My girlfriend's twin
4 Maybe not so idiot
Notas iniciais
Quentinho. Macio.
Aquilo era tão confortável, nunca pensei que meu travesseiro fosse tão macio assim.
Fechei mais meus braços em torno dele e logo percebi que não podia se tratar de meu travesseiro, pois esse OBJETO não possuía uma cintura tão HUMANA. E só então percebi que também estava subindo e descendo, o que quer dizer que estava respirando. Abri meus olhos nervosamente e acabei dando de cara com a Swan dormindo me abraçando. Mas esse não era o problema maior, o problema maior era que eu estava a abraçando pela cintura.
Soltei-me dela apressadamente, o que fez com que eu me tacasse na parede. Em uma tentativa de não tocar mais parede, acabei tentando elevar meu corpo, mas falhei humilhantemente ao acertar minha cabeça contra a estante de madeira.
– Ai...
Minha mão foi para minha cabeça por instinto, massageando onde foi ferido.
A Swan se remexeu e logo abriu os olhos, ela sentou espreguiçando-se e bocejando. Ela me olhou e arqueou uma sobrancelha.
– Por que está ai? Cuidado para não tacar a cabeça na estante. – ela deu de ombros.
– Obrigada? – questionei ironicamente demonstrando que já acontecera isso. Bufei e sentei na minha cama. – Por que dormiu daquele jeito?
– Que jeito?
– Daquele... Não viu?
– Como você bem disse, senhorita nervosinha, eu estava dormindo. – ela riu e ficou em pé. – Vou tomar banho primeiro, Gina.
– Gina?
– É. Gina. – entrou no banheiro sem nem esperar aviso prévio.
Deitei na cama e encarei o teto.
Como isso teria acontecido? Não era de meu feitio abraçar alguém enquanto durmo, mas não acho que a Swan teria me obrigado abraça-la durante a noite, principalmente depois de ser tão gentil na noite passada.
Suspirei e sentei na cama, pegando meu celular. Digitei uma mensagem para as meninas, avisando que iria tomar café da manhã com elas e que, infelizmente, levaria a carrapato Swan. Essa que acabara de sair do banheiro.
– Hã, Swan... – ela me olhou. – Sobre a noite passada, obrigada, mas esqueça de que aquela noite aconteceu. Não vai acontecer uma segunda vez.
– Ahw. – ela fez um bico falso com um pequeno sorriso divertido aparecendo. – Só porque estava pensando em marcamos mais uma dessas para amanhã. Poxa, Gina, acabou com meus sentimentos.
– Vai se ferrar, Swan! – passei por ela e entrei no banheiro.
– Mas não se esqueça de que foi a Swan aqui que te pôs para dormir, senhorita nervosinha.
Bufei.
Ela não iria parar com as brincadeiras tão cedo, disso eu tinha certeza. Então apenas tomei meu banho, me vesti e saí do banheiro. A loira estava sentada na cama jogando algo no celular, parecia ser bem complicado pelas caras e bocas que ela fazia.
– Hey. – chamei.
Ela me olhou e sorriu, ficando em pé e guardando o celular.
– Não te vi ai. – ela caminhou em minha direção, ficando a minha frente. – Estou com fome, podemos ir?
Segui-a pelos corredores, onde já tinham alguns alunos saindo de seus dormitórios e nos olhavam com olhares tortos em nossa direção. Aquilo até poderia ser nostálgico se não fosse tão estranho.
Swan e eu fomos sem dirigir uma palavra uma à outra até o refeitório, nos servimos e nos sentamos. Em silêncio. Não entendia bem como consegui fazer a Swan se calar, mas quando a olhei, vi que ela olhava para os lados, mordia o lábio inferior e voltava a comer. A loira a minha frente estava... Com vergonha?
Antes que eu pudesse perguntar a ela se realmente estava com vergonha, seis seres sentaram-se conosco. Ri da cara de susto da Swan quando Mulan e Merida deram “Bom dia” atrás dela, o que a fez pular de leve e se engasgar com o cereal que comia.
– Bom dia. – cumprimentei.
– Bom dia, Regi. – elas me sorriram e então olharam para a loira, e de volta para mim.
– Desde quando faz amizades, Mills? – implicou Merida.
– Desde que você parou de pentear os cabelos, ruivinha. – as outras riram enquanto Merida jogou um pedaço de comida em mim. – Não estou de amizade com a senhorita Swan, tenho apenas de acompanha-la, ordens da coordenadora.
– Ui. Ordens da mãezinha. – brincou Ruby.
