Máscaras na Nuvem

2 Princípio Ativo


Notas iniciais
Eis que chegou, a hora mais feliz do dia, a hora de comer. Bom, o segundo capítulo tá aqui. Mas coisa pra você ler e, espero gostar! Apreciei meus erros de português e minhas histórias idiotas, por favor!

Dia nublado. Mais um dia comum. Mesmo de manhã, ainda nublado. A ordem governamental de produzir nuvens carregadas para o abastecimento faz isso quase um terço de todos os anos. Muitas bocas secas para serem molhadas. Muitos créditos recebidos pelas empresas e pelas licitações.

O mundo não melhorou no futuro, ele só mudou. Mas a mudança só tornou legal as formas ilegais de se ganhar dinheiro no passado. Muito prático.

Mundo de merda.

Megan fazia a curta viagem no transporte público para o escritório das Forças de Segurança na Cidade Nova, o bairro onde morava. A sargento Megan Thomas é um ser humano singular, detentora de habilidades e uma fama, ainda que sobre outra alcunha, muito grande, está chegando para pegar sua carta de dispensa.

Mas um Ômega Vermelho nunca deixar de ser um Ômega Vermelho.

Pelo menos é o que ela pensa. Força-se a pensar.

Seu maior medo era que tirassem dela seus equipamentos. Ela trabalhou duro para ter aquilo, longos 16 anos nas Forças de Segurança, para juntar tudo aquilo.

E podem dizer o que quiserem seus 38 anos, com corpinho de 26, graças aos procedimentos médicos avançados que sua posição a garantia, ainda tinham muita lenha para queimar. Ela sabia que podia fazer muito mais do que já fez.

Se o código que usava em suas missões era temido e exaltado, dependendo da posição onde se estava, ela queria torna-lo uma verdadeira unanimidade em obtenção de resultados.

É, a Sargento Thomas, como era chamada enquanto em ação, era uma louca. Mas a loucura a fez ser uma das melhores no que faz. Eficiência, velocidade e precisão. Seu esquadrão era a máquina de guerra que o serviço secreto pedia.

Malditos ecos. Gritos e sonhos opressivos, ela diria, ao pensar nisso tudo. Mas ela tinha uma filosofia, apesar de tudo isso: Uma bala na agulha, ainda não terminou.

Olhou para a fachada imponente do prédio das Forças de Segurança. Não era só bonito, era enorme, uma forma de dizer para todos os fora de lei "Ei, eu sou bom". E era assim mesmo, pelo menos, para aqueles que não tinham muita merda no cu pra cagar. Porque quando tinham, ninguém, nem Megan, ou qualquer outro Ômega Vermelho, podiam fazer nada além de baixar a cabeça e aceitar.

Engolir sapos fazia parte do trabalho. Mas sabe, isso motivava alguns como Megan. Se não pode atirar em um, vai ter outro que vai poder levar o chumbo em dobro. Um ciclo vicioso, que levava seus integrantes a níveis bem profundos de doenças, vícios e transgressões, que eles mesmos sabiam que eram criminosas.

O primeiro paço para dentro do edifício foi complicado. Ativou seus implantes sonoros. Pensou que ouvir um som poderia ajudar a relaxa-la. Muitos militares, policiais ou agentes, faziam o mesmo.

Mas se você acha que ela ouvia música clássica para relaxar, achou bem errado otário. Megan Fucking Thomas ouvia apenas o technometal mais pesado que existisse, a banda Masters of the Iron Head.

O mais incrível, era que realmente acalmava a sargento.

Entrou no prédio, olhares comuns, muitos ali não sabiam quem ela era. Na verdade, isso era bem comum, os Ômegas Vermelhos pouco visitavam a central, recebiam suas missões nos espaços virtuais secretos, próprios pra isso.

Um agente a para, antes de ela cruzar um portal com a inscrição 'apenas agentes de segurança'. Ele questiona seu objetivo de entrar ali com a voz um tanto quanto mesquinha. Megan ignora solenemente tirando a carteira do Ômega Vermelho do bolso. A atitude era antiquada, ela simplesmente podia ativar um transmissor para identifica-la em todos os scanners de implantes ou leitor externo.

Mas pra que? Dar carteirada sempre foi foda. E ela gostava da sensação que causava.

Um senhor de aparência asiática a encontra na subida do elevador. Os dois se entreolham. Um sabe muito bem quem o outro é. Ele entrega uma pasta para ela. Diz que os documentos legais estão prontos. Ela não responde, nem sequer se mexe mais que o necessário.

PLIN.

O elevador chega, os dois entram. Olham fixamente para frente. Ele criou uma sala virtual com avatares na nuvem, ela entrou. Estavam sozinhos ali.

"Sua situação é complicada"— Diz o avatar do idoso colocando a mão sobre a mesa virtual. "Seu desempenho diminuiu vertiginosamente dentro de 12 meses, você pôs seus colegas e a si mesmo em risco" — Ele completou.

Ela, o avatar, estava parada sentada na cadeira. Não se mexia, ou respondia. Seu rosto apenas mudava de forma, como se estivesse escolhendo uma face para usar.

"Mas não se preocupe"— A voz do avatar imita meandros reais de forma assustadora para Megan. "Tenho uns trabalhos que posso delegar a você..."— Ele vira-se enquanto estende a mão para o avatar da mulher. Há um cartão virtual em sua mão.

Ela o pega. Dados são baixados no seu implante neural. Uma lista de tarefas que ela poderia escolher.

O Elevador chega ao andar dos Recursos Humanos. Ela sai. O link acaba. Os dois nem se despedem.

Seus fodidos, ela fala para um dos agentes ali. Ele é um conhecido, mas ele prefere ignora-la. Entraram em ação juntos e ele foi ferido por culpa dela.

Megan estava tão puta, que passou por tudo aquilo mais rápido do que imaginava. Em trinta minutos já estava de volta a entrada. Todos os procedimentos devidamente feitos, seu serviço como agente de segurança estava suspenso por tempo indeterminado.

Uma morte lenta, para ela.

Acessou os arquivos enquanto subia no transporte público para voltar para casa. Trabalhos pequenos, nem sequer usaria os equipamentos. Era uma humilhação. Mas as contas não seriam pagas sozinhas com o salário de merda que ganhava. O por fora era necessário.

Os canais de notícias opcionais do transporte transmitiram em uníssono a mesma mensagem: uma perseguição policial do outro lado da cidade as margens do rio 32. Ela ignorou, não queria saber dos peixes pequenos.

Ela era a porra do Red Axe. Bandidinho de rua era merda pra ela. Ela era foda pra caralho, pra tudo aquilo.

Bom, era o que ela pensava.

E foi a última coisa que pensou realmente. Acordou atordoada em um lugar escuro, fracamente iluminada por luzes laranja a distância. Estava com frio, cansada, dolorida. Não se lembrava de nada.

Percebeu que estava nua. E não estava sozinha.

Notas finais
Pensei em por uma imagem aqui para mostrar como a Megan é, mas uma amiga falou que era melhor deixar todo mundo imaginar o que quiser. Faz sentido. Então, sem imagens pra você :p Mas espero que tenham curtido ela, uma moça legal, só tem alguns probleminhas, mas é uma moça muito legal! Bem, até a próxima (: