Mystery, Dear Mystery
1 Mystery 1 – A Casa Da Colina 1/3
Notas iniciais
A velha casa da colina transmitia uma atmosfera sombria e assustadora. Ninguém ousava entrar ali. Muitos pensavam que estava abandonada, mas estavam errados.
Freya Wilson era filha de Joseph Wilson, um velho jardineiro que ganhava a vida cortando grama. Dezoito horas por dia de trabalho, trabalho e mais trabalho. Freya ficava em casa. Não estudava, era um mistério o que ela fazia.
Naquela noite em especial, Franco chegava de mais um exaustivo dia de trabalho... E lá estava Freya. Morta.
Narração por: Riley Stones (agente 1731)
A grande mesa de reuniões da Dear Mystery (DM) estava sendo usada no momento, embora na verdade estivesse quase que vazia. Em reuniões verdadeiras com os membros do alto escalão dedicadas a missões de alto nível, como as que eu estou acostumado a frequentar, muitos agentes precisavam ficar em pé para que a reunião acontecesse. Mas hoje havia apenas seis pessoas na mesa, e, se compararmos aos mais de cem detetives que se sentam naquelas cadeiras de prata em grandes missões, a mesa estava vazia.
Eu tinha um histórico desejável a muitos agentes da DM. Dentre os casos que o alto escalão nos manda investigar, costumo resolver 95% deles. Meu bom desempenho em missões também era inegável: 80% de sucesso. Quem comparasse pensaria que o experiente Riley Stones agora partiria em um caso que lhe renderia menos prestigio, mas estariam extremamente errados. Por um único motivo aparente:
Eu não era o único com grande experiência ali. Megan Hills, agente 1732, mais conhecida como “Ms. Think”. Ah, eu detestava aquilo, aquelas malditas alcunhas. Eu era o Mr. Calm, por causa da minha paciência. Onde já se viu um detetive não ter paciência? Voltando a Megan Hills: Era mais inteligente que todos os agentes da DM juntos. E isso surpreendia, ela detonava aquela ideia de que a loira é burra. Só que era extremamente desajeitada quando o assunto era o físico. Então ela tinha 90% de sucesso em casos e 75% em missões. Havia também Ms. Laugh e Mr. Happy (8763 e 8786), a dupla dinâmica da brincadeira fora de hora. Traduzindo: Lucinda (ou Lucy, como insistia em ser chamada) Winners e Nicholas (Nick) Trent. Desempenho? 70%/32% e 71%/30%, respectivamente. Resumindo: são uns fracassados que, por alguns momentos de sorte, resolveram alguns casos.
Nós quatro estávamos sentados na mesa de reuniões, lado a lado, enquanto o Sr. Greeleaugh, à nossa frente, olhava-nos cautelosamente, como se um de nós pudesse explodir a qualquer momento. Ao lado dele havia um homem... Um idoso. Comecei a ficar desconfortavelmente tenso. Afinal, se me colocaram ali, provavelmente era algo importante. O Sr. Greeleaugh sabe que, dentro de duas semanas, eu partiria em uma missão de espionagem para a Inglaterra e precisava aprender sobre todos os demais atributos do C4 (um explosivo extremamente estável) até lá ou eu poderia virar churrasquinho só com um aperto de botão.
Percebi que nós quatro tínhamos algo em comum: éramos todos jovens detetives de 21 anos de idade. Nem um mês a mais, o que me faz pensar que essa “ligação” influencie em seja lá o que for, porque “coincidência” não está no dicionário do Sr. Greeleaugh.
– Tem certeza, Frank? – perguntou o Sr. Greeleaugh, incerto.
– Já conversamos sobre isso, Joe.São eles, certo? Certo. E a propósito, eles estão esperando.
O Sr. Greeleaugh olhou para nós.
