My world in ruins
1 Prólogo
Notas iniciais
Reino Unido, Londres.
01/05/1990
Eram 2h da manhã, e tudo que se ouvia nos corredores do Hospital St. Mary, eram gritos, gritos de dor. William White andava de um lado para o outro a espera de notícias de sua amada esposa, Catherine White. Catherine estava em trabalho de parto fazia um longo tempo e esperava a vinda de uma criança cujo nome e o sexo ainda eram um mistério para todos. Em meio aos estrondosos gritos de Catherine, se ouve um choro e logo após não se ouve mais Catherine, somente a criança. Uma enfermeira aparece na sala de espera onde William aguardava ansiosamente. A enfermeira cujo o nome grafado em seu jaleco era Mary, o chama.
– Vocês tem uma linda e saudável menina, senhor White. – diz Mary.
Para William, foi uma enorme surpresa já que desde o inicio Catherine queria manter oculto o sexo do bebê. Mary o guia até o quarto 512 onde Catherine e o bebê se encontravam. Ao chegar ao quarto, William não contém o enorme sorriso que se estica de orelha a orelha. Catherine olhava para a pequenina criança em seus braços de forma apaixonada enquanto a segurava de modo protetor.
– Bonnie. – ela diz. Ao receber o olhar confuso do marido ela continua. – Bonnie May, nossa pequena Bonnie.
– Um tanto estranho, mas ela é tão linda quanto a mãe.
William e Catherine simplesmente ali, naquele silencio. Não era um silencio incomodo, desagradável, simplesmente calaram-se enquanto ouviam a respiração da pequena enquanto ela mamava no colo de Catherine. O meio vazio que Catherine sentia antes, fora preenchido assim que teve Bonnie em seus braços. William não se sentia muito preparado para ser pai, mas por Catherine ele tentaria qualquer coisa.
William sai do quarto para Catherine descansar. Ele decide dar uma volta na rua para pensar, então sai com seu sobretudo para o lado de fora do Hospital St. Mary. William começa a pensar nas noites que não dormirá, no alto custo que Bonnie lhe trará com escola, comida, faculdade... William simplesmente passa horas pensando sem se preocupar com a hora, pois para ele esse era o seu menor problema, até receber um telefonema do hospital. “– Sr. White? – diz uma voz feminina do outro lado da linha.
– Sim. Com quem falo? – pergunta simpaticamente.
– Aqui é Nicole, do Hospital St. Mary.
– Sim, claro. O que passa?
A jovem demora uns dois segundos a responder o que leva William a crer que ela não traz boas notícias. “A bebê deve estar com problemas” imaginava ele. A verdade é que William não havia se apegado ao bebê, simplesmente não a via como filha, era indiferente a ela. Ele acreditava que com o tempo ele aprenderia a amá-la.
– Sua esposa Catherine White, teve complicações e... – a jovem foi interrompida por William que se assustara ao saber que as notícias eram sobre sua mulher.
– Complicações? Que tipos de complicações? – pergunta nervoso.
– Catherine teve uma hemorragia pós parto. Ela teve uma severa perda de sangue que gerou umchoque hipovolêmico, a levando a morte.”
Em choque, William deixa seu telefone cair, porém quando o telefone dele espatifou-se no chão, ele caiu ao lado no chão e ficou encarando o vazio por horas e horas enquanto sua lagrimas sem fim desciam por seu rosto de forma incansável, sem em nenhum minuto se quer cessar.
...
A jovem Nicole com quem havia falado no telefone entrega-o o bebê. William a principio a vê como o mostro que matou sua esposa, mas logo se repreendia falando a si mesmo que ela não tinha culpa. Ao olhar dentro daqueles pequenos olhinhos azuis, parte de si entristece ainda mais. “Ela tem os lindos olhos de Catherine.” Ele pensa enquanto tenta chegar a uma conclusão.
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