My girlfriend's twin

5 I'm not jealous


Notas iniciais
OIOIOIOIOI! Espero de VERDADE que gostem do capítulo de hoje, eu fiquei muito animada com ele deixei alguns furos nele, o que quer dizer que veremos algumas coisas nos próximos capítulos. Boa noite. Joko *v*

– Praia? – arqueei umas das sobrancelhas na direção de Ruby, Emma e a acabada de chegar, Aurora.

– É. Vai ser legal, como nos velhos tempos! – animou-se Aurora abraçando a namorada, Mulan, que também não estava concordando muito com tudo aquilo. – Hoje é domingo, eu vim para curtir minhas amigas e minha namorada, não vejo motivos para não irmos.

– Dois simples motivos: não temos roupas e temos mais o que fazer do que ir a praia! – bradei.

– Eu tenho biquínis. – Belle apareceu com um saquinho cheio de biquínis. – Mais algum impasse?

Respirei fundo revirando os olhos.

– E os trabalhos da faculdade? Aurora se formou, mas nós não.

– Ora, Gina, pare de por impasses. – Emma sorriu em minha direção, caminhou até Belle e pegou um biquíni, jogando-o em minha direção. Segurei-o por reflexo e depois a repreendi com o olhar. – Ficará ótima nesse ai.

– Nunca me verá de biquíni, Swan.

– E para que? – ela sorriu de canto. – Posso lhe molhar com essa sua blusinha de ceda numa boa, só quero poupa-la.

Bufei e grunhi logo em seguida. Dei as costas para elas e fui ao banheiro, pondo a porcaria do biquíni. Não acreditava que eu realmente estava concordando com aquela coisa sem noção. Eu tenho certeza que apenas Belle fez os trabalhos, o resto todas estava sem fazer nada. Emma, por exemplo, eu sabia que não tinha feito nada, já que passara o dia perambulando por Storybrooke.

E tudo isso por quê? Porque quando acordamos Emma juntou-se com Ruby e as duas começaram a insistir que a loira precisava conhecer alguma parte da cidade, então Mulan e Aurora chegaram e a recém-formada nos convidou para irmos à praia. Quando disseram conhecer alguma parte da cidade, eu realmente pensei que fosse ser alguma parte útil, como a biblioteca, a loja do senhor Gold ou até mesmo o Granny’s, mas não. Temos de ir à praia!

Eu nunca me dei bem com praias. O sol, a areia, o mar, o biquíni, tudo isso me irritava em uma praia. As de Storybrooke, então, são terrivelmente piores- tudo bem que eu só fui às de Storybrooke, mas enfim.

Olhei-me no espelho e bufei. A Swan tinha razão, o biquíni não tinha ficado tão mal. Talvez fosse o preto que me caísse bem, ou talvez o fato de ele ser liso. O importante era que o biquíni preto tomara-que-caia com apenas uma cordinha para amarrar e calcinha tipo shortinho curto- estava realmente pequena, não chegava a ser calcinha, mas também não era um short. Enrolei-me em uma toalha e sai o banheiro, vendo que todas se trocavam na sala.

Desviei o olhar para os meus pés ao ver Emma de costas segurando os seios enquanto Merida amarrava a parte de trás do sutiã. Ela tinha um corpo tão bonito, um tanquinho de dar inveja, pernas torneadas e uma bunda... Tudo bem, isso é estranho.

Respirei fundo e fui até Ruby.

– Ei, trocinho, me empresta uma blusa, um short jeans e chinelos? – pedi.

– Claro. Vai lá no meu quarto, está tudo no guarda-roupas.

Assenti e comecei a subir as escadas. Eu sabia perfeitamente qual era o quarto de Ruby, era o que mais tinha vermelho e o que não cheirava a vovó. Quando entrei, joguei a toalha em cima da cama e fui até o armário, já o abrindo a procura das roupas. Queria um short que não fosse tão curto e uma blusa que não fosse vermelha.

– Droga... Onde é que tem algo com nada vermelho?

– Ficou mesmo muito bom o biquíni em você.

Assustei-me ao ouvir aquela voz e logo me escondi atrás da porta do armário, pondo apenas metade do meu rosto para fora para encarar a Swan.

– Vai embora. Estou procurando uma roupa.

– Engraçado, eu também. – ela sorriu igual criança e, acho, percebeu minha vergonha. Então ela bufou, fechou a porta e me deu as costas. – Pronto, madame Prefeita. Ninguém mais vai lhe ver.

