O sol lambia as mãos da ladra enquanto corria com sua filha até um reino longe do de Magnus , queria uma vida onde o mesmo não estaria incluso. "Melhor para mim " pensou " pelo menos não preciso ficar sozinha". Mas , mesmo pensando assim , não podia deixar os cuidados da criança de lado. Como nunca teve mãe , ela realmente não sabia como cuidado de uma pequena quando chorava , berrava por comida ou fazia suas necessidades nas horas erradas. Muito menos faze-la dormir , essa era a pior parte. As duas estavam localizadas em um hotel próximo á entrada do reino e era imensamente grande e caloroso. Só em. seu quarto , havia uma linda cama de casal com cor de vinho , um tapete com ilustrações dos deuses gregos imensamente lindas e janelas com cortinas de setim roxo-claras. Para fazer a pequenina dormir , a mulher balançava a mesma em seus braços e cantava músicas que inventava na hora , já que realmente não sabia as cantigas de ninar tradicionais.
—Meu anjinho...pode dormir agora...sua mãe está aqui , por isso não se apavore — cantava — Meu canarinho uma vez me avisou : dentro de você haverá uma pequenina tão linda e delicada , oh...meu anjinho..me dá essa tua calmaria tão divina quanto o céu!
Ela pelo menos tentava , não é mesmo?Aos poucos ela realmente dormiu e a maior finalmente teve o prazer de se deitar na cama e dormir. Começou a surgir olheiras na mulher depois de ter a filha , sem contar em seus cabelos cada vez piores por não ter tempo de pentear-los. Porém , a criança ainda sim, acordava no meio da noite querendo leite , impedindo sua mãe de dormir. A paz realmente só lhe veio quando tinha 6 anos de idade. A mesma sempre continha um sorriso em rosto e adorava sua vida ao lado de sua mãe , apesar da mesma não ser uma das melhores. Pelo menos , ela tentava cuidar o máximo possível de sua filha. Um dia , lhe disse :
—Carol querida , venha pra cá!
Carol estava olhando pela janela e imediatamente , correu ao encontro com sua querida mãe.
—Oi?
—Você pode favor um fazorzinho, meu anjo?
—Claro! O que é?
—Estamos sem dinheiro para o aluguel e para a nossa comida...- Ah , como ela já sabia o que sua mãe queria. — Pode roubar uma carteira por mim?
—Sim...tudo bem...
—Boa menina!
E a mesma saiu saltitando em direção á porta. Charlie , cansada , começou a dormir. Carol chegou em uma casa humilde e bateu em sua porta. Um senhor de idade , cujo estava vestido com roupas de camponês , abriu a porta sorrindo.
—Olá anjinho! O que quer desse velhinho aqui?
A garota fechou as duas mãos e encostou os indicadores como sinal de vergonha e lhe disse envergonhada:
—O senhor poderia me dar um pedaço de pão? estou com tanta fome...
—Claro! espere aqui! — E tomou rumo á cozinha.
A menina correu os olhos pelo cômodo e rapidamente visualizou uma carteira cheia de dinheiro em uma escrivaninha próxima. Rapidamente a apanhou e guardou no bouço do seu macacão azul , cobrindo com a blusa da mesma. O senhor chegou bem a tempo , como o pão entre as mãos.
—Aqui meu doce — disse entregando-lhe o pão.
—Obrigada tio! — disse a garota com um sorriso inocente em rosto.
—Cuidado , ouviu ? nesse reino está acontecendo uns assaltos em série por aí!
A garota riu , sabia que sua mãe que estava causando tudo aquilo.
—Pode deixar.
E saiu enquanto o homem fechou a porta atrás dela. Enquanto andava , escutou uma conversa alí perto que chamou sua atenção.
—Ah...aquele rei! Tão lindo! — Falou uma mulher com roupas de empregada doméstica.
— Nem me fale ! Aquele homem é de tirar o fôlego! — Falou outra com roupa cortês.
