My little children
1 Uma nova vida começa
Notas iniciais
Charlie Clark era uma mulher destemida , sabia exatamente como fazer e quando fazer, era perpiscaz , ágil e portadora de uma das mentes mais inteligentes que já conhecemos até hoje. Porém , estava correndo com uma bebê em seu colo com carruagens atrás da mesma , e os homens montados nela gritavam :
—Sua bruxa! — Gritava um com nojo.
—Filha da @#"* ! — Continuou o outro.
—Pedaço de estrume ! — afirmou o último.
Sabe como chegou até aqui? Bem , lhes contarei com prazer. Charlie tinha acabado de fugir de outro reino na época, e já entrou de primeira em um dos bares da cidade , ocupando um acento confortável no balcão. Ela sabia que teria de fugir de lá um dia , aliás era nômade. Uma ladra não pode viver tranquilamente , não é mesmo? Bem , ela só foi para esse reino pois ninguém a conhecia , e era por isso que se mudava constantemente também. Um homem de capuz entrou no bar uns minutos depois é sentou ao seu lado , puxando conversa com a recém-foragida.
—Que mileide encantadora temos aqui — disss apreciando-a — Como vai minha cara?
Ela só o encarou , incapaz de ver seu rosto pelo capuz. Deveria ter notado seu tom formal antes de se arrepender.
—Já matei por menos — disse desafiando-o a um combate corporal se a desafia-se também.
"Nossa" pensou o rapaz " geralmente as garotas do reino dão falsas risadas de vergonha ! Ela me intriga tanto por ser diferente!"
—Ora , não queria ofende-la senhorita — disse galanteador — Pois não sou covarde o suficiente para ofender uma bela dama merecida de respeito.
—Fale mais uma coisa , e te mato! E , uma perguntinha...Quem pediu sua opinião?
O homem riu e a tentou convece-la que era apenas um jovem camponês atrás de uma boa bebida em um bar local. No final , a mulher acabou cedendo ao seu pedido de amizade.
—Te vejo amanhã , doce dama. — Mas ao perceber seu olhar , corrigiu sorrindo — Desculpe , tchau Minny.
A mulher acenou de volta. Por que o nome? Resposta óbvia, não? Ela não podia ter só uma identidade. Não pode falar seu verdadeiro nome temível e procurado. E cada vez mais ,os dois se encontravam , ela o deixava louco e ele também a deixava a desejar pela primeira vez na vida , um par. Um dia , o homem misterioso , chamado de Magnus , tirou seu capuz como sinal de confiança , mostrando verdadeiramente quem era. Ele era alto, loiro , forte e atraente para a mulher carente de seu carinho.
—Preciso lhe contar sobre minha verdadeira identidade — disse o homem recém-desmascarado.
—Não precisa , o segredo as vezes é tão bom..- disse finalmente lhe dando um beijo que sempre sonhar em dar ao seu amado.
Magnus e Charile , tanto um quanto o outro ,queriam mais que um simples beijo. Charlie se entregou aos seus braços enquanto a noite passava sorrateiramente...silenciosa e rápida. No dia seguinte ,porém , a mesma sentiu enjoou ao acordar em sua cama. Correu ao banheiro , agarrou o vaso e vomitou fracamente.
—Magnus...
Porém , o mesmo não estava lá. Procurou ele em todo o quarto , mas não o achara. Magnus a deixara. A mulher aos prantos , já sabendo o que lhe ocorrera para estar assim , saiu do quarto agarrando o lençou para jogar na frente da porta para deixar a raiva esvaziar. Depois de algum tempo , as mulheres do reino foram chamadas ao um baile junto ao rei para ele encontrar a pessoa certa. Charlie já estava cansada de homens , mas fora obrigada a ir. Pobre coitada...não deveriam ter feito isso com ela. Foi ao baile de cabeça erguida , procurando a cara do rei. Seu plano já estava formado , ela iria seduzi-lo para fazer responder se tinha ligações com os reinos que já passou. Vestia um lindo vestido vermelho cintilante longo que deixava uma das pernas a mostra , e tinha um decote em formato de V. Ela havia roubado ele de uma garota zonza que tinha tantos vestidos que nem notou o desaparecimento do tal. O rei se aproximou da mulher , que imediatamente fez uma cara de nojo. O incrível rei que patrocinara o incrível baile , era na verdade Magnus , seu ex-amante que teve a chance de engravida-la. Mas ia se vingar , a se ia. Ela estava irreconhecível pois nunca era vista com maquiagem ou vestido , e sim com jeans , tênis e camisas surradas.
—Escutem todos! — disse colocando um garfo na mesa mais aproxima em encontro com uma taça de vinho , chamando a atenção de todos — Esse homem já engravidou uma mulher!
Murmúrios começaram a surgir e o rei trve uma expressão de terror em seu rosto , provando a eles que continha uma máscara.
— Como sabe disso?-sussurrou o rei indiginado.
—Oh , meu rei ! Uma herege me contou isso! Estava chorando sozinha em seu quarto e perguntei-a o que havia de errado. Só estou falando a verdade — disse com sua melhor atuação.
—Pode descreve-la? -Pediu.
—Como poderia senhor? — disse fingindo raiva — você não sabe nem como é sua aparência?
O homem Gritou exasperado :
—Procurem essa mulher! Caçem-na! Quero sua cabeça em meu banquete por inventar uma mentira ultrajante como essa!
Um guarda se aproximou.
—Como ela é , meu senhor?
—Morena , alta e pálida — disse rápido — só precisa saber disso.
—Mas varias mulheres têm esssa aparência , meu lorde!
—É fácil identifica-la ,venha ! Lhe mostrarei sua aparência através de um desenho.
Meses passaram-se e a bebê finalmente nasceu. Sabia que era só questão de tempo para identificar como filha do rei, era loira com os olhos azuis como o pai. Um dia , realmente a descobriram. E é por isso que nossa pequena Carol está no colo de sua mãe que foge. O que será da pequenina?
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