Não É Natal Sem Você.
6 Plano #2
Notas iniciais
Bom, aqui esta para os seus reviews
PS: Vai ter uma parte narrada pela Quinn e pelo Artie agora.
— Mamãe respondeu.
Ele leu concentrado por um momento, então sorriu e acenou com a cabeça.
-Ela esta dentro. Mas nós teremos que ser muito, muito rápidos e precisos.
As crianças deram gritinhos de felicidade e eu ri.
- Baixinho crianças.
Eu gesticulei para Arthur, e subimos as escadas de joelhos.
A porta estava entreaberta. Vi Quinn mexendo no celular, com um rosto sem expressão.
Liguei o rádio a pilha e peguei o CD gravado que o meu velho professor de coral, Sr Shuester tinha nos dado no último dia de aulas. Sorri com as memórias ali guardadas e coloquei o CD dentro.
Olhei para o céu com o dedo em cima do botão de play. O céu estava completamente escuro sem ser pela lua, que brilhava com seu 1 quarto, me lembrando o Sorriso do Gato de Alice no País das Maravilhas. Eu costumava deitar na grama e observar as estrelas com Britt Britt. Em parte, eu sentia falta de Ohio. Mas em outra, eu pensava em nunca mais voltar. Mas definitivamente eu sentia falta das estrelas.
- É por causa da poluição- sussurou Artie, desvendando os meus pensamentos e seguindo meu olhar.
Eu olhei para ele por um momento e beijei o topo de sua cabeça.
-Esse plano é incrivel. Estou muito orgulhosa de você.
- Eu também estou orgulhoso de você mamãe.
E com isso, eu apertei o play.
Uma música animada começou a tocar e eu reconheci como Twist And Shout.
Observamos Quinn sentar na cama com os olhos piscando, cada vez mais lentos. Ela de repente caiu, soltando pequenos roncos.
Ficamos observando ela mais alguns segundos, antes de levantar e descer as escadas rapidamente.
Mike e Rachel já estavam desenhando em seus cartões quando chegamos.
- Ok, agora, eu vou escrever o meu cartão e escrever o que Mike e Rachel querem.
- E eu vou subir e hackear o computador dela. Então, vou entrar em uma conversa com a mama B. E ela vai esperar até Quinn acordar. Temos sete faixas para tocar I Wanna Hold your Hand.
Naquele momento, a música trocou para Help.
- Seis.
As duas crianças se entreolharam temerosos.
- Vai dar tudo certo. Eu posso sentir isso.- Eu sorri.
As crianças se olharam e assentiram.
Me ajoelhei ao lado de Rachel que havia terminado o desenho caprichoso de uma vaca.
- Hmmmm... Quem é?
- A Quinn mamãe.
Olhei para Artie.
- Nós vamos ter que aproveitar cada segundo.
Fui escrevendo o que ela pedia, rindo a cada palavra. Ouvi Artie subir correndo as escadas e continuei.
POV/PDV: Artie
Subi as escadas balançando a cabeça. Vai dar certo, vai dar certo... Tem que dar certo.
Abri silênciosamente a porta, enquanto começava a tocar BlackBird. Eu gostava dessa.
Sacudi o mouse do computador, e a tela abriu, mostrando um fundo de tela. Um fundo realmente bonito. Uma foto da família toda. Na verdade ela não estava, porque tinha que tirar a foto. Mas achei muita consideração dela não colocar as fotos que MamaS tinha tirado.
Concentre-se Arthur...
Cliquei no ícone do Skype e ajustei o brilho da tela. Ela não sabia que assim tão alto poderia estragar a placa de vídeo?
Ela não havia salvado a senha do Skype. Tentei pensar em uma.
Quinn2703?
Não.
2703?
Também não.
Familyloveu?
Argh... Daqui a pouco o servidor poderia travar....
Qual é a senha mais usada nos estados unidos Arthur? Pense...
1234ABCD?
Entrou. Que menina patética...
Prestei atenção na música. Já estavamos no refrão de Isn't She Sweet? . Faltavam apenas 3 músicas. Droga...
Porque uma menina tem que ter tantos contatos no Skype?
- Brittany Susan Pirce-Lopez.
Usuário não encontrado?
Ah, deus, qual é o usuário da minha mãe?
Britt Britt?
Usuário não encontrado.
Brittany Pierce-Lopez?
Usuário não encontrado.
Minha testa começou a pingar suor.
- Merd... Arthur, não é bonito falar palavrão...
Bati minha testa na parede, tentando clarea-la...
Ri da minha ideia, mas eu já estava ferrado mesmo... Porque não?
Do You Want To Know a Secret começou a tocar.
- MAMA B?
Encontrei.
