Mysteries in The Hunt

11 Tudo sumiu e....todas!


Passou quinze minutos e nenhum sinal de Beatrice nem Stella. Mais dez minutos e nada. Comecei a procurar, olhando cada rosto. Trinta minutos e nada. Uma hora e eu já estava surtando. Peguei meu celular e liguei no de Beatrice. Tocou uma vez, duas, três vezes e caixa postal. Liguei no celular de Stella e a mesma coisa. Fiquei ali parada. Eu...eu estava sozinha. Não, não, não. Aquilo não podia estar acontecendo comigo. Elas tinham que estar ali. Quando o DJ desligou a música e avisou que tínhamos que estava encerrando, que era para sairmos em calma e em segurança; eu quase vomitei meu coração. Acho que fui uma das primeiras a sair da balada.

Eu corria pelas ruas, feito uma louca e em algumas vezes, quase fui atropelada. Não liguem. Eu tinha uma esperança. Talvez elas não me acharam e resolveram ir na frente, contar o que tinha acontecido as outras caçadoras. Não demorei muito para chegar ao nosso quartel-general improvisado. Passei pela porta e a fechei. Estava ofegante e morrendo de sede. Respirei fundo e disse:

–Meninas! Sou eu, a Ty. – comecei a falar reparando o silencio do local. – Alguém aqui?

Comecei a procurar. Fui à biblioteca, salas, quartos, banheiros e cozinha, mas nenhum vestígio de vida, além dos meus. Desci no porão e subi ao sótão. Eu estava totalmente sozinha. Voltei à frente da porta e sentei no chão, juntando as pernas junto ao meu peito e, como estava sozinha,comecei a chorar. Sinceramente, não tinha motivo específico. Era muita coisa junta: tristeza, raiva, cansaço e dor. Meus membros doíam e minhas mãos também. Eu tinha a sensação que se chorasse,tudo ia embora; toda dor e tristeza, mas não saiu, só serviu para me deixar mas cansada.

Depois de quarenta e cinco minutos ali, meu celular tocou. Com as mãos tremulas e olhos lotados de lágrimas, atendi.

–Alô. – respondi quase não reconhecendo minha voz.

–Ty? Ty, você está bem? O que foi?-ouvi a voz de um garoto.

–Bry?- perguntei, sem reconhecer.

–É. Seu irmão. Que voz é essa, Ty? – perguntou meu irmão.

–Bry! Não sabe como estou feliz em te ouvir. Eu estava chorando.

– Porque? Você está bem?

– Elas sumiram!Todas. Eu estou sozinha, Bry. Levaram todas elas.

–Quem?

–Eu não sei, mas quando eu descobri, vai ser um estrago, irmão. Eu não vou responder por mim e que se dane as conseqüências.

–Ty, você está muito alterada. Me fala onde está e eu vou te ajudar.

–Não. Já tem gente que amo demais envolvida. Você fica aí e cuida da mamãe. É perigoso aqui.

–Mas, Ty...

–Bry, por favor. Vai ser melhor para eu saber que você vai fazer isso.

–Tudo bem. Eu sempre vou cuidar dela. Não se preocupe.

–Obrigado. E mais uma coisa: não conta para mamãe que me ligo. Não quero que ela se preocupe. Prometo que quando voltar vou explicar tudo.

–Não gosto de esconder as coisas dela, Ty. Principalmente se envolve você.

–Por...favor.

–O que foi que fizeram com você?

–Conto mais tarde. Prometa, Bryan!

–Tá bom. Eu prometo.

–Obrigado. Se cuida, tchau!

E desliguei. Coloquei o celular no chão e olhei para porta. Minha cabeça doía.Do nada, aquelas músicas vinheram da minha cabeça e, conseqüentemente, naquele momento eu me senti destruída e acabada. De repente, algo me atingiu na cabeça e tudo ficou escuro.

Notas finais
Ai, vocês não sabem como sinto em postar esse capítulo (morrendo de dó da Ty) mas tudo que ela está passando vai ser o começo de uma história bem empolgante. Espero que gostem e assim como eu, se surpreendam!