Mystery, Dear Mystery
33 Mystery 10 – Meu Passado Me Condena 3/3
Notas iniciais
Narração por: Diamont Hale
Me senti bem desesperada, como sempre que eu tive um dos meus ataques, ainda mais quando se está embaixo da água... Eu quase suspirei, mas me lembrei que precisava de oxigênio que estava ali, e também não sei se era possível suspirar no meio daquelas ofegadas de cachorro que eu dava.
Parecia que eu teria que fazer o que eu estava pensando mesmo... Eu me concentrei na imagem de Diamond na minha frente, e logo ela estava mesmo na frente, da minha mente.
– Oi Diamond, que prazer em te ver! Agora eu não sei se você reparou mais eu estou quase morrendo aqui, dá para me ajudar? Obrigada pela compreensão!- eu falei mentalmente, ela me deu um sorriso tão doce quanto chocolate amargo.
– Dia também é um prazer te ver! Eu estou ótima obrigada por perguntar! E o que mais mesmo! Ah é você quer uma ajuda aí...- eu fiquei esperando ela falar algo, mas ela continuou de boca calada olhando para mim desafiadoramente, até que eu quase bufei irritada, mas de novo lembrei da merda do oxigênio.
– Desculpe! Mas é sério eu preciso da sua ajuda!- eu afirmei me sentindo mais desesperada ainda... Se Diamond não me ajudasse, ninguém mais ajudaria. Ela revirou os olhos impaciente comigo. O que sociedade tem contra mim mesmo?
– Você pediu ajuda para a pessoa errada.- em seguida ela me indicou o Nick com a cabeça, eu olhei para ele confusa, o mesmo me olhava confuso, eu voltei a olhar para a Diamond, ela suspirou casada, como quem diz "Ela é besta ao algo assim?!"
– Ele tem os dons do Bradley...- uma lusinha se acendeu na minha mente, como eu fui tão burra a ponto de me esquecer disso? Logo a imagem de Diamond na minha mente já tinha sumido. Eu nadei até onde o Nick estava.
– Olha sei o que pode tirar a gente daqui- ele olhou para mim esperançoso, como quem diz "Diz logo! Não reparou que a gente está morrendo aqui por falta de oxigênio?"- Você!- ele me olhou sarcástico e cínico, ok não foi a melhor respostado mundo, eu admito...
– Ah claro! Como eu vou fazer isso mesmo? Porque me jogar contra esses trecos é que eu não vou!- eu encostei a minha cabeça na parede de pedras, como dizer aquilo para ele de uma maneira que pareça normal?
– Olha isso pode parecer loucura... Mas, meus parabéns, você é capaz de controlas os quatro elementos da natureza! Então controla logo a merda da água e tira gente daqui!- ele olhou para mim como se eu fosse louca, e se afastou um pouco de mim, o que eu não duvido que é o que eu estou parecendo, uma louca que fala coisas sem nenhum sentido, mas ok!
– Você é louca!- as paredes pareciam estar diminuindo ou era só impressão minha? Eu sabia a resposta estava no fundo da minha mente, era ilusão, quando eu estou bem... Claustrofóbica eu começo a alucinar com o lugar. Isso só me deixou mais aflita, quer dizer morrer de claustrofobia em uma Atlântica do século XXI é tudo que eu não queria para mim! Já não sei o Trent. E ainda morrer parecendo uma louca! Com certeza não era assim que eu esperava "Ir para um mundo cheio de unicórnios coloridos e brilhantes"!
– Não, não sou! Olha, Riley fala com os fantasmas, eu sou a esquisita que lê a mente das pessoas, manipula os sonhos e controla os objetos e afins, Lucy fica invisível, James vê o futuro mais próximo de você e o passado, e você controla os quatro elementos! Faz todo o sentido do mundo!- eu falei tentando convencer mais a mim mesma do que a ele, que sentido isso fazia? Era tão bizarro quanto falar que eu assistia aos Teletubes com 21 anos de idade. Mas desde quando a vida tem sentido? Olha a ironia: nascemos para que? Para morrer, temos sangue para que? Para depois de um devido tempo nos cortar e perder ele, temos cabeça para que? Para pensar em como evitar o inevitável. Nick estava com uma sobrancelha erguida para mim, e continuava me olhando como se estivesse em dúvida se acreditava em mim ou se eu era uma maluca pirada. A segunda opção devia ser a mais provável na cabeça dele... Só acho, ok?
