Mystic Forks
1 Prólogo
Prólogo
Mystic Falls, outubro de 2012.
Era uma noite sombria e chuvosa, fortes correntes de ar movimentavam as folhas das grandes árvores que cercavam a rua, fazendo com que algumas se desprendessem delas e caíssem no solo molhado e coberto de lama. Ouviam-se o estalar dos galhos nas árvores, latidos e miados de alguns animais por toda rua.
Em uma casa (que na verdade mais parecia um palácio) – aparentava ter três andares, a entrada principal era composta por duas vigas brancas uma de cada lado da porta que davam o ar de arcadismo na fachada, uma cadeira de balanço enferrujada que se encontrava na varanda com o chão feito de tábuas de madeira, majestosas portas e janelas folheadas a ouro e um jardim repleto de plantas (a maioria morta) que não possuía nenhum cercadinho – dois irmãos viviam com o então parente distante da família (que falecera há mais dois anos). Ambos viviam em total desarmonia, mas o que era mesmo frequente eram as discussões dos irmãos Salvatore. Naquela noite, o mais novo dos irmãos estava determinado a fazer algo que não era da vontade do irmão mais velho.
- Estamos indo embora! – dissera o irmão mais novo.
- E vai me deixar sozinho aqui, irmão? – perguntara incrédulo o irmão mais velho.
- Quero distância de você.
- Não acha que está sendo rude demais comigo?
- Rude com você? Bebeu verbena ou uísque demais?
- Quem deveria ter raiva de você sou eu. Se sou do jeito que sou hoje, é graças a você, irmãozinho.
- Não venha me azucrinar com o passado, sei o que eu fiz e não preciso que você nem ninguém me lembrem disso.
- Oh, mas que pena. Infelizmente é o passado da sua medíocre vida.
- Quando é que você vai me deixar viver em paz? Só quero ser feliz ao lado da minha namorada, bem longe de você.
- Sou sua única família, irmão. Mas tudo bem, você vai viver eternamente com essa culpa... Estripador.
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