My world in ruins
2 Capitulo I
Notas iniciais
Reino Unido,Londres.
04/02/2003
“Eu estava em meio a uma floresta escura, perdida. Eu não fazia idéia do que eu procurava, mas eu estava em busca de algo, ou de... alguém. Enquanto eu andava pela floresta um tanto que sombria, senti olhos me observarem vejo uma criança e então de trás dela sai outra exatamente igual, ambos anjos. Em perfeita sincronia eles caminham sem destino, só caminham e riem. Umas cinco sombras pretas começam a se aproximar das crianças enquanto entro em desespero.
–Não!! Deixe-as em paz! – grito.
É quando percebo que as crianças sumiram e que eu estava sozinha com as sombras. Começo a correr desesperadamente enquanto sou perseguida pelas sombras. Olho para trás e vejo que estão cada vez mais próximas de mim, até que eu tropeço em uma maldita pedra. A famosa pedra no caminho e para piorar, quando caio o chão estava cheio de pedras que, ao cair, machucam todo o meu corpo. Me viro e vejo as sombras cada vez mais próximas, e como extinto fecho os olhos e coloco instintivamente as mãos em posição de defesa.
–Para com isso! Está me assustando!! – vejo a sombra gritar com uma voz infantil.”
– Para!!! – não era a sombra era Melissa, e tudo não passara de um sonho.
– Já acordei, pronto! – digo a ela que finalmente para de me chacoalhar. – Que horas são?
– São cinco horas da manhã. Você me assustou... – ela diz baixinho.
– Por quê? – pergunto.
– Você estava gritando e se mexendo, não sei como o papai e a mamãe não acordaram... – ela fala baixinho ainda.
– Tudo bem,volte a dormir.
Ela sai do meu quarto e eu me sento na cama. Melissa é minha irmãzinha de oito anos. Levanto-me andando em direção ao banheiro. Acho que o meu pesadelo foi ansiedade, afinal hoje irei a um colégio diferente. Pode parecer bobagem esse negócio de ficar ansioso ou nervoso com o primeiro dia, mas o primeiro dia é primeiro e o primeiro dia sempre dá um friozinho na barriga. É complicado para mim, afinal, eu sempre fui a nerd, a garota isolada do canto da sala que tirava boas notas. Sempre fui a garota de poucos amigos, e agora longe dos meus poucos amigos, é complicado.
Penteio meus cabelos ruivos e os prendo em um coque coloco meus óculos. Coloco um jeans qualquer com uma blusa estampada e um all-star preto.
...
As ruas de Londres estavam desertas. Afinal eram seis da manhã e a população daqui geralmente acorda entre sete e dez horas da manhã. Por minha casa ser localizada em uma área segura, me permito andar sozinha enquanto cantarolo Let Go da banda Red, sem motivos especiais, como se vê em alguns filmes pessoas cantam músicas que tem haver com suas vidas.
Na volta para casa meus pais ainda estavam dormindo então ligo a televisão aproveitando para ver Friends, umas das minhas séries favoritas.
– Coralie? Já acordada? – escuto minha mãe dizer.
– É. Acho que é ansiedade. – digo sorrindo.
Olho para o relógio que marcava dez da manha. Minha mãe senta-se ao meu lado no sofá.
– Que horas tenho que estar no novo colégio?
– Meio-dia, mas essa semana será a semana para vocês socializarem... sabe? Essas coisas.
– Mãe, eu não quero ir. Não é papinho de criança, eu só não quero ir. E não fale que eu sou anti-social, porque eu só sou tímida e eu ficaria aqui ajudando você em casa enquanto a Melissa vai para a escola e o papai para o trabalho.
– Cora, acho que você já passou da idade para isso, e faz tempo. E mais, você tem que estudar para ter o futuro brilhante na qual você está destinada a ter. Se não estudar, como ficará você no futuro, quando eu não estiver mais aqui?
– A gente vai morar em uma floresta afastada da vida urbana e quando a senhora não estiver mais aqui... eu não sei, mas mãe, eu não quero...
Ela ri. Seria meu primeiro dia na Trek High School e eu simplesmente não queria ir. Mas com minha mãe me obrigando eu simplesmente tive que ir.
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