– Certo... Certo. Vocês devem estar se perguntando por que cargas d’água estão aqui. Bem, a resposta é simples: vocês formarão uma equipe. – nós quatro trocamos olhares. Equipe? Como assim? – Sairão pelo mundo resolvendo casos, vocês sabem. Este é Frank Pomplew, ele trabalhou aqui na Dear Mystery durante trinta anos. Hoje é aposentado. Sabem como falar com ele. O primeiro caso de vocês...
– Sr. – chamei. – Por que isso? Afinal, este homem jamais deu as caras por aqui, não que eu me lembre. Sei que ele já está aposentado, mas se foi tão importante assim para a DM, não seria mais... Certo ele vir aqui de vez em quando? Estou neste lugar há dezoito anos e nunca o vi por aqui. E... Por que Hills, Trent, Winners e eu?
– Stones tem razão. – concordou Megan. – Eu percebi vários tipos de ligações entre nós. Todos somos jovens detetives com exatos 21 anos de idade, todos estamos aqui há exatos 18 anos, todos temos olhos azuis, e ainda há os nomes. Megan e Nicholas, M e N, Stones e Trent, S e T. Lucy e Riley, Y.
– Você é inteligente demais, agente Hills. – disse o Sr. Greeleaugh – Considere isso como as charadas mortais que você joga no centro de treinamento.
– Mas Sr., as charadas mortais... – Megan fez aquela frequente expressão. A expressão confusa de quem tem várias informações montando um único quebra-cabeça na mente. – Nos matam se não resolvermos. Só que não morreremos... É uma boa charada. – elogiou ela.
– O primeiro caso de vocês está no lago Teardrop. Ocorreu um assassinato em uma casa no topo da colina. Já sabem o que fazer: distintivos policiais, mas nada de tocar no nome da DM. Estão liberados. Boa sorte.
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Uma parte de mim tinha esperanças de que aquilo seria... Interessante, até certo ponto. Isso mudou quando eu vi a casa da colina. Uma velha casinha de madeira, no topo de uma colina, quase caindo nas profundezas do Teardrop. E eu era o detetive, segurando um kit de investigação que entraria ali, apenas com mais três detetives. Lucy e Nicholas guardavam as últimas coisas em suas mochilas. Estávamos no cais. Eu, bem na beira, olhando para o topo da colina.
– A casa tem uma atmosfera interessante. – comentou Megan, aparecendo ao meu lado. – É justamente o tipo de casa mais propenso a assassinarem alguém.
Sorri concordando.
– É aquele tipo de casa que renderia um livro. – peguei a prancheta que todos da DM têm para anotar os relatórios.
Equipe SHWT
Mystery 01 – A casa da colina.
Vítima:
Causa da morte:
Elementos da CC (Cena do Crime):
Suspeitos:
Assassino:
Observações finais:
– Agora é só entrarmos. – continuei. – Vocês ainda vão demorar muito? – perguntei aos dois atrás de mim.
– Não! – disse Lucy. – Já acabamos. – ela lançou o primeiro olhar para a colina. – Hills, como vamos chegar ao topo? É íngreme demais.
Winners tinha razão. Era impossível subir. Mas, se era impossível, como os moradores da casa faziam para conseguir comida?
– Não é não. É apenas a ilusão de ótica causada pelo volume das árvores, se chegarmos perto, veremos que podemos escalar tranquilamente. Dá para saber porque, apesar de estar muito nublado, é perceptível o distinto verde das árvores. E, se seguirmos as propriedades do clima e da geometria, poderemos calcular o ângulo exato da chuva em relação à colina...
– Cálculos... – resmungou Trent.
– Deixamos isso para depois, tudo bem, Hills? Se demorarmos mais aqui, é provável que não consigamos investigar a cena do crime antes que anoiteça. – falei.
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Hills tinha razão, subir até o topo da colina fora fácil. Terminamos sem nenhuma gota de suor, mas não podíamos saber se fora pela facilidade da escalada ou se fora pelo clima frio e nublado. Havia um velho sentado na porta da casa, de braços cruzados e espingarda na mão. Mais uma clássica recepção calorosa, podemos apostar.
