Mystery, Dear Mystery
13 Mystery 5 – Who's The Killer? 1/3
Notas iniciais

Narração por: The Killer
–Você precisa ganhar a confiança deles.
Lá estava eu gastando as minhas horas no Face Time para ouvir a mesma coisa que me falam a cada cinco segundos, que beleza!
– Eu sei e, pela última vez, não preciso que você fique repetindo isso a cada cinco segundos.
Ele me olhou feio. Mas também, o que ele quer? Que eu me ajoelhe sob os pés dele e fale “pode fazer o que quiser comigo, não estou ligando para os meus princípios e para os meus ouvidos que vão sofrer com isso”? Nunca! Não me importa que ele é o do alto escalão da IK, eu também sou. Não me importa se ele é o experiente de lá, eu também sou. Eu praticamente nasci na IK. Não me importa se ele é o que ele for, eu tenho o meu valor para ele, e se ele acha que pode ficar mandando em mim como se fosse o meu pai, está muito enganado!
Antes que ele pudesse retrucar, recebi outra ligação no Face Time e desliguei na cara dele. Sou muito educada mesmo.
Assim que liguei, dei de “cara” com um velho amigo.
– Conseguiu o que eu queria?
– Quando foi que eu não consegui? – ele perguntou com um sorriso sarcástico.
– Acho que nunca. – dei de ombros. – Quando você me manda?
– Agora mesmo, só cuidado, é uma relíquia.
Revirei os olhos. Quanto drama por causa de uma faca! Ok, ok, eu admito, aquela faca é mesmo uma relíquia, mas não precisa de tanto drama!
– Sempre tomo.
Depois disso eu desliguei o meu Ipad e o joguei de qualquer jeito na cama. Fui para as câmeras e logo vi Riley falando com o bando de panacas:
–Vocês não vão acreditar. Acho que descobri quem é Donna.
Todos olharam para ele com curiosidade e eu me permiti dar um sorrisinho.
–Como é que é?! – eles pareciam espantados, e eu dei um sorrisinho maior ainda.
–E tem mais. – isso despertou a minha curiosidade.
–O quê?! Desembucha! – eles pareciam maníacos querendo saber a salvação para o universo. Que idiotas!
–Estamos próximos da verdadeira identidade de The Killer.
Finalmente! Achei que eles nunca desconfiariam! Que pena, a brincadeira acabou e eu vou ter que começar com o meu verdadeiro trabalho.
Entrar na DM sempre foi fácil para mim. Os caras são tão panacas que, com um nome falso e roupas curtas o suficiente para seduzir os seguranças, qualquer um pode entrar naquela sede maldita. E, apesar de eu querer muito explodir aquele lugar, nunca coloquei uma bomba ou nada do tipo, já que sei que a IK tem seus métodos e uma cartada na manga para acabar com aquela organização secreta de araque.
O quartetinho nada fantástico estava se espremendo em uma única cadeira, com Stones no centro teclando feito um louco num maldito banco de dados. Por fim, Riley abriu uma página e a expressão de espanto deles fora extremamente divertida.
Só tenho que admitir que aquilo não era o que eu esperava.
Todos fitavam como bobos aquela tela.
Narração por: Riley Stones
Donna, a fantasma que tem me ajudado a continuar vivo, se chama Donna Mystery e criou a DM.
Olhei melhor as fotos, ou melhor, pinturas. Parecia importante. Principalmente na primeira. Dei mais uma lida rápida no que havia escrito sobre ela. Pelo visto, Donna tinha dois irmãos mais velhos e uma irmã mais velha (com toda a certeza a outra fantasma com quem lutou), essa última a assassinou e criou uma organização que será eternamente inimiga da DM.
De repente, e como sempre, Donna surgiu em minha frente. Ergui os olhos, fitando-a.
– Quem é você, Donna?
Ela apontou para os textos no banco de dados.
– Eu sou Donna Mystery. A quarta criadora.
Os três ao meu lado olhavam para ela, sem realmente vê-la, com olhares curiosos. Queriam saber o que Donna estava dizendo.
Donna olhou para o banco de dados e deu um sorriso vitorioso.
– Pesquise sobre minha “querida” irmã, Diamond Mystery.
