Não Arrisque

25 Epílogo - A Maldição é Selada


Notas iniciais
último cap galeriinha!!!!!
queria agradecer imensamente por terem me acompanhado. Todas as leitoras q curtiram a minha fic e tbm as q chegaram agr + que eu espero q possam acompanhar a sequência da fic.
nada de tristeza! afinal, a fic ñ vai acabar, ñ é msm?
degustem-se! e se preparem pra 2° temporada!
Boa leitura.

Narrado em 3° pessoa ( Narrador onisciente ).

Há uma noite atrás.

Jason não sem importava em perder sono.

A luz que vinha da tela do notebook era a única visão que ele tinha. Ele mal piscava enquanto suas dúvidas eram quitadas a respeito de Luna. Ela nunca esteve sozinha — essas coisas que a perseguiam eram reais e eram perigosas.

Mas por que ela não podia ficar com ele?

Essa coisa de morte...nada disso fazia sentido na sua cabeça.

Luna havia sido tirada dele. Por que ela não poderia ter uma vida normal? O mundo que se dane. Se o sobrenatural existia, por que justo ela tinha que estar no meio?

Isso tudo poderia ser evitado.

Ele havia guardado meticulosamente cada informação. Ele iria trazê-la de volta. E iria enfrentar o que quer que fosse.

Claro que ele havia prometido que se afastaria — a própria Luna havia deixado claro que não era lugar pra ele. Mas aquelas coisas haviam ficado marcadas em suas lembranças como memórias de um filme de terror.

Não tinha como simplesmente deixar pra lá.

As fotos guardadas eram o seu único alento. Prova viva de que ele daria um jeito.

- Jason!

Ele fechou os olhos. Sua mãe. Eram quase três horas da manhã, e ele ainda estava vestido — e devia estar dormindo.

Mas ele não podia parar agora.

- Filho, que barulho é esse? — sua mãe continuou.

Rapidamente, juntou tudo o que achou necessário e enfiou na sua mochila.

- Jason! — a porta foi escancarada e a figura alarmada de sua mãe apareceu. — Está tarde! Desligue esse computador! Você tem treino amanhã! — ela se aproximou dele. — Esqueceu que foi chamado pra jogar na liga nacional?

Ele parou por um minuto. Seu grande sonho.

- Que pesquisas são essas? — ela olhou a bagunça. — Está tão atolado de tarefas assim?

- Me deixa, mãe! — esbravejou ele quando ela quis pegar sua mochila. Aquela reação assustou ambos.

- Você nunca falou assim comigo — ela falou baixinho. — O que está acontecendo, Jason — sua voz se elevou. — Você nunca usou esse tom comigo.

- Eu só...tenho que fazer algumas coisas sozinho. — explicou-se ele.

- Eu sou a sua mãe — ela disse, séria. — O que você tem que eu não posso saber?

- Mãe...não me deixe nervoso.

- Não é a primeira noite que você fica enfurnado aqui! — ela gritou, alterada, e ele massageou as têmporas. — Olha só isso! — ela gesticulou para as imagens na parede e as folhas no chão. — Está destruindo a sua vida com isso!

- Não se meta! - ele se levantou de uma só vez. Sua mãe se desequilibrou e caiu na cama, completamente desnorteada. — É a merda da minha vida!

- Se você tem algo a me dizer...me diga — ela implorou. — São as drogas?

Ele não respondeu. Pôs a mochila no ombro e abriu a janela com um pouco de brutalidade.

- Aonde você vai? Por que está fazendo isso? Que tipo de encrenca se meteu?

- Não é da sua conta. Eu já sei me virar sozinho.

Dito isso, ele pulou da janela. Primeiro, achou que quebraria as pernas pelo impacto, mas a adrenalina no seu sangue era tão forte quanto a força que ele tinha.

- Jason! — escutou sua mãe gritar. Mas ele já estava longe.

Ele caminhava apressadamente segurando uma foto de Luna nas mãos. As ruas estavam escuras e desertas, e o chão estava molhado e escorregadio. Havia o mal cheiro das vielas e lixeiras espalhadas pelos becos. As poucas luzes que haviam mal iluminavam; e algumas piscavam e falhavam. Goteiras pingavam perto dele, e logo sua imaginação começou a trabalhar.

Era impressão sua, ou teria visto um vulto perseguindo-o?

Uma lata de lixo caiu atrás dele e se assustou. Quando reparou, viu gatos pretos revirando os sacos de resto de comida, e respirou aliviado.

Um corvo grasnou perto dele, em cima de um stand de propaganda. De onde aquele pássaro tinha saído?

Corvos sempre eram um mal presságio.

Não muito longe dali, viu uma garota se aventurar no meio da pista da auto estrada, onde o fluxo de carros era intenso, mesmo de madrugada.

Ele se repeliu de avisá-la do perigo.