– Va-valeu.

Voltei a minha procura e logo achei. Pus o short as pressas, assim como a regata preta e peguei os chinelos, calçando-os. Olhei para a Swan, que ainda encarava a parede pacientemente. Ela estava com um short na mão enquanto tinha uma blusa branca nos ombros. Era a mesma que regata ela estava usando na noite passada, provavelmente fosse com ela para a praia.

– Já pode se virar, senhorita Swan.

– Aleluia! – ela se virou e sorriu para mim. – Por que isso? Somos as duas garotas, dividimos o mesmo quarto no campus... Você até gosta do produto tanto quanto eu.

– Que... Coisa mais vulgar, senhorita Swan. – bufei e então a olhei confusa. – Não disse que teve algo com Killian Jones?

– Oh, sim, tive. – ela se aproximou de mim, o que fez meu coração disparar, mas ela passou ao meu lado e foi ao guarda-roupa, jogando o short lá e procurando por outro. – Digamos que eu chuto com os dois pés. Eu fico atraída por qualquer um mesmo.

Franzi o cenho.

– Você é bi? – questionei.

– Din din din. Você é a vencedora. – ela riu e pôs o short, pondo a blusa logo em seguida. – E meu ultimo relacionamento sério foi com um garoto, o que foi realmente repugnante, já que Killian é meloso demais e sempre forçava demais a barra em momentos errados.

– Não gosta de pessoas melosas, Swan? – zombei vendo-a procurar um chinelo do tamanho dela.

– Hã, mais ou menos. Gosto de romance, não me melodrama. – ela riu e então bufou. – Acho que não tem meu tamanho.

– Ninguém mandou ter um pé tão pequeno.

– Querida, ninguém mandou vocês terem pé de gigante. – ela ficou em pé rindo e cruzou os braços. – Vou descalça então. Vamos?

Assenti.

Nós saímos do quarto de Red e descemos a procura das outras, que já estavam todas prontas. Então chegou um novo problema: como iriamos para a praia se não tinha carro suficiente?

– Só cabem no máximo três na moto. – avisou Mulan. – Eu, Aurora e Merida.

– No fusca cabe no máximo quatro e olhe lá. – advertiu Emma.

– E eu estou sem carro. – avisou Ruby, então todas olharam para Elsa, que estava abraçada a Anna, essa inclusive também a olhou.

A loira bufou.

– Ok, eu levo todo mundo no meu carro. – comemoramos. – Mas, escutem bem, essas cosias todas mais vocês não vai caber.

– Seu carro é enorme! – insistiu Merida.

– Nem por isso. – Anna pegou a cesta com nosso almoço e olhou para a namorada. – Quantas cabem, amor?

Elsa contou a todos nós e depois olhou para tudo o que as meninas estavam levando- brinquedos de praia, toalhas, comida, um violão, mais comida- e então olhou para Emma.

– Pode levar Regina, Belle e Ruby com você?

Emma sorriu do jeito moleca dela e assentiu.

– Então podemos ir. – avisaram as duas loiras.

– Uhul! – comemoramos todas saindo da casa.

Não era brincadeira, o carro de Elsa era grande. Era um jeep renegade preto, cabiam cinco pessoas para ter um porta-malas, mas se não, caberia ainda mais um. Elas puseram tudo dentro do porta-malas do carro e logo entraram todas, nós fizemos o mesmo. Eu e Emma fomos à frente, enquanto o casal foi atrás.

Não demorou a chegarmos, logo estávamos todas espalhadas pela praia. Merida, Mulan, Emma e Ruby decidiram que seria uma ótima ideia ir direto para o mar, mas Aurora não deixou. Todas nós fomos arrastadas para “brincar” de jogar bola. Não era assim tão ruim se formos pensar pelo lado positivo, mas eu mais fugi da bola do que joguei.

Depois de jogarmos bastante, caímos todas na areia, exaustas.

– Ok, da próxima vez, vamos mesmo direto para o mar. – murmurou Aurora sentada entre as pernas de Mulan.

– Agora, amor? – Mulan arfou e sorriu. – Ai, bateu uma fome.

– Tem razão. Que horas são? – questionou Anna. – Acho que um belo chocolate não cairia mal agora.

– Chocolate? – questionamos olhando-a com as sobrancelhas arqueadas. Elsa gargalhou, roubando um beijo dos lábios da namorada.

– Queremos almoçar, amor, não comer chocolate. – explicou Elsa.

