My girlfriend's twin

14 One week later...


Notas iniciais
ZENTI! Nunca fiquei com tanto medo de vocês. É sério! Mano... amo vocês, de verdade... Mas, POHA, bateu medo. Agora, gurias e minos, caso tenha algum, eu quero declarar algo... Sábado teremos uma surpresinha, que vocês só vão saber no sábado. hehehehehe Boa noite e boa leitura. Joko *v*

Saí da aula de Blue vagarosamente, caminhando em direção ao meu dormitório novamente, como fiz durantes todas as aulas ao decorrer daquele dia- eu assisti, voltava para o quarto, voltava para a aula, voltava para o quarto. Minhas amigas tinham passado os últimos dias tentando me animar, mas era quase impossível que conseguissem isso agora.

Joguei minha bolsa na minha cama e apertei o play do telefone para tocar a caixa de mensagens. Tirei minha roupa enquanto ouvia minha mãe perguntar o que estava acontecendo comigo, logo em seguida foi a vez de meu pai. Então, veio mais uma mensagem dela

Olá, sou eu. Você pode me ouvir? Eu devo ter ligado mil vezes para te fala... Me desculpe por tudo que eu fiz, mas quando eu ligo parece que você nunca está em casa. Pelo menos eu posso dizer que eu tentei te dizer: me desculpe por partir seu coração.

A mensagem acabou, veio uma de Belle, uma de Ruby e uma de Mulan, e novamente ela.

Olá, sou eu de novo. Como você vai? Eles dizem que o tempo deveria te curar, mas eu não me curei nem um pouco. Estou na Califórnia, e eu esqueci como era antes do mundo cair aos nossos pés. É tão típico de eu falar sobre mim mesma... Me desculpe, espero que esteja bem.

Caminhei até o telefone vendo que já começava outra mensagem dela, pedindo que eu atendesse. Abaixei-me por trás do telefone e puxei o fio dele, o desligando. Suspirei e sentei na cama, encostando minha cabeça na parede. Fechei os olhos, engolindo em seco.

Era verdade que na semana seguinte já seria o natal, mas eu não conseguia digerir quase nada. Eu ia para a aula, dormia durante ela, comia meus remédios- não estava comendo, mas consegui fazer com que Sr. Gold me desse mais dos remédios para depressão- e agora passava a noite em claro, não fazia nada mais que isso.

No dia seguinte de Zelena ser presa, a faculdade se encheu de murmúrios sobre tudo: Zelena ser presa, Emma ter ido embora com um pai que eu não sabia quem era, eu estar estranha. Robin, por outro, lado estava se dando bem, estava transando com tanta gente- e digo gente, pois ouvi falar de coisas que não consigo explicar- que mais parecia um robô erótico.

Belle e Elsa, que eram as únicas a cursar um curso que pudesse me ajudar, estavam tentando me ajudar, tentando me fazer falar o que tinha ocorrido, mas toda vez que elas vinham para o meu quarto, eu não falava nada, absolutamente nada, apenas coisas muito necessárias. Eu me sentia a pior amiga da face da terra por trata-las daquele jeito, mas eu ainda não estava pronta para falar.

Senti meu celular vibrar em meu bolso. Abri os olhos encarando o teto por alguns segundos antes de pegar o celular e olhar de quem fora: anônimo. Bufei imaginando que Emma tivesse resolvido brincar de anônimo, então destravei e me preparei para apagar a mensagem, quando vi o nome Zelena, Emma e Melissa no mesmo texto. Olhei-o antes de apagar.

Anônimo: Eu sei o que aconteceu naquela noite e nós dois sabemos que não foi sua irmã por trás daquilo. Nós dois sabemos que você é esperta demais para acreditar naquilo. Mas a pergunta é... Ama mesmo Emma, a agentezinha, ou ainda ama Melissa, a defunta? Para mim... Você é apenas uma vadia boa de cama.

