Mystery, Dear Mystery

28 Mystery 9 - Nem Tudo É O Que Parece... 1/3


Notas iniciais
E ai povo? Cara eu AMO esse caso, na boa vai entrar uma personagem meio sem noção (meio?) e tipo, cara ela só faz besteira e parece que ela gosta de correr riscos de morte... Eu estou totalmente 'xonada pelo banner! É tão perfeito! *---* Quem ai acha que o magricela do Riley tem que morrer? Mel e eu estamos em um debate sério sobre isso (sqn)! É isso povinho, 'borá ler!

Narração por: Riley Stones.

– MAS QUE PORRA, LERMAN!

Esse exemplo de delicadeza aí em cima é ninguém mais, ninguém menos, que Lucy.

Depois que voltamos à DM, Sr. Greeleaugh decidiu: precisávamos urgentemente de férias. E como Diamont e James agora fazem parte de nossa equipe, os dois tiveram que vir junto também. Sr. Greeleaugh estava em dúvida quanto ao destino e quis nos mandar para a África, mas Lerman o interrompeu e sugeriu irmos para Pittsburgh, na Pennsylvania. Com o orgulho ferido, tive que concordar. Alguns dias em uma fazenda isolada de tudo e de todos, no campo, era justamente o que precisávamos. Mas digamos que, no caminho, as coisas saíram de controle.

Não sei onde estávamos com a cabeça, mas concordamos em deixar Lerman dirigir. Batemos em um paredão de pedra em uma estrada que era basicamente assim: terra à frente, terra atrás, pedra ao lado direito e um abismo de mais de duzentos metros de altura no esquerdo. E era ali que estávamos.

O carro estava detonado. Lanternas, capô... Tudo. Tanto que tivemos que descer.

– EU TE FALEI PARA ME DEIXAR DIRIGIR! MAS NÃÃÃÃO! MULHER NO VOLANTE, PERIGO CONSTANTE, NÃO É?! EU DEVIA TE JOGAR DESSE ABISMO, SEU FILHO DA P... – Lucy respirou fundo. – Candy Crush, eu preciso de Candy Crush. – não tenho que dizer que ela quase tacou o celular no abismo.

Todos nós olhávamos a cena com cara de taxo.

– Caramba... – murmurou Lerman. – Você é ainda mais bonita quando está irritada.

Lucy sacou a calibre 50, mas Megan impediu a tragédia.

– Você ficou maluca?!

Lucy bufou.

– Ah, quer saber? EU vou nos tirar daqui.

Ela entrou do carro e, milagrosamente, fez o troço pegar. Lançou a todos nós um olhar de “Vão ficar aí?” e, dito aquilo, entramos logo no carro destruído.

– Como eu salvei a vida de todos aqui, tenho direito a ouvir o que eu quiser.

Ficamos ouvindo Stay The Night no volume máximo o caminho inteiro, e ainda com Lerman e Lucy cantando no banco da frente...

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Era uma fazenda enorme, afastada de todas as outras. Ao nosso redor havia apenas árvores e terra. Depois dos animais, das plantações, da lagoa e do espantalho, estava uma casa enorme e iluminada. A lua deixava tudo com um ar fantasmagórico, mas, apesar disso, era uma bela paisagem. Talvez não para James, que estava mais concentrado em carregar as malas de todos, mas era uma linda paisagem.

A casa também era bem grande e diferente de uma casa de fazenda: o papel de parede imitava madeira, os móveis eram brancos, as janelas totalmente de vidro e a iluminação era ótima. A geladeira – e a cozinha inteira – estava recheada de comida, com um balcão branco enorme, uma mesa bem no centro e alguns utensílios pendurados na parede. A sala tinha uma TV de tela plana de 50 polegadas e uma estante cheia de filmes, um sofá em L de couro branco, uma mesa de centro e muitos quadros com pinturas abstratas. A escada de madeira levava aos corredores com os quartos: sete portas brancas se contarmos com o banheiro. O sótão estava vazio e o porão não parecia convidativo.

– Nós vamos ligar um filme. – avisou Megan, se referindo a Lucy e ela. – Vocês fazem a pipoca! Pronto, falamos primeiro e agora já era.

Infelizmente, Nick, Lerman, Hale e eu fomos obrigados a preparar pipoca para todo mundo. O que foi horrível, porque as garotas que escolheram o filme. Nunca deixe garotas escolherem o filme.

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– Mas que droga, Rose! Esquece o idiota do Carl está falando e fique com o Jack! – exclamava Lucy.

Isso mesmo: Titanic. Lucy e Megan estavam abraçadas uma a outra e morrendo de chorar com o fim do filme (finalmente). Diamont olhava tudo como se estivesse... Para morrer de câncer de pâncreas. Eu e os outros garotos encarávamos tudo com tédio. Quando Jack estava para morrer, o barulho do choro compulsivo de Megan e Lucy estava levando todos à loucura, até que Diamont decidiu interferir desligando o filme.