– Eu almoçaria chocolate. – ela cruzou os braços e fez biquinho.

– Bem, vejamos o que vovó pôs na cesta para nós. – Ruby puxou a cesta e a abriu. – Ok, temos sanduiches, frutas, torradas, geleia, pasta de amendoim. Temos também donuts, muffins, batatas-fritas, creme-cheese e... – ela tirou um potinho lá de dentro. – Acho que isso é macarrão com queijo.

– Quando sua avó teve tempo para fazer tudo isso? – perguntou Emma.

– Ah, vovó tem o Granny’s, então sempre tem comida pronta. Ela só embalou para a gente. Oh... – ela pegou outra caixa, desta vez térmica, e a abriu. – Agora temos refrigerantes e sucos. Sirvam-se!

Não foi preciso falar uma segunda vez, nós atacamos. Afinal, quem recusa a comida da vovó? É a melhor da cidade inteira.

Enquanto comíamos, ouvimos o som de um carro e, ao olharmos, vimos uma ruiva descendo de um jeep wrangler preto sem portas. Ela estava sem blusa, apenas com o biquíni lilás e uma tanga presa à cintura, tinha também uma bolsa de palha no ombro e os óculos escuros ray-ban e chinelos em uma das mãos.

Suspirei.

Aurora ficou em pé às pressas para correr na direção da prima logo sem seguida e abraça-la. A morena puxou a ruiva em nossa direção, onde a rodinha continuava a encara-las. Quando próxima o suficiente e ao por os olhos em Emma, Ariel assumiu um olhar de desejo e surpresa sobre a loira e um sorriso gentil se formou nos lábios rosados.

Bufei e virei o rosto.

Era no mínimo nojento imaginar Emma com aquela mergulhadora de projeto de peixe. E eu estava com ainda mais nojo de como a loira agiu: sorriu de canto de volta, limpando a boca com as costas das mãos suja de hambúrguer.

– Ariel, essa é Emma Swan, a gêmea de Melissa. – Aurora apresentou, já que a loira era a única que ainda não conhecia a ruiva a nossa frente. – Emma, essa é minha prima, Ariel.

– Muito prazer, Emma. – Ariel sorriu de canto encarando a Swan nos olhos.

– O prazer é todo meu. – a loira retribuiu o olhar e elas ficaram assim em silêncio por longos segundos enquanto eu alternava meu olhar de descrença entre as duas.

Acho que apenas Anna notou o que estava acontecendo e, para apaziguar a situação- esperava eu que fosse isso-, decidiu que era hora de alguém falar. Então, finalmente, a tensão foi quebrada pela fala da mais nova de nós.

– Tuuuudo bem... Quem quer ir ao porto alugar jet-ski?

– Eu! – animaram-se todas e logo estavam ficando em pé para ir caminhando até o porto, que devia ficar uns 400 metros de onde estávamos.

A loira e a ruiva também pararam de se encarar e seguiram as outras tão animadas quanto. Isso estava me irritando. Enquanto todas caminhavam, eu fiquei sentadinha no meu lugar, guardando as coisas dentro da cesta e arrumando algumas coisas.

Merida, que começava a seguir as meninas, parou e me olhou.

– Regi, não vem? – questionou-me.

– Não, vou ficar para cuidar das coisas.

– Ok. Eu trago um colete para você. – ela avisou correndo para alcançar as outras.

Antes que eu pudesse retrucar, percebi que a ruiva já não me ouvia mais e provavelmente nenhuma delas. Então, quando terminei de guardar as coisas na cesta, peguei uma toalha e abri no chão, deitando-me em cima e usando uma bolsa para usar de travesseiro. Fiquei ali pegando um sol enquanto elas não vinham.

Ariel era a prima de Aurora, como a mesma informou, e eu não tinha nada contra ela, pelo contrário, até gostava dela um pouco, o único problema é que ela de santa não tem nada. A ruiva tem um... Bem, pode se chamar de ficante. Eric é um bom garoto, o único problema é que os dois vão e voltam o tempo inteiro e nesse meio tempo que estão separados, tanto ela quanto ele pega geral. Uma destas vezes, concidentemente, Lissa e eu estávamos brigadas e tínhamos rompido para aquele negócio de “tempo” e como Ariel e Lissa sempre foram muita amigas, já que Aurora foi a primeira amiga da loirinha- e apresentou Ariel a ela-, as duas saíram para por as mágoas de lado. Conversa vai, conversa vem... As duas acabaram indo para a cama- e não no sentido eu e Emma. Quando voltamos, Lissa me contou e pediu desculpas, assim como Ariel, mas ainda tem aquela coisinha que enche minha cabeça de coisa.

