My girlfriend's twin

3 My terrible real dream


Notas iniciais
Oioioi. Falo no notas finais, beijos. Joko *V*

Bofeteei o despertador e olhei a hora. Surpreendentemente eu conseguira dormir até o despertador tocar, coisa que não fazia tinha meses. Quando olhei, percebi que já era oito a.m. e eu estava extremamente cansada.

Sentei na cama e me espreguicei. Meu olhar caiu sobre o montinho na cama na cama a minha frente, os cabelos dourados revoltos estavam um pouco para fora do edredom, mas claramente ela estava com frio. Olhei o aquecedor e logo percebi que estava no máximo, era para ela estar derretendo com tanto pano. Levantei-me e caminhei até sua cama, pondo a mão em sua testa.

Esbugalhei os olhos. Ela estava fervendo, a febre com certeza a tomou durante a noite.

Sacudi-a de leve para que acordasse.

– Senhorita Swan... Acorde. Senhorita Swan, por favor, acorde. – ela abriu os olhos. Vermelhos e provavelmente queimando e ardendo. – Você está queimando em febre.

Ela sorriu de canto.

– É porque ontem eu fui atrás de certa garota no meio da noite e acabei esquecendo que não podia pegar sereno. – ela deu de ombros.

Bufei.

Fiquei em pé e fui até o banheiro, pegando minha bolsa de remédios e começando a procurar pelo remédio para a febre para ela. Nunca tinha percebido, mas eu andava com muitos remédios: antidepressivos, dores musculares, dores de cabeça, dores estomacais, febre, vitamina A, B, C e D. Eu tinha praticamente uma farmácia dentro daquela bolsinha. Peguei o primeiro remédio de febre que vi e um copo, ligando a torneira e pondo água. Voltei para o quarto e sentei ao lado dela.

– Senhorita Swan. – ela me olhou e eu estendi o comprimido e o copo com água. – Aqui, é para melhorar.

– Você parece minha mãe. – ela riu e pegou as coisas, jogou o comprimido na boca e bebeu a água. – Ok. Acho que se livrou de passar o dia comigo hoje, senhorita nervosinha.

– Não seja idiota. – fiquei em pé e anotei meu número em um papel que tinha sobre a mesa de estudos. – Aqui. Me ligue caso não se sinta bem, ou piore. – pus o número do lado do celular dela e logo eu saí para o banheiro.

Não demorou a eu chegar ao refeitório e começasse a me servir. Já tinham algumas pessoas, o que me deixou um pouco desconfortável, pois todas olhavam cada mísero passo que eu dava. Sentei em uma mesa afastada e, como sempre, puxei um livro para ler.

Esperava que a Swan estivesse bem, não era nada legal ter de servir de enfermeira para alguém tão desprezível quanto Emma Swan. Talvez a culpa fosse minha ela ter piorado, mas também eu não ia imaginar que a loira fosse atrás de mim apenas para me levar de volta para o quarto.

Três seres sentaram a minha frente e dois ao lado. Olhei-as e sorri de leve.

– Bom dia. – cumprimentei.

– Onde estava? – questionou Belle preocupada.

– Dormindo.

– Por que não falou com a gente ontem? Nos ignorou o dia inteiro! – Ruby passou um dos braços ao redor dos ombros de Belle enquanto me encarava brava. – E nem pudemos te apresentar direito a Emma.

Engasguei com um pedaço do meu cook e então a olhei quando consegui voltar a mim.

– Falaram com a Swan?

– Claro. – Elsa sorriu de canto e Anna apoiou a cabeça sobre a mesa. – Ficamos curiosas quanto a ela. Ela parece ser bem legal.

– Acredite, não é. – neguei com a cabeça.

– Como sabe? – Merida me olhou confusa. – Ela entrou para três clubes diferentes: basquete, arco e flecha e esgrima. O que eu soube é que ela está procurando por alguém aqui.

– Bobagem. Ela deve ter apenas vindo conhecer o último lugar que a irmã visitou. – Mulan disse dando de ombros. – O que acha, Regi?

Abri a boca para falar algo, mas senti meu celular vibrar. Peguei-o e o destravei, vendo que era uma mensagem da Swan. Revirei os olhos a lê-la.

Swan: Estou com fome. Traz algo para eu comer?

Guardei o celular e as olhei.

– Ela é petulante, arrogante, irritante e folgada. Além de ser extremamente vulgar. – cruzei os braços. – Ela está atrás de alguém sim. De mim.

– Gente, quantos “ante’s”. – murmurou Anna.

Minhas amigas me olharam confusas e chocadas, ignorando o comentário de Anna.