Narração por: The Killer
Eu teria matado aquela maldita fantasma se ela já não estivesse morta. Então seria assim? Ela que pode entregar a minha identidade e a da fantasma do mal e achar que nós duas vamos esperar e deixar o quarteto nada fantástico feliz da vida? Ah, estava muito enganada. Ia saltar em cima dos cinco quando a fantasminha do mal apareceu.
– Deixe-a. – ela estava nervosa. E fantasma do mal nervosa significava muitas mortes e linguagem antiquada.
– Mas...
– Ela pagará por isto. Hoje mesmo. Sabes do que estou falando. – ela olhou para mim e eu olhei para ela.
– Aquele plano...?
– Este mesmo. – ela voltou o olhar para a irmã e sorriu cruel.
Eu a obedeci. Deixei que Donna revelasse tudo. Sobre a IK, sobre a fantasma do mal, sobre mim.
Riley digitou os dois nomes no banco de dados e, instantaneamente, uma pintura antiga da fantasma do mal, logo abaixo de seu nome, surgiu na tela.
– Minha irmã extremamente querida traiu a Dear Mystery e toda a família. Era adotada e colocou na mente que não recebia amor suficiente. Era uma orgulhosa. Então, como vingança, criou a Internetional Killers, conhecida na época, ou melhor, pelos primeiros cinquenta anos após todos os Mystery do lado bom serem assassinados, por IK. Desde que tínhamos respectivamente dezesseis e dezenove, odiávamo-nos...
– Donna, calma! – pediu Stones, aparentemente confuso. – É informação demais para a minha cabeça. Temos um inimigo? Mas e a...
– A CIA? – interrompeu. – A CIA não toma e jamais tomará quaisquer atitudes. É imparcial a quaisquer confrontos.
– Riley, nós temos um inimigo? – perguntou a bobinha da Lucinda. São tão lerdos que me dão câncer no pâncreas. Ai.
– Aparentemente sim. – respondeu.
– Riley, tu podes deixar-me continuar com minha prosa?
– Sim.
– Não vos deixeis serdes enganados pela Internetional Killers. Aqueles malditos querem apenas matá-los. Lembraste disso, Riley? Apenas matá-los. Quiseste saber a verdadeira identidade de The Killer? Pois saberás agora. Mas os alerto: minhas palavras serão consideradas como a assinatura de uma guerra. Está pronto? – Riley afirmou lentamente, usando a cabeça. – Apenas dois nomes, digo-lhes...
– Ela não contará tudo. – começou a fantasminha do mal. – Tens tempo. Seja breve...
– Diamont Hale.
Donna sumiu e Riley tinha uma cara de terror.
Mas o que me arrepiou foi o fato de duas irmãs que se odeiam desde a adolescência até duzentos anos após a morte disserem meu nome ao mesmo tempo. Uma me mandando matar e outra me jurando de morte.
Eu obedeceria Diamond, obviamente e como sempre. Ela fundou a IK. Diferente do que a sonsa da Donna disse, ela tinha tudo para vencer. E agora era só esperar pelo momento certo.
– O que ela disse, Riley? – perguntou Lucy.
– Estamos em guerra, Lucy.
– Ela te disse quem é The Killer? – perguntou Nick. – Seja específico, cara!
– O que ela me disse pareceu mais uma profecia! Não vos deixeis serdes enganados pela Internetional Killers. Aqueles malditos querem apenas matá-los. Lembraste disso, Riley? Apenas matá-los. Quiseste saber a verdadeira identidade de The Killer? Pois saberás agora. Mas os alerto: minhas palavras serão consideradas como a assinatura de uma guerra. Está pronto? – Riley afirmou lentamente, usando a cabeça. – Apenas dois nomes, digo-lhes: Diamont Hale.
– Diamont Hale. – Megan repetiu para si mesma. – Então é esse o nome de The Killer. Diamont Hale. Mas ainda temos muito o que descobrir! O que James quer com ela? O que a Máfia tem com essa coisa chamada Internetional Killers? A propósito, o que é Internetional Killers?!
– IK. Nossa maior inimiga.
– Temos que descobrir porque você vê esses mortos, porque Diamont consegue vê-los também, o que mais a DM tem para esconder...
– MEGAN! – gritou Lucy, irada, se levantando. – SÃO PERGUNTAS RETÓRICAS! SEM RESPOSTA! É ÓBVIO QUE ISSO É ALÉM DE NOSSA PESPECTIVA! PARE DE GASTAR NEURÔNIOS NISSO!
