My new (crazy) life!

35 A escolha de Soph... Lisa!


Notas iniciais
Eu sei que geralmente demoro uns quatro dias para postar, mas fiquei tãããão feliz com as recomendações (OBRIGADA RAYRAY, POXADANI E PÃO DE MEL!) que resolvi postar mais rápido. Ah, eu já agradeci no passado, mas novamente, OBRIGADA LAURENHA E NERD GIRL HERO! Os capítulos tristes começaram, reta final pessoal... NOTAS FINAIS - NOTAS FINAIS

P.O.V Lisa

O baile foi totalmente esquecido por nós, não permiti que Cat e Jake perdessem sua formatura, mas nada na terra poderia me obrigar a ficar ali em vez de com meu pai e minha irmã.

– Então você simplesmente pulou do prédio?! – Michele perguntou rindo. – Não acha que anda assistindo televisão demais?

– Eu não pulei do prédio, desci as escadas de incêndio. – Corrigi rindo.

Os adultos ficaram conversando na parte de baixo da casa, enquanto minha irmã e eu estamos colocando os papos em dia. Temos cinco anos para contar a cada uma.

– Tá, mas o Jake é tão perfeito assim? Pois cara... Para mim ele já ganhou o prêmio de gato do ano. – Brincou e depois sorriu maliciosa. – O que os dois já aprontaram? Estou quase virando tia?

– M-Michele! – Corei levemente. – Não importa se é minha irmã ou não, NUNCA faça esse tipo de pergunta para mim. Ouviu?

– Ok, ok... Mas pelo menos uma de nós desencalhou né? Continuo na mesma coisa, meu último namorado era um bosta.

– Eu já contei demais sobre minha vida, é sua vez de falar. – Sorri para ela.

Minha cabeça estava no colo dela, enquanto brincava com meus cabelos.

– Bem, quando papai e eu fomos embora eu ainda era novinha, tinha apenas quinze. Fiquei durante mais ou menos um ano em uma fase dark, emo, onde só usava preto e maquiagem pesada. – Ri e ela bateu em minha testa. – Shiu! Mas depois percebi que ficar desse jeito não te traria de volta, foi difícil, mas levei a vida adiante. Claro que continuei sentindo sua falta e talz, mas não podia viver na depressão né?

– Corretíssima!

– Deixe-me ver... Não tenho nenhuma história engraçada e maluca como você. Sou a irmã mais normal. – Ahã, vai que eu acredito. – A única super maluquice que já fiz foi viajar com minhas amigas escondido de nosso pai, mas voltei depois de três dias.

– Uou! – Falei. – Ele deve ter ficado puto com você.

– Um mês sem sair de casa, apenas indo para a escola e aula de violão. – Explicou. – Por falar em violão, a careira de papai vai ótima! Ele é super famoso em alguns lugares, o pior é quando alguém me para na rua e fala “Nossa, você é a cara do Caleb Anice!”, aí eu tenho que falar “Eu sou filha dele”. Aí o povo lota para cima de mim e eu tenho que meter paranauê em cada um.

Nunca contei, mas meu pai é um cantor solo famoso. Já participou de uma banda quando mais novo, mas resolveu seguir carreira solo quando ela se desfez. Ambos os lados de minha família tem dinheiro, por isso não falo que me chamo ‘Elizabeth Anice Marie’ e sim ‘Lisa’.

– Mas e suas amigas? Você não tem medo delas estarem com você só por ser filha do papai? – Perguntei, ao contrário de mim, ela nunca escondeu seu sobrenome.

– Realmente confio nelas, viramos amigas em lugares onde elas nunca sonhariam que eu era filha dele. Acho que minha amizade com elas é igual a sua com a Catherine.

– Cat, ela prefere ser chamada assim. – Sorri minimamente.

A porta foi aberta e meu pai e minha mãe apareceram sérios. Levantei minha cabeça do colo de Michele.

– O que aconteceu? – Perguntou a loira antes de mim.

– Vocês poderiam descer? Temos algo importante para dizer. – Pude ver que os olhos de mamãe estavam inchados.

– Claro mãe. – Afirmou a mais velha. –Nossa, que saudade de falar isso. Vou falar de novo: Mãe, mamãe, mãezinha, mãezona... – Abraçou nossa progenitora. – Você faz falta sabia?

Mamãe riu.

– Você também Michele. – Disse.

Descemos os quatro para a sala de estar, tia Belle também tinha a cara de que tinha acabado de chorar.

– O que aconteceu tia? – Perguntamos juntas e depois eu dei continuidade. – Tia Belle, por que está chorando novamente?