– Sim, ela está atrás da pessoa a quem a irmã tanto falava e acabou que era de mim. Em outras palavras, ela só queria saber quem comeu a irmã dela por último. – fiquei em pé pegando a caixinha de frutas e um leite de chocolate, enfiei dentro da bolsa e as olhei. – E ela está doente, então estou servindo de babá e enfermeira. Se me dão licença.

Caminhei apressada de volta para o dormitório e entrei, pondo a comida no móvel, já que ela parecia estar dormindo. Logo que saí, aproveitei e fui direto para a biblioteca. Melissa sempre falara que o pai tinha resolvido vários casos como assassinatos e coisas assim, além da mãe ser uma renomada advogada. Talvez na internet tivesse algo sobre a família Swan, algo sobre Emma e Melissa.

Sentei-me à mesa com computador e logo comecei minha pesquisa. Como minha paciência para aulas estava quase zero, acabei que decidi ficar na biblioteca pesquisando. Tudo o que encontrei foram coisas que eu já sabia, bem, quase tudo. David Swan, o renomado detetive criminal, casou-se com uma belíssima mulher, Mary Margaret Swan, e juntos tiveram as gêmeas, Melissa e Emma Swan, e um garoto, Neal Swan. Como Lissa falara, os pais eram muito orgulhosos dos filhos e era bem obvio o porquê. Lissa fora campeã de soletrar aos sete anos, além de ter ganhado o campeonato de física e matemática aos 14 e 15 anos. A irmã, por outro lado, teria vencido várias competições de arco e flecha, tiro ao alvo, participara de vários jogos de basquete e vencera 90% deles. Neal, pelo o que consta, ainda está no colégio e parecia ser um menino prodígio. Já participara de vários concursos de robótica e astrofísica.

– O que diabos têm nesses genes Swan? – murmurei vendo que todos pareciam ser prodígios.

Então dei de cara com uma manchete que me fez cortar o coração e ter uma vontade enorme de chorar. O nome era MELISSA SWAN, FILHA DOS RENOMADOS DAVID E MARY SWAN, É ASSASSINADA. ISSO FOI UM ACASO OU FOI MANDADO? Eu lembrava-me bem do que acontecera. Fui investigada várias vezes e muito mais que mil vezes fui interrogada para contar o que eu sabia sobre o assassinato de Melissa Swan. Soube que uma equipe veio de Boston para investigar e o cara até foi preso, mas nunca soube de David Swan em Storybrooke.

Escondi meu rosto entre minhas mãos e logo senti as lágrimas rolarem por meu rosto e melarem minha mão enquanto algumas gotas caíam sobre o teclado do computador. A foto da manchete era Melissa sorrindo feliz. Eu me lembrava daquela foto. A tiramos quando começamos a namorar, mas na manchete eu fora cortada, obviamente.

– Você tem de parar de chorar por ela. – levantei meu olhar vendo que era a Swan que vinha. Ela estava toda agasalhada e o nariz ainda estava vermelho. Ela parecia estar se esforçando para manter-se em pé. A loira puxou uma cadeira e sentou ao lado olhando a foto. – Ela se foi, eu sei. E por mais que doa, precisamos seguir em frente. É o que ela iria querer.

– Não venha com essa de “era o que ela iria querer”. Ela sempre disse que não queria que ninguém se segurasse no enterro dela, sempre disse que deveríamos por para fora o que sentimos para nos sentirmos mais livres. Ela sabe que eu não conseguiria não chorar.

A Swan pendeu a cabeça para o lado, encostando-a parede da divisória das cabines de computador.

– Eu sei o que ela falava... Fui eu que a ensinei isso. – olhei-a chocada. Ela riu e assentiu. – Eu ensinei umas coisinhas a ela, sim. Mas não sabe como foi difícil dizer adeus a ela. Era como me ver indo embora, era como... Ver minha outra metade ser enterrada naquela cova fria e escura. Ela só queria ser feliz e acabou como acabou. – os olhos verdes da Swan se encheram de lágrimas, mas ela sorriu para mim. – Mas você a fez feliz. Ela sempre dizia que seu sorriso era único, era a única coisa que ela queria ver toda vez que ficava triste. Meli sempre me disse que não aguentaria ficar longe do seu sorriso. – ela se aproximou de mim e enxugou minhas lágrimas com o polegar. – Então pare de chorar por ela, porque eu sei que tudo o que ela mais quer é te ver sorrir.

Abaixei meu olhar para as minhas mãos no meu colo.

– Veio aqui só por isso? Deveria estar na cama, descansando para melhorar. Não pode perder muito mais aulas.

