My girlfriend's twin

13 Why you did that, miss Swan?


Notas iniciais
Oioioioi! Voltei aos meus prazos, meus amores! Uhuuuul! Ca-han, imagino que estão se perguntando o porque desse título, então não vou lhes ocupar muito mais tempo. Espero que gostem (não me matem) e que tenham boa noite. Boa leitura. Joko *v*

– Estão atrasadas! – bradou Neal para nós enquanto corríamos para a sala de embarque.

– Oh, desculpe, senhor riquinho, não pudemos alugar uma mansão esse mês para ficarmos! – bradou Emma de volta entregando a passagem logo a minha frente. Nós duas passamos e seguimos o garoto às pressas para dentro do avião.

– Custava chegar cedo? – questionou o garoto quando sentamos no avião.

– Custava calar a boca e parar de reclamar? – retrucou a Swan.

Revirei os olhos a me ver entre os dois naquela briguinha infantil.

– “Custava calar a boca”, nós quase perdemos o voo!

– Escuta aqui, garoto...

– Ok, chega! – calei os dois e respirei fundo. – Nós chegamos a tempo, certo? Faltam 30 minutos ainda para o avião fechar as portas e mais 20 para decolar, então não “quase perdemos o voo” e, Emma, pare de se trocar com um garoto de 16 anos!

– Foi ele/ela que começou! – bradaram os dois juntos indignados.

– Só parem!

Os dois bufaram. Neal virou-se para a janela enquanto Emma encostou a cabeça no ombro, pegando o fone e conectando a Tv, me dando um dos lados e pondo o outro. Nós passamos a viagem inteira em silêncio, assistindo ao filme de X-Man alguma coisa. Minha mão esquerda passou a viagem inteirinha entrelaçada a de Emma, que parecia calma com o voo, pensei que talvez fosse por ter passado maratona Naruto após X-man.

Quando o avião pousou, nós saímos pouco depois dos amigos de Neal, que me pareciam ser muito gente boa, mas Emma rosnou quando um deles piscou para nós, o que fez o menino comprimir os lábios e sair envergonhado. Mary Margaret e David estavam nos esperando do lado de fora, a mulher nem esperou que chegássemos perto, ela correu até nós e nos abraçou, todos juntos. Nós rimos.

Fomos almoçar na casa dos pais de Emma, que tinham feito macarrão com queijo e purê de batata. Como sempre eram os almoços com os Swan’s, foi cheio de diversão e bastante brincadeira, além de algumas briguinhas entre os irmãos, mas nada que Mary não desse um jeito.

Após almoçarmos, eu e Emma sentamos no sofá e ficamos vendo filmes junto dos pais dela. Até que Mary ficou nos olhando por um tempo, eu até estava ficando constrangida, apesar de Emma não parecer ligar, então mulher finalmente falou:

– Estão tendo algo?

Nós a olhamos.

– Não/sim. – nos olhamos confusas.

– Não estamos? – perguntou Emma.

– Estamos? – perguntei logo em seguida.

– Vou considerar isso como um sim. – Mary riu e olhou para o relógio. – Oh, Emma, se quiser voltar ainda em claro para casa, acho melhor irem.

– Mas é apenas uma hora de viagem para Storybrooke, Mary, pode ficar tranquila.

Os pais da loira olharam arqueando as sobrancelhas para Emma, eu a olhei confusa e ela fez caras e bocas tentando falar algo. Mary Margaret bufou, e eu a olhei.

– Regina, querida, Emma terá de vir passar uns dias em Boston.

– O que? – encarei Emma, que mordia o lábio inferior envergonhada. – Por que não me contou?

– Eu ia, antes de embarcamos, mas ai Neal ficou nervosinho, começamos a assistir X-Man e eu esqueci.

– Mas... Por que vai passar uns dias aqui?

– Meu chefe acha que será bom para tentar atrair o assassino, ele acha que estou deixando muito na cara.

– Então eu vou ficar só em Storybrook com um assassino?

– Será só por alguns dias e eu vou por alguns agentes disfarçados para ficar de olho em você. Eu vou voltar antes que perceba.

Suspirei e assenti.

– Certo, então vamos, né?

A loira sorriu fracamente e ficou em pé. Eu me despedi dos pais de Emma e segui a Swan para o fusca amarelo parado do lado de fora. Fomos até Storybrooke em silêncio, apenas com a música do Pen Drive de Emma tocando.