– Mãe? – a loia perguntou e então olhou para nós, estava concentrada em comer o cereal até então. – Quer dizer... Sua mãe é a coordenadora? Aquela velha assustadora que me recebeu aqui pela primeira vez?
Todas riram ao ouvir o comentário de Swan, eu apenas revirei os olhos segurando-me para não rir.
– Sem ofensas. – murmurou a Swan.
– Não ofendeu. E sim, ela é minha mãe.
Swan fez AQUELA cara, a cara de que mostra que ela está pensando em algo e que esse algo não é nada bom. As meninas continuaram falando, mas eu continuei encarando a Swan, que me olhou divertidamente segundos depois.
– Oh, então isso te torna tipo a rainha da universidade, né?
– Ah, querida, se fosse só do colégio. – riu Ruby.
– É, essa vaca ai tem pais superpoderosos. O pai, não é nada menos que o prefeito da cidade. – explicou Elsa.
– E a mãe é a coordenadora daqui, o que deixa claro porque a família Mills é tão poderosa em Storybrooke.
– Ora, parem com isso. Não ligo para o que meus pais são aqui, e quem sou eu comparada à senhorita Swan? Os genes dos pais dela só fazem filhos prodígios, eles são ricos e fazem faculdade.
– Hey, nada a ver! – interviu a loira de jaqueta vermelha. – Meus pais não são ricos, não fazem filhos “prodígios” e fazemos faculdade para ter uma vida. Eu e Melissa aprendemos tudo com ajuda desde cedo, assim como Neal. Não pode ser prodígio se não aprendeu só.
– Nem por isso deixam de ser prodígios, senhorita Swan.
– Claro que deixa, madame prefeita.
– Como? – perguntamos todas juntas a encarando.
– Se é filha do prefeito, pode ser chamada assim. – ela ficou em pé e olhou para as meninas. – Foi bom rever vocês meninas, até depois. – ela as deu as costas e saiu.
Bufei.
– Eu disse que ela era irritante. – fiquei em pé e peguei minhas coisas. – Desculpem-me, meninas, tenho que ir.
– De boas. Mas não esquece que hoje tem pizza na casa da Ruby. – avisou Mulan.
– Verdade, não ouse faltar! – censurou Elsa.
– Aproveita e leva a Emma, vai que ela se enturma com a gente.
Assenti e comecei a caminhar para longe delas.
Se enturmar com a gente? Não! A pizza na casa da Ruby é e sempre foi uma coisa entre a gente, Lissa criou quando fomos consolar Ruby por ter brigado com Belle e naquele mesmo dia elas se conciliaram. Não vejo motivos para levar a outra Swan, era uma coisa nossa!
Suspirei e encostei-me à parede.
Talvez eu estivesse agindo como criança ao tentar excluir a outra Swan da vida social na universidade só porque tenho medo dela querer ser a nova Lissa, aliás, aquilo estava começando a ficar irracional. Eu a beijei, depois ela me “assediou” e depois nós dormimos juntas- e não vou pensar besteira, porque sei que foi apenas dormi mesmo-, eu já tinha até visto que ela não é uma ameaça para ninguém, pelo contrário, é tão criança quanto Roland, o irmão mais novo do namorado da minha irmã. Ela, definitivamente, não era para me dar tanto medo. Então por quê? Medo irracional me assusta, aliás, qualquer coisa sem resposta me assusta.
Se eu pudesse, pegava a Swan e a prendia dentro de uma caixinha, jogava a chave fora e depois largava em qualquer lugar. A simples presença dela ali já me causava sofrimento demais, agora imagine ela estar ali e ainda estarmos tão próximas? Era quase como Lissa chegar, pegar meu coração e esmaga-lo bem na minha frente.
Voltei a andar pelos corredores da universidade, apenas por andar mesmo, não teria aula hoje e como não estava em nenhum clube, estava sem nada para fazer naquela sexta-feira.
– Tem certeza de que Belle disse que viria, Lissa? Nós duas sabemos que elas brigaram feio, se elas se virem e não quiserem mais se falar, ou pior, brigarem ainda mais feio, a culpa será nossa por elas não se falarem mais! – disse digitando rapidamente no computador a procura de algum filme bom para vermos, caso o plano de Lissa desse certo.
– Claro que tenho certeza, amor, eu sei o que estou fazendo. E fica tranquila, Ruby e Belle nasceram uma para a outra, não será uma briguinha de nada que irá atrapalhar esse amor delas, sabe disso, certo? – ela me roubou um selinho e depois foi tirar o que quer fosse que ela tinha posto no forno. – Torta de maçã, seu favorito.