Briga de agentes! Ah, é tudo o que eu queria!
– Pare. De. Gritar. Comigo. – soletrou Megan.
– E O QUE VOCÊ VAI FAZER?! DEIXAR O REVÓLVER CAIR NO CHÃO?! VOCÊ FICA SE FAZENDO DE PERFEITINHA HIPER INTELIGENTE EM VEZ DE AJUDAR!
Megan então se levantou também.
– QUERIDINHA, AO MENOS EU TENHO CÉREBRO! COISA QUE VOCÊ SÓ SABE ARRANCAR DAS PESSOAS QUE TÊM!
Lucy olhou chocada para Megan, Riley e Nicholas só observavam pasmos da vida.
– VOCÊ É UMA VACA, MEGAN! – agora a coisa ficou séria! – VOCÊ SE ACHA MELHOR DO QUE OS OUTROS SÓ PORQUE É INTELIGENTE E FAZ PARTE DAQUELE MALDITO ALTO ESCALÃO!
– VOCÊ É EXTREMAMENTE AUTORITÁRIA! FIQUE QUIETA NO SEU CANTO E CALE A BOCA!
Treta, treta, treta!
– CALEM A BOCA, VOCÊS DUAS! – gritou Riley, se levantando e colocando-se entre as duas. – Será que agora nem conversas civilizadas teremos mais?
– Riley, você ouviu o que a Lucinda disse?!
– Riley, acho que você ainda não sacou direito o que a Megan disse!
Nick suspirou.
– Cara, larguem de besteira. Só estamos em guerra...
– SÓ ESTAMOS EM GUERRA?! – essa Megan surta fácil, hein! É a mais histérica do grupinho. E tenho que ficar do lado da tonta da Lucinda, cara, que guria chata! – NICK, VOCÊ TAMBÉM! PRESTE ATENÇÃO NO MUNDO AO SEU REDOR!
Reparei que Diamond reaparecera e tinha um sorriso cruel nos lábios.
– Me agradeça por te dar mais tempo, Diamont. Antes de nós, esses bobos lutarão com um inimigo, que tenho que admitir que dói em mim dizer que é ainda pior que a Internetional Killers! Os próprios defeitos!
Entendi onde ela queria chegar. Não precisaríamos matar aqueles idiotas. Os defeitos deles fariam isso por nós.
– O que eles querem? – perguntei.
– Hills está muito ofendida pelos comentários de Winners, mas para Winners isso vai ainda além. Ela tem uma quedinha pelo Stones. – Diamond deu um falso sorriso doce. – Trent como sempre não está nem aí para nada. Stones está desesperado tentando parar a briga sem entrar nela.
Revirei os olhos.
– Idiotas.
[][][]
Pouco depois, fui executar o plano. A treta acabou como qualquer treta: um carinha separando as garotinhas. Típico e enjoativo.
Winners parecia que ia cavar um buraco no chão, só com os passos. E o Riley ia atrás dela... Essa eu quero ver. Quando ele finalmente conseguiu alcançá-la, comecei a ficar entediada de novo.
– Me solte, Riley!
– Lucy, calma! – pediu ele. – O que deu em você?!
Ela desviou o olhar, novamente irritada.
– Eu não aguento mais a Megan! É isso!
– Mas você, até ontem, era amiga dela e torcia por um... – Riley fez uma pausa, procurando palavras. – Romance entre nós, e agora está assim...
Ela suspirou e olhou, enfim, para Riley.
– Eu já não penso mais assim, Riley. E sim de outra forma. Megan me irritou demais. E não é só a questão do meu temperamento. Há mais coisas. – ela respirou fundo, e como naqueles romances clichês, todos sabem que ela está com borboletas no estômago, menos o carinha burrinho. – Pegando emprestada a fala de Annabeth Chase, digo que nutro fortes sentimentos por você, só não sei se são bons ou ruins.
Aquilo não era o que ele esperava.
– Acho que somos dois. – ele deu um meio sorriso. – Estou confuso, Lucy. Muito confuso. Eu gosto de você. Muito. Você não é como eu esperava. Mas confesso que também gosto dela.
– Vamos saber se é recíproco agora.
Lucy passou os braços ao redor do pescoço de Riley e o beijou. (Um beijão de cinema, só para constar.) Seria uma cena fofinha, se não estivesse prestes a matá-los.
Preparei o facão.
Fale com o autor