Mystery, Dear Mystery
7 Mystery 3 – From The Whisky 1/3
Notas iniciais

Narração por: Nick Trent
Depois de uma longa semana de mais castigo da parte do Sr Greeleaugh, finalmente domos chamados na sala dele. Ele tinha uma expressão bastante séria, e eu sabia o que aquilo queria dizer. Se fracassássemos, conheceríamos a cadeira elétrica. Apesar de não ter dito nenhuma dessas palavras, era como se houvesse uma grande seta vermelha com luzes apontando as palavras para ele.
– Sentem-se, agentes.
Obedecemos com a mesma tensão que sentimos há quase três semanas, quando ele nos jogou nesse “jogo pela vida”. Ficamos por um longo tempo em silêncio, causando um clima nostálgico em todos. Enfim ele se mexeu e colocou três fotos a nossa frente. A primeira era de uma grande floresta. A segunda era de uma espécie de taverna e a terceira era de uma praia extensa.
– Vocês sabem que lugar é esse?
– Washington. – respondeu Riley, de prontidão. – Essa aqui é a Taverna Do Bill. – ele apontou para a Taverna – Tomei whisky lá quando estava comemorando uma missão com alguns outros agentes. Essa é uma das várias praias. – ele apontou para a foto da praia. – E essa é a floresta de Olympia.
– Exatamente, agente Stones. E é para lá que vocês vão. Dudley Hargrove foi assassinado na noite anterior. Algo me diz que isso tem a ver com a máfia e eu quero que vocês peguem o responsável. Eu fui claro?
Balançamos a cabeça em afirmação.
– Não me desapontem.
Após termos sido torturados psicologicamente por esse “Não me desapontem” do Sr Greeleaugh, pegamos nossas coisas e pegamos o vôo mais rápido para Olympia. Eu sentei na janela – eu sei, sou foda. (n/Lucy: ta se achando. Olha que recalque mata, Nick.) (n/Nick: hahahaha, to morrendo de rir.) (n/Riley: sério? Sabe que eu nem reparei?) (n/Nick: caiam fora e me deixem narrar!) -, Riley no canto e a “sortuda” da Lucy no meio. Ficamos em silêncio a maior parte do tempo, ocupados demais em checar os celulares. A qualquer minuto, uma daquelas mensagens extremamente “desejadas” de The Killer podiam chegar.
A coisa no avião estava lenta. Já havíamos passado por duas turbulências, uma parada no aeroporto mais próximo porque o piloto teve um infarto (ele ta vivo, só pra constar) e uma troca de privadas, porque um casal estava fazendo o que as pessoas mais gostam de fazer no banheiro do avião e deram um jeito de arrancar a privada. E agora, onde estamos? No céu. E adivinha? TURBULÊNCIA! Ô vida de sorte! Ao menos, eu tinha meu celular para jogar meu joguinho de pescar peixe. Cai fora, Portugal, esse tubarão é meu! Vai, vai, vai! Ah, consegui! Toma, portugas! O Nick aqui é foda! O tubarão é meu, êêêêêêêêêêêê!!!!
Bip!
Olhamos uns para os outros tentando encontrar a origem do som de mensagem. E paramos no celular da Lucy. Tensa, ela abriu a mensagem. Dois segundos depois ela estava quebrando o copo de Coca que estava bebendo.
– O que foi, Srta controle de si mesma?
Ela me fuzilou com o olhar e começou a ler a mensagem com todo o sarcasmo possível:
– Querida Lucinda, sinto muito pelo incomodo de semana passada. Foi ótimo te conhecer, você é uma garota maravilhosa e claro, muito gostosa. Está a fim de sair? James Lerman, O Mafioso.
Olhei para Lucy totalmente confuso. Como assim ela conhece o Lerman?! Riley estava abismado. Então, todo mundo sabe e eu sou o único que não sei? A sociedade é tão justa que me deu câncer.
– Eu sabia, Lucy! Sabia! Sabia que você não devia confiar em um desconhecido... – começou Riley, mas Lucy o cortou.
– Sem sermões! Que p... Porcaria!
– Atenção passageiros. – soou a voz da comissária. – A turbulência acabou. Imagino que poderemos seguir com calma. Quero dar algumas advertências antes. Todos devem estar equipados com bombas de asma e demais aparelhos. Neste vôo o sexo no banheiro não será permitido. Tenham uma boa viagem.
Tirando o fato que eu usei dez saquinhos de vômito e o fato de que uma garotinha vomitou no meu sapato enquanto eu voltava do banheiro, o vôo correu bem.
