Mystery, Dear Mystery
10 Mystery 4 – Almas Do Passado 1/3
Notas iniciais

Narração por: Riley Stones
Assim que chegamos à sede da DM, o Sr. Greeleaugh nos chamou novamente na sala dele. Lucy e Nick quase morreram do coração, esperando mais um sermão (ih, rimou.), por mais que Megan e eu tentássemos tranquilizá-los.
A verdade era que sabíamos que o Sr. Greeleaugh queria apenas nos parabenizar pelo sucesso. Isso era comum no alto escalão, e o medo dos dois era totalmente irracional. Porém, não importava o que disséssemos, os dois estavam surtando.
Entramos na sala do Sr. Greeleaugh e aconteceu justamente o que Megan e eu imaginávamos. O Sr. Greeleaugh estava com um sorriso enorme no rosto e um brilho de satisfação no olhar que só aparecia quando ele premiava algum agente. E premiação poderia ser o nome daquele homem, porque nenhuma das premiações a que eu já havia ido e que foram organizadas por ele de forma alguma poderiam ser esquecidas.
– Detetives Stones, Hills, Trent e Winners. Quanta satisfação em vê-los aqui! Sentem-se, por favor, sentem-se. Eu soube do sucesso de vocês no último caso. Zoofilia! Leões na montanha! Um hitlerista! Vocês foram simplesmente demais.
– Obrigada pelas congratulações, Sr. Greeleaugh, e eu falo isso como porta voz de TODOS AQUI. – Megan olhou para nós com um claro olhar de: “Não me interrompam a não ser que queiram morrer”. – Também foi uma surpresa para nós saber que estivemos o tempo inteiro lidando com um ex-hitlerista. Espero que todas as devidas providências sejam tomadas e que o julgamento seja marcado em breve. Eu, particularmente, adoraria defender alguma eventual parte – caso alguém não saiba, parte é um termo jurídico para as pessoas que estão lutando pela causa em questão. – contra Bill.
– As congratulações são mais que merecidas, detetive Hills. E penso que isso merece mais que meras congratulações verbais. Conversei com os membros do alto escalão da Dear Mystery e penso que está na hora de serem oficializados como uma equipe. Também dei uma olhadinha no painel de missões e marquei o baile cerimonial para hoje à noite. – merda. A minha missão! Eu sairia naquela noite! – E, detetive Stones, não me restou alternativa a não ser cancelar sua missão.
– Han... – comecei. A verdade é que eu não sabia se ficava irritado ou feliz. – Tudo bem.
– Nos vemos hoje às oito da noite, no salão de festas do alto escalão?
– Com certeza. – confirmei.
Saímos da sala do Sr. Greeleaugh em completo silêncio, mas foi só Megan fechar a porta que Lucy surtou DE VERDADE.
– Um baile. Por prender um ex-hitlerista. Ah meu Deus... Um baile... – ela mal respirava.
– Todos nós já sacamos. – disse Nick.
– PARA TUDO! – gritou Lucy. – Se é um baile do alto escalão... EU TENHO QUE ME ARRUMAR!
E Lucy saiu corredor à fora puxando Megan pelo braço.
– Mulheres. – resmunguei.
– O baile é daqui a mais de dez horas e elas já surtam, vá entender. Um baile do alto escalão... Cara, eu sou demais.
– Nick, o alto escalão é composto por setecentas pessoas, sem contar os duzentos agentes. A DM tem dois mil agentes e deles novecentos são do alto escalão. Não se sinta privilegiado demais.
– Isso, pisa em mim e esmaga...
– Vou ficando por aqui e deixando você aí pensando em que criatura você vai chamar para dançar.
E, dizendo isso, deixei Nick plantado no corredor com um olhar e terror (até quando vou rimar?).