Eu estava nervosa, admito. Eu estava conseguindo viver em Storybrooke após a morte de Lissa, porque eu estava apenas vegetando, mas agora eu vivia de novo e eu tinha consciência de que tinha um assassino a solta pela minha cidade e eu não estava mais com uma agente do FBI para me proteger. Mesmo que se ele quisesse algo comigo, já teria feito, mas ainda era apavorante.

– Não fica assim, Gina. – Emma pôs a mão na minha perna quando estacionou o carro no estacionamento da faculdade. – Eu volto logo.

– Não estou preocupada com você ficar longe, Emma. – olhei-a. – E se o assassino vier atrás de mim para te manipular ou algo assim?

– Bobagem. – ela riu e saiu do carro, eu a segui até porta-malas. – Primeiro que ninguém se atreveria em tocar em você depois que viram o que eu fiz com Robin. Segundo, Gina, eu confio em você, sei que não vai fazer nada precipitado.

Suspirei e assenti, ela me deu minha mala e minha frasqueira, fechou o porta malas e então me olhou sorrindo. Foi quando me lembre de algo.

– Emma, você disse que seu chefe tinha pistas do assassino...

– Informações, isso. – ela cruzou os braços encostando-se ao carro.

– Quem é ele?

Emma suspirou, olhou para os lados e se aproximou de mim, me puxou pela cintura, beijando minha bochecha, subiu um pouco os lábios até meu ouvido e sussurrou:

– É ela, Gina, e você saberá quem é logo. – ela se afastou de mim e sorriu. – Volto em três dias, consegue sobreviver até lá?

– Vou tentar. – peguei minhas coisas e sorri para ela. – Até logo, senhorita Swan.

Eu a dei as costas e comecei a sair, quando uma mão me puxou pelo braço e me fez olha-la. Emma sorriu de canto.

– Não ganho beijo de despedida?

Ri e neguei com a cabeça.

– Te dou um quando voltar. – lhe dei um beijo na bochecha e me distanciei um pouco. – Até logo, senhorita Swan.

Dei-lhe as costas e saí andando, desta vez, ninguém me puxou. Quando cheguei ao batente da entrada dos dormitórios, olhei para trás, apenas para ver Emma sorrindo para mim. Bufei, deixei as coisas lá e corri até ela, jogando-me em seus braços e lhe dando um beijo. Emma riu entre o beijo e, quando nos separamos, ela sorriu para mim.

– Agora sim eu posso aguentar três dias.

Ela entrou no carro, deu a ré e começou a sair, mas deu uma buzinada e acenou pela janela antes de ir embora. Voltei para a entrada, peguei minhas coisas e fui para o meu dormitório, onde joguei minhas coisas em qualquer lugar e me joguei na cama.

– Que porra foi aquela? – murmurei relembrando momentos atrás.

Senti minha barriga roncar, então levantei e fui até a mini geladeira, abri-a e olhei. Nada comestível. Bufei, saindo do dormitório e indo para refeitório. Não tinha quase ninguém, já que era fim de tarde de um domingo. Peguei algo para comer no quarto, então saí caminhando pelo corredor da faculdade em direção aos dormitórios.

Foi quando uma mão me segurou com força, pondo um pano na minha boca e nariz. Eu me debati, mas o corpo que me segurava era mais forte e eu acabei inalando o que quer que fosse aquilo no pano. Minha visão ficou turva enquanto escurecia e, quando dei por mim, eu já tinha caído na inconsciência.

Minha cabeça estava me deixando um pouco tonta, mas nada que não pudesse resolver com um remédio. Tentei esticar minha mão, mas logo a senti amarrada a algo, tentei mexer um pouco e logo percebi que ela estava amarrada a outra. Abri os olhos e olhei para mim um pouco desesperada. Eu estava amarrada a uma cadeira, pernas, mãos e até minha cintura.

Ouvi um barulho e ergui a cabeça, procurando alguém pela escuridão que estava, com apenas uma luz sobre mim.

– Quem está ai?

Lógico que seu sequestrador vai lhe responder, Regina. Ele vai dizer “Ah, sou eu, seu sequestrador, quer beber algo?”.

– Olha só, ela acordou. – esbugalhei os olhos ao vê-la a minha frente, um sorriso sínico nos lábios, os braços cruzados e as roupas, como sempre, combinando em tons de verde. – Como foi sua viagem até aqui, maninha?

– Zelena... – murmurei. – O que está acontecendo?

– Oh, eu comecei um trabalhinho. – ela se aproximou de mim, passando a mão na barriga. – Eu e o Robinzinho estamos esperando nosso baby-boo, acontece que ele não me quer mais. Sabe por que, maninha? – engoli em seco. – Porque ele quer você!

