse quando eu toquei a vidraça.

- Eu não vou me entregar tão fácil — eu falei antes de me virar pra ele. — A Morte não vai me vencer.

Uma pequena multidão chamou a nossa atenção. Uma mulher gritava e agitava os braços, chorando, enquanto a enfermeira tentava acalmá-la.

- A mãe de Jason. — reconheci. Jason havia perdido o pai a pouco tempo em um acidente de carro. Logo depois, nós terminamos. Desde então, a mãe dele se juntou com um homem, e os dois não se cheiravam.

- Eu quero o meu filho! — ela berrava aos prantos, sentada na calçada. — Você! — ela apontou pra mim. — Você sabe onde ele está!

- Não, eu... — gaguejei.

- Ele sumiu de madrugada! — ela continuou a se lamentar. — Acho que ele está usando drogas! — e soluçou. — Ele estava estranho ultimamente...falava sobre umas coisas sem sentido...dizia que queria se vingar. De madrugada, escutei uns barulhos em seu quarto. Quando entrei, ele pulou da janela e sumiu!

Leon e eu nos entreolhamos.

Jason estava desaparecido. Havia algo muito, muito errado.

- Está pensando o mesmo que eu? — Leon arqueou uma sobrancelha.

Sem delongas, entramos na casa de Jason. Fomos até o quarto dele. No caminho, percebi que toda a casa parecia em ordem; mas, quando cheguei lá, tive uma surpresa.

A porta estava escancarada, e o quarto era uma verdadeira bagunça. Haviam revistas, jornais e reportagens espalhadas pela cama e misturadas com as roupas e objetos. A janela fora forçada e retorcida.

- Olha...no quesito bagunça, ele me ganhou — Leon bancou o irônico, sorrindo. — Quanta tralha...o que é isso? — ele pegou uma revista no chão e começou a olhá-la.

- Olhando revista masculina enquanto uma pessoa está perigosamente desaparecida?! — eu briguei com ele.

- Não é de mulher pelada, se quer saber. — ele riu e me estendeu. — É melhor ver isso.

Eu suspirei.

- Garota escapa de grave acidente. — eu li a reportagem, e franzi o cenho. — Estranhos vultos rondam interior de cidade. Pessoas afirmam ter tido experiência de quase morte. Mulher contesta: o sobrenatural existe. Eu fui salva de morrer porque minha consciência me avisou do perigo.

Olhei para Leon em choque.

- Ah, meu Deus. Ele...ele esteve esse tempo todo estudando sobre...

- Sobre o nosso mundo — Leon completou, insatisfeito. — Ele associou tudo isso à você. E vai fazer muita merda se não o pararmos. Ele deve saber muito de Ceifadores e Resgatadores.

- Pesquisas na internet — eu peguei umas xerox na cama. — O mito dos Ceifadores. A morte como conhecemos. — eu li. — Relatos de pessoas que sobreviveram de acidentes fatais.

- Os Indomados e o submundo da morte. — Leon leu, parecendo incrédulo.

Eu desabei na cama com as mãos na cabeça.

- Jason sabe demais. — falei. — Zattara pode descobrir e usar isso a seu favor e contra nós.

- E não é só isso, Luna. É bem pior. — ele disse, observando algo na parede. — Parece que ele ainda não superou você. Ele é obcecado por você.

Eu logo me deparei com inúmeras fotos e imagens pregadas na parede. A grande maioria eram fotos minhas e dele, antigas; ainda quando namorávamos. Além disso, haviam recortes de reportagens a respeito de mortes misteriosas e pessoas que escaparam por milagres. Algumas estavam rabiscadas, o que comprovava que provavelmente ele passara noites e madrugadas em claro entretido naquilo.

Eu desabei.

- Ele vai virar um maníaco psicopata se não o acharmos — Leon disse. — Foi dada a largada, Luna.

Eu ergui a cabeça.

- Ligue para Airon. É hora de partirmos.

Notas finais
e aee, oq será do Jason, gente?? será q ele vai ser do mal?? HAHAHAHA
no prox cap, o último, vcs vao entender melhor..
até lá!
Xero