Mystery, Dear Mystery

32 Mystery 10 – Meu Passado Me Condena 2/3


Notas iniciais
Não demorei dessa vez! Ok, essa parte é muito troll, tipo MUITO troll, hehehehe. Aproveitem o cepítulo e eu vou tentar postar com mais frequência, ok? Ok. E os banners não estão colando aqui! #Triste

Narração por: Diamont Hale

Pense em todos os tipos de cidades estranhas. Espero que uma cidade submersa venha à sua cabeça, porque era exatamente o que estávamos vendo. Afastada de tudo, basicamente no fundo do mar, estava a nossa cena do crime. Era mesmo uma espécie de Atlântida... Lugar criativo para um assassinato.

Amaldiçoei Greeleaugh mentalmente, e não só porque nos mandou para lá, mas também por ter deixado Riley e Megan curtindo a vida, e, como sou uma pessoa impulsiva às vezes (sempre), acabei protestando...

– AAAAAAAAAAHHHHHHH! QUE ÓDIO DESSE FILHO DA MÃE!

– Ela é bem controlada, não? – comentou Nick.

Eu já tinha pegado a cabeça dele e já ia matá-lo afogado, mas James me impediu.

– Diamont, não gaste suas mãos com esse idiota.

Nick olhou para James. Aposto que ele mataria James afogado se eu não estivesse segurando a sua cabeça. Lucy estava pouco atrás de nós, com os braços cruzados.

– Vocês são tão... Infantis!

– Como se você também não fosse – falei.

– Não, Dia, ela tem razão. Nós somos infantis e inocentes... Vamos para a cama?

Lucinda curvou a cabeça para frente, tossindo como se fosse vomitar. E, acredite ou não, foi exatamente o que ela fez. Sério, como essa garota conseguia ser tão dramática?

– Argh, Lucinda! Quanto drama, hein, garota?

Winners fechou a cara para mim e novamente eu me perguntei o que diabos James viu naquela garota. Ele amava um desafio, mas ficar lutando por ela... Não me parecia algo saudável.

– Como eu estava dizendo, antes de a loira assassina me interromper... Eca, Lerman. Coloca uma coisa nessa sua mente limitada: eu nunca vou transar com você. NUNCA. Isso soa claro?

– Tão claro como o azul piscina de seus olhos.

A garota também estava mexendo com os neurônios do meu amigo. James é um dos caras mais criativos com cantadas, do tipo que nunca perderia tempo com uma porcaria de cantada dessa. Acho que lá na época da Diamond os homens conquistavam as mulheres assim. Anotei mentalmente para perguntar para ela depois.

– Quando eu vomitar novamente vai ser em cima de você. – ela ameaçou com um sorriso angelical, como o que eu dou quando quero fingir que não sou uma assassina, e sim uma anjinha inocente. – Vamos entrar nessa droga de mar ou não?

– Hey! Respeite Poseidon! – falei. – Vamos sim, amorzinho. Eu só estava esperando você fazer seu drama.

Por um momento eu pensei se ela estava cogitando ter a coragem de vomitar em mim, em vez de em James. Acho que ela pensou duas vezes, porque me lançou um olhar gélido e foi em direção ao mar.

– E se eu fosse você tomava cuidado com as algas venenosas na margem... – comentei como quem não quer nada, bem depois que Lucy colocou a perna no mar.

– VENENOSAS? – ela saiu rapidamente do mar, olhando preocupada para a perna.

– As algas venenosas para os peixes...

Se ela não fosse uma das pessoas certinhas e sem graça da DM, teria sacado a calibre 50. E estaria assinando o próprio atestado de óbito, porque eu sou bem mais rápida que ela e com certeza explodira a cabeça dela antes que a mesma pudesse colocar a mão no gatilho.

Lucy deu meia volta e voltou a entrar no mar.

– Ahn... Lucy? – chamou Trent, que recebeu um olhar nada bonito da arrancadora de cérebros. – Ainda temos que conectar os equipamentos de mergulho a nós... Esqueceu?

Winners olhou do mar para Trent.

– Argh, que seja. Mas rápido, quero arrancar um cérebro. – uma distorção do ditado que diz que “É falar no diabo que ele aparece” para “É falar em cérebros que a arrancadora aparece”. Lindo, não? RIDÍCULO.

Trent tirou os equipamentos de mergulho, tais como os cilindros de oxigênio, do táxi (o motorista, por sinal, estava ficando louco da vida) e trouxe para nós. Olhou para James e eu e deu de ombros, meio que dizendo “Se virem”, enquanto ia ajudar Lucy.

– Ótimo. Muito prestativo, ir ajudar a Lucinda e nos deixar aqui. – falei. – James, me lembre disso quando Nicholas estiver morrendo.

– Com todo prazer. – eu conhecia James bem o suficiente para saber que ele queria que esse momento chegasse o mais rápido possível.

Após alguns minutos de ajustes, cada um de nós foi para trás de algumas árvores (não sejam James. Não pensem besteira) para vestir as roupas de mergulho. Eu detestava aquele troço colado em mim, mas eu não tinha escolha ou iria morrer com a pressão da água. Repetindo, eu odeio, odeio mesmo aquele troço. Eu fico parecendo um pato gordo quando o visto.

Fui a última a terminar. James e Trent estavam meio que... Cômicos com aquelas roupas. Não vou dar detalhes, mas Winners e eu concordamos que não dava para não rir daquilo.

James e Trent estralam os dedos em perfeita sincronia. Então eu lembrei que tínhamos que entrar na Atlântida do século XXI. Merda.

