Notas iniciais
Oyasumi minna, vim aqui para dizer que espero ver bastantes comentários e que gostem dessa fic, qualquer problema é só avisar também, ok ?!

" -Midoriku fique aqui, ok?! — disse um homem a colocando debaixo de alguns entulhos — eu já volto — dizia em meio ao desespero, o homem dos longos cabelos prateados se segurava para não chorar, mas sua angústia era tão perceptível que deixava a menina assustada.

— Mas... Papai...

- Fique aqui Midoriku ! Papai já vem — disse passando a mão em sua cabeça e lhe dando um beijo na testa, assim que terminou esse gesto de afeto se levantou — eu prometo voltar — deu um pequeno sorriso saiu correndo enquanto a pequena menina o observava, era uma noite de inverno, o frio a amedrontava de uma forma inexplicável, a tempestade de neve não melhorava em nada, entrelaçou suas pernas com seus braços, escondendo sua cabeça de uma forma que ninguém pudesse a escutá-la chorar.

Depois de um tempo seu pai não havia voltado, Midoriku sentia o desespero a flor da pele, ele prometera a ela que voltaria, o esperaria até o último segundo e depois de se reconfortar com esse pensamento finalmente havia conseguido dormir.

— Você está bem minha pequenina? — Midoriku ouviu uma voz feminina, acordou e viu uma mulher a observando com um sorriso acolhedor, a menina quando se deu conta olhou para os lados, continuava no mesmo lugar, porém a neve já havia parado de cair e os primeiros raios de sol da manhã davam as caras — está bem ? — ignorou a figura a sua frente e saiu correndo, onde estava seu pai? Ele havia prometido voltar.

— Papai!! — ela chorava, e corria sem nem ao menos saber onde pisava, quando de repente escorregou e acabou caindo, batendo em um pequeno pedaço de gelo ao lado acabando por ficar desacordada"

Kagome acordou tranquila como sempre, aquele sonho já não a impressionava mais, afinal o tinha desde que tinha 7 anos, se levantou e foi até sua janela e a abriu olhando para o lindo horizonte, se perguntava se aquele sonho constante poderia significar alguma coisa? Deu um longo suspiro, não podia perder tempo pensando tinha que se arrumar para ir à faculdade, um sorriso surgiu em seus lábios, mais uma manhã observando aquele maravilhoso homem o qual chamava de professor, seu nome era Kouga, além de inteligente tinha uma beleza inexplicável.

Kagome também era uma mulher incrivelmente bonita e inteligente, porém era meio atrapalhada e brincava na hora errada e acabava sempre se metendo nas situações mais inusitadas, ela possuía longos cabelos negros que chegavam até metade das suas costas, sua pele era branca e seus olhos eram tomados por um dourado vibrante.

A jovem tomou um banho se trocou e desceu, tomou um café e quando estava prestes a sair ouviu um barulho de passos vindo de outro cômodo.

- Bom dia mana! — disse enquanto abria a porta.

- Bom dia — respondeu Kikyo sem animo algum, Kagome não sabia o porque sua irmã não gostava dela, sua relação com ela já era difícil quando moravam com seus pais e quando resolveram dividir um apartamento em Tokyo as coisas pioraram.

InuYasha já estava acordado a um bom tempo, estava preocupado com seu pai, InuTaisho, o presidente do Japão, o qual se encontrava totalmente debilitado, não só pelo fato de já estar velho, mas sim também por temer a morte e deixar seu cargo para seu arqui-rival Naraku, um homem ambicioso e cheio de truques, ele era capaz de qualquer coisa para assumir o posto de seu pai, o hanyo se perguntava como naquele estado de seu saúde seu pai só se preocupa com não deixar seu inimigo tomar seu lugar quando morresse.

Sentiu seu celular vibrar na cômoda ao lado da cama tirando-o de seus devaneios, pegou o aparelho e olhou no visor, quem seria aquela hora da manhã? Se surpreendeu ao ver que era Houjo quem estava ligando, ele era um dos ajudantes de InuTaisho o que o preocupou mais ainda .

-Alô?! Houjo?! Porque me ligou?

- Seu pai disse que precisa falar com você e que é urgente — InuYasha deu um pulo se vestindo, já que antes estava semi-nu.

- Mas você sabe o que é — disse enquanto abotoava os punhos da camisa social.

- Não, não sei.... — se lamentou — mas ele disse que você precisa vir urgentemente para cá.

