Notas iniciais
Hey gente! Demorei eu sei... Sorry, é que tive uns problemas aqui... Mas esse capítulo compensa! Juro! Se tiver comentários tento postar o próximo amanhã. Enfim, gente temos uma nova co-autora! A B Angel, espero que a recebam bem! Angie, se tiver algo a dizer edite as notas e.e E eu estou depressiva, porque os banners não estão entrando... T~T Aproveitem!

Narração por: Lucy Winners

Sabe quando você está naqueles dias, em que você quer simplesmente matar o primeiro indivíduo que surgir em seu caminho? Principalmente quando esse indivíduo diz aquelas palavras que, se combinadas em uma sentença, formam a frase que mais te irritam? Se você consegue imaginar com clareza essa situação, você consegue saber o que eu queria fazer com Riley naquele momento.

– O quê?! – eu quase gritei. Eu estava com uma vontade enorme de agarrar o Riley pelos cabelos e jogá-lo no poço mais próximo só por cogitar algo como aquilo. – Nunca! Nunca, nunca, nunca, nunca!

Ele suspirou, colocando as mãos nos bolsos e transferindo o peso do corpo para a perna esquerda.

– Francamente, Lucy. Pára de mentir para si mesma...

– Eu não estou mentindo para mim mesma! Eu não estou mentindo para ninguém! E se eu admitisse uma... calúnia dessas, eu estaria mentindo! Sabe por quê?! Porque eu prefiro... sei lá, morrer a admitir que gosto de James Lerman! E para a minha sorte, isso nunca vai acontecer, porque eu nunca vou gostar de James Lerman!

Eu protestava, abusando das minhas cordas vocais, e Riley parecia só se divertir com o meu esforço.

– Se o seu objetivo é me enganar, sinto lhe informar, Lucinda, mas você não está se saindo bem.

Eu não gostei daquilo. O modo como ele me chamou – Lucinda –– Riley estava parecendo aquele mesmo cara egocêntrico e prepotente que eu conheci na colina, meses atrás, quando ouvimos falar de The Killer pela primeira vez.

– Eu não teria por que te enganar, Riley – comecei, devagar, meio que medindo as palavras –, simplesmente porque tudo o que estou dizendo aqui é verdade.

Ele bufou.

Só precisou daquilo para que eu me irritasse de verdade.

– Pense o que quiser! – gritei. – Agora, se me dá licença, eu tenho mais o que fazer do que perder meu tempo com você.

Ele ergueu as mãos, na defensiva.

– Hey, calma. Não precisa ser grossa – respondeu ele, naquela calma de Dumbledore / Hades em que ele sempre se encontrava. – Só estou tentando fazer com que você enxergue a verdade. Lucy... James não quer nada além de sexo com você – explicou, devagar.

– E você acha que eu não sei?! – exclamei, erguendo as mãos fechadas em punho. Que vontade de socá-lo até que ele morresse...

– Acho, não. Achar não é ter certeza, e certeza eu não poderia ter mais.

Eu já não estava mais irritada. Eu estava indignada.

– Riley... – grunhi. – Olha, eu não sou burra, o.k? Sei muito bem o que James quer e sou grandinha o suficiente para me cuidar...

– Se admitisse logo que está começando a gostar dele, teríamos evitado muito deste diálogo – ele interrompeu. – Olha, eu vou fingir que comecei a acreditar em você. Você não gosta de James e tudo mais... Mas, se você não gosta dele, quero ouvir o seu argumento. Explique-me o que foi aquilo quando James beijou Diamont. Afinal, por que você se importaria, já que não gosta dele?

– Eu... – boa pergunta. Qual o meu argumento? Por que eu me importei? Droga. – Tenho mais o que fazer. Poderia chamar Nick para mim? Temos que interrogar aqueles caras daquela empresa, a Wayne & Doyle... E pelo visto teremos que fazer isso com chuva ou com Sol sob nossas cabeças.

Riley não caiu em meu truque. Ao contrário – ele sorriu como sempre sorri quando ganha uma batalhe e a guerra.

– Falo com ele, sim – o sorriso de canto e o brilho no olhar diziam algo mais. Riley não vencera só a batalha e a guerra. Ele vencera a batalha, a guerra e o meu ego.

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Nick e eu tínhamos sacados os guarda-chuvas e implorado por taxis no meio da área turística da cidade (nunca pegue taxis nas áreas turísticas dos USA. Gaste um pouco de créditos e chame um taxi do jeito tradicional, porque o pessoal que fica passando “à-toa” por lá não vai te transportar, a não ser que você pague caro... ou você pode ser turista), mas no fim, acabou que paramos em frente ao edifício da Wayne & Doyle. Era igual a sede de grandes empresas. Só... Imagine a sede da Apple e substitua o “Apple” por “Wayne & Doyle”. Prontinho.

– Okay. Aqui estamos – anunciou Nick, como se eu não tivesse percebido. – Vamos entrar?

Ele deixava claro na voz que estava com medo. Parecia bobo temer um edifício, mas assim como Nick, eu mesma não estava nada animada para entrar ali.