Levei a mão à boca, assustada. Marquei a mensagem como não lida e logo disquei o número de Belle, chamei-a e junto todas as outras, declarando que era urgente! Comecei a andar de um lado para o outro no meu quarto. Zelena fora presa, ela admitira o crime e estava presa por conta disso. Ela não mentiria por qualquer coisa, não jogaria a vida toda fora junto da filha para acobertar alguém ou simplesmente para posar de melhor. Zelena não...

A porta do meu quarto foi aberta e logo todas as minhas amigas estavam acomodadas pelo meu quarto enquanto eu continuava em pé, roendo a unha nervosamente.

– E ele, ou ela, mandou isso agora? – perguntou Merida passando o celular para Mulan. Assenti. — Mas a Zelena não fora a assassina? Você mesma disse que Emma a prendê-la.

– Eu sei. Ela e o FBI tinham certeza de que era ela, ela até admitiu quando me sequestrou. Não consigo entender essa mensagem!

– Vamos manter a calma. – disse Belle parecendo tão nervosa quanto eu. – Emma tinha total certeza de que era Zelena? Que ela não tinha mais ninguém trabalhando com ela?

– Só aqueles incompetentes que foram presos com ela.

– Zelena seria capaz de acobertar alguém? – Anna me olhou com uma sobrancelha franzida enquanto a outra ficou arqueada.

Neguei com a cabeça.

– Você disse que ela estava grávida, por que jogaria a liberdade dela e da filha fora? – dei de ombros para o comentário de Elsa. – Tem algo errado nessa história.

– Galera, não vamos conseguir nada ficando aqui discutindo. Precisamos tentar algo. – murmurou Mulan.

Ouvimos gemidos do quarto ao lado e um grito chamando por Robin. Fizemos careta. Ruby bufou e revirou os olhos.

– Esse cara é nojento. Pega as meninas, leva para a cama, depois finge que não as conhece, isso tudo com a namorada presa e grávida do filho dele.

Uma luz se acendeu em minha mente.

– É isso! – corri até minha escrivaninha e peguei a única coisa que Emma deixara para trás, uma câmera de vigilância. Mostrei a elas e sorri. – Só tem uma pessoa no mundo inteiro por quem Zelena seria capaz de fazer qualquer coisa, incluindo jogar a liberdade fora, e que tem inteligência suficiente para colocar todas as pistas virada para Zelena, a pessoa mais próxima dele, de mim e de Melissa.

As meninas esbugalharam os olhos.

– Robin. – disseram elas e depois encararam minha parede, ainda ouvindo a menina gemer.

Bufei e bati na parede.

– Ai! Estou tentando estudar! – gritei. Eles pararam. Eu sentei na cadeira e me aproximei das meninas, que se juntaram mais para ouvir-me também. – Colocamos essa câmera no quarto de Robin e descobrimos a rotina dele, então vamos lá quando ele não estiver e investigamos o quarto dele.

– Regis, está vendo muito filme de investigação criminal. – Ruby riu.

– Só tem um problema nesse seu plano, Regina. – encarei Belle, que mordia o lábio inferior. – Não estamos mais lidando com um idiota da faculdade, estamos lidando com um maluco. Ele matou Melissa, incriminou Zelena, te estuprou e te assediou. Regina, sabe eu não podemos fazer isso sozinhas.

As demais meninas assentiram em minha direção. Neguei com a cabeça ficando em pé e começando a andar, virei-me para elas apontando o dedo para as mesmas, que me encaravam.

– Não. Eu não vou chamar Emma, a senhorita Swan escolheu o caminho dela: FBI, ela está na california fazendo sei lá o que. É lá que ela deve ficar, e é lá que ela vai ficar. Storybrooke já teve Swan’s demais.