– HEY! – as garotas gritaram ao mesmo tempo.

– Pelo amor de Deus, como vocês conseguem assistir a um filme bobo desses? Um filme de terror é muito melhor. – ela mexeu nos filmes e encontrou o que queria. – Vamos assistir ao melhor filme de terror da face dessa Terra: O Chamado! Nunca atendam o telefone, garotas.

As meninas se abraçaram com mais força. James bufou.

– Terror? Por que não assistimos a American Pie 5?

Não podia culpá-lo. American Pie não é só imoralidade. É até engraçado. Bem, ao menos o dois é...

– Terror. – repetiu Diamont, pondo um fim a qualquer objeção.

Ela ligou o DVD Player e o filme começou. Samara é assustadora. Nunca mais vou atender um telefone na vida. Todos estávamos morrendo de medo, menos Diamont, que assistia ao filme como se estivesse vendo o filme mais fofinho do mundo! Quase comemorei quando o filme acabou. Não me chamem de medroso, eram mais de duas da manhã quando acabou.

– Me sinto tão bem! – exclamou ela. – Boa noite! – e subiu para o quarto tranquilamente.

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Passei a meia hora seguinte fitando o teto do meu quarto. Não conseguia dormir. Eu estava bastante inquieto e não sabia se era graças ao filme ou graças a um pressentimento desagradável que estava sentindo. Era como estar dentro de um filme de terror: você foge, mas sabe que, mais cedo ou mais tarde, algo muito ruim vai acontecer. E, no meu caso, foi bem mais cedo. Lá fora, soou um som horrível de um carro atropelando alguma coisa grande.

Levantei-me e olhei pela janela. A cena não era muito agradável: um carro depredado (que não era o nosso) e uma vaca morta.

Ótimo. Muito bom mesmo. Saímos para trabalhar nas férias.

Fomos em direção ao carro. Era uma velha Mercedes preta. O motorista estava morto, o que nos obriga a trabalhar.

– Eu não acredito que vou ter que autopsiar um corpo. Estou de férias! – reclamou Lucy, ajeitando o robe de seda azul sobre a camisola.

Isso mesmo, era assim que estávamos. Nós meninos de pijama e as meninas de camisolas e robes.

– Droga. – murmurou Megan. – Estou com frio. Não quero trabalhar.

– Mas duvido que você vá conseguir dormir... – cantarolou Diamont.

Megan parecia que ia protestar, mas foi impedida por um som lento e agudo de“Crééééc!”. O porta-malas se abrira. Sozinho.

– Por que o porta malas abriu... Sozinho? – perguntou James, com cara de terror.

– Vamos ver o que há aqui dentro. – falei e me aproximei do porta-malas.

O que havia lá não era bonito.

Ergui o olhar para meus companheiros de equipe/amigos/Diamont e James.

– Vocês precisam ver isso. – eles estavam congelados! – Agora!

Eles se aproximaram e perderam o fôlego.

Dentro do porta malas jazia o corpo de uma mulher loira, nua e decapitada, já com o mal cheiro e rigor mortis. Seus olhos castanhos estavam vidrados e arregalados, e a boca aberta em um grito que deve ter sido horripilante. Ao lado dela havia um álbum de formatura aberto. Na maior foto, ela estava ao lado de muitas pessoas, à frente de uma faixa que dizia “Formandos em Osteologia – 2013”, e na legenda, sublinhado com marca-texto laranja, estava escrito: “Claire Parker – 21 anos, Osteologista Forense.” Franzi os lábios. Ela era mais uma pessoa que morrera sem um motivo. E ela acabou de se formar em osteologia – estudaria os ossos na Forense.

Nós ficamos em silêncio. Eu não sabia – ainda não sei – os motivos dos outros, mas o meu era meio que raiva. Várias pessoas morrem sem motivo e Claire tinha um futuro garantido. Não é justo, nem com ela e nem com os outros. Por um momento, pensei ter visto Claire ao meu lado, mas não havia nada. Talvez eu estivesse ficando louco. Mas eu não estava, e a confirmação veio dois segundos depois.

– AI MEU DEUS! – gritou Lucy, e nós olhamos para onde ela olhava.

Claire estava lá. Em pé, usando um vestido branco como o de Donna. Mas ela estava totalmente diferente dela: Os cabelos embaraçados e o rosto sujo de sangue, e a característica mais marcante: uma expressão vingativa no rosto. Depois que Nick e eu desviamos de uma faca, a confirmação surgiu claramente em minha mente.

Claire queria nos matar.

– Vou matar todos vocês. – ela sorriu como aqueles sorrisos da garota encapetada dos filmes de terror, e reparei que seus dentes estavam sujos de sangue, como os de um canibal após a refeição. A comparação é assustadora, eu sei, mas não vejo nenhuma melhor.