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Ninguém teve notícias de Megan e Lucy pelo resto do dia. E, até as seis da tarde, fiquei apenas em meu quarto, nos dormitórios da DM, pensando. Seríamos oficializados como uma equipe. O que quer dizer que seríamos como uma espécie de Legião Urbana, mas detetives: vamos estar sempre juntos até que algo sério aconteça, como aconteceu com o Legião Urbana quando o Renato Russo morreu. Nunca pensei em nós quatro como uma equipe oficializada, apenas como parceiros de caso.
Quando o relógio bateu seis horas, decidi começar a me arrumar. Tomei um banho, dei um jeito no cabelo e vesti o terno. Preto e... Gravata borboleta? Não, de jeito nenhum. Eu fico ridículo de gravata borboleta, então acabei decidindo por uma gravata vermelha comum. Faltava só um último ajuste no espelho (meu cabelo sempre fica quieto nesse tipo de ocasiões. Mentira, ele nunca fica quieto). Eu só não sabia que ia ganhar mais que um cabelo arrumado.
No reflexo do espelho, deitada em minha cama, havia uma garota. Virei-me de súbito e ela continuava lá. Loira, olhos azuis e muito branca. Ela me encarava de modo sério e percebi que o quarto estava com um cheiro estranho. Um cheiro que não parecia com nenhum cheiro que eu já havia sentindo antes. Percebi que a garota estava descalça e vestia apenas um vestido branco simples. Era também muito nova: coisa de treze ou quatorze anos.
– Quem é você?! – perguntei.
– Não te interessa quem eu sou. Chame-me como quiser.
– De onde você surgiu? E que cheiro estranho é esse?
– Guarde vossos interrogatórios para vossos suspeitos. E este cheiro é de morte, do que mais seria?
Morte. Aquela garota estava morta. Havia outra explicação? A aparição repentina, o vestido, o jeito antiquado de falar, o cheiro...
– Você está... Morta?
– Se estou ou deixo de estar morta não te interessa também. Tua curiosidade é demasiado grande, como eu imaginava. Não poderei dizer-te demasiadas coisas, portanto deixarei algumas coisas sobre vossa curiosidade, concordas?
A linguagem era mesmo antiquada. Parecia ser coisa da época de 1700 a 1800.
– Certo. Há quanto tempo você morreu? Quer dizer... Você devia ter só uns treze anos...
– Morri com dezesseis, respeite-me. Não me passe a impressão de que és um completo mentecapto. – e, pela primeira vez, fui ofendido em linguagem antiga. – Sim, este cheiro é o da morte. Mas não sou eu quem está passando-o, ao menos não completamente, digo-te.
De repente comecei a me sentir um idiota de alto calibre. Por que eu estava falando com um fantasma? E, para salvar a pátria ou não, Nick entrou em meu quarto.
– Cara, desse jeito você vai se atrasar... – ele disse, como se não reparasse na garota. – O que há de errado com a sua cama? Você não para de olhar...
– Nick — interrompi. –, há uma garota morta na minha cama.
Ele olhou para a cama e depois para mim.
– Han... Não há não.
– Há! Não é um corpo, é um fantasma! – então era isso. Ele não podia vê-la. Virei para a garota. – Me dá uma mãozinha?
Ela franziu as sobrancelhas.
– Mas como dar-te-ei uma mão?
– Uma ajuda. – Nick me olhava como se eu estivesse louco.
– Cara... Você não está bem.
A garota bufou.
– Estes cavalheiros da idade moderna! Moldam nossa língua para algo quase que ininteligível! Não entendo qual o problema com a linguagem original?! Não é... Como vós cavalheiros da idade moderna dizem mesmo?
– Maneiro.
– Maneiro! Vossas palavras... Se estivéssemos em minha época, tu poderias ser considerado um delinquente juvenil!
– Ahn, eu não sei se você percebeu, mas meu amigo acha que eu sou louco.
Ela bufou novamente.
– Certo. Pagarás por isto.
