Mysteries in The Hunt
2 O sumiço.
Notas iniciais
Passaram-se alguns dias. Sei dizer quantos ao certo.Tudo começou a mudar quando Beatrice chegou até mim.
– O que houve?- perguntei, ao vê-la correndo em minha direção. Ela chegou sem fôlego. Quando enfim, chegou perto de mim, parou e colocou as mãos nos joelhos, tentando restabilizar sua respiração. Esperei quase impaciente.
Ela puxou mais um pouco de ar e por fim disse:
– Duas garotas... sumiram...lugar nenhum...achei... pista- disse ela. Na hora fiquei com cara de idiota, pois nada do que ela disse fazia muito sentido. Pelo que deu para entender, duas garotas havia sumido. Eu lamentava por elas, mas que garotas havia sumido? E o que eu tinha com isso?
– Bea, respira de novo e tenta falar a frase completa.-orientei.
–ok... eu vou ...tentar. – foi ai que percebi que a Bea tinha asma e ela não conseguiria falar se não se acalmasse.
Coloquei-a sentada num troco e corri até minha barraca. Peguei minha mochila e corri de volta a Beatrice. Bom, quando entrei para a caçada, Jessye disse que tudo o que precisasse era só pensar e colocar a mão na mochila , que ela me forneceria. Claro que isso não funcionava com coisas grandes, como um carro ou uma bicicleta. Eu tentei já. Mas eu conseguia tudo o que conseguisse passar pelo zíper da mochila. Imaginei uma bombinha para asma, e logo um cilindro se materializou na minha mão. Tirei da mochila e dei a Bea. Em poucos minutos, ela já estava bem melhor.
– Consegui falar agora?- perguntei.
– Sim. Obrigada.- ela disse.
– Disponha. Porque não contou ninguém que tinha asma?- questionei-a novamente.
–Por que depois da caçada, tive poucas crises e em todas fui ajudada por Ártemis. Eu só tenho crises quando fico nervosa demais...- disse ela e inspirou mais uma vez na bombinha.
– ....E como correu, ficou ainda mais difícil para respirar, não é?- completei.
– É.
–Mas por que está nervosa? O que houve?
– Você lembra-se de duas garotas que se juntaram a caçada há alguns dias? As recrutamos quando saímos da casa da sua mãe?
–as de Vermont?
– Essas mesmo.
– Tá, o que tem elas?
– Desapareceram.
– Como assim?
– Não as acho em lugar algum. Já procurei por toda parte e perguntei as garotas. Ninguém as viu desde ontem.
Coloquei-me de pé e me virei para Bea.
–Elas não podem ter sumido assim num passe de mágica. Será que estão perdidas na floresta? – perguntei, ficando preocupada.
– Não sei, mas podemos ir ver. – concluiu Beatrice.
– Claro, venha comigo. Vamos procurá-las- chamei.
E fomos juntas. Passou horas, e nada das garotas. Perguntei para as meninas e nenhuma delas parecia saber onde as garotas estavam. Já estava escurecendo, quando resolvi pedir ajuda a Artie, meu lobo amigo. Ele apareceu tão rápido do meu lado, que parecia ter brotado do chão. Com seu surgimento, me assustei e dando um grito e acabei assustando Bea.
– o que foi?- perguntou Beatrice, colocando a mão em cima do peito, como tipo um ato para verificar se seu coração ainda batia.
– Só assustei com o Artie- expliquei-me.
“ Desculpe-me. Essa jamais foi minha intenção.”, justificou Artie.
– Eu sei.- falei.
– Ainda não consegui falar telepaticamente com Artie?- perguntou Bea.
–Infelizmente não. –admiti.
“Por enquanto não.” Artie com um tom elevado.
–Precisamos de ajuda. Duas garotas sumirão. Você pode nos ajudar com a busca na floresta? – perguntei ao Artie.
“ Claro. Vou comunicar a matilha para que possamos fazer um trabalho mais amplo e rápido”
– Obrigado- agradeci.
Beatrice me cutucou na costela e perguntou:
– O que ele disse?- perguntou ela.
– Que vai nos ajudar e chamar a matilha. Vamos continuar. — falei
– Claro. – respondeu ela.
Procuramos até o sol nascer e nada. Eu estava completamente desesperada e preocupada com as garotas. Eram jovens e quase inexperientes. Não queria que nenhum mal lhes estivesse acontecido. Falei para Beatrice descansar, que se negou todas as vezes que a pedi para ir. Cheguei a lhe perguntar por que não queria ir e sua resposta me surpreendeu :
– Ty, a gente vê quem está realmente conosco, quando as pessoas prevalece em nossos momentos difíceis. Sei como pessoas como você reagem a essas más noticias. Sofrem sozinhas, chegam a conclusões erradas e pensam que a culpa é de vocês. Não a deixarei, pois você é como uma irmã para mim. – disse ela.
Eu fiquei muda, mas com a boca aberta. Sabe quando as palavras surgem na sua mente e você não sabe como organizá-la? Era assim que eu me sentia. Beatrice me olhou e vi que em seu olho transbordava determinação. Por fim, consegui dizer:
– Muito obrigada! Agora vamos avisar as caçadoras do sumiço. – falei.
– Vamos- disse ela.
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