Nós corremos até a porta da casa, mas quando voltamos o olhar não havia nada. Min soltou um suspiro aliviado.

– Ufa, não era nada. Só da nossa cabeça. Às vezes, quando as pessoas estão com algum tipo de trauma, tendem a fantasiar, como ter alucinações, sendo elas iguais ou não.

Por algum motivo, a explicação de Megan me deixou mais aliviado.

– Chamarei alguém para remover o corpo do cara amanhã. Quanto à Claire, bem, vou dar um jeito de descobrir o que aconteceu com ela. – todos já iam protestar, mas eu os impedi. – Quem quiser me ajudar, que ajude. Quem não quiser, não ajude. Simples.

Dei de ombros e entrei. Cada um de nós foi para seu respectivo quarto.

Não fazia nenhuma diferença, eu não conseguia dormir. Fiquei pensando como aquele carro parara ali, por que justo conosco, nas nossas férias, e por que Claire estava em seu porta-malas. Fechei meus olhos e suspirei. Uma das lições do alto escalão é que, apesar de encontrarmos o motivo, nenhum caso tem um exato porquê. As pessoas morrem porque morrem, e não há nada que possamos fazer para mudar isso. E isso era injusto, mas se tem uma lição que você aprende depois de ter perdido sua infância com treinamentos do alto escalão é: “A vida não é justa, meu querido! Problema seu o fato de você estar aqui! E daí se seus pais estão mortos?! Fui eu quem os matei? Não, agora cale a boca e pegue a Magnum 47”, exatamente o que me disseram quando eu tinha cinco anos.

Já se sentiu cansado, porém com muita energia? Era exatamente como eu estava me sentindo, e sim, concordo que isso é muito estranho. Parei de pensar em Claire por um momento e comecei a pensar no que eu fazia para dormir quando estava na DM, e logo lembrei que meu principal passatempo era pensar nas lições de matemática ensinadas aos agentes que não pertenciam ao alto escalão. Enquanto aprendíamos as leis da física e a equação de segundo grau aos onze, eles ainda aprendiam as propriedades da fração, e aquilo era muito tedioso. Eu devia estar dormindo, pois eu já não pensava muito, quando eu a vi.

Ela estava na minha frente. Sorrindo.

Gritei como nunca gritei antes e peguei a primeira arma que vi, ironicamente uma Magnum 47 – a calibre 50 estava dentro da mala e a Magnum praticamente ao meu lado. – e, para a minha “sorte”, descarregada. Peguei algumas malas dentro do criado mudo e corri em direção aos corredores, acordando todos.

– O que foi, Riley? – perguntou Min, preocupada e com uma grande cara de sono.

Olhei para trás e vi – de novo – que não havia nada. Mas eu não cairia nessa. Todos me encaravam como se eu fosse maluco.

– Há algo neste lugar que não vai deixar-nos aproveitar nossas férias. – falei, enquanto abria o cilindro da Magnum e a carregava. – Preparem-se.

Megan sorriu com aquele olhar que ela me lançou na primeira vez que lutamos no alto escalão. Um olhar do tipo: “Eu ganhei, você perdeu, tome na sua cara.” Ela tirou a calibre 50 do pijama, e ainda abriu o cilindro para mostrar que estava totalmente carregada.

– Você dorme com isso?! – Nick, Lucy, James, Diamont e eu perguntamos juntos, como em um coral. Mas Megan respondeu falando diretamente comigo.

– É necessário ser prevenido, Riley. Código número 019 das leis básicas de sobrevivência em território desconhecido: esteja sempre com sua arma. Não considero dormir como um... Fator recluso a esta afirmação.

Após a última frase, Nick, Lucy e James estavam com uma cara de “What’s this fuck?” e Diamont com uma cara de tédio.

– Sinceramente, Megan, você não precisa usar palavras difíceis para provar o quão besta você é.

Megan a ignorou completamente, assim como garotos ignoram maquiagem. Ela (Megan, não Diamont) me estendeu um canivete suíço.

– Para você furar algum eventual espírito que apareça em seu caminho.

– Muito engraçado, Megan Hills. Hilário.

Wow, dêjà-vú.

Ela suspirou.

– Eu não sei vocês, mas eu vou dormir. Estou exausta.

– Você é maluca?! – perguntou Lucy, em tom de brincadeira.

– Tenho tudo o que preciso.

– Ela quis dizer mais ou menos. – respondi por Megan, que sorriu.

– Boa noite para vocês.

Megan entrou como se aquela fosse uma noite normal.

Ela estava longe de ter razão.

Notas finais
Só eu ri na hora do filme e lá no comecinho? Kkkkkk Gente que férias são essas, parece que eles nem saíram da DM! Alias povo Mel e eu vamos mudar a sinopse e a capa da fic, ok? Beijos, ~ Ash