– O que vocês querem aqui? Crianças intrometidas! Andem, caiam fora, agora...!
Abri o casaco e mostrei meu amado e reluzente distintivo.
– Riley Stones, detetive. Aconselho que seja mais educado.
– Detetive... – murmurou o velho. – Desculpem. Sou Joseph Wilson, moro nesta casa...
– Deixemos os detalhes para depois. – disse Megan. – Agente Hills, e esses dois são Winners e Trent. Quem é a vitima?
– Freya Wilson... Minha filha... Oh, detetives... Eu cheguei e simplesmente a encontrei! Morta, no centro da sala... Foi assassinato! É impossível, mas foi assassinato!
Franzi a testa.
– Por que disse que é impossível? – perguntei. – Freya era muito... Querida?
– Oh, não, não, detetive Stones. A verdade é que Freya não costumava se juntar com os outros jovens... Mas não poderia ser assassinato! A porta estava trancada e não foi arrombada!
– POEIRA! – gritou Trent.
– O quê?! – nós três perguntamos em uníssono, olhando para um feliz (novidade) Nicholas Trent.
Wilson começou a defender-se dizendo que limparia a poeira em breve, antes de ser interrompido.
– Não, não, não! Poeira é bom! É ótimo! Olhem só quanta poeira nos trilhos dessa janela! Observem como nos pontos mais extremos há ainda mais poeira? O assassino não poderia ter entrado pela janela, isso é fato. Mas ela foi aberta por alguém recentemente. Vejam a marca da abertura! Está praticamente limpo! – ele tinha razão. Tinha muita poeira, isso era fato, um indício de que a janela não fora aberta há muito tempo, mas tinha também uma faixa pequena, praticamente limpa, de poeira. – Alguém fez uma pequena abertura.
– Sr. Wilson, você não alterou a cena do crime, não é? – perguntou Megan, subindo em uma oitava a voz.
– Não! Juro que não, detetive Hills!
Foi então que eu entendi a preocupação dela.
– Quando foi a última vez que choveu aqui? – perguntei.
– Há dois dias.
– E há quanto tempo a vitima está morta?
– Nove horas, aproximadamente.
– Então já temos rigor mortis. – constatou Megan. – Isso vai dificultar a autópsia.
– Olhe, detetive, eu não sei o que é rigor mortis, mas sei que acho que vocês não vão precisar de uma autópsia. – ele abriu a porta e nós quatro fomos até lá.
Freya Wilson era uma garota de aproximadamente dezessete anos, loira dos olhos azuis, agora vidrados e sem vida. Estava amarrada por meio de uma corda em uma cadeira, a cabeça para cima e a boca aberta em um grito de dor. No rosto, marcas de um grande sangramento causado por uma facada certeira na testa.
– Você está errado, Sr Wilson. Vamos precisar de uma autópsia. – corrigiu Lucinda. – Não sabemos se a causa da morte foi facada, sangramento, traumatismo craniano ou hemorragia interna.
Dei uma boa olhada na nossa cena do crime. A sala estava cheia de marcas de sangue.
– Como encontrou o corpo e como estava a sala? – perguntei.
– Eu estava chegando do trabalho. Ela estava ali... – ele apontou para o corpo da filha. – E tudo estava do jeito que eu deixei... Até mesmo a chave em cima da mesinha. Só a cadeira e Freya...
– Certo, então. Interrogar-lhe-ei depois. – garantiu Megan. – Winners, autópsia. Trent, examine as janelas, procure por sinais de arrombamento na porta e colha as impressões digitais de ambos. Stones e eu daremos uma olhada no resto da casa. Sr. Wilson, não saia daqui em hipótese alguma.
Megan saiu da sala e foi adentrando a casa. Eu a segui. A casa era bem pequena (bem pequena mesmo) e não tínhamos nada além de banheiro, cozinha e dois quartos. Óbvio que olhamos primeiro o quarto da vítima. Não foi difícil identificá-lo, tinha uma placa com FREYA escrito em letras floreadas. Megan e eu calçamos as luvas. A porta estava aberta.