Ela pegou um porta-retratos que estava em cima da estante com as fotos dos meus pais, ergueu e tacou no chão.
– HEY! – gritei.
– WOW! – gritou Nick.
– Deixe vossos amigos a par de mim. E não me subestimem. Posso ser de grande ajuda a vós. E os cavalheiros não tinham um baile para ir?
– Sim. É... Tínhamos...
Desviei o olhar por alguns segundos e, quando voltei a olhar para ela, ela havia sumido.
– Vamos sair daqui agora. – falei para Nick, indo direto para o salão de festas do alto escalão.
Passamos pelos dormitórios, pelos corredores, pelo mural, saímos da sede e fomos para o salão de festas, atrás da sede da DM. Essa é nova, uma morta me prometendo ajuda! Eu mereço!
Nos atrasamos um pouquinho – só um pouquinho – para o baile. Já havia umas cem pessoas no salão, mas, considerando que o alto escalão é formado por novecentas pessoas, ninguém chegou ainda. Rapidamente nos encontramos com as meninas e, se me permitem dizer, nunca vi a Megan tão linda. Acho que pela terceira vez na minha vida inteira vi o cabelo dela preso em um coque. O vestido era vermelho, rodado e curto. E o batom? Vermelho. Por que o itálico? Porque Megan Hills não usa vermelho.
– Megan... Nossa. – foi tudo o que eu disse. Nossa. Nick estava na mesma situação. Mas ficou realmente difícil quando Lucy apareceu.
Um vestido decotado na frente, preto e curto. Cabelo solto. Simplesmente demais. E seria ainda mais, se Nick e ela não trocassem aquele olhar safado dos dois e resolvessem vazar com a desculpa de chamar alguém pra dançar, deixando nós dois sozinhos.
– Já que eles querem que nós dancemos, vamos dançar. – convido, de forma indireta.
E com “indireta” quero dizer que, se Lucy e Nick querem ver um romance entre nós – o que tem 99% de chance de NÃO ocorrer – não será agindo desse jeito que vão conseguir.
Megan deu de ombros, deixou a taça de vinho tinto – que só agora percebi que estava nas mãos dela – sobre a mesa de bebidas e fomos dançar.
Me senti estranho dançando música lenta com a Megan, ou, como minha amada consciência insistia em me lembrar, dançando música lenta com a Min. E, aposto que, se a pouco mais de dez anos você tivesse feito uma baita merda e tivesse ficado todo esse tempo sem trocar nenhuma palavra com sua ex-melhor amiga e agora, pouco mais de dez anos depois, estivesse dançando música lenta com ela, segurando delicadamente as costelas dela que foram atingidas por uma calibre 50, e ela estivesse na mesma equipe que você e a sua equipe tivesse prendido um ex-hitlerista, você se sentiria do mesmo jeito. Logo a música lenta e maçante fora trocada por uma música mais romântica e, apesar de não saber o nome, reconheci a voz de Jason Walker. Simplesmente porque passei semanas ouvindo essa voz quando saí em missão com umas garotas que idolatravam esse cara.
Estávamos em silêncio. Totalmente em silêncio. E, no meio dos casais apaixonados com sorrisos apaixonados dançando apaixonadamente uma música apaixonada, vi uma imagem nada apaixonante. A mesma garota do meu quarto. No meio das pessoas, passando despercebida por todos. Só eu posso vê-la, minha mente ressaltou. Mas ela estava com um cartaz branco com uma mensagem escrita na cor preta e com dizeres um tanto estranhos:
Remove the lady for away from the dome above you!
(Retire a dama para longe da abóbada acima de vós!)