– N-nada. – Fungou. – Por favor, que tal nos sentarmos?

Os adultos ficaram no sofá esquerdo e nós duas no direito. Não iremos nos desgrudar até o fim dos meus dias.

– Lisa, – Papai disse. – assim que fui embora com sua irmã eu nunca falei para onde ia pois achei que seria melhor, fui um idiota por achar que seria melhor cortar os laços com vocês duas a viver um relacionamento a distância. – Assenti meio nervosa. – Mas saiba que todos os dias eu senti sua falta, todos os seus aniversários eu tinha vontade de voltar para Paris e te dar um abraço de urso como sempre fazíamos. Quando fui embora, levei Michele para...

– Austrália, mamãe me falou uma vez. – Completei sem pensar. – Opa, desculpa. Continue.

– Você está certa, eu fui para a Austrália primeiramente, mas percebi que aquela vida não era para nós, então viajamos para o único lugar onde eu realmente conhecia. Fomos para Vancouver, no Canadá. – Meu pai nasceu lá, parte de sua família é canadense. – Estamos lá desde então, mesmo com o frio lá é um dos melhores lugares do planeta.

Eu sabia disso, meu sonho desde os onze anos sempre foi ir para o Canadá. Mas era inalcançável, sei de praticamente tudo sobre esse país maravilhoso.

– Tá, mas o que tem isso? – Arqueei a sobrancelha.

– Bem... Michele e eu só viemos aqui para resolvermos umas coisas sobre minha careira musical, semana que vem nós voltaremos para Vancouver. – Foi direto.

Arregalei meus olhos e minha respiração ficou pesada, sem perceber segurei a mão de Michele.

– Não... – Falei baixo e depois gritei. – VOCÊS NÃO VÃO EMBORA DE NOVO! Prometeram que não iam mais me abandonar mais! Não me tire o prazer de ter um pai e uma irmã de novo, tudo menos isso!

Lágrimas pesadas começaram a cair de meus olhos. Isso não estava acontecendo! Eles não podiam fazer isso! Não aguentaria ser abandonada novamente!

– Viu Nicole? – Tia Belle voltou a chorar tão forte quanto eu. – Ela nunca iria aceitar uma coisa dessas. Lisa nunca iria querer o que você quer.

Nem tentei secar minhas lágrimas, elas que parassem quando quisessem.

– O-o que?! Como assim o que minha mãe quer? – Perguntei soluçando e ainda segurando a mão de minha irmã.

– Lis, – Michele me chamou e olhei para ela. – eles querem saber se você quer ir conosco para Vancouver. Morar comigo e com papai no Canadá.

Como assim? Como assim morar com os dois em outro país?! Minhas lágrimas pararam de cair e olhei para minha mãe, que sorria triste.

– Mãe? –Perguntei. – E-eu não posso, desculpe pai. Mas eu tenho minha vida aqui com minha mãe e com a tia Belle. Não poderia abandoná-las.

– Assim que seu pai me disse sobre a proposta, eu soube sua resposta. – Disse mamãe deixando poucas lágrimas caírem antes de limpar. – Sempre foi seu sonho morar lá, e você ama a sua irmã mais que tudo. Eu te amo filha, para mim você tem que ficar aqui comigo e ter sua vida em N.Y, mas eu nunca poderia obrigá-la a fazer algo assim.

Olhei para minha tia, que tentava controlar as lágrimas. Em um pulo, a morena se jogou em cima de mim.

– Lisa, você sempre foi minha filhinha. – Disse, me apertando. – Eu sempre amei você e Michele como filhas, desde que seu pai levou Mich para longe e eu fiquei sendo sua segunda mãe me afeiçoei tanto a você. Eu preciso ser sincera: Não quero que você vá embora. Quero você ao meu lado, sendo a “tia” de meu filho. Quero você brigando comigo e assistindo animes ao meu lado. – Chorou mais. – Mas eu seria a pior pessoa do mundo ao privá-la disso, pois você sempre desabafou sobre o quanto daria a vida para viver novamente com seu pai e sua irmã. Eu juro, juro por todos os deuses possíveis, que se você não aceitar isso nunca mais sorrirei ou te perdoarei. Por favor, em nome dessa criança que eu carrego, vá seguir o seu sonho.

Eu já não podia controlar as lágrimas silenciosas que caiam de meu rosto agora.

– Tia Belle, mamãe... – Falei me levantando e olhando para todos que estavam no cômodo. – Eu amo vocês muito, vocês sempre foram meu porto seguro. Eu sempre pude contar com as duas para tudo, vocês cuidaram de mim durante todos esses anos. – Funguei. – Mas ambas sabem, me dói dizer isso, mas não tem algo que eu queira mais do que morar com eles agora.