– Ás vezes me pergunto se você nasceu como mulher ou como cozinheira. – sorri abertamente ao ver aquela delicia ser posta em cima do balcão. – Ah, encontrei o filme.
– Qual o nome?
– Qual seria graça se eu te contasse?
– Oras, quero saber. – ela se aproximou de mim e se meteu entre mim e o computador no balcão, ela estava entre minhas pernas e apoiada de leve no meu banco alto. – Uau, bela escolha.
– Sabe, você às vezes parece que não confia nos meus dotes filmonarios. – ela riu e me olhou de lado.
– Filmonarios?
– É um bom nome.
– Vou chamar meu filho assim.
– Me recuso a ser mãe de Filmonario.
– E quem disse que você será a mãe do meu filho? – ela cutucou sorrindo brincalhona.
– Eu disse. – virei-a para mim e empurrei o computador, sentando-a no balcão a minha frente e ficando em pé. – E também disse que não deixarei você só nem por um segundo sequer.
– Bom saber, não quero que outra venha e lhe substitua.
– Ora, pare de me impugnar. Eu sei por que está fazendo isso e também sei que não podemos, temos de ir para a casa da Ruby.
Ela fez biquinha e bufou.
– Por que mesmo eu tenho amar tanto ajudar as pessoas?
– Porque você a pessoa mais doce desse mundo?
– A segunda, sim. Minha mãe pode ser considerada a primeira. – ela riu e pulou do balcão. – Então vamos, senhorita Mills, temos muito o que fazer naquela casa.
Bufei e desci do balcão.
– Queria ver Netflix. – a segui.
Ri de minhas próprias lembranças, tinha esquecido como eu era parecida com a outra Swan logo que eu e Lissa começamos a namorar. Ela agia mais como... Bem, como ela. E eu era tão criança, tão... Swan?
Talvez esse tenha sido um dos motivos que eu e Lissa concordamos em que entrar para clubes na universidade ajudaria a amadurecer. Ela entrou para o seu maravilhoso clube de ciências biológicas, O.V.N.I’s e tinha outro, mas não lembro o nome. E eu? Bem, eu entrei para o clube de literatura. O qual só tem a mim hoje.
Mal cheguei ao jardim e já fui recebida por três seres: Ursula e suas amiguinhas, Lilith e mais uma garota que, se bem reconheci, se chamava Cruella- literalmente, não era um apelido. Perguntei-me o porquê de terem me abordado daquele jeito, mas fiquei receosa em perguntar.
– Sabe da Swan nova, não é, Mills? – questionou-me Ursula.
– Sei. O que tem ela?
– Bem, soubemos que vocês estão bem... Hã... Próximas? – murmurou Lilith rindo. – Vai pegar a segunda Swan também, Mills? E depois ficar dando surtos de alucinações porque ela morreu também?
– Ora, Lilith, não seja tão insensível. Ela fez mais que um surto, ela deu um show. Como era mesmo que ela fazia? – brincou Cruella.
– Era assim: Para, para! Lissa, não me deixa de novo. Para! – Lilith tentou me imitar quando tive um surto de alucinação na sala de aula, as outras duas gargalharam.
Segurei as lágrimas ao vê-las imitando a mim quando tive o surto, pois aquele surto foi de quando eu tivera um dos pesadelos e sonhara com Lissa morrendo. Eu ficara maluca, eu não conseguia ver a sala, tudo o que eu via era Lissa em todos os lugares e sempre ela dizendo que estava indo embora. Eu queria para-la, mas não conseguia. E por isso... As três a minha frente adoram implicar comigo por conta disso.
– Algum problema com a garota? – olhei para o lado e vi uma loira se aproximando. Engoli o choro rapidamente.
– Não é nada, senhorita Swan, eu posso cuidar disso. – disse com firmeza.
– Mesmo? – ela encostou-se a parede atrás de mim. – Pois eu discordo. – ela olhou para as três garotas e sorriu. As três estavam chocadas ao verem a loira. – O que foi? Viram um fantasma? Ou será que estão alucinando? Como era mesmo que elas iriam fazer Gina? – ela me olhou e depois olhou para elas. – Pare, Emma, pare! Você é fantasma, vá embora! – eu ri junto de Emma enquanto as três ainda estavam estáticas. A loira caminhou até a frente de Lilith, os rostos bem próximos e então a loira fez a coisa madura a se fazer. – Buu.