– Regis... – Belle veio até mim e me segurou pelos ombros, fazendo-me encara-la. – Sei que é doloroso falar sobre isso, sei que está magoada porque Emma agiu como uma idiota e sei que não quer a chamar por medo de olha-la novamente... Mas é necessário, ela é a única que pode nos ajudar e ela não virá se uma de nós chamarmos. Sabe disso, não é?

Engoli em seco e olhei para as outras, que assentiram. Bufei, passando a mão no rosto e segurando as lágrimas.

– Mas...

– Estaremos com você, Regis, para o que der e vier. – todas elas concordaram com o que Elsa falara.

Suspirei, pegando meu celular e saindo do quarto. Caminhei até o estacionamento e sentei na borda de um jardinzinho perto do estacionamento, meus dedos deslizaram pela tela do meu celular, digitando o número do telefone da Swan, e logo levei o aparelhinho ao ouvido. Eu estava nervosa. Seria a primeira vez que falaria com ela desde o incidente e eu não sabia se eu ia conseguir me formular palavras quando ouvisse a voz dela.

Tocou 4 vezes antes de ouvir um barulhinho da ligação sendo recebida.

Alô? Swan falando. – abri a boca para falar algo, mas tinha um nó enorme na minha garganta e eu não conseguia falar anda. – Alôô? Hey, tem alguém ai?

– Se-senhorita Swan. – consegui dizer e tapeei minha testa por ter gaguejado. – Sou eu, Regina Mills.

Gina! Não acredito que realmente me ligou. – era possível eu sentir o tom de felicidade dela do outro lado da linha. Eu só não sabia se ficava feliz por isso, com mais raiva ou ficava ainda mais triste por ela sentir minha falta.

– Não liguei por causa das suas ligações, senhorita Swan. – declarei.

Poxa, Gina, acabou com minhas esperanças. Sim, pode levar para o chefe. Desculpe, o departamento da Califórnia é um pouco confuso.

– Escute, Swan, Storybrooke precisa da agente de Swan de novo. Você prendeu a pessoa errada.

O que? Impossível, eu não erraria e lhe deixaria a mercê com um criminoso a solta tão perto. – bradou ela. Pude ouvir o som de uma porta se fechar e logo o barulho de tantas vozes cessou.

Revirei os olhos.

– Da primeira vez você não se importou. – resmunguei. – Enfim, não é Zelena. É alguém que pode controla-la como quem treina um cachorro. Alguém que já tem um histórico terrível e alguém que é próximo de mim, de Zelena e de Zelena.

Robin. Por que acha isso, Gina?

– Primeiro, para de me chamar de Gina, não sou sua amiga. Segundo, recebi uma mensagem do assassino pelo celular. Se fosse Zelena, ele não teria citado ela em terceira pessoa, até porque para ela só existe ela em primeira e única pessoa. Senhorita Swan, prendemos o cara errado... Digo, a garota errada.

Consegue aguentar as pontas até amanhã?

– Consigo. Por que?

Amanhã de manhã eu chego ai.

Emma desligou o celular e eu suspirei, encarando o celular desligado em minhas mãos. O guardei no bolso e caminhei de volta ao meu dormitório. Emma estava vindo para Storybrooke para prender o assassino como da ultima vez, ela provavelmente inventaria uma baita mentira para voltar depois de ter ido embora misteriosamente com um pai que nunca vi na minha vida. Eu sabia que quando ligasse para ela, a loira viria na mesma hora para cá, eu só não me lembrava que eu estava aqui e se ela viesse, eu teria de a olhar de novo.

Encostei-me na parede passando a mão no rosto, suspirei e fui até o banheiro social que tinha ali perto. Joguei água no meu rosto e me encarei no espelho. A água ainda caía pelo meu rosto, o qual estava mais esquelético que 6 meses atrás. Eu poderia dizer que a culpa era de Lissa, mas talvez não fosse apenas pela morte dela.

Ouvi um barulho na porta, o que me despertou e eu peguei papel, enxugando meu rosto. Quem entrou foi Lilith. Ignorei ela ali, apenas joguei o papel fora e sequei minhas mãos na maquininha.