– Ele é um doente, Zelena! Ele me estuprou, me ameaçou e...

– Mentiras! – ela jogou uma faca perto de mim, passando raspando na minha bochecha, onde deixou um corte. – Vocês transaram. Se ele te estuprou, é porque você provocou e se provocou é porque quer roubar o meu homem! – ela se aproximou de mim, apoiou uma das mãos nas costas da minha cadeira e aproximou seu rosto do meu. – Então eu tirei o seu amor de você como você tirou o meu. Eu pensei: ah, vou deixar ela viver, tirando o amor dela, ela sofrerá tanto quanto eu sofri. Mas eu não contava que a vadia da sua namorada tivesse uma irmã gêmea!

– Você... Matou Lissa?

– Não, é obvio que não. Eu não sujaria minhas mãos com tão pouco, eu paguei alguém para fazer o serviço. – ela revirou os olhos e passou por mim, os saltos dela ecoando por todo o lugar. – E não foi só a chegada de Emma, teve aquele negocio de você recusar Robin lá em casa. Ele ficou uma fera e queria, porque queria, transar. Nós trasamos no carro dele, foi o pior lugar para isso. Você o excitou, o deixou maluco e depois o jogou fora. – ela voltou a minha frente com a faquinha em mãos. – Então, para que eu possa ser feliz com Robin e nosso baby-boo, você irá sumir.

– Emma não vai deixar isso barato.

Zelena sorriu de canto.

– A não ser que sua colega de quarto seja a culpada, não é? – ela ri. – Ela vai morrer na cadeia. Agora... – ela estalou os dedos e dois caras grandes apareceram. – Meninos, quero um favor.

– O que quer, Zelena? – perguntou o careca.

– Olhem lá fora para mim caso tenhamos algum imprevisto e me avisem para darmos no pé. – os dois assentiram e saíram, enquanto Zelena se aproximava com um sorriso psicótico. – Vamos brincar, irmãzinha? A brincadeira é simples: eu pergunto, você responde com a verdade. Se for mentira, você paga prenda.

– Zelena, não precisamos chegar a esse ponto. – murmurei me encolhendo na cadeira enquanto ela apontava a faquinha na minha direção. – Eu ainda sou sua irmã, lembra? Fomos criadas juntas, sempre brigamos, fizemos guerra de comida porque não queríamos dividir quarto quando tínhamos 12 anos!

– Não interessa! – ela me olhou com os olhos cheios de lágrimas. – Acha que foi fácil viver a sua sombra? Todos sempre reparavam em Regina Mills, a menina que se formou aos 15 anos, fez duas faculdades, mesmo que tenha abandonado uma, e ainda tinha uma namorada perfeita em um relacionamento perfeito! Tem um corpo de dar inveja, sabe fazer tudo que envolva cozinha, animais e química. Quem olharia para Zelena Mills? Uma menina comum?

– Zelena... Desculpa, eu não sabia... – imediatamente me veio a memória Emma chorando no cemitério.

Eu não estava conseguindo aceitar aquilo. Minha irmã, a única garota no universo que eu pensava que não seria, passava pela mesma coisa que Emma e, pior, escolheu o caminho errado. Dentro da minha própria casa. Mas eu não podia me culpar, a culpa não era minha, Zelena ficara louca e matara minha amada Lissa. Ela não deveria ter feito isso!

– Não, é obvio que você não sabia, Regina. Estava ocupada demais sendo você! – ela pôs a faca no meu pescoço e sorriu. – Mas agora tudo isso vai acabar.

– Zelena, nada vai acabar. Eu não sou a culpada do seu fracasso, você é. – tentei convencê-la.

– Cala a boca! – berrou ela.

– Se afaste dela!

Nós duas olhamos para onde viera a voz. Um sorriso se formou em meus lábios ao vê-la ali, com a pistola apontada para Zelena. Os cabelos loiros presos em um rabo de cavalo, deixando apenas alguns fios caindo em seu rosto; ela usava uma blusa branca regata com um casaco azul preso a cintura, uma calça preta, sapatos de botinha. Emma viera me salvar.

– Olha só, Regina, sua amiguinha veio lhe ajudar. – Zelena riu e ficou atrás de mim com a faca ainda em meu pescoço. – Onde estão meus capangas?

– Fala dos dois idiotas que estavam de guarda? – Emma se aproximou de nós cuidadosamente. – Foram presos. O lugar está cercado, Zelena. Deixe Regina ir e podemos fazer você pagar uma pena por assassinato menor.

