Mystery, Dear Mystery
25 Mystery 8 - The Fire Killer 1/3
Notas iniciais
Narração por: James Lerman
Depois do Alasca, a DM mandou um outro avião nos pegar lá e voltamos para os USA, o que foi ótimo. O avião que viemos foi para não sei onde e no momento estamos em um parque com o pastor-alemão do Riley. Ted e uma tal de Mirella voltaram com a gente, eles estão na DM se atualizando da situação, e Megan está sorrindo feito boba, conversando com o Riley:
Eu, particularmente, não vejo a hora de preencher devidamente um relatório. Temos uma reputação a manter. Não podemos deixar mais nada em branco. — todos tivemos que concordar, afinal as aparências são tudo.
Diamont estava com aquela cara de quem tentou assassinar alguém e não conseguiu; Nicholas está na mesma, sendo aquele cara irritantemente feliz e alegre, ele me dá enjoos; Lucy (gostosa) Winners está relativamente bem brincando com o cachorro do Riley...
–AH. MEU. DEUS. QUE DIABOS É ISSO?! — a Megan exclamou. Todo mundo olhou para ela (e quando eu falo todo mundo, é todo mundo mesmo, todo o parque estava olhando para a gente agora), que pegou um osso da mão do Riley (não me pergunte onde ele achou) e começou a analisar o osso com aquela cara de Eu estou pensando, não me interrompam, porque eu sou foda. Eu e a Dia cruzamos os braços em sincronia e em seguida nos encaramos, ainda sincronizadamente. Não vou com a cara da Megan, ela pode ser bonitinha, mas é só, é mais chata e histérica do que a própria chatice e histeria. Logo ouvi uma voz idêntica a da Dia na minha cabeça:
Idiotas! A Hills não se cansa de bancar a inteligente, não?! Até eu já reparei que aquele osso é de um fêmur humano... Como eu já disse: idiotas!
Eu quase engasguei ali, fêmur humano?! Como ela sabe disso? Assim que eu virei a minha cabeça, vi-a revirando os olhos, como quem diz "Você também?! Ah eu mereço!".
– Hills, eu agradeceria imensamente se você parasse de viajar pelo seu cérebro, porque até eu já reparei que esse osso é de um fêmur humano, então para de fazer essa cara de Eu estou pensando e não me interrompam porque só eu sei das coisas aqui. — e a Dia acabou de cortar o barato da Megan, a mesma olhava furiosamente para ela já vermelha de raiva prevejo treta aqui , Dia estava (como sempre) indiferente à raiva dela, e isso parece que só fez a raiva aumentar.
– E eu agradeceria se você parasse de bancar a assassina arrogante e egocêntrica. — elas duas se encaravam mortalmente, eu nunca me canso de ver a Dia em uma briga! Ela sai matando a pessoa com as palavras!
– Pois saiba que essa assassina arrogante e egocêntrica salvou a vida da sua irmã muitas vezes. — isso pareceu um choque para ela, que deu um sorriso cínico.
– Para depois ameaçar ela, tenho certeza! Você só sabe matar, só sabe destruir as coisas, não importa o que seja, você sempre acha um jeito de destruir! Você é uma psicopata egocêntrica e mimada! — ninguém fazia nada para acabar com a briga, até porque acho que se tentassem seria capaz de elas mandarem ver na calibre 50. O clima tenso ali era pesado, as pessoas estavam olhando para a gente, isso sim nos traria problemas.
– Mimada?! Mimada por quem mesmo?! Eu destruo as coisas aqui? Se eu fosse você, Hills, procuraria assassinos dentro das pessoas nos quais você mais confia, a resposta esteve sempre na sua cara e você não foi capaz de enxergá-la, a resposta para a minha identidade estava aqui o tempo todo, a resposta para onde eu trabalho também estava aqui o tempo todo. Você se acha muito esperta, mas não é, existem pessoas bem aqui nesse lugar que omitiram as coisas o tempo todo. — Nicholas estava ao lado dela e, em um movimento rápido, segurou um de seus pulsos, o que não a intimidou nem um pouco, muito pelo contrário, ela se aproximou dele e sussurrou em seu ouvido:
– Conta para eles, Trent, até porque essa vingança está cansando a minha beleza, e também não é legal esconder as coisas dos amiguinhos. — ela se afastou dele cinicamente.