Freya tinha um quarto simples e... Pequeno. Uma cama, um guarda-roupa e uma escrivaninha. Olhamos tudo e nada. Nem na cozinha, nem no banheiro. Nenhum vestígio do assassino. Megan e eu trocamos um olhar significativo. Já tínhamos o primeiro suspeito.
Equipe SHWT
Mystery 01 – A casa da colina.
Vítima: Freya Wilson
Autópsia:
Elementos da CC (Cena do Crime):Sofás, uma estante e uma televisão. No centro da sala, uma cadeira com o corpo da vítima, onde a mesma estava amarrada por cordas.
Suspeitos: Joseph Wilson
Assassino:
Observações finais:
Megan pegou um porta-retratos que portava uma foto de Freya com outro rapaz. Parecia ser muito mais rico que ela. Ela saiu do quarto de rompante e pude ouvi-la perguntando:
– Sr. Wilson, quem é este garoto?
– Ele é Patrick... Patrick Lawyer...É filho do meu patrão.
– Deixa eu adivinhar: ex da Freya?
– É. Isso mesmo.
Acho que temos novos acréscimos.
Equipe SHWT
Mystery 01 – A casa da colina.
Vítima: Freya Wilson
Autópsia:
Elementos da CC (Cena do Crime): Sofás, uma estante e uma televisão. No centro da sala, uma cadeira com o corpo da vítima, onde a mesma estava amarrada por cordas.
Suspeitos: Joseph Wilson, Patrick Lawyer
Assassino:
Observações finais:
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Marquei com Megan que, depois da autópsia, iríamos “visitar” os Lawyer. Lucinda estava entretida em uma longa e detalhada autópsia, então fomos interrogar Joseph Wilson. Sentamos na grama próxima a casa. Megan e eu combinamos de revesar as perguntas. Eu começaria.
– Sr. Wilson, onde o senhor viu Patrick pela última vez?
Ele parecia desconfortável com o assunto.
– Na casa dos meus patrões.
– E há quanto tempo Freya e ele terminaram o namoro? Ela se relacionava com mais pessoas?
– Um mês. Eu nunca gostei daquele garoto... Ele sempre quis algo mais com Freya, a minha Freya. Ele terminou com ela porque “estava passando por problemas”. Ela tinha apenas uma amiga, Hazel Green, mas ela está desaparecida há um mês.
– Qual o endereço dos seus patrões? – perguntei rapidamente, recebendo um olhar surpreso da Megan.
– Na segunda rua do vale. – respondeu ele. – Por que...
– Vamos Hills.
Comecei a disparar em direção à saída, com a minha mochila nas costas.
– Você ficou maluco?! – perguntou ela, quando já estávamos longe. – Três perguntas, Stones! Só três perguntas! Que tipo de interrogatório é esse?
– Entendo sua irritação. – e era verdade. – Mas precisamos ir atrás desse cara, agora.
Ela puxou a minha cabeça para trás e eu pude ver o céu.
– O sol está se pondo. Está quase anoitecendo.
– O QUÊ?! Isso é...
– É claro que é possível, e todo o tempo que perdemos no cais? E o “incidente” no carro?
Ah, o incidente. Nicholas tem enjoo de movimento...
– Não se preocupe. – falei. – Eu... Tenho uma lanterna aqui.
– De que vale uma lanterna se...
Megan gritou e, quando eu vi, ela estava caindo dentro de um buraco na grama.
– MEGAN!
Salvei-a por um fio de cair não sei aonde. Apontei a lanterna para o fundo do buraco e vi... Não, não poderia ser...
– Megan – comecei. –, venha comigo.
Puxei a garota pelo braço para dentro do buraco. Talvez fosse maior do que eu pensei... Certo, era maior do que eu pensei. Ficamos caindo e gritando por mais de cinco segundos e, se você for pensar na velocidade em que um ser humano cai, é MUITO ALTO.
