Mystery, Dear Mystery
2 Mystery 1 – A Casa Da Colina 2/3
Notas iniciais

Narração por: Riley Stones
– Sem pulso. Ela está morta. — ela arregalou os olhos, se abaixou e colocou os dedos no pulso para confirmar. Quando recebeu a sua confirmação, arregalou mais ainda os olhos e começou a mexer no coração (uma técnica de paramédicos), mas nada.
Ela olhou para mim e disse:
– Isso é culpa sua! — foi a minha vez de arregalar os olhos.
– Como minha? Não fui eu que a prendi lá embaixo, sem comida nem nada!
– Mas foi você que simplesmente ficou em estado de choque lá embaixo, podia ter se mexido! Assim ela estaria viva, assim teríamos a nossa testemunha! A culpa sempre é sua! — ela surtou.
Eu abaixei a cabeça e vi que um pedaço de papel prendeu no meu sapato. Abaixei-me e li:
Nossa, que épico, os famosos agentes perderam uma testemunha, as cobaias da DM perderam uma testemunha, e ainda brigam por causa disso! Pois é, vocês são uns idiotas, que brincam de ser super agentes, mas que nem conseguem salvar a própria testemunha.
O que será que o Mr. Dono da DM vai achar disso? O que ele vai achar quando descobrir que os dois estão de briguinha infantil? O que ele vai achar quando descobrir quando ele se tocar que vocês não são capazes nem de salvar uma testemunha, que perderam uma?
Sabe, isso me lembra daquele caso em que vocês dois estavam envolvidos.O caso que foi um fracasso total, a culpa foi sua, daquela vez e dessa também. Quem sabe se você tivesse chegado um pouco mais cedo, ou quem sabe ter feito mais perguntas, não precisariam dessa daí. Não é à toa que a sua "parceira" te odeia. Se enxerga, você não vale nada! É só um agente inexperiente que finge bancar o herói! E a sua amiguinha, uma rata de laboratório que pensa que pode ser mais que isso! Se enxerguem, vocês são só cobaias da DM. Eles não se importam com vocês. Mas também, não me admira, vocês nem conseguem salvar uma testemunha!
The Killer
Arregalei os olhos. Quem esse tal de The Killer pensa que é para me chamar de inexperiente? Quem ele pensa que é? Como ele sabe da DM? Como ele está vendo tudo isso? Ele viu tudo isso? Ele está observando a gente?
Oras, por favor, nós sabemos que ele tem razão! Você foi um fracasso total naquela missão e nessa também. Você não conseguiu salvar a própria testemunha! Me poupe, você é mesmo um agente inexperiente...
Só acordei do "transe" quando a Megan estalou os dedos na minha frente. Eu olhei para ela, a mesma me olhava meio confusa e disse:
– O quê que é isso? — eu entreguei o papel para ela, que leu com muita atenção. Assim que terminou, ficou com uma expressão raivosa.
Antes que ela pudesse falar alguma coisa, o resto da equipe apareceu e Lucinda perguntou:
– Onde vocês estavam? Sumiram por quase uma hora! Tiramos algumas coisas do cara lá de cima. Já "visitaram" os Lawyer? E a vítima foi morta por perfuração no cérebro devido a uma facada.
– Temos problemas maiores no momento. — Megan mostrou o papel para eles, que leram cuidadosamente.
Quando acabaram, o Trent disse:
– Isso é impossível! Ninguém sabe da existência da DM! — ele falou meio em choque. Todos estávamos meio em choque.
– Parece que esse tal de The Killer sabe.
Todos ficamos em silêncio total, até que a Lucinda fala:
– Temos dois problemas, o primeiro: o assassinato, o segundo: esse bilhete. Eu acho que virão mais desses, quer dizer, esse tal de The Killer não tem medo de nós, isso está óbvio, e ele está ameaçando a gente, é óbvio que vai fazer de novo. Só que estamos em desvantagem. E se ele cumprir o que ele está falando aqui? Vamos ter que resolver um de cada vez. Vamos analisar a situação. E a testemunha está morta? — Megan assentiu, e eu me senti um belo inútil.
– Tudo bem, já foi, não tem como voltar atrás. — o Nick falou para mim. – Agora, qual caso vamos resolver? Olha, eu acho melhor nós resolvemos logo a missão e vemos se The Killer vai voltar ou não. — todos assentimos.
– E relaxe, Riley, não vamos te entregar. — a Lucinda falou.
– Ok, vamos, Megan, temos que fazer uma visita aos Lawyer.
Nós fomos para a casa, quer dizer, mansão dessa família. Bati na porta e foi o próprio Patrick que atendeu, dizendo:
– Pois não? Posso ajudar em alguma coisa?
Megan e eu mostramos nossos distintivos e eu falei:
– Somos da polícia e estamos aqui para investigar o assassinato da sua ex-namorada. — ele arregalou os olhos, e abriu a porta da casa.