E então as coisas se encaixaram em meu cérebro como um quebra cabeças. Abóbada. O teto de vidro do salão. Ela estava morta e estava me mandando fazer isso. Obviamente, obedeci. Puxei Megan para longe do teto ao mesmo tempo em que um barulho brutal de vidro quebrado soava acima de nossas cabeças, e, quando vimos, havia uma garota decapitada ao meio no meio dos cacos de vidro do teto quebrado. Ninguém gritou. Todos ali já estavam acostumados com isso. Percebi que, se não estivesse escutado a morta, teríamos morrido junto. Megan e eu estávamos bem, assim como todas as testemunhas. Havia pessoas feridas, mas ninguém morto fora a garota. E, a julgar pela posição dos cacos em relação a onde estávamos, posso supor que somos as pessoas mais azaradas da face da terra, pois nós receberíamos a maior carga de pressão.
– RILEY! MEGAN! – gritou Lucy, saindo do outro extremo do salão. – Venham ver isso!
Nos levantamos com dificuldade graças à queda brusca. Lancei um olhar de esguelha para Megan, mas parecia estar tudo certo com as costelas dela. Depois de minha conferida, fomos até onde Lucy e Nick estavam, e o que vimos foi surpreendente. Três. Três agentes do alto escalão mais que mortas, e eu reconhecia todas elas.
A primeira era Jannett Spaky, uma velha amiga de uma missão que quase arrancou o pescoço de nós dois. A segunda, Marry Cass, era dez anos mais velha que eu e tinha uns históricos bem misteriosos, ninguém nunca soube e pelo visto nunca descobrirá o que ela fazia nas horas vagas. E a última e mais chocante: Daisy Greeleaugh. Esposa do Sr. Greeleaugh. Mas o mais desanimador, eram os bilhetes de The Killer.
Isso é por vocês terem sido idiotas o bastante a ponto de pensar que eu não iria conseguir ter o que é meu. Eu sempre tenho um plano "B", um "C", um "D"... Acho que vocês não são tão burros a ponto de não saberem o alfabeto. Se vocês me subestimarem, vão se arrepender amargamente. A vítima foi Janette Spaky, ela matou uma pessoa conhecida e eu falei que ela iria pagar, e aqui está: duas promessas em uma.
TK
Essa daqui foi por vocês acharem que podiam ter o que não pode ser alcançado. Vocês querem a minha identidade, mas isso está fora do alcance de vocês. James pode ser de tudo, mas é leal a mim e eu a ele, então isso também foi pela armada que a Lucinda deu nele. A vítima é, ou melhor, era Marry Cass, uma agente muito boa, que infelizmente tentou o que não podia ser tentado, e acabou morta por isso. O caso dela foi parecido com o de vocês.
TK
Última vítima, isso foi apenas uma lição de que eu jogo para ganhar! E, para provar isso, senhoras e senhores, apresento a vocês a defunta da Senhora Greeleaugh. Coitadinho do chefinho de vocês! Ficou viúvo!
TK
Certo. Eu retiro totalmente o que eu disse sobre o mais desanimador ser os bilhetes de The Killer.
Na parede havia um grande “D” escrito com sangue.
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Sabem aquela série de livros “Jogos Vorazes”? Em que aparece a frase: “E que a sorte esteja sempre ao seu favor!”? Bem, a sorte NUNCA está ao nosso favor.
Em apenas doze horas, conheci uma morta, quase morri, perdemos três membros do alto escalão, Lucy ganhou três corpos para autopsiar, e o Sr. Greeleaugh sofreu um enfarte. Exato, um enfarte.
Depois do choque inicial, Megan conversou conosco e todos concordamos em investigar todas as mortes. Estávamos esperando Lucy na porta da sala de autópsias da DM.
– Acabei. Acho que vão gostar dos resultados.
Não entendo como uma pessoa pode gostar dos resultados de autópsias, mas...
– A causa da morte das três vítimas do alto escalão foi perda de sangue. Calibre 50. Mas a nossa primeira vítima me deu um resultado muito interessante. A causa da morte foi um AVC causado pela queda do teto. Sim, ela caiu. E, para descobrir a identidade dela, revirei todos os bancos de dados ao acesso da Dear Mystery e identifiquei a garota no mais improvável deles. – então ela foi até a mesa com o corpo da garota e retirou o lençol. – Com vocês, Cassey Doyle, espiã da CIA nível três e investigadora de fenômenos naturais.