- Ok, já estou indo — desligou o telefone e terminou de se arrumar o mais rápido que pode, logo em seguida descendo para pegar seu carro e ir até o encontro de seu pai, o que ele poderia querer com tanta pressa?

Finalmente chegou a grande mansão Taisho, era um pouco afastada da cidade por isso havia demorado um pouco mais, estacionou o automóvel em frente a grande residência, sendo recebido por alguns de seus empregados.

— Bom dia senhor InuYasha — disseram todos em uníssono se reverenciando para ele na entrada da mansão.

-Bom dia — respondeu enquanto passava por eles em uma pequena escadaria antes de entrar.

Primeiramente foi até o quarto de InuTaisho, mas chegando lá não encontrou nada e então pensou que só poderia ter um lugar que ele poderia estar além dali, o qual InuYasha acertou em cheio, seu escritório.

— Oi Pai — disse abrindo a porta do cômodo lentamente e observando a imagem do homem sentado atrás da grande mesa de madeira, esse o olhou.

- Aahh Olá InuYasha — disse se levantando e começando a andar em direção a seu filho — eu tenho algo muito impor ... — no meio do caminho InuTaisho cai, mas antes de chegar ao chão InuYasha o segura.

— Pai acho melhor o senhor se sentar — esse apenas afirmou com a cabeça, o deixou sentado em sua cadeira, apesar de ser um yokai completo estava nos seus últimos momentos, já estava a muitos anos vivo — então filho, tenho uma missão para te dar — o hanyo o ouvia atentamente — você sabe que não quero que meu rival assuma o meu posto, não é?! — InuYasha revirou os olhos sem que seu pai percebesse, ele só pensava nisso.

— Sei — afirmou.

- Então, ... — antes que continuasse uma crise de tosse o atacou, InuYasha foi socorrê-lo, Houjo que estava do lado de fora da porta entrou desesperado.

— Senhor! — falou Houjo.

- Pegue uma água para ele — disse InuYasha o olhando.

- Não ... Não ... Não precisa — afirmou InuTaisho.

- Tem certeza pai?

- Sim — Houjo se alíviou e se retirou do escritório pedindo desculpas pela intromissão — então filho, voltando de onde eu estava — o meio Yokai voltou-se para sua cadeira — eu sempre ando buscando formas de não deixar Naraku assumir meu posto, porque você sabe o que aconteceria com Tokyo caso ele assumisse.

- Sim, estou ciente.

- E ontem eu arranjei uma forma!

- Qual ?- perguntou arqueando uma das sobrancelhas.

- Vamos restaurar a família real! — o hanyo o olhou surpreso.

- Ma... Mas como? — indagou ainda espantado — não há como fazer isso!

-Claro que tem como.

- Diz como então ... — falou desconfiado, não havia maneira de restaurar uma família que não tinham mais nenhum membro.

- Vamos achar a minha neta — confirmou com um tom confiante, InuYasha se levantou assustado.

- A princesa? Filha de Sesshoumaru? — seu pai assentiu — Aaah pai ... Você tem que entender, ela morreu junto com ele!

- Não ! Eu sei que ela está viva em algum lugar, ... Eu sei ! E quero que você a procure — disse apontando para seu primogênito bem a sua frente, o meio Yokai sabia da situação de saúde de seu pai e sabia que se discutisse poderia piorar as coisas então resolveu aceitar a ajudá-lo o sorriso no rosto de InuTaisho era reconfortante para ele, talvez fosse a única forma de fazer esquecer essa história da princesa perdida.

Ele estava dirigindo de volta para casa, no meio caminho parou em um farol vermelho, como iria fazer para pelo menos iniciar uma procura por ela, claro que também tinha certa esperança de ela estar viva, mas era praticamente impossível ela ter sobrevivido à aquela perseguição, de repente sentiu seu celular vibrar, ficou feliz ao ver quem era , seu coração começou a acelerar.

- Ayame!

- Inu!

- Porque me ligou?

-Queria te convidar para jantar hoje, que tal?

-Claro que eu aceito !

- Ótimo, então hoje as 22:00 no mesmo lugar de sempre ?

-Combinado!

- Então tá Inu ! Até mais tarde.

-Até mais — desligou, estava tão feliz que sem perceber colocou seu pé no acelerador antes do farol abrir, e sentiu o carro se chocar contra algo, estava tão distraído que só percebeu no momento do impacto o que tinha feito.

Saiu desesperadamente e quando foi para frente de seu carro viu uma menina inconsciente com parte das pernas debaixo do seu carro, um monte de pessoas começaram a observar em volta, precisou agir rápido, então a pegou e colocou-a no banco de trás do automóvel.