– Vamos – falei, com um pouco de esforço da parte de minha garganta, o que fez com que minha voz saísse um tanto esganiçada, como o som de um animalzinho ferido.

Nick me encarou antes de começar a andar.

– Você está bem? Sua voz tá estranha... parece com o som de um animalzinho ferido.

Pisquei com o fato de ele ter usado as mesmas palavras que eu, mas então, dei de ombros e Nick repetiu o gesto. E quando vimos estávamos dentro do edifício. Ali dentro a maior preocupação era não ser atropelado pelos muitos funcionários que iam de um lado para o outro, como se disputassem uma corrida.

Edifícios são tão... Argh!

A mulher na recepção parecia nem ter nos notado, e eu não digo isso desmerecendo o trabalho dela e nem nada do tipo. Afinal, quem consegue notar novas pessoas no meio daquilo? Francamente, aquilo era uma estrada de Fórmula 01 humana no meio de um congestionamento.

– Ahn... Sra.? – chamou Nick.

A mulher parou o que estava fazendo, assustada, e ajeitou os óculos no rosto.

– Olá! Você são...

– Polícia – mostrei o distintivo. – Queremos falar com o Wilbur Wayne.

Ela empalideceu.

– O Sr. Wayne não se encontra no momen...

– Affs, francamente, temos mesmo que passar por isso?! – perguntei, cruzando os braços. – Nos mande logo ao escritório desse cara! Ou nós vamos ter que achar!

Ela escreveu rapidamente um número em um papel, com as mãos tremendo.

– O escritório é nesse andar.

O elevador era apertado e o maldito escritório era no 20º andar. Resumindo a cadeia de eventos: recepção nada incrível e um cara que quase nos matou por via de um olhar quando nós quebramos a porta do escritório dele. Como se tivéssemos feito algo demais...

– Enfim, Wilbur. Finalmente podemos conversar direito – disse Nick.

– Digam logo o que querem... – ele meio que ordenou (como se pudesse ordenar algo a nós), enquanto balançava a perna direita.

Nick sacou a foto da garota.

– Você a conhece?

Wilbur ficou em choque por um momento.

– Ah... Meu Deus. Ela é a namorada do meu filho!

– Já sabíamos disso – fui direta. Eu simplesmente não estava com humor para demora e teatrinhos mal feitos por parte de pai.

Wilbur fez uma careta.

– Então por que perguntaram se eu a conhecia?

Sorri com escárnio.

– Faz parte do nosso trabalho. Dá mais efeito.

Wilbur devolveu o sorriso, erguendo a sobrancelha e me encarando como se eu fosse um divertidíssimo... animal de zoológico.

– O que querem saber sobre ela?

– Ah, nada demais. Queremos detalhes sobre ela e sobre a relação entre ela e seu filho. E entre vocês dois. A... chuva dificultou tudo – ele riu divertidamente depois que Nick disse isso –, portanto ainda não fizemos a autópsia, mas uma amiga de confiança nos pediu para colocarmos você no topo da lista de suspeitos – ele bufou, fingindo desinteresse, mas Nick o ignorou novamente. – Nós podemos encontrar de tudo no corpo da garota, Wayne. Inclusive...

– Sinais de estupro – completei, e Wilbur engasgou com própria saliva.

– O quê?! – ele nos olhou como se fosse nos comer vivos. – Estuprar a namorada do meu filho? Vocês realmente não me conhecem! – rugiu. – Aliás, quantos anos vocês têm? Dezesseis? Com certeza nem terminaram o colegial!

Ele atiçou uma ferida. Nós nunca podemos fazer o colegial. E com certeza somos muito mais bem treinados que qualquer policial. E rimou.

– Você não vai querer que nós lhe mostremos nosso grau de treinamento – falei, tentando ser, tipo, super séria. – E nós temos vinte e um!

– Como eu estava dizendo – Nick continuou, após me lançar um olhar mortal –, queremos que você fale. Anda, abra a boca e diga algo inteligente.

Ele ergueu as sobrancelhas, desafiando a inteligência de Nick, mas não falou nada sobre isso – a inteligência de Nick, digo.

– Meu filho e Drew...

– Drew? – perguntei, franzindo as sobrancelhas.

– O nome dela. É Drew. Drew Lockwood. Enfim, meu filho e Drew estavam muito bem. E Drew e eu não tínhamos nenhuma relação, quase nunca nos víamos.

– Nos passe o endereço do seu filho – eu não pedi, eu ordenei. – Vamos ver se ele confirma a sua história.

Wilbur engoliu em seco.

– C-claro que sim!

Nick estendeu a mão, esperando o papel. Wilbur pegou um pedacinho de papel da escrivaninha da sua secretária e anotou um endereço rapidamente, colocando na mão de Nick logo em seguida. Nick olhou do papel para o cara, super desconfiado.

– Você sabe que se nós não o encontrarmos nesse endereço, você vai preso, não sabe?

– Falso depoimento – completei.

– Isso não é um depoimento...