As três correram para longe dali em um instante gritando “Ela existe mesmo”, a Swan e eu ficamos rindo no fundo. Olhei para a loira e sorri de canto ao vê-la sorrir divertidamente na direção das garotas. Tudo bem, tudo bem. Eu entendi, eu estava agindo como criança esse tempo todo e aquela garota não tinha nada de perigosa.
Ela me olhou e eu senti meu corpo gelar. O olhar daquelas orbitas verdes ainda mexiam com meu nervoso, ainda era estranho tê-la me olhando a cada passo que eu dava dentro do quarto de manhã ou de noite. Ainda estranho lembrar que aquela não era Lissa, mas eu também não estava mais só no quarto.
– Então, quem eram as garotas? – ela sentou ao meu lado em uma parte baixa que daria para o jardim. Dei de ombros. – Eu te ajudei, qual é. Diz ao menos os nomes, seria um ótimo jeito de me agradecer.
– Posso agradecer simplesmente dizendo obrigada.
– Não gostei. – ela cruzou os braços. – Enfim, fui convidada para algo com você e suas amigas. Merida acabou de me chamar. Quer horas será?
Olhei-a surpresa.
– Você... Vai?
– Claro. Não sou de recusar comida gratuita, poupa meu dinheiro.
– Você é tão pão-duro quanto aparenta ser? – murmurei bufando.
– Não. Depende de com quem e com o quê eu gasto. – ela deu de ombros e ficou em pé. – Que horas?
– 6 p.m.
– Ok. Estarei lhe esperando aqui fora, irei agora resolver umas coisas na cidade com um garoto chamado August e o irmão dele, Killian, e logo volto. – ela se curvou sobre mim e beijou a minha bochecha. – Até depois, madame prefeita.
Antes que eu pudesse retrucar por conta do apelido, ela já tinha saído.
Perguntei-me o que será que ela tinha de resolver com os irmãos Jones, Killian, August e Liam Jones eram os irmãos mais “barra pesada” da cidade, eles eram conhecidos por todos manterem um certo respeito por eles. Emma talvez estivesse indo tratar de algo com o pai deles, Jepeto, e talvez eles estejam lá, por isso ela confundiu.
Após meu dia de “Será que Emma sabe sobre esses caras?”, fui para o dormitório me arrumar para ir para a casa de Ruby, que provavelmente tinha tivesse ido com Belle e Merida- pobre ruiva, deve está segurando uma bela vela para aquelas duas. Minha roupa não estava extravagante, pelo contrário, estava bem simples. Era apenas um short social preto, blusa de ceda preta, um blazer vermelho por cima de e Vans sem cadarços vermelhos. Peguei minha bolsa, algumas coisas minhas e saí para o lugar que marcara com a loira.
Mal pus meu pé no corredor e ouvi meu celular tocar. Peguei-o e atendi.
– Alô.
– Gina!
– Senhorita Swan? O que houve?
– Oh, só quero saber onde está. Acabei de chegar aqui e estou te esperando.
– Eu estou saindo, senhorita Sw...
– Estou esperando.
E ela desligou.
Neguei com a cabeça e bufei. Já estava chegando a entrada do campus, precisava mesmo ela desligar na minha cara daquele jeito? Não era, totalmente desnecessário.
Assim que cheguei a entrada do campus, vi uma loira de jaqueta vermelha encostada a um fusca amarelo. Ela estava de braços cruzados, escorada na porta do passageiro e tinha um sorriso brincalhão nos lábios.
Quando me aproximei mais, olhei confusa para o carro.
– Que carro é esse? – questionei apontando para a lata-velha amarela.
– É meu carro. – ela abriu a porta do passageiro, eu entrei e ela fechou. Emma deu a volta, entrou e pôs o cinto. – Então... Onde fica a casa da Ruby?
– Pode ir, senhorita Swan, eu vou lhe explicando.
Não foi mentira, eu expliquei o trajeto inteiro para ela até a casa da garota. Não era grande, e também não era pequena. O carro da avó de Ruby não estava, então supus que muito provavelmente estivesse tento algo no Granny’s aquela noite, mas a moto de Mulan e o carro de Elsa já estavam ali, então a maior parte delas, faltando apenas eu, já tinha chegado.
Emma parou o fusca, nós descemos e logo entramos na casa. E que confusão.
A televisão estava ligado em azul, mostrando que estava sem sinal; Ruby, Mulan e Merida discutiam sobre qual filme por; Elsa e Anna estavam em uma poltrona e estavam quase se engolindo ali; Belle estava deitada no chão da sala de bruços encarando a garrafa de vodka. A pizza estava em cima do balcão totalmente esquecida.