– Então eu consigo controlar essa água...- eu cortei ele revirando os olhos, como ele é assim tão besta? As paredes começaram a "diminuir" de novo, isso estava ficando sério para mim. O cilindro de oxigênio estava abaixando, não precisava olhar para mim saber disso.
– Você consegue controlar a água, o ar, o fogo e a terra. Quando você fica com raiva começa a chover, já reparou isso?- ele pareceu concordar mentalmente com isso, mas ainda assim parecia confuso. E eu estava perdendo a paciência com isso! Qual é a dificuldade desse ser tentar logo de uma vez controlar a água (isso deve ter soado bizarro, muito bizarro)?! Nenhuma! Acho que tanto como controlas a mente das pessoas, e vai por mim não existe dificuldade NENHUMA em se fazer isso, só que talvez nas primeiras tentativas você morra, mas não é nada demais...
– Então como eu faço para controlar a água?- eu revirei os olhos perdendo a paciência e o juízo de vez, acho que se eu gritar vai ser a melhor opção mesmo, vai que ele me escute?! Porque estou desconfiando que de uma hora para a outra ele virou um surdo! Só pode ser...
– EU NÃO SEI!- eu gritei já entrando em desespero profundo, eu teria falado uns palavrões se eu não precisasse de oxigênio que estava ali. Qual é a dele? Não reparou que eu estou para ter um ataque aqui?! Claustrofobia mexia com a minha cabeça, eu não conseguia pensar direito quando estava naquele estado! Chegava a ser doentio! O que na verdade era... Ele me olhou, eu não sabia o que aquele olhar queria dizer, só sabia que ele não parecia estar bravo... Parecia estar com alguma coisa bem diferente de raiva, ódio e braveza, eu revirei os olhos impaciente.
– Certo...- ele pareceu se concentrar, e do nada a correnteza mudou de rumo, indo em direção a barreira que nos prendia ali, o negócio saiu do nosso caminho, eu tive que admitir para mim mesma: isso era muito foda! Queria ter esse dom... Imagine que controlando um tsunami em uma cidade inteira? Ou quem sabe tacando fogo sem precisar de álcool (que foi? Economiza a grana! Não que eu precise, mas ok)? Ou quem sabe eu mandando um maremoto bem no lugar onde o meu pior inimigo estava? Ou eu fazendo uma pessoa tropeçar e de repente um buraco abre e a pessoa morra enterrada viva? Seria bem legal...
Nós nadamos para fora e tiramos o corpo da vítima de onde estava, subimos e tiramos os trajes estranhos que me fazia parecer um hipopótamo, assim que saímos da árvore, andamos um pouco, procurando uma mesa para colocar o cadáver da velha ruiva que morreu, que a propósito James era quem estava carregando (longa história, e claro muita briga da nossa parte), assim que nós sentamos em um banco que tinha ali, e a mulher ruiva estava jogada de qualquer jeito em cima da mesa (essa cena faria qualquer pessoa ter um ataque só de ver o corpo de um morto ali, mas eu não estava nem aí) tivemos tempo de ver uma cena que me chocou: um homem que estava com a calibre 50 em uma mão e a Magnum 47 em outra, mas o que me chocou foi que eu conhecia esse homem, ele estava colocando umas balas em ação, isso resultou em uma movimentação dos pessoas que estavam lá, que eram bastante, estavam "reformando" aquela Atlântida, não sei o porquê, os mesmos olhos negros como a escuridão, duros e frios, o mesmo físico, talvez até mais musculoso, o mesmo cabelo embaraçado e rebelde que não parava nunca em um mesmo lugar, a mesma expressão assassina psicótica que eu tanto uso, só que dessa fez estava nele, éramos como um espelho, tudo o que eu via nele eu já fiz, ou já pensei em fazer algum dia na minha vida.
Eu soube que ele foi o assassino, o culpado de eu ter perdido a minha sexta para vim nesse fim de mundo, ele sempre era o culpado... Não importa do que, é sempre ele. Porque ele estaria aqui? Jason Miller insistia em ser a minha sombra pessoal nos piores momentos, talvez nos melhores também, e uma prova disso foi quando ele fez o barulho do silvo da neve, eu não contei isso para ninguém, mas na IK o silvo da neve significa outra coisa: a neve é fria e te queima ao mesmo tempo, fique desprotegido dela que você pode acabar morto. Acho que não preciso explicar, né?!