Um monte de feno amorteceu nossa queda.
– RILEY STONES! VOCÊ FICOU MALUCO?! – gritava Megan, no escuro, enquanto eu acendia rapidamente uma lanterna. – COMO NÓS VAMOS SAIR DAQUI, GÊNIO?
– Corda, Megan. – mostrei minha amada corda para ela. – Percebeu onde você caiu? Feno. Quer dizer que...
– Como você consegue ser tão calmo?! Sempre relaxado, até...Naquele dia!
De repente o chão parecia muito interessante. Eu não gostava de pensar naquele dia. A minha primeira missão com a Hills. Foi um desastre.
– Olha, Hills, eu sinto muito por aquilo...
– Min.
– O quê?!
– Min, Ry. Min, lembra? Éramos o Ry e a Min. – ela suspirou. – Megan. Acho que está bom para você, Riley. – ela pegou a lanterna da mochila dela e ligou. – Vamos?
– Vamos.
O buraco não era só um buraco. Era um corredor, como o de um alçapão. Com certeza daria em alguma coisa. Quem colocou aquilo ali queria levar alguém para algum lugar, e nós íamos descobrir. Foi quando as coisas começaram a ficar tensas. Gemidos.
Megan abriu a mochila e tirou de lá a arma de choque. Sim, aquela que paralisa. Aquela que, com três descargas, paralisa o coração. Ela me deu a lanterna dela, empunhou a arma como se empunha um revólver e foi em direção aos gemidos, comigo iluminando o caminho usando as lanternas. Me senti como se estivesse dentro de um livro de Sherlock, mas eu não era o Sherlock. Megan era o Sherlock.
Os gemidos continuavam, continuavam, continuavam, e só nos restava seguir o som. Foi então que o corredor acabou.
Era uma garota ruiva com a idade aparente de Freya. Ela estava amarrada com algo na boca e parecia mais que faminta. Começou a ficar desesperada quando aparecemos. Corri e tirei o pano da boca da garota.
– Eu sou Riley Stones, detetive. Estou investigando o assassinato de...
– Riley, eu não sei se você percebeu, mas ela está morrendo de fome e é nossa única testemunha.
– Ah... É. Sim. Venha, venha comigo. – estendi a mão para a menina, mas ela nem se moveu.
– RILEY! – gritou Megan, e foi então que eu saquei.
A garota estava mesmo morrendo de fome. Desamarrei-a da cadeira e coloquei-a no meu colo.
– Vamos! – Megan guardou a arma e pegou as lanternas enquanto corríamos em direção à saída.
Rapidamente chegamos à boca do buraco. Deviam ser mais de trinta metros de profundidade.
– Me dê sua mochila. – sem esperar por respostas, Megan tirou a mochila das minhas costas e começou a procurar pela corda. Rapidamente achou, fez um daqueles laços de vaqueiro e lançou. Deu um forte puxão, mas a corda não caiu. – Fique aí. Eu vou subir e depois você se amarra na corda e eu puxo você e a garota.
– Megan... – comecei.
– Sem essa de Megan!
Quando eu vi, ela já estava subindo. Eram vários metros, então Megan demorou mais de dez minutos, mesmo sendo treinada pela DM para fazer longas escaladas em pouco tempo.
– Agora! Pode se amarrar!
Fui obrigado a colocar a garota no chão para poder amarrar-me pela cintura, só depois a colocando novamente no meu colo. Megan puxou, puxou, puxou, puxou por vários minutos, o que me pareceu uma hora, por aí. Fora menos – bem menos –, mas me deu a sensação de todo esse tempo.
Meus olhos demoraram um tempo para acostumar-se com a claridade forte do sol poente. Mas os de Megan, ah, os de Megan já estavam acostumados.
– Riley! A garota!
E então eu vi. A ruiva estava desmaiada em meus braços. Coloquei os dedos no pescoço, Megan esperando aflita por uma resposta. Mas a notícia não era nada, nada boa.
– Sem pulso. Ela está morta.

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