– Oi. – chamei a atenção. Elas nos olharam e sorriram. – Nós chegamos. O que está acontecendo?
– Não sabemos que filme por. – responderam três no meio.
– Estamos de boa. – Elsa sorriu de canto enquanto Anna corava de leve.
– Eu bebo ou não? – murmurou Belle.
Emma e eu tiramos os casacos e nos aproximamos delas. A loira logo ajudou as três a decidirem eu filme por, já que ela escolheu um filme que ninguém tivesse assistido e que parecia realmente interessante. Eu ajudei Belle a voltar a si enquanto pegava a vodka e guardava.
O filme até que foi legal, não posso negar que foi no mínimo interessante saber dos gostos de filmes da Swan. O nome do filme era “Kiss Me”. Particularmente, achei muito meigo o filme inteiro, mas diferente das outras, não dormi. Ruby e Belle tinha se deitado no chão, Anna e Elsa nem se moveram da poltrona e Merida e Mulan encostaram a cabeça uma na outra no sofá, onde estavam elas, eu e Emma.
Suspirei.
– Emma, se importa em me ajudar a acorda-las? – perguntei ajoelhando-me ao lado de Ruby.
– Tudo bem. – ela levantou e foi chamar as outras.
Minutos depois, Elsa e Anna subiram para o quarto de hospedes enquanto Ruby subiu com Belle nos braços para o quarto dela, já que Belle estava apagadona. Merida pegou carona com Mulan e as duas voltaram para a faculdade. Peguei tudo que tinha de louça e fui para a cozinha, começando a lavar a louça.
– Não precisa realmente fazer isso, sabe?
– Algumas pessoas gostam de ajudar outras, senhorita Swan.
– O que houve com o Emma de minutos atrás? – ela sentou ao meu lado no balcão. – Além do mais, eu ajudo muitas pessoas. Por exemplo, em casa eu ajudo meu irmão com os deveres de casa.
– E na faxina de casa?
– Minha mãe ajuda a senhorinha.
– E você? O que faz?
– Eu nunca estou em casa quando estou em Boston, para que eu iria ajudar em alguma coisa?
Neguei com a cabeça rindo. Então algo me passou pela cabeça, eu a olhei assim que parei de enxaguar o copo.
– Senhorita Swan, o que foi fazer com os irmãos Jones? – ela me olhou como se dissesse “O que você tem a ver com isso?” e eu bufei. – Só quero te avisar que eles não são irmãos quaisquer, sabem como jogar um jogo do crime.
A loira riu.
– Bobagem, eu também sei. – ela pegou uma faca e ficou passando por entre os dedos. – Bem, eu jogo no lado da justiça, mas tudo bem. Além do mais, estou tentando não me envolver com eles. Fui apenas resolver algo com o Killian.
– Não é da minha conta, mas o que seria esse algo?
– Ah, eu fui terminar algo pendente. Bem, não realmente terminar, porque eu isso fiz tem meses. – ela jogou a faquinha dentro da pia e me olhou. – Killian e eu tivemos algo em Boston ano passado, há 9 meses eu terminei com ele, mas ele não aceitou muito bem e estava me ameaçando. Fui só mandar a real para ele lá.
Fiz uma cara de quem compreendeu e voltei ao meu trabalho.
– Ah, madame prefeita. – olhei-a e ela sorriu se aproximando de mim. – Sobre a noite passada, eu sei do que estava falando hoje de manhã. Desculpe, eu já tinha acordado quando você acordou, eu apenas não quis demonstrar que, bem, que eu estava abraçada com você.
– Para quem me assediou ontem no pátio, me abraçar não pareceu assim de longe tão mal, certo?
– Hã, esse é o problema. – ela pulou do balcão. – Abraços são apenas abraços, no pátio e quando estava dormindo valeu mais a pena. – ela começou a sair da cozinha. – Te espero na sala.
Quando terminei de lavar tudo, fui para a sala com a pergunta “O que diabos ela quis dizer?”. Estava certa de que iria chama-la para voltarmos para a faculdade, mas quando cheguei a sala e a vi dormindo no chão toda encolhida, não tive coragem de acorda-la. Peguei dois cobertores, um pus sobre ela e outro eu me enrolei quando deitei-me no sofá.
Ela falara algo, esse algo tinha algum significado, mas o que seria? Lissa saberia o que fazer, mas eu? Não faço ideia.
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