– Ela era da CIA? – perguntamos Megan, Nick e eu em uníssono.
– Isso mesmo. Um cara do alto escalão chamado Fred...
– O analisador de crime scenes. – deduzi. Fred Knightley analisava todas as CS que ocorriam na sede. Como eram raros, isso era como hora extra para ele.
– Ele mesmo. Disse que, a julgar pela cena do crime, a vítima estava saltando de bungee jump.
– Como alguém salta de bungee jump e cai no teto do salão de festas do alto escalão? – perguntou Nick, mas Megan e eu sabíamos a resposta.
– Existe uma área externa da sede onde há um grande rio e uma ponte, no meio da floresta. – explicou Megan – Sabe aquele teto verde que as árvores fazem quando vamos para trás do salão? Então, de cima não dá para ver nada.
– Ele me passou esse relatório aqui. – Lucy me entregou um relatório de cena do crime que eu rapidamente passei a limpo. Tive uns probleminhas ao decidir o nome do caso, mas isso eu deixaria para depois.
Equipe SHWT
Mystery 04 –
Vítimas: Cassey Doyle, Jannett Spaky, Marry Cass e Daisy Greeleaugh.
Autópsias: [Cassey Doyle] AVC devido a uma queda de vários metros de altura.
[Jannett Spaky] Perda de sangue causada por um tiro de uma pistola calibre 50.
[Marry Cass] Perda de sangue causada por um tiro de uma pistola calibre 50.
[Daisy Greeleaugh] Perda de sangue causada por um tiro de uma pistola calibre 50.
Elementos da CC (Cena do Crime): A cena do crime foi o salão de festas da DM. A primeira vítima foi encontrada por todos os agentes do alto escalão e Lucinda Winners e Nicholas Trent. Estava sobre muito vidro do teto do salão, com aparelhos e um elástico de bungee jump ao lado.
Suspeitos:
Assassino:
Observações finais:
– Perguntei para Fred não-sei-falar-o-sobrenome se ele sabia de alguém que poderia nos ajudar a descobrir por que ela caiu, e ele me contou que sabia sobre bungee jump. Está tudo montado sobre a ponte lá de cima.
Seguimos Lucy para fora da sede e fomos até a ponte de onde a garota saltara. Estava tudo comum. Os aparelhos de bungee jump estavam montados e, quando eu vi, havia três olhares em mim.
– Ela... Pulou de bungee jump? – pergunta óbvia.
– Sim. – respondeu Lucy.
– E sobrou para mim? – pergunta óbvia número 2.
– Também.
– Certo. Certo.
Olhei para baixo. Quarenta metros de altura, tenho certeza.
– O que está esperando? – apressou Nick, já colocando o elástico e os aparelhos de proteção em mim.
– Cale a boca, não é você que vai saltar de quarenta metros de altura. Tá. Pelo caso. – respirei fundo e me joguei para a morte. – AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!
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NÃO, eu não morri, caso queiram saber. Mas não quero repetir a experiência. Aquele salto de bungee jump já me valera por uma eternidade inteira e, se possível, ainda mais.
Depois da minha ótima experiência, todos fomos para a sala de reuniões, porém não faríamos nenhuma reunião, apenas tomaríamos um cappuccino com barrinhas de cereal que sempre estiveram, sempre estão e sempre estarão ali. E, vagando o meu olhar enquanto conversávamos, ela, a garota morta que só eu vejo, apareceu novamente.
– Vós deveis sair debaixo da iluminação.
Iluminação? Que mal uma lâmpada pode fazer? Foi pensando nessas palavras que ignorei a garota completamente.
Um segundo depois, senti algo cortante atingindo nossas cabeças com violência.
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