Mystery, Dear Mystery
15 Mystery 5 – Who's The Killer? 3/3
Notas iniciais

Narração por: Diamont Hale.
A fantasminha do mal passou dos limites! Qual é o problema dela?! Vários, mas isso não vem ao caso. Voltei a minha atenção para as câmeras:
– Se ela faz tanta questão de nos matar, vamos matá-la também.
A cada segundo que se passava, eu tinha a mais plena certeza de que Lucinda Winners sonhava Demais (sim com D maiúsculo). E, sim, Riley já acordou e já contou da minha visitinha à DM.
– É super fácil, Lucy! Tem razão, os Hale são a coisa mais fácil de matar! Ainda mais uma Hale vingativa. — Nicholas falou com sarcasmo e ironia na voz. Parecia estar frustrado e irritado e eu, como uma boa pessoa, não pude deixar de sorrir com a frustração e a irritação dele.
– Os Hale? A Hale? Explica isso direito, Nick. — Lucy pediu.
Ele suspirou e passou a mão nos cabelos, gesto irritante esse! Na verdade, tudo nesse idiota é irritante!
Em vez de o babaca falar, ele saiu dali, simples assim. O triozinho, no momento, nada fantástico ficou encarando o nada com cara de taxo, e eu ri mais ainda com isso.
Megan estressada Hills olhou para o Stones, como se a Lucinda não existisse (olha o que uma briguinha consegue fazer!), e disse:
– O que deu nele?
Ele deu de ombros.
– Ele está meio estranho desde que Donna falou quem é The Killer.
Revirei os olhos. Eles eram tão idiotas!
Megan estressada Hills fez sua cara de: “Eu sou um gênio, não me interrompam, pois estou pensando”.
– Sabe de uma coisa, Riley? Acho que Nick sabe de coisas que nós não sabemos.
Havia um duplo significado nas palavras dela. Um duplo significado que percebi na mesma hora e, acreditem, era... Improvável, quase impossível.
– Você acha que Nick...
– Que Nick o quê? – perguntou a bobinha da Lucinda.
– Nick pode estar nos traindo.
Lucy riu.
– Nick nos traindo? Nunca.
Alguém tem cérebro aí? Pelo amor de Deus! Nicholas traindo a DM é tão provável quanto uma lula me matar!
– Falou a garota que mal conseguiu resolver um caso sozinha na vida. – provocou Megan, olhando-a nos olhos.
– Devia ter mais confiança na própria equipe, Min.
A loira olhou mortalmente para a Lucinda.
– Eu confiaria se confiassem em mim. — ela cruzou os braços.
Stones olhava tudo aflito ali, com cara de inútil, o que, cá entre nós, ele é.
– Nick NUNCA trairia a DM, ele é melhor do que você!
Hm, Lucinda protegendo o Trent... Eu sou a única que está vendo “coisas” no ar? Não me segurei e fiz o me concentrei para ler os pensamentos dela.
Nick nunca trairia a DM, ele trabalha aqui desde que eu me conheço por gente! Até porque ele quer matar tanto TK quanto qualquer um. Megan é uma vaca por pensar que ele faria isso! Cara, o que o Riley viu nela? Com certeza nada, ela é uma filha da puta vadia que nem confia nos amigos e...
Certo, a partir daí vêm as coisas impróprias e xingamentos sobre a Ms. Stress. Dá até vontade de ir lá e fofocar, ops, revelar tudinho para ela. Em outras palavras: usar isso contra essas duas futuramente. E, claro, isso deixaria as coisas ao meu favor.
Voltando ao quartetinho nada fantástico, Lucy está para dar um tapa na Hills, Riley está tentando controlar isso tudo, e eu estou dando risada desses idiotas. Decidi prestar atenção no Trent agora, ele estava no quarto mexendo em um… Espera, aquilo era um anel? Dei um zoom e logo reconheci a peça, era um anel sim, tinha um “H” entalhado, com algumas pedras preciosas em cima – diamantes, para ser mais exata. Na hora coloquei a mão sobre o meu colar. A fantasminha do mal (oh, fantasminha mais chata) apareceu na minha frente.
– Acho bom você saber bem o que vai fazer, afinal nós duas sabemos que você não é tão forte quanto aparenta.
Trinquei os dentes com força e dei um sorrisinho sarcástico.
– Ah, aí que você se engana, Catharina, não fui eu que tive um incesto com o irmão há 200 anos atrás e ainda não superei... Só estou dizendo.
Eu sabia que cedo ou tarde essa vadia se vingaria de mim por isso, mas por enquanto é melhor aproveitar o gostinho da vitória. Antes que ela pudesse rebater, James entrou na sala, fazendo com que ela sumisse.
– Então? — questionei.
O clima ficou tenso entre nós dois desde que ele me contou o que tinha visto.
– Então?
– Então o quê?
– Sei lá, você que perguntou.
– E você que respondeu.
– Então como ficamos?
– Como ficamos em relação a quê?
– Em relação ao o que eu vi.
Logo eu senti como se uma pessoa colocasse o peso do mundo nas minhas costas. Não foi legal.
– Normal? — eu perguntei. Foi a única coisa que me veio à mente.
– Normal. — ele confirmou, ainda meio em duvida.
– É normal, não passou de uma mera coincidência, esquece isso. — falei dando de ombros.
Ele estava sentado no sofá comigo agora.
– Coincidência? Desde quando existem coincidências nas nossas vidas?
Parei para pensar. Ótima pergunta essa dele.
– Desde agora.
Silêncio. E eu odiei esse silêncio. Ele apenas suspirou.
– Sabe que pode contar comigo, né?
Foi a minha vez de suspirar.
– Sim, sei sim, mas é sério, não sei de nada sobre essa menina que você viu.
Ele concordou, mas deu para ver que ele estava desconfiando de mim. Continuamos sentados, um na frente do outro, até que ele me abraçou. Eu não sou uma pessoa acostumada com abraços, mas deixei e me aconcheguei no peito dele. Ficamos assim, no silêncio, e no momento eu agradeci por isso.
Assim que eu vi a hora, dei um pulo. Estava atrasada. Olhei para ele, murmurei um “tenho que ir” e logo dei o fora dali, sem nem esperar uma resposta. Se eu chegar atrasada, posso dar adeus ao meu “emprego” e, claro, às minhas chances de deixar irritada a fantasminha do mal.
Assim que eu cheguei à DM, logo vi a bagunça que aquele lugar estava. Nem me importei, peguei o fósforo e o acendi. Se as pessoinhas tinham feito o negócio direito, aquele lugar estaria cheio de gasolina. E estava. Em um segundo, a DM estava em chamas. Bom, eles que se virem para apagar o fogo.
Dei o meu sorriso psicopata, vi um membro daquela organização maldita e atirei bem no cérebro dele. Peguei o meu celular e comecei a digitar:
Fogo não é legal, não é mesmo, Trent?
Morrer asfixiado não deve ser muito divertido...
Boa sorte para apagar o fogo, ou não...
TK ou DH
Saí dali feliz da vida, nada como uma boa vingança para me deixar com um bom humor.
O Ciclo não é um jogo no qual muitas pessoas saem felizes, muito pelo ao contrário, mas agora a questão é outra: será que descobrimos, mesmo, quem é The Killer?
"- A Internetional Killers precisa de um incentivo, afinal nós dois sabemos que hoje competimos com a Dear Mystery, e com isso vem as mortes, indesejadas e desejadas."
"- Aonde o senhor quer chegar?"
"- Quero que você mate um membro do alto escalão e rapte um membro da Dear Mystery."
"- George Waster e Lucinda Winners."
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