Mystery, Dear Mystery
11 Mystery 4 – Almas Do Passado 2/3
Notas iniciais

Narração por: The Killer
Eu estava na mansão IK quando James apareceu com um sorriso na cara. Olhei para ele curiosa.
– Tem novidades?
Ele se sentou na minha frente e falou, com a maior voz de zombador:
– Minha nem tão querida Killer, é com prazer que te convido para o baile do alto escalão da Dear Mystery. Sim, aquela organização que você odeia. — ele me estendeu um convite.
Li:
Senhora Greeleaugh
É com grande prazer que a DM a convida para participar de uma festa do alto escalão, devido a uma missão que foi realizada com um sucesso esplêndido. Como seu marido não poderá ir, irei buscá-la no seu quartoeiremosparao salão em que ocorrerá a festa. Quem sabe depois possamos ir para o jardim, lá haverá bebidas muito boas, além de ser um lugar mais reservado.
Daniel Roew
P.S: Eu te amo.
Eu soltei uma risada sarcástica e irônica. Então quer dizer que a nossa Mrs. Greeleaugh está traindo o marido? Imagine o que o Mr. Idiota da DM vai achar disso? Imagine o podre que eu tenho dela.
– James, você é bom no que faz! Deu uma cópia da carta para a Miss traíra? — soltei o elogio antes de me dar conta. Ele abriu um sorriso brincalhão e assentiu.
– Eu sei que sou foda! E quem é você? E o que fez com Miss Killer? — ele me olhou como se eu fosse um E.T.
Revirei os olhos e falei:
– Vamos logo, Lerman, quero preparar desde agora o meu show de horrores.
Ele me olhou meio assombrado. Sempre que eu me preparo é porque a coisa vai pegar fogo – ou sangue, dá na mesma.
– Killer... — ele pegou o apelido, hein?
A voz dele estava com certa pena e uma pontada de remorso, e estes são dois sentimentos que eu não permito e nem tolero, então logo o cortei.
– Killer nada! James, eu esperei por isso a minha vida inteira, e não vai ser você que vai me convencer a desistir! — eu gritei e pude sentir a janela mais próxima se quebrar em vários pedacinhos.
Ele me encarou, não como um olhar de desculpas, mas um olhar de pena. Em seguida falou:
– Sabe, eu tenho pena de você. Eu me pergunto se algum dia você já sentiu alguma coisa.
Engoli em seco, não esperava uma resposta assim tão... Sentimental. E acredite quando falo que sentimento é uma coisa que eu menosprezo.
– Quer mesmo saber, James? Eu já senti sim e me arrependi amargamente. Sentir é fraqueza e quem é fraco morre, até porque eu sou uma psicopata e psicopatas não sentem a menor pena de ninguém.
Eu me levantei e saí dali, caminhando em direção ao meu quarto. Logo senti a presença de um ser ali.
– O que você quer? – mesmo sem encará-la, posso jurar que a fantasma sorriu.
– Donna está pretendendo ajudar eles. — eu olhei incrédula para o lugar onde eu achava que ela estava. O porquê de ela não falar antiquadamente? Bom, eu ainda me pergunto isso.
– A fantasminha que me odeia e quer me matar quer ajudar eles? Será que ela não aprende que você a matou? Por que ela ainda se mete com você? — eu perguntei o óbvio.
Fiz um esforço e logo a fantasma se tornou visível.
– Já está conseguindo me ver? Que grande avanço. — ela falou com sarcasmo e bateu palmas falsamente.
Revirei os olhos.
– Enfim, voltando ao assunto, o que vamos fazer com essa fantasminha intrometida? — ela abriu um sorriso sarcástico.
– Com certeza ela vai avisar o tal do Riley que você vai atacar, até porque, como você mesma disse, ela me odeia. Vamos ter que achar um jeito de bloqueá-la. Você mata todos eles e eu me viro com ela. — dei uma risada.
– Fechou.
Depois disso ela sumiu. Eu me levantei, peguei a minha calibre 50 e atirei em um corvo que estava em uma árvore.
(...)
– Você vem? — perguntei fria para Lerman. Ele deu de ombros, mas se levantou e pegou a arma dele.
– Qual o plano?
Suspirei e contei todo o plano para ele, e isso deu o tempo para chegarmos na sede da DM. Um lugar horrível, se me permite dizer, dá vontade de vomitar só em pensar nessas pessoas babacas. Fui até onde o segurança estava enquanto o Lerman estava no carro aguardado o meu sinal, dei o meu sorriso sedutor.
– Não vai me dizer o seu nome?
– Jackson e o seu?
Tombei a cabeça para o lado e dei um sorriso que chegava a ser quase doce. O motivo de ele ser a vítima? Ele era o sobrinho da Miss Traíra, e soube por fontes confiáveis que o cartão dele dava acesso a todos os lugares da DM, inclusive ao quarto da Miss Traíra.
– Camille. — sussurrei no ouvido dele e ele se arrepiou.
Pois é, eu tenho poder sobre a população masculina. Antes que ele pudesse perguntar mais alguma besteira, peguei a minha arma e apontei para a barriga dele. Ele me olhou espantado pelo gesto inesperado.
– O-o quê?
Dei o meu sorriso sarcástico.