Cerca de alguns minutos depois já se encontravam dentro do hospital, ela ainda estava desmaiada, como InuYasha não tinha mais nada de importante para fazer naquele dia mesmo, resolveu ficar por lá para ajudar no que fosse preciso.

O médico chegou e disse o estado dela afirmando que estava tudo bem e que não passou de um susto que dali a pouco ela acordaria e que ele poderia vê-la, o hanyo se sentindo culpado acho melhor ir ver a menina e talvez lhe dar uma carona para casa, era o mínimo.

Assim que chegou no recinto a encontrou ainda dormindo, sentou-se ao lado da cama e começou a observar atentamente sua face, tinha que admitir que beleza era um de seus fortes, afastou uma das mechas que estava na frente de seu rosto, a garota era incrivelmente linda, mas achou melhor afastar esses pensamentos, afinal já tinha planos com outra pessoa, virou seu rosto para o outro lado.

— Quem é você ? — ouviu uma voz feminina bem perto de si, olhou para o lado novamente e viu a garota sentada na cama o encarando, InuYasha apenas a observou — eihn?! — disse com uma sobrancelha arqueada.

— Me desculpe, sou Taisho InuYasha — se apresentou — sou empresário de relações exteriores — porque tinha falado aquilo? Não estava em uma reunião ou algo do tipo, provavelmente era costume — e sem querer eu te atropelei — disse meio sem graça — me desculpa...

— Não, tudo bem, viu?! Eu estou bem ! — disse mostrando a si própria com um sorriso cativante o que o deixou totalmente corado, a luz natural vinda da janela recaia muito bem sobre o rosto da jovem fazendo seu sorriso ficar mais perfeito, das sete maravilhas do mundo com certeza aquele sorriso era a primeiro — Você está bem ? — o olhou preocupada, tirando-o de seus pensamentos.

— Si...sim eu estou, porque não estaria? — É que você está meio vermelho — ele ficou perplexo pela revelação dela, essa pôs uma de suas mãos na testa dele é outra na sua deixando-o mais constrangido ainda — e achei que pudesse estar com febre... — o hanyo rapidamente arrancou a mão da menina de sua testa.

— Acho melhor nós irmos, vou perguntar para o médico se eu posso levá-la, Errr ... — se levantou de onde estava e andou até metade do quarto, nesse momento ele olhou para a menina que o observava confusa, não estava entendendo a reação dele — quer saber?! Vou lá falar com o médico ! — se retirou do recinto da mesma forma que entrou e realmente havia ido falar com o doutor que a liberou.

Dentro do carro um silêncio ensurdecedor se formou, Kagome não estava entendendo nada da situação uma hora eles estavam se dando tão bem e no momento seguinte ele já estava a tratando de outra maneira, mas ela já não aguentei aquele breu.

— Eu nem me apresentei meu nome é Ka.....

- Não precisa se apresentar, só me diga onde mora- a grosseria com que tinha falado deixou a morena com raiva.

- Escuta aqui, você acha que você não foi muito grosso para quem está conversando com uma dama?

- Não — respondeu sem sentimento algum, e não estava nem se importando nunca mais a veria mesmo — agora me diga — olhou-a rapidamente — onde mora? — Kagome informou o endereço com uma raiva explícita em sua voz, como se não quisesse falar com ele, e não queria.

Assim que chegou ao condomínio onde morava saiu do carro sem olhar para trás e subiu as escadas, assim que chegou na porta digitou a senha de segurança da porta, porém esse piscou em vermelho indicando na tela código incorreto.

— Será que eu digitei algum número errado? — colocou a senha novamente que acabou por voltar ao mesmo resultado, resolveu não tentar a terceira vez, ela sabia que errar três vezes a senha chamaria a polícia, então tocou na porta — KIKYO?? — ninguém respondeu — Kikyooo?

— Que foi encosto? — a morena se sentiu aliviada por ouvir a voz de sua irmã, essa abriu a porta ateniense a corrente permitia.

- Você trocou a senha de segurança ?

- Sim!

- Me deixa entrar?

-Não ! — fechou a porta novamente, Kagome tentou incessantemente a chamar de novo, porém essa não respondia.

Começou a andar pelas ruas de Tokyo sem rumo, como Kikyo podia ter feito aquilo com ela ? Porque a odiava? Desde pequena as mesmas perguntas vinham em relação a ela e nada era respondido, deu um longo suspiro, o que faria? Já eram quase 20:00 e não tinha lugar para descansar se acomodou em um banco de um parque quando sentiu seu celular vibrar, ficou impressionada de ele ainda estar com bateria.