– Oras, eu queria comer. Quando cheguei ao refeitório, não tinha nada. Ai eu fui perguntar para Belle se ela tinha te visto e ela disse que viu você vir para cá, então eu vim para saber se você tinha algo para comer.

Encarei-a.

– Eu levei comida para você.

– Chama aquilo de comida? – ela fez careta. – Aquilo não me enche. Eu precisava de algo que me enchesse. Tipo um queijo grelhado.

Revirei os olhos.

– Você come igual criança. – ela deu de ombros. – Volte para o quarto e descanse. Coma o que eu levei, não queremos que você piore com queijo. – ela bufou e ficou em pé. – E não ouse sair de lá de novo.

– Sim senhora, mamãe. – ela saiu se arrastando para fora.

Voltei-me para a manchete e sorri de canto.

– Talvez ela esteja certa, né Lissa? – desliguei o computador, juntei minhas coisas e levantei, indo para a minha segunda aula.

O dia passou se arrastando. Quando foi na parte do almoço, me encarreguei de levar algo para a Swan comer, mas acabei me deparando com ela dormindo, o que me obrigou a deixar lá novamente.

Estava na aula do professor Archie quando senti meu celular vibrar mais uma vez. Peguei-o despercebidamente e li a mensagem. Swan, de novo.

Swan: Esse quarto sempre foi assim tão vazio? Meli sempre comprava tanta coisa, não tem nada aqui?

Desliguei o celular e joguei dentro da bolsa. Já era bem a décima mensagem que a Swan me mandava falando sobre o quarto ser vazio, sobre ele não ter enfeites, sobre ele não ter nenhuma mísera foto. E parecia que ela só mandava mensagem quando eu estava em aula ou coisa do tipo, ela não mandou uma única mensagem nos meus intervalos.

Talvez fosse de propósito, talvez não.

Quando a noite caiu, fui para o refeitório, onde me servi e sentei do lado de fora para jantar. Estava comendo tranquilamente enquanto lia meu livro que nem percebi quando sentaram a minha frente. Abaixei o livro e olhei repreensiva para quem estava a minha frente.

– O que faz aqui? Pensei ter mandado você ficar no quarto. – a Swan deu de ombros.

– Não curto ser mantida em cativeiro, sabe... Prefiro ver pessoas. – ela deu uma mordida no sanduíche com bastante queijo e dois hambúrgueres. – Além do mais, eu estava com fome. – ela falou de boca cheia.

Fiz careta.

– Não fale de boca cheia, senhorita Swan, é falta de educação.

Ela engoliu a comida e me sorriu.

– Ao menos eu como comida e não plantas. – ela olhou para o meu prato.

Olhei-o e depois a fitei.

– O que tem demais nele? É uma comida saudável. Arroz, feijão, carne e salada verde.

– Você deveria viver mais a vida da forma divertida que ela é e não de forma tão... Hã... Encanada.

Fiz careta confusa.

– Encanada? Não sou um cano, senhorita Swan.

– Quero dizer que você é muito chata, precisa ver o lado bom da vida!

– Eu não sei se você se lembra, senhorita Swan, mas eu perdi a minha namorada há seis meses e estou de luto, enquanto tenho de conviver com a irmã gêmea idiota dela. Então, se for para eu ver o lado bom da vida, verei quando estiver melhor!

A loira bufou. Voltei minha atenção ao livro, mas logo senti alguém sentar ao meu lado. Não me dei o trabalho de olhar, mas quanto senti lábios macios tocarem meu pescoço, senti claramente que não era uma pessoa qualquer. Uma mão passou das minhas costas para a minha barriga e logo acariciava minha coxa esquerda. Fechei os olhos sentindo aqueles toques que me pareciam familiares.

– Re-gi-na. – a pessoa sussurrou em meu ouvido.

– Lissa... – murmurei.

O toque parou no mesmo instante e, quando abri os olhos, vi a Swan sentar-se a minha frente e voltar a comer o hambúrguer.

– Por que fez isso? – perguntei corando fortemente.

Ela me olhou confusa.

– Fiz o que? Você chamou pela Lissa, talvez tenha sido ela. – ela riu e ficou em pé, pegando a bandeja e começando a sair de perto de mim. – Mas da próxima, vão para um motel espírita, ok?

Grunhi.

Como ela teve a coragem de fazer algo assim comigo? E como eu não percebi que a voz dela voltara ao normal até ela sussurrar em meu ouvido? Tudo bem que a voz dela fosse muito parecida com a de Lissa, mas nada mudaria o fato de que não era a voz da Lissa!

