Notas iniciais
Oi amoras. Sim, eu sei que era pra postar só na segunda, mas eu conversei com a Ash então decidimos que tem segunda e quinta. Eu sei, vocês nos amam. Não? Capi­tulo dedicado a Sammy K, nossa leitora nova e a Scar W. Kane, que fez esse banner divo Enjoy.

Narração por: Riley Stones

– Lucinda, acho que você tem outros dois corpos para autopsiar. – falei, apontando para a ruiva e para o Wilson, mas os olhos de Lucinda brilhavam em direção ao peito ensanguentado de Wilson.

– Vamos lá retirar corações! – ela passou as mãos umas nas outras como uma verdadeira... Maníaca. – Me ajudem a carregar os corpos para dentro da casa. Preciso que dois de vocês tragam baldes e esponja para eu limpar o corpo do Wilson no chão mesmo. Pode ser vocês dois. – ela apontou para Megan e para mim. – Nick, prepare a balística, o calibre da arma vai nos ajudar a encontrar o assassino. – ela abriu a maleta e tirou seu estilete de autópsia.

Lucinda Winners é uma maníaca. Eu já vi milhões de autopsias, mas nenhuma como aquela. Deixaria qualquer um com pesadelos à noite. Como se deve fazer em toda autópsia, ela deixou Joseph totalmente nu – acredite, é processo indispensável nas autópsias. Depois, lavou todo o sangue com a água (imagina, foi com lama) e a esponja. O buraco no peito de Joseph era enorme. Depois, ela abriu sua cabeça e retirou o cérebro do cara, nem me perguntem o porquê. E ainda guardou em saco identificado, vai saber.

– E a bala? – perguntei depois do show de horrores.

– Atravessou o corpo. Deve estar pregada em uma das paredes da casa...

– É uma calibre 50. – interrompeu Megan. – A julgar pelo tamanho do ferimento. – Eu estava pronto para desmentir. Não poderia ser uma calibre 50. É a arma padrão da DM, só da DM. Foi então que ela pegou a própria arma, abriu o pente, tirou uma bala e colocou dentro do buraco. A bala se encaixara com perfeição. Um clima de tensão pairou no ar. – Eu não sei com que tipo de gente estamos lidando, mas não é qualquer um.

– Pessoal, vocês vão gostar de ver isso aqui. – disse Nick, e nós fomos em direção a ele. – Encontrei a bala, estava alojada na parede, como a Lucinda disse. Vejam só.

Ele nos mostrou a bala. Tinha uma inscrição, um caractere, para ser mais exato. Parecia uma mistura da I com K com N com D, tudo junto. A bala estava bem amassada, por isso não podíamos saber ao certo o que estava escrito.

– Vou olhar no banco de dados. Lucy, acho que você vai ter que partir um cérebro ao meio.

Os olhos de Lucy brilharam. Megan e eu olhamos para Nicholas pedindo explicações.

– Não acho que Joseph seria capaz de tirar a vida da filha por vontade própria. Lucy, cheque os nervos e ligações dos dois lados do cérebro. Vocês dois podiam usar o DNA e as digitais da ruivinha para descobrir quem ela é.

Todos começamos a trabalhar em nossas funções. Megan e eu tiramos as impressões da garota e jogamos no banco de dados. Lucy cortava o cérebro com o olhar brilhando. Nick tinha a balística portátil aberta – uma espécie de tablet, mas em 3D, com o texto saltando, literalmente –, e nós fazíamos o nosso banco de dados – idêntico ao Nick, mas com digitais e DNA ao invés de dados sobre armas – funcionar. Depois de algum tempo, já tínhamos terminado tudo. O dia estava quase amanhecendo.

– Chega. – suspirou Nick. – Agora olhem para cá. – a balística estava aberta em uma espécie de distorção da bala. – Essa aqui era a nossa bala original. O caractere continua do mesmo jeito. Olhei tudo, até mesmo em caracteres estrangeiros, mas nada. Conseguiram alguma coisa?

– Só um segundinho. – disse Megan, enquanto colocava o fio ruivo da garota para examinar. – Ah meu Deus...