Todos choravam (Com exceção de meu pai), mas assim que dei minha resposta final pararam e sorriram para mim.

– Eu te amo Lisa. – Mamãe me abraçou. – Não importa onde você esteja, meu amor por você sempre será forte e poderoso.

– Lis... – Isabelle olhou para mim com carinho. – Prometa que não parará de me amar como me ama.

– Eu prometo tia. – Sorri para ela.

Ficamos nos “despedindo” uma da outra, com declarações melosas e várias lágrimas, quando somos interrompidos por Jake e Cat que entram na casa.

– Desculpa interromper, mas não conseguíamos ficar no baile sem você. – Disse a loira. – O que aconteceu aqui?

– Lisa, por que está chorando amor? – Jake perguntou preocupado.

Olhei desesperado para os dois, como iria falar isso para eles. Abri a boca para dizer, quando meu pai me puxou para o canto.

– O que foi? – Questionei.

– Filha, o que eu vou dizer é totalmente inesperado, mas vale muito. – Segurou meus ombros. – Não posso levar o garoto, sei que o ama, posso ver em seus olhos. Mas Catherine já é outra história...

Um sorriso nasceu e morreu ao mesmo tempo em meu rosto. O lado bom: Minha melhor amiga estaria ao meu lado. O lado ruim: O único garoto que já amei de verdade em minha vida não ficará ao meu lado.

– Boa sorte. – Beijou minha bochecha.

Fui em direção de meus amigos e expliquei a situação, mas não a parte de levar apenas um. Cat e Jake me abraçavam e choravam junto comigo.

– Lis, você é minha melhor amiga, eu não quero que você vá embora. – Cat soluçava muito. – Mas não quero ser o motivo de sua tristeza.

O moreno me segurou e olhou dentro de meus olhos com intensidade.

– Eu sei que você está escondendo algo a mais Lisa. – Falou sério. – Te conheço muito bem, e sei que o que tem a dizer vai magoar a mim ou a Cat, então diga de uma vez.

Respirei fundo e antes de falar dei um beijo em Jake. Um choque elétrico percorreu meu corpo, foi como nosso primeiro beijo.

– Desculpe Jake. – Disse com a testa colada na sua. – Eu te amo, você sabe que eu te amo como nunca amei qualquer garoto. Nunca tive um sentimento tão forte e verdadeiro como o que tenho por você, mas...

– Você precisa ir. – Sorriu triste. – Eu sei disso Lis, queria que fosse mentira, mas não é. – Se afastou. – Mas quero que saiba de algo: Quando você voltar, nem que seja daqui vinte anos, nem que o brilho de seus olhos verdes tenha acabado, eu estarei aqui para poder abrir meus braços e te aconchegar.

Sorri para ele e depois virei para Cat, seu rosto estava molhado pelas antigas lágrimas, mas já tinha parado de chorar.

– Catherine, – Me agachei. – você aceita viajar para o Canadá comigo? Acha que consegue deixar para trás os laços e as pessoas daqui para ir para Vancouver ao meu lado? Juro compreender se sua resposta for não, já que...

– SIM! – Se agachou e me abraçou. – Eu amo minha família, eu amo o Jake, eu amo Nova Iorque... Mas nunca irei te abandonar. Lembra? Amigas para todo o sempre. – Ergueu o mindinho.

– Para todo o sempre. – Apertei com o meu.

Jake agachou e fez um abraço triplo.

– Prometam me mandar mensagens todos os dias, e nunca se esquecerem de mim. – Pediu beijando a bochecha de cada uma.

– Prometemos. – Dissemos juntas.

– Eu amo as duas, de maneiras diferentes, mas amo. – Uma lágrima caiu de seus olhos. – Homens não choram.

– Foda-se esse dilema idiota. – Falei. – Como é deixar para trás a pessoa mais linda do mundo e sua irmã?

Os dois riram e levei um peteleco de Cat. Nossas risadas estavam carregadas de tristeza e já um pouco de saudade.

Notas finais
Hello everybody, será que alguém se emocionou? Não? Ok. Mas o assunto principal é esse aqui: Faltam apenas mais dois capítulos para acabar a fic, depois desse terá mais um e aí terá o FINAL. No último capítulo prestem atenção nas notas finais, pois nela estará o LINK DA SEGUNDA TEMPORADA. Se não conseguirem ver podem pedir pelos comentários, okeijo? Um beijo de chocolate