– Não tenho o que esconder, Kath, mas já não sei você... — ela deu um sorriso assustador de dar calafrios até na pessoa mais agasalhada do mundo.
– Não mesmo?! Qual era o símbolo da casa? O brasão tinha o quê no meio dele? Por que a DM insistiu um deixar tudo o que tinha lá dentro soterrado? Por que você aceitou fazer aquilo? Por que todo mundo cisma que os Hale estão mortos e que isso é passado? Acha mesmo que você não tem as respostas na sua cara? Você é mais falso do que eu pensei.
– São boas perguntas, Kath, e precisam de boas respostas... ele a soltou, mas a mesma o puxou pelo braço fazendo-o virar. Ela ergueu a manga da camiseta e revelou o antebraço, no qual havia uma queimadura que parecia muito uma... caveira. Nunca tinha reparado nela antes e de alguma forma aquela caveira dava medo, como se fosse o espírito de um monte de pessoas mortas, ou uma vingança bem antiga, não sei...
– Foi a única, e saiba que não foi o único que jurou vingança naquela noite. — ele deu de ombros.
– Bom saber, Hale, não se preocupe, quando o nosso trato acabar você vai estar em um caixão precisando de um coveiro e você sabe muito bem como o fogo está a meu favor. — Nicholas killer mode-on. Ela deu um sorriso sarcástico e eu a puxei pela cintura para longe dele. Eu não sabia o que sentir em relação à Dia, ela era legal, comigo pelo menos, nossa relação era poderosa demais para ser abalada... Não, não era desejo que eu sentia por ela, não era atração, era alguma coisa maior, muito maior do que eu imaginei ser. Eu morreria por ela, disso eu tinha certeza, faria de tudo para desvendar os mistérios que ela guarda a sete chaves, faria de tudo para vê-la sorrindo.
Ela pegou o fêmur e olhou para o resto do pessoal, que ainda estava tentando decifrar tudo aquilo.
– Ao que parece, temos um caso para resolver. — dito isso ela saiu do parque com o osso e misteriosamente o tempo, que estava ensolarado, mudou drasticamente, agora estava caindo uma chuva de dar um dilúvio. Desde aquela conversinha amigável, o Trent ficou com a cara emburrada, deu até para ver que, logo depois que resolvêssemos isso, teria um interrogatório com uma certa pessoa da equipe...
Quando estávamos indo para a central da DM, eu mexia no banco de dados/Ipad/tanto faz, tentando ver que merda um fêmur estaria fazendo em um parque; Dia estava escrevendo a CC. Apesar de não termos uma prancheta, era bom escrever para avaliarmos bem o caso; Megan estava avaliando o osso melhor; Lucy estava tentando passar o nível dela no Candy Crush; Nicholas estava mexendo freneticamente nas mãos. Ele assumiu uma expressão sombria desde que a Dia tinha falado aquilo, parece que aquele assunto tinha desencadeado uma coisa que eles dois queriam ter deixado no passado. Ah, cara, eu daria de tudo para ler os pensamentos desses dois! Por que eles têm que ser tão complicados?! É frustrante isso.
Quando o carro parou e nós descemos, a Dia e o Nicholas ficaram parados na calçada, com caras pensativas.
– Que cheiro de... — ele começou. Ela pareceu se lembrar de alguma coisa, juro que pude ver a luzinha se acendendo na cabeça dela.
– Fumaça. — eles se olharam como se compartilhassem uma velha piada entre si, Nicholas olhou para nós.
– Riley, vem com a gente, o resto vai resolver o caso do fêmur. — sem dar chance para respondermos, eles saíram dali e eu revirei os olhos. Já disse como eu amo quando falam as coisas para mim fazer sem eu querer fazê-las?
Logo entramos na DM, Megan estava indo pegar uma coca-cola e eu fiquei sozinho com a Lucy.
– Sabe do que a sua amiguinha estava falando? — ela perguntou meio irritada, na verdade até eu estava irritado com essa história de Dia e Nicholas, o que eles têm? Sério, qual é a deles? Diamont parece uma psicopata ao falar com ele, tudo bem ela é uma psicopata, mas ela parece mais psicopata ainda.
– Não, não sei, e sabe o que eu também não sei: quem é aquele francês que quebrou o seu coração? Damon, né?! — ela rangeu os dentes.
– Como você sabe dele? — ela perguntou suspirando e se sentando no balcão que tinha ali.