Foi então que eu vi.

– É Hazel Green! – exclamei.

– Você quer dizer era, não é, Riley? – acusou Megan.

Ignorei a indireta.

– E então, Srta. Abridora de cérebros?

Lucy deu um grande sorriso.

– Joseph passou por uma lavagem cerebral. – houve um “O quê?!” entre nós três, seguido de uma risada da maníaca, que continuou. – Não daquelas dos filmes. Eu não sei como, mas alguém mexeu no cérebro desse cara! Olhem só isso aqui!

Os dois hemisférios do cérebro de Joseph Wilson estavam grudados.

– O homem era um gênio... – pensou Megan, e eu já podia ver a fumaça saindo da cabeça dela. – AH MEU DEUS, LUCY, VOCÊ FECHOU O CASO! Pensem comigo: se os dois hemisférios estavam ligados, algo precisou perfurá-los para fazer isso. E, um cérebro perfurado quer dizer dificuldades de aprendizado, atenção... Acho que a ligação, ao invés de transformá-lo em um gênio, fez efeito contrário. Acho que foi fácil enganá-lo.

– Certo então. Vamos fazer umas mudanças aqui. – falei, pegando o relatório do caso.

Equipe SHWT

Mystery 01 – A casa da colina.

Vitima: Freya Wilson

Autópsia: Perfuração no cérebro devido a uma facada.

Elementos da CC (Cena do Crime):Sofás, uma estante e uma televisão. No centro da sala, uma cadeira com o corpo da vítima, onde a mesma estava amarrada por cordas.

Suspeitos: Joseph Wilson, Patrick Lawyer (provavelmente não é)

Assassino: Joseph Wilson.

Observações finais: Há duas vítimas secundárias no caso, são elas: Hazel Green e o próprio Joseph Wilson. O caso foi fechado por Winners.

Parei de escrever. Winners. Hum, acho que não. A garota pode não ser tão experiente, mas é até divertida.

Finalmente sacou que tem que dar um tempo para a garota.

Quieta, consciência.

Equipe SHWT

Mystery 01 – A casa da colina.

Vitima: Freya Wilson

Autópsia: Perfuração no cérebro devido a uma facada.

Elementos da CC (Cena do Crime): Sofás, uma estante e uma televisão. No centro da sala, uma cadeira com o corpo da vítima, onde a mesma estava amarrada por cordas.

Suspeitos: Joseph Wilson, Patrick Lawyer

Assassino: Joseph Wilson.

Observações finais: Há duas vitimas secundárias no caso, são elas: Hazel Green e o próprio Joseph Wilson. O caso foi fechado por Lucy Winners, que encontrou uma estranha ligação entre os hemisférios cerebrais de Joseph Wilson. Estão grudados. As causas das mortes das vítimas secundárias foram, respectivamente, fome (morte natural) e tiro de uma calibre 50 no coração.

Terminei de escrever e soltei um longo suspiro.

– Me sinto tão leve. – comentei.

– Sinceramente, nunca entendi você. – disse Megan.

Nós quatro começamos a arrumar nossas coisas em direção à saída. Foram horas exaustivas e cheias de informações. No céu, o sol nascia.

– Vamos ligar para Pomplew. – sugeriu Lucy, já ligando. – Olá, Sr. Pomplew. – pausa. – Winners. – pausa. – Sim, já resolvemos. Precisamos que alguém da DM venha aqui para recolher os corpos. – pausa. – Sim, os corpos. Joseph Wilson foi assassinado há seis horas e Hazel também. – pausa. – Certo, estamos voltando. – ela desligou. – Já há outro caso para nós. Vamos?

Nick começou a gemer sobre não ter dormido nesta última noite. Megan começou a repreender Nick dizendo que já ficara seis noites sem dormir. E, enquanto isso, eu vi. Um reflexo prata emergindo das árvores. E eu sabia o que vinha a seguir.

– ABAIXEM-SE! – gritei, puxando Megan, que estava bem na mira da bala, para o chão.