James foi primeiro e eu o segui. Lucy e Nick entraram ao mesmo tempo. Tínhamos três horas de oxigênio, e tínhamos também um equipamento que permitia que conversássemos uns com os outros, desde que fossem frases curtas, pois assim pouparíamos oxigênio.

A cidade era mesmo uma espécie de Atlântida do século XXI – cheia de equipamentos tecnológicos que deviam datar da última década, já que hoje em dia temos coisas mais... Hum, tecnológicas. Provavelmente uma daquelas pequenas cidades litorâneas que o CNN acha que não vale a pena avisar que o mar engoliu.

Era uma cidade pequena. Já estava cheia de algas e dessas coisas nojentas que vivem no mar. Tinha uns prédios baixos e um pouco de asfalto. Sem sinal de carros. O corpo estava bem na nossa frente: era de uma mulher ruiva que aparentemente teve o sangue drenado pela água e todas as provas aparentes do crime foram junto.

– Puta que pariu – disse Trent. – Maravilhoso. Agora não temos provas. Sério, eu amo, amo muito mesmo crimes subaquáticos. Os assassinos podiam fazer mais coisas assim, porque eu vou investigar com todo o prazer. – ele praguejou algo que devia ser uma maldição ou algo assim. – Incrível mesmo. Se alguém tiver sugestões de como começamos, digo para vocês não ficarem acanhados. Soltem-se, pessoas! Sejam sociáveis porque isso vai ser difícil.

Juro que Lucy engoliu em seco.

– Nem quero pensar no que o Sr. Greeleaugh vai nos dizer se voltarmos à DM com um caso inacabado.

– Idem. E...

Antes que aquele tonto continuasse, eu o interrompi.

– Frases curtas, Trent. Quer morrer afogado? Por que não me avisou antes? Vá em frente! – sarcasmo, quer casar comigo? Ok, isso foi exagerado.

– Não precisa se importar tanto comigo – se eu pudesse matá-lo, eu teria feito naquele momento. – Mas já que você insiste loirinha, vou calar a boca.

– Maravilhoso. Continue fazendo favores à sociedade como esse. – disse James, enquanto olhava para a mulher. – Alguma sugestão?

Silêncio mortal.

– Ok, acho que terá de ser o que eu estou pensando mesmo.

– O que é? – apressei-o.

– Bem... Nós vamos ter que vasculhar os pertences da vítima. Tentar achar algo que nos ligue ao assassino...

– Ô, gênio, é o que sempre fazemos. – cortou Lucy. – Certo loira assassina e Mr. Happy, vocês ficam aqui. O tonto e eu vamos do outro lado ver se encontramos algo. Aproveito e tento matá-lo... – ela nadou para o outro lado e James a seguiu. Eu não podia ver, mas sabia que ele estava revirando os olhos.

Nós esperamos os dois se afastarem e, mesmo após, não conversamos nada. Só nos aproximamos do corpo enrugado da mulher e começamos a procurar por evidências.

– E então, algo mais sobre seu passado que queria me contar?

– Você é bem direto, hein? – comentei. – Não, não confio em você ao ponto.

– Também confio muito em você, obrigado. – Trent e seu idiotismo.

– Você é a mãe de todos os idiotas.

– Você é a pessoa mais chata que eu já conheci.

– Quando sairmos daqui, eu te mato.

– Já calei a boca.

Olhei dentro dos bolsos do casaco encharcado que a mulher usava e só encontrei aquela coisa papada e nojenta que o papel vira depois de molhado. Nick murmurava dizendo que aquilo não era justo com eles e que Greeleaugh estava virando um velho doido, barrigudo e idiota. Eu tinha que concordar com ele, porque primeiro eu perco minha sexta para vir para cá em troca de quê? De investigar um caso para a organização que quero destruir. E, ainda por cima, um caso em baixo d’água em que sou obrigada a resolver ou vou sofrer sérias punições – como se aquele velho pudesse me punir de alguma forma.

– Alguma novidade?

Eu ia negar quando o cenário da cidade começou a tremer – literalmente.

– Mas o quê...? – Nick começou o que foi um péssimo negócio.

Só ele perguntar que diabos era aquilo que a resposta veio. Uns prédios começaram a cair – um quase caiu sobre a vítima, que estava no asfalto, e outro quase nos esmagou. Trent e eu puxamos o corpo para um lugar seguro (uma coisa que eu odeio na DM: primeiro os mortos, depois o seu bem estar. Qual o sentido disso? É doentio.) e, só depois que a mulher estava fora do perigo dos prédios (nós a colocamos em uma espécie de vala... Espero que nada a entupa), começamos a nos preocupar se sairíamos vivos. Eu nem sabia se James ainda estava vivo e não queria aqueles pensamentos em minha cabeça.

Trent e eu nos afastamos o máximo possível dos prédios, que caíam por todos os lados, ou seja, ficamos no meio. Mas quando percebemos o erro que cometemos, era tarde demais, pois o entulho fez uma espécie de cúpula ao nosso redor.

Estávamos presos.

– ESTAMOS PRESOS! – Trent gritou o óbvio.

– Vou fingir que não reparei.

Ok, eu estava nervosa, tipo, bastante. Eu não queria morrer assim, afogada!

Notas finais
Povo eu tô' apaixonada por essa foto da "Dia" lá em cima! O que será que vai acontecer agora? '-' Digamos que a saída deles não vai ser nada modesta. Beijos, ~Ash P.S: Alguém tem algum livro bom para me indicar? Sem ser "A Culpa É Das Estrelas" e romances do João Verde.