– Com pressa, Mills?

– Não estou afim de conversar, Lilith.

– Ui, foi mal. Só queria saber como é. – ela se apoiou na pia e começou a passar o batom mais perto do espelho.

Eu a olhei com o cenho franzido.

– Como é o que?

– Ué, ver namorada morrer, depois ver a gêmea dela e pensar que estou apaixonada por ela, quando na verdade eu só quero a substituir pela outra, e então ver a gêmea ir embora também. Sabe, Regina, eu se fosse você, tomaria banho de sal grosso. – ela riu e guardou o batom.

– Eu não sei do que você está falando. Emma e eu não tínhamos na...

– Ora, faça-me um favor. Vocês viajaram juntas, vai dizer que não rolou nem um beijinho?

Fleches da noite que tivemos na viagem me vieram a cabeça, do chuveiro e da rapidinha antes de irmos para o aeroporto, o qual foi o nosso motivo de quase termos nos atrasado. Encarei o chão contendo as lágrimas ao lembrar-me dos lábios dela nos meus, das mãos dela me tocando, da voz suave dela chamando o meu nome aos sussurros em meu ouvido. Abracei meu corpo, mordendo o lábio inferior.

– Oh, então teve mais que um beijinho. – ouvi Lilith rir. – Espero que tenha valido a pena pegar as duas Swan’s, mesmo que eu prefira Emma, Melissa era tão nojentinha que eu acho que não valeria a pena. A não ser, é claro, que ela fosse melhor na cama que nas matérias.

– Cala a boca. – murmurei trincando os dentes.

– O que disse, querida?

– Eu disse... – eu ergui minha cabeça e descruzei meus braços, fechando minhas mãos em punho. Trinquei meus entes com força enquanto a encarava com ira. – Cala a boca!

– Oras, ficou irritadinha pelo o que eu falei de Melissa... ou de Emma? Ou será que pelas duas?

– Cala a boca, Lilith! – eu pulei em cima dela, o que levou nós duas ao chão.

Comecei soca-la enquanto ela tentava se proteger. Eu não conseguia parar, eu só aumentava a força cada soco desferido nela, eu não tinha nem forças para me parar. Ela gritava, esperneava e tentava a todo custo se soltar, mas minhas pernas a prendiam com perna e eu estava praticamente sentada na barriga dela.

Eu gritei pronta para soca-la mais uma vez, quando várias mãos me puxaram para longe da mesma. Eu me debati, pulando para me soltar, mas as quatro mãos me seguravam com força nos braços e um par de braços me segurava pela barriga enquanto o corpo era imprensado pela parede por mim. Vi Belle correr até Lilith, falou algo com ela e a morena saiu correndo do banheiro. Elsa segurou meu rosto entre as mãos e então Anna injetou algo em meu pescoço.

Logo toda a adrenalina em meu corpo foi passando e meu corpo ficando pesado. Minha visão ficou turva, escura e parecia girar enquanto as mãos que me seguravam me sentavam no chão do banheiro. Encostei minha cabeça na parede para logo depois ela pender para frente e eu apagar.

Abri os olhos piscando para me acostumar com a claridade. Sentei com o auxilio de uma mão, passei a mão no rosto, para logo depois coçar meus olhos com as costas das mãos. Olhei para a mão alva e esquelética que me segurava, segui o braço coberto por uma manga azul escuro e logo bufei, puxando meu braço para mim.

– Chegou antes do que disse. – comentei ficando em pé e indo até o frigobar, pegando minha água e um remédio para dor de cabeça.

– Peguei carona. Soube que se meteu em briga, foi muito feio? – Emma sentou na cama que antes era de Melissa, depois passou para ela...

– Eu não sei, não lembro. – peguei o celular destravando e colocando na mensagem. – Aqui está a mensagem.

– Oras, não teremos nem mesmo um Oi de boas vindas de volta? – resmungou ela pegando o celular e começando a ler a mensagem.