Jason fez o silvo para mim, isso não pode ser bom sinal! Depois disso ele correu para dentro do lugar desmoronado, eu percebi então que era a única que estava sentada no banco, o povo já tinha saído e tirado o corpo da vítima da mesa, e estavam ajudando os feridos, e eu na verdade estava em choque até para me lembrar do meu próprio nome! Jason Miller tinha esse efeito sobre mim... Incrivelmente eu gostava disso, gostava do jeito em que ele me deixava, mas não gostava de um pequeno detalhe que tinha aí no meio.
– Hey, loira assassina psicótica e claustrofobia vai ficar aí parada feito uma estátua, ou vai ajudar a gente?- Nick falou olhando para mim. James me olhou de olhos arregalados, eu não vi motivos para isso... Não espera! Ele não sabe que eu sou claustrofobia! Ele não sabia... Céus, como o Nick pode saber e o James não?! Cadê a lógica nisso?!
– Você tem claustrofobia?!- incrível! Parece que eu confio mais em uma pessoa que eu acabei de conhecer e que é meu inimigo do que em uma que sempre esteve comigo ao meu lado, eu me senti péssima por isso! Mas só me limitei a levantar e suspirar, eu me senti aliviada ao perceber que estava em um lugar bem espaçoso, a sensação da claustrofobia ficava por um tempo.
– Tenho...- eu deixei a palavra no ar, não queria lembrar de minha fobia pessoal que eu nem sempre tive! Bom, como começou? Desde o incêndio... Não me lembro de muitas coisas, só me lembro de um lugar pequeno antes de eu esquecer tudo. Eu lancei um olhar mortal ao Nick, e ele só deu de ombros, mas deu para ver o medo no olhar dele, até porque eu estava usando o meu olhar "Morre logo, vê se faz um imenso favor a sociedade e vai pro inferno de uma vez!"
– Desde quando?- James perguntou cruzando os braços, eu não o culpo se eu fosse ele também iria querer respostas.
– Acho que desde os onze anos de idade. Não achei nada importante para você saber James, claustrofobia não muda a minha vida, lugares pequenos mudaram, ser claustrofóbica só me da vontade de não querer andar em elevadores, mas não muda nada, absolutamente nada em mim, não para mim pelo menos.- eu falei cruzando os braços sentando no chão, não me importei se eles me achariam louca, Nick estava do aquele mesmo olhar de antes... O que ele tinha hoje? Digo, ele estava estranho... Acho que hoje eu mereço pelo menos sentar em algum lugar por três segundos! Porque conhecendo o Jason como eu conheço é bem capaz dele mandar um tiroteio aqui.
E não foi isso que aconteceu? No momento seguinte uma bala me pega de raspão, eu me viro para onde a bala deveria ter vindo, em seguida corro atrás de uma árvore, como proteção, eu pego a minha calibre 50, e eu particularmente não estou a fim de lidar com Jason, não hoje, não com ele sabendo do que ele sabe.
O tiroteio rolava e eu não dei a mínima para isso! Sabia exatamente como parar ele em um segundo, só precisava de uma brecha. Até que eu a encontrei, sai detrás da bendita árvore e fiquei em alvo fácil, juro que escutei o Nick me mandando voltar, mas ignorei, nenhuma bala foi mais ouvida.
Eu não relaxei nem um músculo, não enquanto ele não aparecesse.
– Eu vou atrás da pessoa que fez isso.- nem esperei eles falarem nada, eu fui logo atrás do Jason da serra elétrica, esse apelido se encaixava muito bem nele, considerando que ele matou uma pessoa prendendo ela e em seguida a decapitando com... Bem, com uma serra elétrica.
– Jason! Sai logo da toca!- eu gritei quando já estava longe o bastante para ninguém dali me escutar. Em menos de um segundo, como resposta, escutei o silvo da neve, fui à direção dele, e adivinha? Dei de cara com o senhor serra elétrica em cima de uma árvore, eu cruzei os braços em frente ao peito e ergui as sobrancelhas.