— Alô?!

- Oi querida!

- Mãe ! Que saudades! Porque me ligou?

- Aahh filha, porque eu estava também morrendo de saudades de você e queria te pedir um favor.

- Pode falar!

- É que amanhã eu vou ter que viajar para resolver uns negócios em outra cidade e queria saber se você poderia vim aqui amanhã é ficar o fim de semana cuidando da pensão e da Kirara - ali Kagome viu o chance de encontrar um lugar para dormir.

- Claro mãe! Estou indo agora é só deixar o dinheiro do táxi ai no portão que eu vou.

- Tem certeza filha?

- Sim!

InuYasha se olhava no espelho, estava simplesmente dislimbrante como sempre, mas para ele ainda não era o suficiente, queria impressionar Ayame, já que ela era uma mulher elegante e grã fina, e ele não poderia fazer feio com ela.

Agora ele já estava em frente ao restaurante, seu coração acelerou só de estar ali, mas com coragem entrou e foi para a mesa onde viu a ruiva com um olhar perdido e se deliciando com uma taça de vinho.

- Oi — iniciou InuYasha se sentando a fazendo olhar.

- Oi Inu! — sorriu para o mesmo.

- Porque estava com o olhar tão perdido? — perguntou puxando assunto.

- Por nada não, apenas pensando na vida mesmo !

- Sério ?

- Sério! — afirmou, passaram boa parte da noite jogando conversa fora, Ayame contando sobre a reforma e reinauguração de seu museu e InuYasha contando sobre o loucura em que seu pai o metera de achar a princesa perdida e ambos riram da situação, mas sua conversa foi interrompida por dois homens de terno e óculos escuros que apareceram ao lado da mesa pegando InuYasha o fazendo se levantar.

- O que é isso ? — indagou confuso.

- Temos ordens para acatá-lo — murmurou um deles.

- Ordens de quem?

- De InuTaisho! — responderam em uníssono.

- Porque ?

- Acharam a princesa- falou o outro homem seriamente deixando o hanyo totalmente perplexo, como em tantos anos de procura não a acharam e agora em menos de 24 horas tinham descoberto ? — e o presidente quer que você vá pegá-la para apresentar a ele! — antes que o meio Yokai pudesse responder os dois o jogaram dentro do carro.

- Vocês podem me dizer pelo menos para onde estamos indo? — dizia enquanto tentava encaixar as coisas na sua cabeça, tudo estava acontecendo muito rápido.

-Yokohama — responderam ao mesmo tempo.

Já estava de manhã e a dona dos olhos âmbares resolveu fazer seus afazeres na pensão o mais rápido possível para que pudesse descansar a tarde e esperava que ninguém alugasse o quarto naquele fim de semana, não estava afim de ficar fazendo tarefas.

Se trocou e desceu, sem tomar seu café foi para o lado de fora, á alguns metros da porta da frente ficava o portão de entrada e perto do mesmo ficava Kirara a linda cachorrinha da família, a morena desceu para alimentá-la afinal já era de manhã e a pobre coitada devia estar morrendo de fome, e para lhe dar a ração ficou de costas para o portão.

O carro parou em frente a um pequeno portão, durante todo o percurso os dois seguranças que o acompanharam lhe haviam explicado tudo e o porque das investigações e a busca terem sido tão rápidas, agora tudo realmente se encaixava e as chances da garota ali falada entre eles ser a princesa era quase de cem porcento.

InuYasha saiu do carro e o automóvel começou a se movimentar, o motorista abaixou o vidro.

- Vamos vim te pegar na segunda, você tem que observá-la durante esse fim de semana, ok? — o hanyo assentiu e os dois foram embora, enquanto do InuYasha voltou-se para frente separando-se com uma menina que não lhe era estranha, essa dava comida para um cachorro e não havia percebido que ele havia chegado, pegou o papel onde tinha anotado todas as informações sobre ela, discou um número que tinha escrito, diziam ser do celular de uso pessoal da suspeita, para sua surpresa ouviu-se um toque de celular ecoando no ar, a mulher de costas para ele mexeu no bolso e atendeu.

- Olá, aqui é a pensão dos Higurashi, com quem eu falo?!- o meio Yokai sentiu seu coração disparar, olhou novamente para o papel para ver o nome de adoção que lhe haviam dado — alô?!

- O... Oi , seu nome por acaso é ... — estava meio hesitante em falar, mas era preciso — Higurashi Kagome?!