– O quanto antes você resolver isso, mas rápido você vai embora. – sentei na minha cama e cruzei as pernas. – O que acha?

Emma negou com a cabeça e me encarou.

– Vou precisar me disfarçar. – ela deu de ombros, ficando em pé e me entregando o celular enquanto tirava a jaqueta. Ela pegou uma mochila e a abriu, tirando o casaco de couro vermelho e uma blusa azul. A Swan tirou a blusa do FBI e pôs a branca, colocando a jaqueta logo depois. Emma soltou o cabelo também e depois guardou tudo para só então me olhar. – Escute, temos pouco tempo. Vou rastrear o celular que lhe mandou essa mensagem, então poderei prender quem quer que seja por ameaça, mas você terá fazer algo para mim. – assenti. – Terá de ir falar com sua irmã sobre ela fingir ser o assassino.

– Vou para prisão? Você não se cansa de me usar como isca, não é? – bradei.

– Não é como isca, Gi... Regina. Você é a única em que sua irmã talvez falasse quem foi enquanto eu tento descobrir de quem é o número. E tem mais uma coisa... Preciso do seu carro, o meu está em Boston.

Revirei os olhos, jogando as chaves do meu carro para ela. Fui até meu guarda-roupas e comecei a trocar de roupa.

– Então, tem um plano?

Ouvi a loira suspirar.

– Não, mas darei um jeito. Eu vou prender o cara certo desta vez. – eu me virei para ela e a vi mexendo no celular. – Vou até Killian Jones, ele tem algo para me contar. Te deixo no presídio para você falar com sua irmã e te busco quando sair do Jones.

– Não pense que é a líder, Swan, só está aqui porque minhas amigas pediram e porque quer saber quem é? Já sabemos que é o Robin.

– Não posso trabalhar com apenas o que pensamos ser, preciso de provas. – ela me entregou um gravador. – Grava sua conversa com sua irmã para mim.

Bufei pegando o gravador com raiva e guardando no bolso.

– Oh, e mais uma coisa. – ela abriu a mochila e tirou de lá de uma faquinha. – Caso precise, ela se disfarça de escova de cabelo.

– Não vou precisar disso para interrogar minha irmã!

Emma se aproximou de mim, segurou minha mão e pôs a escova/faca ali, fechando meus dedos em torno dela logo depois.

– Não falava só da sua irmã. – ela sorriu de canto. – Vamos?

Separei-me dela desviando o olhar e corando.

– Va-vamos logo. – murmurei passando por ela.

Nós fomos até o estacionamento. Senti uma sensação estranha quando parei ao lado do meu carro e, mesmo de olhar ao redor e não ver ninguém, eu não consegui parar de pensar que tivesse alguém nos observando. Balancei a cabeça e entrei no carro, onde encontrei uma loira completamente confusa olhando para tudo aquilo.

– O que foi?

– Cadê a marcha?

Revirei os olhos.

– É automático, Emma. – apontei para a marcha. – Isso aqui, com números e letras, é a marcha dele.

– Oras, por que não disse antes? – ela ligou e passou a primeira, o carro não se moveu. – O que?

– Como eu disse... É automático.

Ela bufou.

Longos minutos depois, Emma parou o carro em frente ao presídio, onde eu iria me encontrar com minha irmã. Eu tive de ensinar a Swan como se dirigia um carro automático, foi engraçado, apesar de que me segurei várias vezes para não rir, pareceria que eu vou ceder a ela de novo e eu não vou, tenho de deixar isso claro para ela.

Depois de por um pequeno microfone escondido na minha roupa, a loira permitiu que eu saísse do carro. De acordo com ela, apesar de ela estar indo falar com os irmãos Jones, mais especificamente Killian Jones, ela ainda ficaria me vigiando pela escuta para saber se eu estava bem. Perguntei-me por que ela não fizera isso quando eu realmente fiquei em perigo quando Zelena me sequestrou, mas me segurei para não comentar nada e nós brigarmos, eu só queria resolver tudo para que ela fosse embora.