– Diamont bom te ver também!- a voz dele estava carregada com sarcasmo, eu sabia que ele queria estar ali tanto como eu, eu revirei os olhos, enquanto ele pulava da árvore, mas a verdade é que eu estava bem tensa... Jason sabia muito sobre mim... Até demais. E isso me fazia temê-lo imensamente, por esse motivo nunca contei nada a ninguém sobre o meu passado, mas por algum motivo eu mostrei coisas para o Nick que Jason levou anos para descobrir em semanas... O que eu tinha? Ele era o meu pior inimigo, Nicholas acabou com a minha vida, não devia ter confiado uma só daquelas memórias a ele!
– O que você quer?- eu perguntei impaciente, ele me deu um sorriso sarcástico e cínico, igual ao meu, minha consciência insistia em denominá-lo sexy daquele jeito. Merda a águe mexeu com os meus neurônios!
– O que você quer? Você sabe o que eu quero, mas é o que você quer? Se livrar deles?- Jason perguntou, agora ele que parecia meio impaciente, como se tivesse sido obrigado a falar isso, eu sabia o que ele queria de verdade: me agarrar ali mesmo, eu li isso nos pensamentos dele, mas ignorei, não estou tão caixinha por ele a esse ponto, eu pensei um pouco, quer dizer não me importo nem um pouco com eles, tirando James, na verdade eu daria uma festa caso eles morressem (como eu disse tirando James) mas...
– Sabe que sim, mas isso destruiria o meu disfarce, o que a IK já recebeu?- eu perguntei frustrada! Não podia ter o que eu mais queria... Era sempre assim! Sempre a vida dava um jeito de tirar de mim o que eu mais queria. Tudo o que eu queria às vezes era ser uma mulher normal de 21 anos que não tem que se preocupar com ex-namorados que podem te ameaçar e revelar todos os seus segredos, eu queria poder dormir sem ter que esconder uma faca embaixo do meu travesseiro, eu queria poder... Ser normal... Mas parece que isso é uma missão impossível!
– O que você enviou... Agora repetindo: o que você quer?- ele perguntou mortalmente próximo de mim, eu senti um arrepio percorrer o meu corpo, um arrepio de medo e de mais alguma coisa que eu não identifiquei quando o hálito de menta dele invadiu o meu rosto, ele podia muito bem sacar a calibre 50 agora por culpa da nossa proximidade, e não digo só físicas... Mas apesar do medo, tinha alguma coisa boa, e eu tinha certeza que não era só da minha parte.
Jason e eu tivemos um caso no passado, um caso que não foi fechado muito bem.
– Esse caso, digo o caso da minha equipe completado. Pode dar um jeito né?! Até porque foi você que o causou inteiro e me fez perder a minha sexta, Jason! Ainda vou me vingar!- de fundo escutei o povo me chamando, nem liguei, Jason deu um sorriso convencido para mim e jogou para mim uma pasta, ele já estava saindo, quando eu corro até ele e seguro o pulso do mesmo com força, fazendo-o virar para mim
– Nosso segredo ainda é um segredo?- eu perguntei sem conseguir esconder o medo evidente na minha voz, ele deu um sorriso psicopata e disse em uma voz sedutora no meu ouvido:
– Isso depende de você Dia.- eu juro que senti o meu coração acelerar ao escutar aquilo... Não que eu tivesse esperado algo diferente da parte dele, quer dizer todo aquele fingimento de se importar comigo era tão falso que nem enganava o mendigo da rua da esquina! Em seguida ele já estava dando meia volta, o povo já estava me alcançando, dava para ver eles dali, eu estava em choque ali no meio dos dois. Jason pareceu mudar de ideia e deu uma meia volta até onde eu estava, foi aí que eu pensei: eu estou mortalmente morta! Quer dizer eu confiava nele apesar de tudo, mas sei que se alguém decidir sacar a calibre 50 o negócio fica tenso.
Quando Jason estava perto de mim de novo eu recuei um passo para trás, mas o problema era que trás estava o povo, eu não sabia mais para onde eu devia ir, talvez para o lado? Antes que eu pudesse me decidir ele de ombros e falou:
– A gente se encontra de novo, Elisa mandou lembranças por sinal.
– Então acho que a gente se vê por ai Jason e da próxima vez tente não assassinar ninguém...