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A Taverna Do Bill era uma taverna (lembrando que taverna é uma espécie de bar) no meio do nada aberta para o mundo inteiro entrar, porem deserta. E o motivo percebia-se de longe: fora as faixas amarelas de “Crime Scene” ainda havia o corpo de Dudley Hargrove no meio da taverna. Não tinha nenhum sinal de sangue, tiro, facada e nada parecido. Mas ele estava com duas garrafas de whisky. Já tinha o nome perfeito para o caso. Olhei bem ao redor da cena do crime e comecei a escrever o relatório.
Equipe SHWT
Mystery 03 – From The Whisky
Vítima: Dudley Hargrove
Autópsia:
Elementos da CC (Cena do Crime): Uma taverna com vários bancos ao redor de um grande balcão. A madeira usada nas mesas é mogno, e há várias garrafas de vodka, whisky e tequila espalhadas pela cena do crime. Há também muito vidro e um pouco de sangue, tudo perto do balcão, o que indica que ali ocorreu uma pequena luta. Há também quatro quadros tortos na parede, dois de dois homens e outros dois de duas mulheres. A vítima veste camisa branca, calça caqui e sapatos de couro preto. Perto da vítima há cigarros. Em duas mesas há cartas de baralho, separadas como se alguém estivesse prestes a iniciar uma mão de copas.
Suspeitos:
Assassino:
Observações finais:
– Hora de abrir um cérebro! – exclamou Lucy, retirando o corpo para fora com uma facilidade absurda para uma garota. – Eu faço a autópsia e vocês dão uma olhada na cena do crime.
Riley e eu não nos opomos simplesmente porque não havia a que se opor. Estávamos falando da Lucy, e só ela conseguia abrir um cérebro, sendo necessário ou não, sem morrer de nojo. Comecei a examinar as garrafas de bebidas enquanto Riley examinava o vidro no balcão. Pequei meu luminol – uma coisinha pra lá de útil que mostra sangue, toxinas e etc. – e saí jogando nas garrafas a procura de uma coisinha que todo detetive adora: DNA. Com o DNA da saliva humana em cada garrafa de bebida presente naquela taverna, poderíamos descobrir cada pessoa que estava ali na hora da morte. Com uma coisinha muito útil chamada hastes de algodão – conhecida como contonete, palinetes e etc. etc. – recolhi todo o DNA das garrafas. As marcas das bebidas eram de todo tipo: das mais baratas até as mais chiques.
– O que?! – Riley quase gritou, do nada. – Que merda é essa?!
– O que houve? – perguntei, olhando pro garoto, que olhava para um pedacinho mínimo de vidro como quem olha para uma ruiva que está usando rosa Pink.
– Da uma olhada nesse vidro. – ele me passou uma pinça com o pedacinho de vidro e uma lupa. – Não tem marcas de pressão!
Para quem estiver se perguntando, aí vai o dicionário Nick: marcas de pressão são aquelas pequenas linhazinhas que aparecem nas laterais do vidro quebrado, indicando que ouve pressão para quebrá-lo. E Riley tinha razão. As laterais de todo aquele vidro estavam limpas de qualquer tipo de marca.
– Como se quebra vidro sem pressão?! – indagou Riley.
– Cortador de vidro. – respondi.
E cortador de vidro realmente não deixa marcas de pressão, mas sabem naqueles animes japoneses, que aparece aquela gota na cabeça dos personagens? Tinha uma daquela na cabeça do Riley, então descartei a minha teoria.
– Ta, e eles iam quebrar a garrafa com o cortador de vidro?!
Eu ri da minha própria burrice.
– VOCÊS NÃO VÃO ACREDITAR! – Lucy gritou aparecendo, do nada, na porta da taverna.
– Antes me explica. – pediu Riley. – Como se quebra vidro sem pressão?
– Não se quebra vidro sem pressão, Riley. – Lucy olhou para Riley como quem olha para um espião. – Espera... Da pra usar um cortador de vidro...
– Ah, qual é!
Ela riu.
– A causa da morte do Dudley aqui foi overdose de álcool, mais especificamente: whisky. Ele bebeu trinta doses em uma hora. – a boca de nós dois foi ao chão, enquanto Lucy explicava como se fosse normal alguém beber trinta doses de whisky em uma vez só. – Mas... Eu consegui um coração! – ela mostrou as mãos, que seguravam um coração. – E os rins dele que estão lá fora.
– Legal, os rins. Como se quebra vidro sem pressão? – indagava Riley, e Lucy e eu rimos. – O que foi? Vão me dizer que não ficaram abismados quando souberam de como nascem os bebês? Eu podia jurar que eu nasci de um repolho da plantação do meu avô! Agora, bebês e vidros são descobertas demais para uma única vida! – Lucy e eu começamos a rolar de rir. – Eu fui engraçado?
– Vou nem comentar, Riley. Depois você estuda o seu vidro, tem como você...
– Se vira com o banco de dados, loirinho.