Todos nos escondemos atrás de uma grande pedra. Quatro tiros soaram. Rapidamente peguei a minha calibre 50 e, usando a mão esquerda, lancei cinco tiros em direção às árvores. Pude ouvir o barulho molhado da bala entrando em um estômago.

Levei a mão ao braço tentando estancar, sem sucesso, o rio de sangue.

– Nick, Lucy, continuem atirando. Eu tenho um plano.

Os dois continuaram atirando e se esquivando, enquanto Megan parecia fazer cálculos.

– Um, dois, três. – contou ela.

De repente ela ficou em pé e deu exatos sete tiros em direção às árvores. Tudo ficou em silêncio.

– Matei cinco. Outros dois escaparam. – ela guardou a arma e veio em minha direção. – Sempre bancando o herói, não é, Riley?!

– É o meu lema. – brinquei.

– Hahahaha. Vamos logo. Quero descobrir quem são esses caras. Ninguém se mete comigo e sai vivo. – ela olhou para mim. – Nem mesmo naquele dia.

Senti um calafrio.

– Megan, você dá medo, garota. – comentou Nick, rindo.

Megan sorriu simpática.

– Eu tento.

Revirei os olhos.

– Agora dá licença que eu vou consertar o seu braço. – Lucy disse, se aproximando.

– Não, obrigada. Prefiro morrer.

Ela me ignorou completamente. Calçou as luvas, tirou a bala com a pinça e só senti quando ela enfiou uma agulha no meu braço.

– Ai!

– Vai estancar só por um tempo. – ela continuou me ignorando. – O suficiente para você não morrer. Na DM eles fazem o resto.

Ela terminou. Doía, mas parara de sangrar. Só por um tempo, ela dissera. Mas servia.

Descemos a colina e, quando chegamos ao cais, ficamos sentados com as pernas mergulhadas no lago esperando um táxi. Conversamos animadamente sobre a ligação, que Megan não parava de citar, o próximo caso era o que faltava para que nossa vida virasse uma completa loucura.

– Sabe, Lucy, acho que, no dia do seu aniversário, poderíamos preparar uma festa só com cérebros. – comentou Nick.

Nós quatro rimos.

– Seria ótimo! – Lucy disse animadamente. – Desde que eu os possa partir ao meio, claro... E ligar os dois hemisférios! Sabe, que eu podia fazer isso nos meus? Vou virar gênia e quebrar a Megan!

Todos rimos, menos Megan, que fingiu estar chateada.

– Querida, eu sou demais. Ms. Thinking, lembra?

Lucy mostrou a língua e rimos diante da infantilidade da criatura.

– Qual a graça? Infantil com orgulho, seus recalcados!

– Recalcados? Aí a parada ficou pessoal! – falei.

– Eu vivo, tá?

Talvez sair pelo mundo investigando as coisas com esses três não seja tão ruim quanto eu pensei. Enquanto eu tiver Nick para mostrar o quanto é feliz, Lucy para fazer piadas e Megan para nos tirar de uma furada, tudo estaria bem.

O táxi chegou e nos jogamos em uma nova aventura.

O primeiro caso foi resolvido e agora a equipe permanece unida. Mas será que isso continuará assim? Será que The Killer parará por aí?

No próximo caso...

– Será que o Sr. Greeleaugh vai dizer alguma coisa? Quer dizer, está tudo bem...

– Riley, você levou um tiro. É claro que não está tudo bem.

(...)

– Sabe, você podia ser mais grata.

– Você podia ser menos egocêntrico!

– Ah, quer saber?! Eu não estou nem aí pra você! Eu já salvei a sua vida três vezes, Megan, três vezes! E eu nunca ouvi um “obrigada” da sua parte! Da próxima vou deixar você morrer!

– Ótimo! Eu não preciso mesmo de você, seu...

– MEGAN!

(...)

– Seja lá quem for, esse “The Killer” não está brincando.

– Eu sei.

Notas finais
Reviews? Favoritos? Recomendações? Anyway, tendo no mi­nimo um deles, fico feliz ^^ Kisses