My world in ruins
3 Capitulo II
Notas iniciais
Estados Unidos, Ithaca.
13/01/2007
Meu primeiro dia nos Estados Unidos estava sendo... uma droga. No avião sentei ao lado de um casal que não parava de agarrar. Tudo bem que estavam em viajem comemorando não sei quantos anos de casados, mas, precisa de tanto assim? Ao por pela primeira vez meus pezinhos em solo norte americano, cai. Foi aqueles tombos históricos que as pessoas riem quando vêem no YouTube, só que pior. Não me contentando em cair, ainda levei um garoto muito dom mal educado e ranzinza ao chão comigo, o que me levou a um constrangimento sem igual.
– Você não olha para onde anda, sua estúpida! – diz o garoto enfurecido.
– D-de-desculpa... – tento dizer, mas minha voz sai tão baixa que nem sei se ele havia escutado.
Uma senhora me tira dali para acabar com a situação que atraia muitos olhares alheios, e a cada olhar voltado a mim, mais vermelha eu ficava. Saio do aeroporto mancando, já que havia torcido o tornozelo. Eu sempre fui desastrada, distraída e tímida.
Ao sair do aeroporto com as minhas malas, vou pegar um táxi mas ao entrar vejo que alguém já havia entrado junto comigo, e para o meu azar era o mesmo garoto do aeroporto. Ao me ver ele bufa e eu imediatamente faço menção de sair, mas não antes dele abrir a boca que estava encharcada de insultos, mas ele não me insultou tanto quanto eu achei que faria.
– Agora fica, você já poluiu o ar daqui. – eu com essas palavras ele sai do táxi.
Fico sem palavras e saio do táxi também. Saio andando furiosa andando a procura de outro táxi, o garoto ranzinza ao ver que eu sai do táxi e que o táxi havia ido embora ficou mais furioso ainda. Continuo andando, minha intenção não era mais procurar um táxi, era simplesmente me afastar do aeroporto. Sinto alguém puxar meu braço bruscamente.
– Qual o seu problema, garota? – ele me pergunta furioso.
– Q-qual o meu problema? Qual o SEU problema? Olha, meu dia não está lá muito agradável! Se eu te derrubei lá dentro, – aponto para dentro do aeroporto – te peço minhas sinceras desculpas, agora me deixa em paz e deixa de ser tão rancoroso assim por coisas estúpidas! E-eu só quero um pouco de paz...
– Não fale besteira. – ele diz sério.
E então ele dá uma risadinha sarcástica e vai embora, simplesmente, vai. Fico sem entender e por fim ligo para minha mãe pedindo para ela me buscar.
...
Estou na porta da minha nova casa, é tão estranho estar em casa, mas ao mesmo tempo não estar. É complicado. Passarei a estudar em um novo colégio na qual não conheço ninguém e morando em um lugar onde tudo que eu conheço é minha família. Estou entrando em pânico, e para piorar não sou lá muito sociável.
– Coralie!! – escuto a voz de Melissa.
Corro e abraço ela, afinal a saudade era enorme. Ficamos um ano afastadas, pois em 2006 meus pais decidiram se mudar para os Estados Unidos. Eu não queria ir então de algum modo que nem eu sei, consegui convencer minha mãe de morar na casa de minha tia e fiquei morando com ela por um ano, na qual havia prometido a minha mãe que seria meu último na Inglaterra.
– Você cresceu muito, pirralha. – digo sorrindo e ela revira os olhos.
– To sabendo..
De repente vejo meu pai parado na porta com um lindo sorriso, corro até ele lhe dando um extenso abraço. A saudade era realmente enorme da minha família.
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