Revirei os olhos e atualizei o relatório, preenchendo o campo de autópsia e escrevendo mais informações na parte da cena do crime.
Equipe SHWT
Mystery 03 – From The Whisky
Vítima: Dudley Hargrove
Autópsia:A causa da morte foi dada como overdose de álcool causada pelo consumo em excesso de whisky. De acordo com a autópsia realizada por Lucy Winners, a vítima bebera trinta doze de whisky em uma única hora.
Elementos da CC (Cena do Crime): Uma taverna com vários bancos ao redor de um grande balcão. A madeira usada nas mesas é mogno, e há várias garrafas de vodka, whisky e tequila espalhadas pela cena do crime. Há também muito vidro e um pouco de sangue, tudo perto do balcão, o que indica que ali ocorreu uma pequena luta. Há também quatro quadros tortos na parede, dois de dois homens e outros dois de duas mulheres. A vítima veste camisa branca, calça caqui e sapatos de couro preto. Perto da vítima há cigarros. Em duas mesas há cartas de baralho, separadas como se alguém estivesse prestes a iniciar uma mão de copas. O vidro do balcão não apresenta nenhuma marca de pressão. Ainda é um mistério como é possível quebrar vidro sem pressão. O detetive Nick Trent sugeriu um cortador, mas de acordo com o detetive Stones e a detetive Winners, isso não seria possível.
Suspeitos:
Assassino:
Observações finais:
– Ta, agora me explica – começou Riley, de novo – Que pessoa em sã consciência toma 30 DOSES DE WHISKY, SOCIEDADE?!
– Está passando tempo demais comigo. – comentei. – Mas acho que posso explicar. Você tem razão, ninguém faria uma coisa dessas. Então, imagino que eles usaram uma fruta que eu já ouvi dizer que...
– Você esqueceu o nome da fruta. – não era uma pergunta da Lucy, era uma afirmação.
– ...Ouvi dizer que faz o doce parecer amargo e o amargo parecer doce. É uma espécie de droga. Dudley podia não saber o que estava bebendo.
– É, ele podia ser analfabeto. Afinal, tem escrito “WHISKY” em letras maiúsculas aqui... – começou Riley.
– Riley... – começou Lucy.
– Não estou brincando. Ele podia mesmo ser analfabeto.
Foi uma das teorias mais malucas que já ouvi, Riley, mas quem sabe. Pensei.
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Eu estava com o I Pad/Banco de Dados/Tanto Faz no colo, colocando as amostras de DNA sobre a tela enquanto o banco de dados jogava fotos e informações para o ar.
– Opa! ‘Pera aí! – exclamei, voltando as fotos e atraindo a atenção dos outros dois.
Estávamos em um chalé que nos serviria de hospedagem. Era simples, de tora de carvalho pura. Uma sala, um quarto, um banheiro e uma cozinha. A sala tinha apenas um sofá com uma capa marrom, uma mesa de centro de carvalho e uma estande de carvalho com alguns livros com papel originado do carvalho.
– DNA de leão da montanha?!
E era mesmo a foto de um leão da montanha.
– Vou saber o que é isso. Leões da montanha não bebem whisky! E se algum dia beberem, eu me jogo de um prédio!
Mensagem. Adivinhem? É, The Killer mesmo.
Que estranho, não? Leões da montanha bebendo whisky? Acho que isso não está certo... Afinal, leões da montanha não bebem whisky, não é Nicholas?
Tomem cuidado, patetas. O jogo começou e está na hora de vocês se tocarem que o mundo compreende elementos além dos que vocês estão acostumados a lidar. Até lá, me divertirei um pouco.
The Killer
– Mas que droga! – Lucy quase gritou. – The Killer sempre sabe das nossas coisas!
– Novidade! – falei, antes de ir para as montanhas.
Leões da montanha não bebem whisky. Leões da montanha não bebem whisky. Mas que diabos estava fazendo DNA de leão da montanha ali? Eu andava rápido por entre as árvores e, quando vi, já estava a quase um quilômetro do chalé, quando pisei em alguma coisa.
Fazia barulho demais para ser uma pedra. Parecia metal. Mas pedra. E então eu achei: um colar com um grande diamante como pingente, frio e duro. E atrás, as iniciais DH. Peguei o colar e de repente, a imagem de uma casa em chamas veio a minha mente, juntamente com uma assinatura conhecida: TK.
The Killer estava por perto. E isso pertencia a ele.
Corri de volta para o chalé o mais rápido que eu pude. Cheguei arfando, escancarando a frágil porta de madeira. Olhei justamente para a pessoa com quem eu queria falar.
– Riley, acho que você vai gostar disso aqui. – joguei o colar na mesinha de centro.
– O que é isso?
– Uma coisa importante para The Killer, e nós vamos usar isso contra ele.
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