A garota mais nova , interessada , aproximou-se das duas e indagou:
—Que rei?
As mulheres riram com a mão em sua bocas de modo envergonhado e falaram ao mesmo tempo:
—Magnus! é claro!
—Quem é ? — Perguntou curiosa.
—O rei do reino vizinho — exclamou a empregada.
— Sim , e ele vem até aqui para um baile de máscaras ! parece super impolgante , não é? Claro , o rei não pretende casar-se com nenhuma mulher , é só para transparecer paz e afeto pelo reino de Bartholomew . — disse a outra com animação.
—Obrigada tias! até mais!
—Até mais ! — despediram-se.
Carol abriu a porta de sua casa e disse:
—Mãe , o rei do reino vizinho vem para cá! não é demais? — disse fechando a porta em seguida e adentrando no quarto.
A mãe curiosa , perguntou:
—Que rei?
—Um tal de Malus...
—Malus?
—Não...é...Magnus...acho que é assim que se fala.
A mesma gelou ao escutar a notícia vinda da boca da filha. Aquele homem simplesmente queria estragar sua vida , ah, se queria.
—C-conseguiu a carteira ? — gaguejou.
—Sim! e pão! — disse entregando-lhe a carteira e o pão.
—Você nunca põe nada a perder! Vem , vamos pagar a titia da recepção.
—Eu quero ficar aqui no quarto , mamãe.
—Tudo bem então , apenas não saia , ok?
—Ok — disse carismática enquanto sua querida mãe tomava ruma a recepção.
A pequena aproximou-se da janela , onde era seu lugar preferido. Embora , n sempre. Crianças corriam agitadas brincando de Pega- Pega e conversando animadamente enquanto a mesma observava pela janela. Parecia que ninguém se importa com ela , pois ninguém a queria como amiga. A garota realmente não sabia o porque de não poder ter amigos. Talvez porque fosse perigoso. "Elas nem ao menos sabem que estou aqui , não é?" pensou se encostando ainda mais em sua janela. As cortinas de setim balançavam freneticamente com o ritmo do vento quando Carol escutou uma voz agitada vinha de baixo.
—Ei você! — Gritou um garoto com pele escura e cabelos castanhos-claro — Não quer brincar?
A mesma se surpreendeu com o convite , ninguém nunca a percebia. Mas , além de querer muito mesmo fazer amizades e brincar , não podia.
—Não posso!
—Por que? indagou o garoto desapontado — Brincar é legal!
—Não sei!
—Sua mãe não deixa?
A garota acenou a cabeça positivamente.
—Ah...deixa pra lá então... — e continuou a brincar com seus amigos.
Na hora em que o garoto saiu de perto da janela , uma carruagem roxa entrou na rua se destacando completamente. Sua rodas eram de ouro e continha um brasão enorme na própria. O brasão era dois leões lutando em uma briga de dourado x cinza. Um homem barbudo loiro saiu da carruagem acenando alegremente para todos que o mesmo passava. Como era de se esperar , também queria sorrir acenando para os que moravam nos andares superior ao chão lentamente movia sua cabeça em direção á criança de Charlie. O homem parou de sorrir assim que viu o rosto da pequena e entrou na carruagem movida á cavalos brancos. A garota , sem entender , saiu para sua cama e adormeceu cansada e igualmente confusa. Após algum tempo , sua mãe a acordou e disse:
—Ele te viu? — falou alarmada. — Ele te viu?
—Quem...?
—Não brinque comigo! O rei! O rei te viu?
—Mãe...acho que sim.
—Ah não...- agora em sua voz aumentou o ar de preocupação.
—Precisamos nos mudar daqui, agora!
—Mas , mãe...não tem outros , lembra?
—Verdade...Aí que vamos fazer? — disse chorando , agarrando sua filha para mais perto , a envolvendo em um abraço materno — O que faremos ?
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