Logo que entrei no presídio, tive de passar por algumas coisas: número um, tive de cadastrar- assinar papéis nunca foi o meu forte-; número dois, tive de revistada e isso incluiu ficar nua na frente de uma policial da pesada- quase morri de vergonha-; e número três, mas não menos importante, aguardar que eu fosse chamada para só então falar com minha irmã.

Sentei-me na sala de estar arrumando a minha blusa e a gola dela. Olhando ao redor, parecia uma sala de espera de médicos, a diferença era que tinha um policial no lugar de uma recepcionista, as poucas pessoas que estavam lá pareciam que já tinha estado ali antes e estavam tranquilas em ver vários criminosos até chegar a salinha onde seria o encontro e ainda tinha aquele pequeno detalhe conhecido por mim, até agora, como: câmeras para todos os lados. Não que eu estivesse com medo delas, não era isso, eu só estava nervosa por ter tantas câmeras me vigiando, como se já não bastasse ter de tirar a roupa na frente da mulher de forma natural e que desse para esconder o microfone.

Olhando ao redor, de novo, percebi que aquele lugar estava começando a me dar calafrios e a ficha só caiu quando um guarda musculoso e grande se aproximou da entrada, um portão enorme com grandes de aço. Ele caminhou até o outro policial que servia de recepcionista, o cara careca (recepcionista) olhou algo no computador, ficou em pé e olhou ao redor, então falou com uma voz grave e assustadora:

– Zelena Mills.

– So-sou eu. – fiquei em pé arrumando minhas roupas. – Na verdade, é minha irmã, a qual estou indo visitar. Eu sou a...

– Não importa. – o musculoso me interrompeu com uma voz ainda mais grave. – Vamos, senhorita Mills. Mills já tá te esperando.

Assenti, comprimindo meus lábios.

Segui o homem para dentro daquele lugar. Senti-me estranha enquanto passávamos por algumas salas, onde eu via mulheres de laranja conversando com outras pessoas vestidas de policiais, apesar de eu ter quase certeza de ter lido “psicólogo” na porta. O policial dobrou em um corredor e eu o segui, ele andava um pouco rápido, talvez por conta das pernas longas ou apenas por querer se ver livre de mim.

Nós paramos na frente de uma porta cinza, ele me entregou um spray de pimenta e um pequeno paninho.

– Caso ela se irrite, use isso. Ela vai se aquietar. Terão dois policiais aqui fora, caso eles ouçam algo inapropriado, tais como: gritos, gemidos, barulho de algo batendo ou coisas assim, eles tem permissão para entrar. Você tem 30 minutos. – foi tudo o que ele disse antes de me dar as costas e sair andando na direção que viemos.

Suspirei e abri a porta, entrando.

Ela estava sentada em uma cadeira de ferro, a cabeça baixa, as mãos algemadas para trás, o macacão laranja estava me deixando confusa entre os cabelos ruivos dela. Era estranho ver Zelena usando uma cor que não fosse verde.

Fechei a porta atrás de mim, o que fez ela levantar o olhar. Ela sorriu de canto, não um sorriso psicótico como o do dia em que me sequestrou, mas um sorriso feliz. Os olhos verdes de minha irmã se encheram de lágrimas e ela logo engoliu em seco, visivelmente diferente da Zelena que eu lidei uma semana atrás.

– Olá, maninha.

– Zelena...

Notas finais
E ai? O que acharam? Eu sei... eu sei... Sou crazy... Mas os normais são chatos e eu amo mistérios. Todo mundo esquece as melhores coisa hehehehe. Bye bye. Boa noite e até sábado com a minha surpresa de Natal para vocês. Joko *v* Obs: Desculpem os erros... again, preguiça de corrigir e sem tempo também.