Levantei-me raivosa, pus minha bandeja no lixo e fui para o dormitório. A Swan ainda não tinha chegado, o que era bom. Tomei meu banho, pus minha roupa de dormir e me deitei, abraçando um de meus travesseiros, que logo se umedeceu com as lágrimas que rolaram do meu rosto. Eu desejava aqueles toques durantes seis meses, mas acabei desejando tanto que esqueci que quem o fazia não era quem eu queria, era a outra Swan.

Logo eu peguei no sono imaginando como teria sido se Lissa fosse a quem tivesse feito o ato e onde teria dado. Mas logo me lembrei de que, normalmente, tais coisas ousadas ficavam para mim, pois minha loirinha era mais de brincadeiras inocentes e mascaradas que na cara de pau.

Eu estava no meu quarto quando abri os olhos, estava claro e indicava que eu provavelmente estivesse atrasada para a aula. Olhei o relógio e vi que ainda eram 4 da manhã. Era impossível, o sol estava muito forte para ser tão cedo. Então um barulho do banheiro me fez sair do transe de minha confusão e, quando olhei, um sorriso se formou em meus lábios.

Lissa usava um de seus lindos e meigos pijamas de bichinhos, estava com o cabelo preso em um rabo de cavalo e os olhos estavam vivos. Ela me olhou e sorriu de canto, sentando-se ao meu lado na cama.

– Bom dia, meu amor. Dormiu bem?

– Hã... Sim. Eu tive um pesadelo. – dei de ombros e sentei na cama e a puxei para mais perto de mim. – Espero que nunca aconteça.

– Bem, espero que não aconteça mesmo. – ela riu e me olhou, aquele sorriso inocente que eu amava. – Mas, conte-me, qual o gosto da minha irmã?

Franzi o cenho e meu sorriso sumiu.

– Perdão, Lissa... como?

– É ué. Você a beijou, depois ela te tocou daquele jeito... Qual o gosto dela? – ela se jogou na minha cama de barriga para cima. – Fique sabendo que Emma é minha única irmã, Neal é o meu único irmão. Então, Regi, cuida deles para mim, por favor.

Debrucei-me sobre ela e lhe segurei pelo pescoço, sorrindo de canto.

– Lissa, do que está falando? – ela sorriu de canto. – Você está maluca. Eu apenas sonhei com tempestades e eu nunca iria te trair com sua irmã, eu amo você. E quem é Emma e Neal?

Ela segurou meu rosto entre as mãos dela e me roubou um selinho.

– Cuida deles para mim, Regi. Por favor. Prometa que irá cuidar deles.

– Lissa, meu amor... – eu sentei na cama pondo-a em meu colo. – Você está bem? Até parece que vai morrer.

Ela ficou em pé e, de repente, já tinha trocado de roupa. Agora usava um vestido florido com uma sapatilha rosa, os cabelos soltos, deixando apenas a franja formando uma ondinha na frente da testa. Ela se curvou um pouco e me beijou.

– Eu tenho que ir, Regi. – senti um desespero crescer dentro de mim. – Eu nunca vou te abandonar, mas eu preciso ir.

– Não! Não, não, não! – abracei-a sentindo meus olhos ficarem inundados por lágrimas que não saíam de meus olhos. – Não me deixa Lissa! Por favor, não me deixa de novo. Eu estou sozinha, eu não sei mais em que direção seguir. Lissa, eu tô perdida sem você.

Ela segurou meu rosto entre as mãos dela e sorriu.

– Eu vou cuidar de tudo, Regi. Vou cuidar para que você não fique sozinha, nunca estará sozinha e logo achará a direção a qual deve seguir. – ela me deu um beijo no topo da cabeça e reprimiu os lábios. – Desculpe, Regi, mas eu preciso ir agora.

– Não, Lissa... Por favor! – ela se soltou de mim e caminhou para a porta. Eu estava de joelhos no chão com a mão esticada na direção dela. Lissa passou e nem se deu ao trabalho de olhar para trás. – LISSA! – berrei com todo o ar de meus pulmões.

– RIGINA!

Abri os olhos assustada e logo dei de cara com um par de esmeraldas me encarando preocupada. Sentei na cama engolindo em seco e a vendo sentar-se na ponta da cama. Nunca tinha visto o semblante de nenhuma das duas Swan’s daquele jeito, era um preocupado nervoso.

– De-desculpa. Eu te acordei? – perguntei nervosamente.

– Mais ou menos, mas isso não é importante. – ela ficou em pé, foi até o frigobar e voltou com a minha garrafinha de água. – Você está bem? Parecia está em um pesadelo terrível com a Meli.

Assenti, bebendo da minha garrafa.