– Por favor, entrem. – ele disse com nervosismos.
Entramos e Megan perguntou:
– Você sabe quem poderia ter motivos para assassiná-la?
– Não faço ideia. Freya era uma pessoa antissociável, mas nunca teve inimigos a ponto de se fazer esse tipo de coisa. — eu olhei para ele tentando decifrar a sua expressão. Logo consegui, ele estava nervoso e... mentindo. Olhei para a Megan, que pareceu chegar às mesmas conclusões.
– Tudo bem. Ela tinha uma relação amigável com o pai?
Percebi que ele ficou ainda mais nervoso.
– Eu não sei ao certo. O Senhor Wilson nunca superou muito bem a morte de sua esposa Melanie, ele parecia pensar em Freya mais como um fardo.
Eu e Megan nos olhamos.
– O que te faz pensar isso? — eu perguntei.
– Eu me lembro de uma vez em que ele bateu nela por causa de uma nota de cem reais.
Ele parecia, se possível, ainda mais nervoso. Eu e Megan nos olhamos de novo. Dinheiro, essa palavra explica muita coisa.
– Então ele é uma pessoa que se importa com dinheiro? O que ele pensou quando começou a namorar a filha dele?
– E-eu acho que sim. Ele ficou feliz, não sei por quem.
Sacamos o sentido da frase.
– E por que terminaram?
Vi certo medo nos olhos dele.
– Não sei, Freya que terminou.
Uma pergunta logo apareceu na minha cabeça:
– E qual foi a sua reação perante a isso? Você gostava dela? — essa pergunta pareceu pegá-lo de surpresa.
– Eu aceitei. Quer dizer, se ela quer terminar, o que eu posso fazer? E, sim, eu gostava dela. — eu vi a sinceridade nos olhos dele peguei a prancheta:
Equipe SHWT
Mystery 01 – A casa da colina.
Vítima: Freya Wilson
Autópsia: Morta por uma perfuração no cérebro devido a uma facada.
Elementos da CC (Cena do Crime): Sofás, uma estante e uma televisão. No centro da sala, uma cadeira com o corpo da vítima, onde a mesma estava amarrada por cordas.
Suspeitos: Joseph Wilson, Patrick Lawyer
Assassino:
Observações finais:
– Logo após o termino do namoro, você teve contato com ela? Qualquer coisa? Deu alguma coisa para ela?
Ele ficou com as costas eretas e o nervosismo reapareceu.
– Eu só tive contato com ela na noite do término, depois só soube da morte. E eu sei que vocês devem estar pensando que fui eu que a matei, mas eu não fiz isso. Eu só queria o melhor para ela e realmente espero que o culpado seja pego. E, s-sim, na noite em que terminamos eu dei uma coisa para ela.
Eu olhei no fundo dos olhos dele e perguntei:
– O quê?
– Eu a amava, terminando ou não, então naquela noite eu dei um seguro de vida de 1.000.000 de dólares para ela.
Fiquei surpreso, por essa eu não esperava! De novo vi a sinceridade nos olhos dele. Megan pareceu chegar à mesma conclusão, pois ela se levantou e disse:
– Obrigada pela a atenção. Desculpa qualquer coisa.
Dito isso, saímos de lá. Quando estávamos a uma distância segura, peguei e prancheta e falei:
– Só temos um suspeito...
– Joseph Wilson, só pode ser ele! Com certeza matou a filha para ficar com o dinheiro.
Eu assenti e coloquei na prancheta:
Equipe SHWT
Mystery 01 – A casa da colina.
Vítima: Freya Wilson
Autópsia: Morta por uma perfuração no cérebro devido a uma facada.
Elementos da CC (Cena do Crime): Sofás, uma estante e uma televisão. No centro da sala, uma cadeira com o corpo da vítima, onde a mesma estava amarrada por cordas.
Suspeitos: Joseph Wilson, Patrick Lawyer
Assassino: Joseph Wilson.
Observações finais:
Fomos para a casa do crime, batemos na porta e o Joseph atendeu, nós entramos na casa, nos sentamos e a Megan tomou a palavra:
– Fomos até a casa dos Lawyer, conversamos com o ex da sua filha. — ele ficou nervoso e Megan prosseguiu: — O senhor sabia que ele deu um seguro com 1.000.000 de dólares para ela? — ele ficou mais tenso ainda. — Então chegamos à conclusão que o senhor matou a sua própria filha pelo dinheiro.
– Eu não queria! — ele afirmou. Nós olhamos para ele com aquela cara de "não diga!" — Ela me obrigou! Ela me obrigou!
– Ela quem? — eu perguntei. – Ela... uma assassina da Máfia! Ela me falou que se eu nã-ão matasse a Freya, ela me mataria, de uma forma bem mais dolorosa... O nome dela é...
Antes que pudesse completar, ele levou um tiro no coração e caiu no chão morto. Nós olhamos para a janela que estava aberta (foi por onde a bala entrou), mas não havia ninguém.
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