– C’mon, dude! – exclamei. – Você está ajudando a polícia. Tudo o que você diz é um depoimento.

Ele pareceu tenso, mas não retirou o endereço que deu.

– Hum, certo, então – disse Nick. – Será para lá que nós vamos. E já sabe.

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Assim que saímos do escritório, tratamos de ligar para Megan. O plano era ligar para Riley, mas... Eu não estava muito afim de falar com ele, ao menos não quando passou tão pouco tempo desde nossa conversa.

–... E ele nos deu o endereço do filho dele e o nome da garota – expliquei.

– Que é...?

– Drew Lockwood. Soa familiar?

– Não – respondeu. – De qualquer forma, venham rápido. Diamont... Bem, eu consegui algumas notícias que Diamont não queria compartilhar.

Ela desligou, e Nick me empurrou para dentro do táxi assim que eu guardei o celular.

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– O que há de novo? – perguntei, quando Nick e eu chegamos (encharcados) na sede da DM.

Min se mexeu desconfortável em seu pufe.

– Diamont encontrou registros da família da Drew em uma igreja Mórmon. Nada muito específico, apenas confirmando que ela, muito provavelmente, tenha influências ali.

Levantei-me do meu pufe com um pouco de dificuldade, porém, disposta. É a vida, né?

– Quando nós vamos?

Megan se surpreendeu com minha disposição, mas rapidamente respondeu.

– Agora. Só... Vamos nos molhar.

Fingi que nem imaginei.

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– Não entrem aí – avisou Diamont.

Nós estávamos na porta da igreja, prontos para entrar. Riley olhou para ela como se ela estivesse maluca.

– Por que não entraríamos?

– Porque não. Estou só avisando...

Ele revirou os olhos.

– Vamos logo.

O aviso de Diamont também não me deixou receosa. O que havia demais em entrar naquela igreja? Francamente, era apenas uma igreja.

– Tudo bem então, faça o que quiser, Sr Bonzão.

Eu achei que Riley ia matá-la. Sério.

– Não. Me. Chame. Assim – soletrou ele.

– Ah, qual é. Você nunca ouve os outros...

Riley provavelmente percebeu que estava se irritando, porque deu às costas a loira e entrou na igreja. Nós o seguimos, e ele parou diante dos vários livros de registos, que estavam sob um pedestal no altar.

– Os registros que eu encontrei estão aí.

Nós seis trocamos um olhar de dúvida coletiva, acho. Não podíamos simplesmente tirar o livro dali, e a igreja parecia vazia.

E o que aconteceu em seguida foi muito rápido, mas assustador.

Um cara loiro surgiu detrás das pilastras, e eu reconheci o cara na hora. Jason Miller. Minhas pernas praticamente levaram um choque e simplesmente cederam, enquanto eu ouvia o som de três balas saindo da arma.

A primeira coisa que eu fiz depois que os sons pararam foi ver se eu ainda estava viva, e por incrível que pareça eu estava. Só então, fui olhar meus amigos.

Nick, Diamont e James eram os mais próximos, e estavam ilesos. Mas quando eu olhei para Riley e Megan, meu coração parou.

Um tiro o acertou de raspão no braço, mas fora isso, ele estava bem. Ela é que estava em um estado mais crítico. Dois. No peito. E já parecia morta.

Na mesma hora, eu comecei a chorar.

– Ah... Meu Deus... – minha voz tremia, e eu gritei o nome dela inutilmente. – Megan!

Riley estava todo sujo de sangue e parecia a beira do desespero. Nick estava imóvel. James parecia não saber o que fazer, mas Diamont estava mais concentrado no cara plantado na frente dela.

– Olá, Dia – cumprimentou ele. – Não me esperava aqui, não é?

– Seu...

– Será que dá para discutirem depois? – pedi, gritando. – Minha amiga está morrendo aqui, se não notaram.

Ele revirou os olhos.

– Era essa a intenção – e se virou para Diamont. – A IK está te esperando... E não está nada feliz.

– Atirar na garota era necessário?! – gritou ela. Sabia que ela não se importava com Megan –– talvez só estivesse dizendo aquilo porque cuidar dela a cansaria.

Jason sorriu.

– Claro. Só para você ver que nós não estamos brincando.

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Não sei explicar como ele fugiu, mas ele conseguiu. Também não sei explicar como fomos parar no hospital mais próximo, mas conseguimos.

Megan estava no pronto socorro. Nós estávamos quietos nas cadeiras. Riley não dizia uma palavra, mas parecia a beira do desespero.

Ele não tinha mais esperanças, novamente.

E eu gostaria de dizer que tudo terminou bem. Que quando a enfermeira abriu a porta do quarto, ela estava com um sorriso no rosto, dizendo que Megan era super sortuda e que estava viva, forte e saudável. Mas desejos são desejos e querer não é poder. Existe a vida e existe a morte, e é inútil tentar impedir que o ciclo ocorra.

– Sinto muito. Ela está morta.

Notas finais
E AI???? O QUE ACHARAM???? MEGAN MORTA, AMÉM SENHOR! Beijos, ~Ash