– Diamont esconde coisas do próprio passado, mas não esconde do passado dos outros, uma das vantagens de se ter ela como amiga é essa: ela é capaz de te falar tudo o que sabe sobre os outros, mas morreria para não contar o que sabe sobre si mesma, eu diria que ela tem até medo de olhar para trás. A única coisa que eu sei é que a família dela era muito poderosa e que o passado dela é horrível. — a essa altura eu estava sentado no balcão junto com a Lucy.
– Damon era um idiota francês, ele me usou, era da Máfia, me obrigou a dar informações para ele, ele me manipulava, dizia que me amava e no fim só me usou. Era dia dos namorados quando eu me encontrei com ele na última vez, ele me possuiu e depois me chutou como se eu fosse um objeto a mais na vida dele. — por algum motivo inexplicável senti uma raiva enorme desse rapaz, pode ter certeza que se ele for da Máfia vai acabar morto logo mais. Tirei uma mecha do cabelo da Lucy que tinha tapado o roto dela, era tão linda, parecia feita de porcelana. Eu me aproximei e ela também, nossos narizes estavam colados, quando a Megan entra já falando:
– Lucy, eu... — assim que ela viu as nossas posições ficou vermelha de vergonha (a Lucy também ficou, só que, diferente da Megan, ela passou do vermelho para o roxo) e em seguida deu um sorriso malicioso, maldita! Por que justo agora? Esquece, eu volto depois. — quando ela estava saindo a Lucy desce do balcão e diz:
– Não precisa, Min, vem, o que você descobriu? — dito isso elas saíram dali, eu só bufei irritado pelo ocorrido.
Narração por: Lady Strong
Lucinda estava tendo uma conversa amigável com a Megan.
– Ah, vai, Lucy, ele é bonito.
– O quê?! Não, Min, o Lerman não é bonito!
– Ah, vai me dizer isso! Eu sei que você está caidinha por ele. — ela saiu de perto da amiga e foi pegar a lente de aumento para mostrar as evidências do osso.
– Nada a ver, e OMG, Min! — ela exclamou como uma maníaca.
– O que foi? — logo a loira estava lá, Lucy apontou para a TV.
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Nicholas, Diamont e Riley pararam em frente a um prédio que estava pegando fogo, deu para ver a expressão deles: Diamont estava achando que o destino estava pregando peças com ela e em seguida rindo de sua desgraça; Nicholas estava surpreso com a coincidência de um incêndio ter aparecido justo naquele dia, a chuva havia parado uns minutos antes; Riley olhava tudo com certa pena, tinha certeza de que tinha gente lá dentro, a julgar pelas pessoas chorando ali na frente. Os bombeiros já estavam lá acalmando a situação, quando Riley pega o seu celular e vê que, por ironia, estava tendo um outro incêndio a uns quarteirões.
– Hã, gente! — ele chamou a atenção deles.
– O que foi?!
– Parece que está tendo um outro incêndio a alguns quarteirões. — dito isso o trio foi aonde o local estava em chamas. Diferente do outro prédio, ali não havia ninguém, porém era possível escutar os gritos vindos dali, o que chegava a ser agonizante.
Diamont não esperou a reação de ninguém, começou a andar para a porta dos fundos do prédio, Nicholas a segurou.
– Sabe que está encaminhando para a morte, né? Não é porque você saiu viva uma vez das chamas que vai sair a segunda. — Diamont abaixou o olhar e, do nada, sentiu a súbita vontade de chorar ali mesmo, mas logo se reprendeu por pensar algo assim, por sentir algo assim...
– Você não entende, Nicholas, há uns anos era a minha família que estava ali. — pela primeira vez em anos a Hale mostrou para alguém o seu sofrimento nas palavras, o que era uma ironia para ela, mostrar os sentimentos para a pessoa que causou todos eles...
Diamont nem esperou, assim que percebeu que o Trent estava ainda atordoado com as suas palavras, ela saiu correndo em direção ao fogo... E, dessa vez, nada a impediria.
Riley chegou até onde Nicholas estava a tempo de ver a loira entrando nas chamas.
– Parece que o fogo é mais assassino do que imaginamos. — dito isso os dois também entraram no prédio.
Mal sabiam eles que, a quilômetros de distância, um senhor estava rindo daquilo, daquela desgraça que a natureza criou.
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