– Ou, eu posso matar ela e fingir que isso nunca aconteceu. – ela pressionou a lamina contra meu pescoço, o que fez com quem cortasse um pouco.

– Não faça isso, Zelena... Eu ouvi o que falou sobre viver a sombra da irmã. – Emma guardou a pistola no cós da calça e ergueu as mãos em sinal de rendição. – Eu sei como é isso. Passei minha vida na sombra da minha irmã e, para completar, ainda era confundida com ela quase todos os dias. O pior de tudo mesmo era ver o olhar de decepção das pessoas ao saberem que eu era a Emma, não a Melissa. Eu sei como se sente, Zelena, e sei que não é fácil. – ela se aproximou dando dois passos lerdos. – Mas esse não é o caminho.

– O que você fez para sair da sombra dela?

Emma riu.

– Eu provei ser melhor. – ela se virou e mostrou o nome grande FBI nas costas do casaco preso a cintura dela, depois se virou para nós novamente. – Eu me tornei agente do FBI, mostrei a todos que podia ser tão boa quanto ela. Eu mostrei a mim mesma que não precisava ser ela para que todos me admirassem. Mas... – ela suspirou e mordeu o lábio inferior. – Eu e ela continuamos sendo gêmeas e a ter gostos iguais. Mesmo depois de ela morrer e eu vir para cá, eu continuei na sombra dela, porque me apaixonei pela mesma pessoa que ela. Melissa e eu somos gêmeas, sempre viveríamos a sombra uma da outra, porque somos irmãs e nos espelhamos uma na outra. Não é “viver na sombra”, é seguir os passos de alguém e querer ser melhor.

O aperto em meu pescoço parou ficou mais frouxo.

– Se apaixonou... Por Regina?

– É, pois é. – ela sorriu para mim, que sorri de volta. – Eu te amo, Regina. Eu sei, pior momento para falar isso, mas tá valendo.

– Ela ganhou de novo! – bradou Zelena.

Ela se preparou pra cortar meu pescoço, eu fechei os olhos e esperei. Mas tudo o que veio foi o barulho de um tiro, o aperto sumiu e o som de um corpo caindo seguido de um berro atrás de mim. Abri os olhos e olhei para o chão. Zelena segurava a orelha fazendo careta enquanto a mesma sangrava. Quando olhei para Emma, vários policiais fardados do FBI entraram e vieram até Zelena. A loira Swan se aproximou de mim, me soltou e sorriu.

– Vem, vamos cuidar desses ferimentos.

Eu a segui para fora do lugar. Tinham várias viaturas paradas ali, uma ambulância e alguns paramédicos. Emma me ajudou a chegar até um paramédico, me deu um beijo na bochecha e disse que vinha já, então saiu em direção a um homem vestido de terno preto.

O rapaz perto de mim limpou e fez curativos nos meus cortes, então me liberou, correndo até onde alguns paramédicos ajudavam a cuidar da orelha de Zelena. Eu aproveitei e fui até Emma, que sorriu para mim. Joguei-me em seus braços e a beijei, com todo amor que eu consegui juntar e pus naquele beijo.

Quando nos separamos, Emma corou olhando ao redor e vendo alguns agentes a olhando com sorrisinhos- aquele sorriso de “olha, nossa bebê cresceu” ou “ui”-, mas eu apenas ignorei.

– Você me salvou! – sorri e lhe dei um selinho. – Mas como sabia onde eu estava?

Emma abriu a boca para falar, mas o homem com quem ela falava a interrompeu.

– Você não sabe? Você era a isca, senhorita Mills. – franzi o cenho ainda com meus braços ao redor do pescoço de Emma.

– Chefe, eu...

– Senhorita Swan, não contou a ela? – ele arqueou as sobrancelhas. – Eu mandei que contasse. Seria arriscado deixa-la sem saber de nada. Era a irmã dela a assassina e você manteve segredo? Quando eu falei para se aproximar de alguém eu não falava da irmã da assassina.

Separei-me de Emma confusa, a loira me olhou ainda de cabeça baixa.

– Emma, do que ele está falando?

Emma engoliu em seco, umedeceu os lábios e os comprimiu.