Parou para olhá-la melhor. Seria Luna? De fato, a silhueta era semelhante...ela estaria tentando se matar?

Ali estava a sua chance. Ele a tomaria sem que ninguém soubesse.

Um carro passou buzinando por ela, e outro desviou para não atingi-la. Ele largou a mochila no chão e fi socorrê-la.

A garota não era Luna. Mas tinha uma expressão assustada no rosto.

- Me-me ajude...por favor... — implorou ela.

- Por que está aqui sozinha? — ele quis saber.

De repente, ela mudou. Deu-lhe um empurrão e saiu de perto dele. Ela gritou e caiu de joelhos no chão com as mãos na cabeça, como se sentisse uma dor horrível.

Então ele entendeu. Ela estava lutando pelo controle da sua mente.

Ele se arrastou e se escondeu atrás de um cercado murado a tempo de vê-la andar roboticamente para o meio da pista novamente.

Ele arquejou quando viu um carro desgovernado vir à toda velocidade na direção dela. Mas ela não escutaria qualquer aviso que ele desse.

Ela não demonstrou qualquer reação de surpresa ou medo — ela parecia esperar o momento da batida. Tudo o que ele viu a seguir foi o carro atropelá-la com toda a potência. Ela se chocou violentamente contra o vidro do pára-brisa, que trincou, e rolou por cima do carro até cair no chão como uma boneca de pano, onde permaneceu imóvel.

O carro assassino deu meia volta e cantou os pneus, como se fosse atropelá-la de novo. Jason não podia presenciar esse tipo de atrocidade.

De longe, ele pode ver o corpo da garota sangrar, e parecia ter quebrado vários ossos, inclusive o pescoço — seu corpo estava distorcido em um ângulo grotesco. Seus olhos estavam vidrados.

A seguir, o motorista do carro saiu e andou até ela. Era um homem, que foi seguido de duas mulheres e outro homem.

Eles andavam estranho, e eram estranhos. Eram muito pálidos e tinham o olhar opaco.

- Não é ela. — sussurrou uma mulher. Sua voz era rouca, como se ela estivesse sem ar.

- Não será problema. — disse o motorista, o mais alto; com a mesma voz. — Novos recrutas sempre são bem-vindos.

Dito isso, a outra mulher pôs as mãos no peito encharcado de sangue da moça. De súbito, ela voltou a tomar um gole de ar com um arquejar. Jason pôde escutar o estalar de seus ossos.

Seus ossos estavam...voltando pro lugar...?

Ela levantou e estalou o pescoço. Seu olhar agora era animal; voraz. Definitivamente, ela não era humana.

De repente, cravaram uma espécie de estaca em seu coração. Quando foi retirado, ela permaneceu intacta.

Jason se assustou e recuou, o que o fez cair no chão e fazer barulho.

- Porra! — xingou ele, trincando a mandíbula.

Aquilo bastou para que ele fosse encontrado.

Eles perceberam e viraram a cabeça na sua direção. Ele se virou e se abaixou; suando frio e ofegante. O medo tomou conta de si.

Tudo ficou quieto demais.

Uma risada soou atrás dele, e ele engoliu.

- Ora, ora...mais um pra nossa coleção.

- Aahh!!

Jason foi jogado em um lugar fétido e estranhamente peculiar. Era uma espécie de depósito, e ele não estava sozinho — várias outras pessoas estavam lá também; inclusive a garota que ele viu ser atropelada.

Uma sensação ruim tomou conta dele.

Ele viu uma Ceifadora. Ela parecia estar de guarda.

- Vá, Kate. — disse alguém nas sombras.

No lugar dela, surgiu uma garota vestida de preto da cabeça aos pés.

- Onde você foi se meter... — ela se agachou perto dele. — Mas vou dar uma chance a você. Caso se junte à mim...Eu sei... — sua voz ficou sedutora. — Essa coisa de morte arruinou a sua vida. Mas pode ter ela de volta.

Aquilo lhe foi tentador.

- Eu vou fazer isso sozinho.

- Mas não vai conseguir — ela foi rápida. — As recompensas serão extraordinárias caso se alie à mim.

Ele engoliu em seco.

- O que eu tenho que fazer?

Ela sorriu.

- Basta deixar que eu...tome as rédeas da situação. Faça um pacto comigo. Um pacto com a Morte. Garanto...você nunca se sentirá tão vivo.

Tudo o que ele sentiu a seguir foi uma faca dilacerar o seu coração e seu pescoço ser quebrado.

Mas logo ele renasceu mais forte para sua nova jornada.

Notas finais
e é isso aee amadinhas!
curtiram?? reviews se foi um bom final!
e se preparem! Vem aí "Não Espere"!, a irresistível sequência de "Não Arrisque"!
vem mt + ação, adrenalina, romance, mistério, aventura, novos personagens..ufa! =P
Xero e espero ver todos vcs lá!