– Acho que isso é uma tarefa meio impossível...- ele disse e em seguida me deu um sorriso enigmático antes de sair dali me deixando com cara de taxo por um motivo: ele saiu dali em um HELICÓPTERO! E ainda por cima com a sigla IK gravada na lateral, porque ele me deixou aqui com esse bando de panacas mesmo?! Ah é lembrei estamos falando do Jason da serra elétrica, o cara que não tem medo de morrer!
Eu me virei para o povo que olhava tudo aquilo, bobos, eu revirei os olhos impaciente, porque todo mundo queria se meter na minha vida pessoal mesmo?
– Adivinha quem acabou de fechar o caso? Em menos de trinta minutos queridos!- eu disse com uma voz zombeteira para eles, eu joguei a pasta para a Lucy, que pegou ela em pleno ar e leu, depois que ela tirou os olhos assombrada com o que tinha ali.
– Como você conseguiu isso?- ela me perguntou estática- E nem vem me falar que foi você que preencheu, porque não foi!- eu dei um sorriso sarcástico para ela.
– Isso se chama salvar a pele, não estou nem aí se essa pasta não foi a gente que fez, vai salvar a nossa pele e pronto é isso que importa! Agora se vocês querem que o chefinho faça as mesmas coisas de sempre e humilhem vocês eu não estou nem aí. Só sei que Jason fez um favor para mim ao me dar isso e eu vou usar!- eu afirmei séria, todo mundo se olhou ali, o clima ficou tenso, Lucy disse que iria sair para pegar o corpo da vítima, concordamos em usar o fichário falso do Jason, James foi com ela ajudá-la a pegar o defunto.
– Quem é Jason?- perguntou o Nick com curiosidade, eu olhei bem no fundo dos olhos dele e disse.
– Isso não é da sua conta Nicholas! Não é da sua conta o meu passado, não devia ter te mostrado nada daquilo, ok? Esquece tudo o que viu e NUNCA mais volte a tocar nesse assunto, seja comigo ou com qualquer pessoa, estamos entendidos? Se não eu juro que eu te mato.- eu não falei como uma ameaça, falei como uma promessa, uma promessa que eu cumpriria custe o que custar. Ele pareceu engolir em seco. Mas acho que não foi pelo o que eu disse.
– Loira...- eu logo cortei ele colocando uma faca no pescoço dele.
– Esquece! Se não eu mesma apago a sua memória, Nicholas isso não é da sua conta! Não quero a sua pena! Não quero que você me faça parecer fraca! Então esquece isso, se não eu juro que te mato agora e acabo com o que você começou a uns anos trás!- eu não quebrei a conexão com os olhares em nenhuma das minhas palavras, ele pareceu ficar com aquela mesma expressão que eu não sei o que quer dizer de antes, ele suspirou e disse:
– Pode confiar em mim. Nunca vi nada daquilo que você me mostrou e juro que nunca contaria para ninguém...
– Nuca contaria para ninguém é?! Me chamar de claustrofóbica na frente de James e Lucy?! Faz ideia do problema que você quase me arranjou? Nicholas se eles um dia se revoltarem contra mim podem me prender em um lugar pequeno e me... Me torturar diariamente com isso e eu estaria tão afobada que nem conseguiria fugir dali! Nicholas eu não confio em você, aquilo naqueles dias foram rápidos surtos de carência, não era para ter chegado nesse ponto.- ele assentiu sério, o que parecia uma raridade da parte dele.
– Fraca por quê? Não te acho nem de longe fraca...- eu suspirei e tirei a faca do pescoço deles disse na maior frieza que consegui colocar na voz:
– Não é da sua conta.- dito isso James e Lucy apareceram ali com o corpo protegemos ele e fomos para o aeroporto e pela primeira vez em tempos "completamos" um caso, não me importa se não foi justamente... Ainda assim completamos.
[][][]
Equipe SHWT
Mystery 10 – Lake Mead, St. Thomas, Nevada.
Vítima: Ally Down
Autópsia:Envenenamento
Elementos da CC (Cena do Crime):Uma cidade submersa, agora demolida.
Suspeitos: Jason Miller
Assassino: Jason Miller
Observações finais: Jason Miller é um assassino procurado, membro da organização inimiga Internetional Killers.
Foi ai que me deu a imensa vontade de matar o infeliz.
Fale com o autor