– É o seguinte, Jackson, eu quero o seu cartão de entrada. Agora.
Ele me entregou o cartão, eu o guardei ele e continuei com a arma na barriga dele. O idiota se soltou de mim e deu um tapa na minha cara. Em um momento de distração, pegou a arma dele de volta e apontou para a minha cabeça. Eu só me limitei a sorrir. Eu jogo para ganhar e não vai ser um agente inexperiente e ridículo que vai me derrotar.
– Do que você está rindo?
Eu só abri ainda mais o meu sorriso.
– De você. De quem mais seria?
Antes que ele pudesse responder, eu chutei o pulso, derrubando a arma. Eu a peguei e atirei no cérebro dele, em seguida peguei a minha faca e escrevi um TK na barriga dele, com sangue mesmo.
Dei sinal para o Lerman e em dois minutos nós estávamos dentro da DM, ele foi para a direita e eu para a esquerda. Olhei reto e vi a minha querida amiga fantasminha (a do mal).
– Onde é o quarto da Miss Traíra?
Ela me indicou um corredor, mas sumiu antes que eu pudesse perguntar qual era o número do quarto. Bufei irritada, mas peguei o convite/declaração dela e fui para o corredor indicado. Logo saquei qual era o quarto dela. Motivo? Eu ouvia gemidos daquele quarto.
Peguei o “meu” cartão de entrada e destranquei a porta, dando de cara com os dois pombinhos apaixonados seminus e agarradinhos, que olharam surpresos em minha direção. Peguei o celular e bati uma foto deles dois assim e, com a minha calibre 50, dei um tiro no amante escondido da Miss Traíra, que caiu na cama sem vida. Ela me olhou horrorizada e começou a chorar no corpo do cara que eu não lembro o nome. Com o pé, chutei o corpo para longe dela. Isso é tão ridículo!
– Olha só o que temos aqui, a Miss Traíra traindo o marido! Oh, meu Deus, que coisa horrível! Mas isso não é surpresa, afinal você é uma vadia desde a sua adolescência. Agora veja o único homem que você amou na sua vida morrer. O homem que te fez trair uma pessoa que te amava. Você não tem mais nada. Assim que eu quiser essa foto vai aparecer naquele salão e espero que o seu ex veja isso e que você se ferre.
Ela me olhou cheia de ódio.
– Você não deve saber nada sobre amar!
Dei de ombros e respondi, com tom de indiferença:
– Não, mas sei sobre matar. Como hoje eu estou muito generosa e contente, vou te matar e te poupar da humilhação que você iria passar.
Dei um tiro nas costelas dela. Não é porque eu iria matá-la que eu não iria fazê-la sofrer, então peguei minha faca e fiz minha marca nas costas dela. Ela gritou, mas eu nem me importei.
Depois cortei o dedo dela fora. Ela gritava pela morte, isso era exatamente o que eu queria, mas ainda não estava na hora. Chutei-a contra a parede, ela gritou, dei outro tiro no braço dela. Por fim, dei um tiro no coração dela. Se pudesse, teria brincado mais, mas ela é muito barulhenta, não quero metade da DM atrás de mim.
Peguei o corpo dela e coloquei em um armário bem escondido, escrevi um bilhete e deixei-o no corpo dela.
Saí de lá e fui ver uma velha amiga. De acordo com uns espiões, ela estaria na sala de torturas da DM. Dei um sorriso só de imaginar o que eu faria com ela.
Entrei na sala de maneira brutal. Ela se assustou com a minha presença, mas logo se recompôs e me lançou um olhar frio.
– O que você faz aqui?
Dei um sorriso sarcástico e notei que ela estava desarmada.
– Ah, Jannett, isso não vem ao caso, o que importa é: eu prometi e vou cumprir, você vai se arrepender amargamente de ter matado quem matou.
Nem esperei a reação dela, dei um tiro em seu braço. Ela abafou um grito, e eu a joguei na cadeira elétrica, ligando-a e aumentando a voltagem aos poucos, até chegar ao máximo. Quando percebi que ela estava quase “indo embora", peguei a minha calibre 50 e dei um tiro no cérebro dela. Coloquei o corpo no mesmo armário que estava a Miss Traíra, junto com outro bilhete.
Fui até o terraço daquela mansão e vi outra velha amiga, que estava de vigia – em outras palavras, estava armada. Pigarreei alto, e ela se virou para mim apontando a arma para o meu pescoço.
Olhei para ela sem remorso, peguei a minha calibre 50 e apontei para a cabeça dela. Sabia que estava entrando em um jogo perigoso, quando se tem uma arma na sua cabeça o melhor a se fazer é recuar, mas não vim até aqui para isso. Desviei a cabeça dela do alvo e mirei na parte de vidro que estava atrás dela. No segundo de distração que ela teve, eu a matei. Não podia ter brincado muito com ela, sei que ela é esperta. Assim que peguei o corpo, ouvi gritos – provavelmente o James já fez a parte dele –, voltei para o armário, peguei os outros corpos e coloquei os três em uma parede bem visível. Deixei cada bilhete em seu devido corpo e dei um sorriso triunfante.
– Vós não vencerás.
Eu virei e me deparei com a fantasminha (a do bem), dei um sorriso sarcástico e respondi:
– Veremos.
Dito isso, ela desapareceu.
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