Não acredito que encontrei.
Eu ri satisfeito com a minha burrice, chamei para vídeo. Ela me sorriu do outro lado da tela, sussurando um ''oi''.
Eu sorri e sai correndo, para chamar mama S para colocar os cartões.
Desci as escadas correndo, pulando os últimos degraus, por pouco não me estatelando.
- Pronto?
- Pronto. Nenhuuuuma dificuldade.
Ela riu satisfeita.
Ela engoliu muita saliva. Eu entendi que ela estava com medo de ver minha mãe. Quer dizer, minha outra mãe. Quer dizer... Bom, você sabe.
Eu abracei seus ombros.
- Eu vou com você.
Subimos as escadas juntos e quando entramos no quarto, ela logo olhou para a tela do computador. Ninguém estava lá. Só uma cadeira de madeira corroída e uma parede branca.
Ela deu um meio sorriso forçado. Não que ela tenha percebido que foi forçado. Minha mãe ão gostava que a gente visse ela sofrendo.
Colocamos nossos cartões em volta dela. E saímos.
Um minuto depois a música I Wanna Hold Your Hand começou a tocar.
E nós ficamos sentados na sala, esperando qualquer barulho.
POV:PDV: Quinn
Por que diabos a música esta tocando tão alta? Alguém nessa casa é surdo? Ou será que já era dia da festa de Natal? Ninguem havia me chamado? Isso não é justo.
Mas eu não devia ter dormido por muito tempo. Quer dizer, a luz do computador ainda estava ligada. Fui até ali para desligar o monitor. Eu estava usando o Skype? Eu não lembrava...
- Oi querida... -uma voz conhecida chamou.
Olhei sem muitas forças para a tela.
- MAMÃE?
- Olá querida.
Eu toquei a tela, sem acreditar.
- O... o que você esta fazendo? Achei que não pudesse falar no computador.
- Bom, eu conversei com algumas pessoas...
Eu sorri.
- Mas você nunca faz isso? Porque a ocasião é especial?
-Bem, Quinn, eu te amo. E soube que você não esta muito bem.
Emburrei a cara.
- Quem te falou isso.
- Calma, foi o seu irmão. Ele e sua mãe fizeram isso. Por você. Na verdade eu só falaria com você amanhã de manhã. Quando fosse Natal.
- Não entendo porque eles fizeram isso. Eu estou muito bem.
- 1 eles fizeram isso porque te amam e 2 não, você não esta bem. Eu vejo no seu rostinho. Você não tem dormido direito e deve ter perdido uns... dez quilos?
- Onze- eu corei. Porque eu tinha que ter falado isso? Não parecia um motivo para se orgulhar agora.
- E soube que foi expulsa das Cheerios.
- Bem, sobre isso...
- Nem mais nem menos. Você foi expulsa.
Olhei para o chão com vergonha.
- E não tem nada de ruim nisso.
Eu levantei os olhos.
- Mas...
- Já disse, sem mais nem menos. Eu te amo. E sua mãe também te ama. Nunca dúvide disso. Em parte é nossa obrigação te amar e te criar incondicionalmente. Mas nós te amamos porque nós queremos.
- Mas mãe...
- Sim?
- Eu sinto tanto a sua falta.
- Querida eu também sinto a sua. Eu sinto falta dos seus irmãos. Eu sinto falta- e ela suspirou- e sinto muito a falta da sua mãe. Vocês são as minhas coisas preciosas e preciso que se mantenham fortes, por mim.
- Sim.
Ela me olhou com atenção por um momento, e senti que seus olhos verdes me sondavam.
- Tem algo mais não tem?
Eu me senti corar.
-Não.
— Quinn eu te conheço há quinze anos, pode falar.
- É... não é nada demais.
- Fale.
- Não é nada. É uma coisa idiota.
- Você me conta daqui dois meses quando eu estiver aí?
- Claro.
- E me promete uma coisa?
- Sim.
- Fique com a nossa familia. Eles sentem sua falta mais do que qualquer coisa e precisam de você. Fique com eles. E não deixe sua mãe cometer alguma loucura.
- Tipo?
- Tipo convidar alguem estranho da familia dela e que vai acabar chamando a madrecita e a abuelita dela.
Eu ri.
- Tudo bem.
-Eu te amo.
- Eu te amo mais, mãe.
- Eu dúvido.
Li alguns cartões que eles haviam deixado na minha cama. Era cheio de eu te amos , e sentimos sua falta. Eu sorri. E abri a porta.
Eu estava de volta.
Enquanto eu descia as escadas todos se levantaram.
Eu fui direto até a minha mãe e a abracei. De repente nós duas começaram a chorar.
Fale com o autor