– Eu precisava de alguém próxima a suspeita para conseguir investigar o caso. – ela ergueu a cabeça. – E a mais próxima que achei que seria seguro foi você. Eu me aproximei de você para investigar as pessoas próximas de você e tentei fazer o mesmo com Zelena, mas logo percebi que vocês eram muito distantes, então tive de partir para o plano B... Investir em algo direto. Mandei uma mensagem para Zelena, anonimamente, dizendo que você estava chegando em Storybrooke e que você tinha conseguido algo mais dela. Ela é meio previsível, fez exatamente o que eu imaginei.

Recuei um paço para trás olhando assustada para Emma.

– Você... Você me mandou para a morte?

– Não. Não, claro que não, Gina. – ela se aproximou de mim um paço. – Quando nos abraçamos no estacionamento, eu pus um localizador em você. Assim que vi que tinha sido sequestrada, me preparei para vir e te salvar, mas só pude vir quando o chefe mandou. – ela olhou para o chefe dela e depois para mim. – Por mim, você já estaria sã e salva em casa.

– Então você... Só me usou para ter o que queria? E aquele papo lá de dentro de ter se apaixonado por mim? De me amar? Hã? – me desesperei vendo meu mundo desmoronar. – Pensei que depois que pegasse o assassino, você finalmente fosse ter um tempo para nós duas, mas pelo visto você só queria me usar e estava pouco se fodendo para mim.

– Emma não poderia ficar em Storybrooke mesmo após a captura do assassino. – olhei para o chefe de Emma enquanto a loira abaixou a cabeça. – Ela é uma agente espiã do FBI, teria de voltar para Boston o mais rápido possível. É o trabalho dela.

Olhei-a esperando uma justificativa, mas a loira apenas abaixou a cabeça concordando. Recuei um passo sentindo meus olhos se enxerem de lágrimas quando ela ergue apenas o olhar como se pedisse desculpas.

– Você... Me usou e depois ia embora como se nada tivesse acontecido? – murmurei.

– Era necessário. – ela mordeu o lábio inferior. – Mas eu realmente te amo, Regina, eu juro. – ela tentou se aproximar de mim, mas eu recuei antes disso e me abracei, o que fez ela me olhar chorosa. – Não faz assim, Gina. Sabíamos que uma hora eu iria ter de ir embora. Esse dia chegou, mas eu ainda amo você.

– Você me usou, Emma, como pode dizer que me ama? – segurei as lágrimas engolindo em seco. – Pega a sua assassina maldita e vai embora da minha cidade. Eu não quero mais olhar um segundo para a sua cara. – eu a dei as costas e comecei a me distanciar.

Uma mão me puxou pelo pulso e fez com que eu me virasse, tacando-me contra um corpo. Mordi o lábio inferior e a empurrei.

– Regina... Olha para mim... – eu não olhei. – Gina, por favor. – a olhei e segurei minhas lágrimas. – Eu te deixo ir... E vou embora da cidade também, se me disser que não sente nada por mim.

Soltei-me dela e dei dois passos para trás, então dei de ombros.

– Sabe que não posso fazer isso. – e fui até onde uma ambulância me esperava, ignorando Emma me chamando. Desta vez, eu não olhei para trás.

Depois de alguns procedimentos no hospital, fui para o meu dormitório. Não fiquei surpresa ao ver que não tinha mais nada de Emma lá, então apenas me joguei na cama e escondi meu rosto no travesseiro, começando a chorar compulsivamente.

Eu sentia como quando Lissa morreu, mas não sabia bem porque, saber que Emma tinha apenas me usado era muito mais doloroso que pensar que tivesse morrido. Talvez por saber que ela fizera aquilo querendo e não por ter sido algo da vida. Emma tinha me traído antes mesmo de termos algo.

Ouvi meu telefone tocar, mas ignorei e deixei a secretária eletrônica fazer o trabalho dela. Pude ouvir Emma falando, sabia que ela ligaria, então apenas ignorei. Levantei e fui até o banheiro, lavei meu rosto e me encarei, pegando um de meus comprimidos para dormir e tomei a seco. Tomei um banho e então me deitei na minha cama, encolhendo-me.

– Por que fez isso, Emma? – abracei o travesseiro e logo voltei a chorar, até que peguei no sono, mesmo que ainda fosse em torno de 3 da tarde.

Notas finais
*Fazendo matrix para fugir das pedras e dos tiros de vocês*. Eu sei... eu sei. Mas, gente, o que é uma história sem altos e baixos? E então? Surpresas com Zelena? Pois é... *quase cortando a boca de tanto segurar o riso*. Bem, lhes vejo quarta-feira. Boa noite. Joko *v* OBS: Desculpem os erros, dnv fiquei com preguiça de revisar.