Mysteries in The Hunt
1 Por conta próprias
Notas iniciais
Vida corrida? Muito. Aventuras? Nem tantas, mas o suficiente para deixar qualquer um louco. Agora estamos nos preparativos para talvez uma das nossas mais difíceis batalhas de todas. Posso dizer que estamos todas com os nervosos a flor da pele. Por isso escrevo agora, acho que fazendo isso posso lhe avaliar tudo e achar uma solução mais prática e lógica ou o fim dessa história será a mais sangrento que já vi e, infelizmente que participei.
Desculpa a confusão, vou tentar ser mais clara e explicar fato por fato, como tudo foi ocorrido...
Desde que saímos de Manhattan, passamos pelos estados próximos, caçando. E assim, passou-se quatro meses, um mês em cada estado. Nesse tempo, Kath melhorou sua pontaria em arco, com as aulas extras que tive com ela. De dia , treinávamos; a noite, caçávamos. Era assim por esses meses, eu e Kath passamos a ser bem próximas, assim com Beatrice. Stella anda se aproximando , mas o processo está bem lento.
My lady viajou. Lembro do dia em que me chamou para uma reunião e disse, solenemente :
- Ty, eu preciso fazer uma viagem de volta à Grécia. Preciso que vocês fiquem seguras por esse tempo.- disse a Deusa.
- Por que irá partir?- perguntei, sem esconder uma certa preocupação e curiosidade.
- Por conta de alguns assuntos que preciso resolver com meu irmão, Apollo, em nossa terra natal, Delos. Mas não pretendo demorar Ficarei lá apenas o tempo necessário.
- Que seria?
- Duas a três semanas, um mês no máximo.Enquanto isso, vocês tem que ficar em segurança.
-Isso posso conseguir. Podemos fazer caças mais moderadas e ficar nas proximidades, indo apenas nos países vizinhos.
My lady apenas olhou para o lado, como se aquilo não lhe agradasse.
-Isso é uma boa idéia.- disse a deusa.
- Então por que não gostou?- perguntei.
- Está ficando muito boa em ler expressões, minha querida.
-É – afirmei sem graça- Artie acha importante essa habilidade importante para estudar o inimigo.
- Ele está certo. Nunca se sabe quando essa habilidade será útil.
-Por que está fugindo do assunto?
- Por que... eu estava pensando em suspender as caças temporariamente.
- Mas por quê?
- Sei que não gosta da idéia, mas é para a segurança de vocês.
-Que segurança? Tem alguma coisa que está acontecendo e você não me contou?
Ártemis fechou os olhos e disse:
- Está acontecendo alguma coisa, mas não sei o que é. Eu apenas sinto. É algo que interfere na caçada e isso me preocupa, pois não é algo bom, é algo ruim, muito ruim.
Então vi nos olhos da deusa, mágoa e preocupação.
— Não é algo que talvez possamos evitar, não é?- perguntei.
-Não dá, isso é inevitável. Não quero que aconteça mal a vocês. Vocês são a minha família.
-Sei que não. E você parte da nossa família. Nenhum mal vai nos ocorrer se tivermos juntas. – afirmei, sorrindo.
- Como consegui ser tão positiva? Ter certezas de que tudo ficará bem? – perguntou a deusa com um ar de curiosidade.
Olhei para fora, e respirei fundo.
- O mundo já está cheio de coisas ruins, se acabarem as coisas boas e os pensamentos positivos, acabará nossa esperança. E se ela, não nos restará nada, não terá motivos para continuar. Então, enquanto tiver uma chama no frio, uma luz no meio da escuridão, lutaremos e eu estarei aqui ajudando no que for preciso. – afirmei, com um ar tanto filosófico. Por mais que tudo que eu havia dito parecesse ter sido tirado de algum livro de Platão ou Sócrates, aquilo era a mais pura verdade.
My lady riu e por fim disse:
-Está totalmente certa. Pode fazer isso que disse, é uma ótima idéia.Eu aprovo. Não sai daqui. Saberei sempre onde estão , então não se preocupe, acharei vocês.- disse ela.
- Ok.
E assim ajudei a deusa a arrumar os preparativos para viagem. Em alguns pequenos momentos, Ártemis não parecia uma deusa, e sim uma irmã. Uma irmã mais velha.
Após ela partir, decidir que ficaríamos por ali mesmo por alguns dias.
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