– Ela ia embora... de novo. – por mais que eu forçasse minha memória eu não me lembrava de muita coisa e fazia pouco tempo que eu acordara. – Ela... Parecia bem.

– É por que ela está. Ela te viu sorrir esses dias, então ela deve estar bem. – ela sorriu para mim, pegando minha garrafa e devolvendo ao frigobar. Ela me olhou ainda da mini geladeira e suspirou. – Melhor ir dormir, madame nervosinha, não queremos ficar com sono na aula da Blue amanhã.

Assenti e me deitei, enrolando-me.

Mas eu não consegui dormir. Eu estava inquieta, algo em mim estava faltando e eu não sabia o que era. Eu queria fazer alguma coisa, alguma coisa ainda sem descrição. Encarei o teto, vendo as luas e estrelas que Lissa pregara brilharem. Aquilo normalmente me acalmava, mas desta vez não estava adiantando.

Virei-me e olhei para a outra cama. A Swan parecia está quase dormindo, mas algo em mim dizia que não. Talvez ela...

– Senhorita Swan? – ela fez um barulho. – Senhorita Swan!

Ela abriu os olhos em minha direção. Brilhantes como sempre.

– O que foi, madame nervosinha?

– Eu não consigo dormir.

– Isso eu já percebi.

– Lissa fazia cafuné em mim para eu conseguir dormir. Poderia... Sabe... Por favor? – corei instantaneamente. – Mas só se quiser, tudo bem se não.

A loira riu secamente e ficou em pé, caminhando até o meu lado do quarto. Ela me empurrou de leve para o outro lado da cama e se sentou onde eu estava. A Swan deitou minha cabeça em seu peito e começou a fazer um cafuné... Meigo?

– Meli fazia isso comigo também.

– Mesmo?

– Sim. Mas ela também cantava, algo como...

This is my love song to you

Let every woman know I'm yours

So you can fall asleep each night babe

And know I'm dreaming of you more

Aquela música... Eu conhecia de algum lugar. Mas eu não conseguia me concentrar em nada a não ser na voz da Swan, que parecia cada vez mais angelical catando aqueles versos. Pera, o que foi que eu disse?

You’re lways hoping that we make it

You lways wanna keep my gaze

Well you’re the only one I see

And that’s the one thing that won’t change

Não me arrependo de ter posto minha cabeça no peito dela, era quentinho e aconchegante. Lembrava o de Lissa, tão macio e tão bom de por a cabeça para dormir.

I’ll never stop trying

I will never stop watching as you leave

I will never stop losing my breath

Everytime I see you looking back at me

And I will never stop holding your hand

I will never stop opening your door

I will never stop choosing you babe

I will never get used to you

Sorri de canto ao ouvir aqueles versos. Era bem a cara de Lissa mesmo... Ela, que sempre tentava dar o melhor a todos.

And with this love song to you

It's not a momentary phase

You are my life I dont deserve you

But you love me just the same

And as the mirror says we're older

I will not look the other way

You are my life my love my only

And thats the one thing that won't change

I'll never stop trying

I will never stop watching as you leave

I will never stop losing my breath

Everytime I see you looking back at me

And I will never stop holding your hand

I will never stop opening your door

I will never stop choosing you babe

I will never get used to you

– Senhorita Swan?

– O que foi? Não gostou da música? Desculpa, não canto desde que Meli morreu.

– Não, eu gostei... Mas é que... Você se importaria em dormir aqui comigo essa noite? Eu acho que preciso da Lissa e, como você é o mais perto que vou ter dela, pensei que poderia servir.

– Isso foi profundamente insensível. – ela riu e se deitou na minha cama. – Por mim tudo bem, mas não reclame depois que ficou gripada.

– Pode deixar, senhorita Swan. – me deitei e lhe dei as costas. – Boa noite, senhorita Swan.

– Boa noite, madame nervosinha.

– Aliás... Pode me chamar Mills. – fechei meus olhos e abracei meu travesseiro.

– Que bom... Vou te chamar de Gina.

– Isso não é o que eu permiti.

– Eu não me importo.

Bufei e neguei de leve com a cabeça.

– Apenas durma, Swan.

– Sim senhora, Gina!

Um leve sorriso escapou por entre meus lábios ao ouvir aquele apelido infame. Gina? De onde já se viu chamar alguém que se chama Regina de Gina? Tem significados bem diferentes, mas tudo bem. Talvez fosse uma boa maneira de eu dizer obrigada.

Notas finais
Espero que tenham gostado, de verdade. Até a sábado, talvez mais uma aventura com música, ainda não sei. Byebye. Joko *V* P.S: Desculpa. A música é Love Song do Safetysuit, prometo procurar algo diferente da próxima. Bye!