Eu não estava com ciúmes ou coisa do tipo, não. Eu estava com rancor, é diferente. Além do mais, por que eu teria ciúmes da Swan? Ela não era nada para mim além da gêmea da mulher que eu mais amei em toda a minha vida. E digo isso com toda certeza da minha alma.

Ouvi passos e abri os olhos, vendo que era Belle caminhando em minha direção. Ela estava molhada e tinha um sorriso divertido nos lábios. A morena puxou uma toalha, pôs ao meu lado e sentou-se, bem a tempo de eu sentar também.

– E ai? Não vai querer andar de jet-ski? – perguntou ela me olhando e depois vendo que as meninas estavam fazendo corridas de um lado para o outro em duplas.

Bufei ao ver Ariel abraçada a cintura da Swan, que pilotava um dos brinquedinhos animadamente. Dei de ombros e olhei para a Belle.

– Não estou me sentindo muito bem. Por que não vai você? Desse jeito Ruby vai se sentir só sem sua outra metade do cérebro. – brinquei.

Belle riu e negou com a cabeça.

– Ela e Merida sabem controlar melhor essas que eu e sabe tão bem quanto eu que não sei nadar, imagine se eu caísse daquilo? Deus me livre.

Ri e neguei com a cabeça.

– Belle, como consegue? – perguntei de repente, o que fez a morena me olhar confusa. – Quero dizer... Olha só como Ruby e Merida agem. Você não sente nem uma pitadinha de ciúmes?

– Não. – ela negou com a cabeça e sorriu na direção de onde a namorada estava mandando um oi, sendo jogada no mar logo depois pela ruiva. Belle riu. – Elas são como irmãs, agem feito crianças. Não tem porque de eu ter ciúmes, além do mais... Eu confio em Red, sei que ela já mais faria algo assim comigo e eu também não faria com ela.

Meu olhar caiu onde Swan e Ariel conversavam. Pude ouvir um “Ah!” vindo de Belle, como se ela compreendesse o porquê de minha pergunta.

– O que foi? – a encarei.

– Está com ciúmes de Emma. Entendi agora... – murmurou ela rindo.

– O que? Não, eu não estou. – rosnei sem querer e então pigarreei para voltar ao normal. – Eu só acho desnecessário tanta aproximação, sendo que elas nem se conhecem direito.

– Regina, isso se chama ciúmes. – Belle riu.

– Não é! Além do mais, por que eu teria ciúmes da Swan? É só Emma, a irritante e desagradável Emma Swan.

Belle ficou em pé e riu, dando de ombros.

– Só por isso não pode sentir nada por ela?

– Não estou com ciúmes de Emma, Belle, tenho ciúmes de Lissa. Emma é idêntica a Lissa, fico com ciúmes disso. Agora pare de me importunar.

– Ok, ok. – ela pegou um short e uma blusa e os vestiu. – Avise as outras que fui dar uma passada rápida ali no porto para pagar os coisinhas, ok?

Assenti e logo a vi se distanciar.

Neguei com a cabeça e encarei meus pés. Estaria Belle certo? Não, isso era impossível, pois eu tinha total consciência de que tudo o que eu sentia pela loira era desgosto. Nós nascemos em mundos diferentes e somos totalmente o oposto uma da outra. Ela não era Lissa, não era a minha loirinha inteiramente parecida comigo- tudo o que fazíamos concordávamos, gostávamos de tudo igual e etc. Eu não precisava ficar pondo aquilo na minha cabeça, mas também não precisava ficar imaginando o que poderia acontecer se Lissa estivesse ali. Ela provavelmente já teria juntado a irmã com a ruiva, mas eu estou prestes a vomitar com as duas ali.

O dia passou bem rápido, não o suficiente para que eu pudesse ficar com menos nojo das duas no mar, mas o suficiente para que elas trocassem telefones. Quando estávamos indo, juntamos todas as coisas e decidimos que iriamos todas para a casa de Red, tomar banho e voltar para a faculdade. Por sorte, ou um presente divino, Ariel disse que não poderia ir.

– Poxa, prima, vai lá. Depois você volta para casa. – pediu Aurora.

– É, Ari, vamos lá. – pediu Ruby abraçada a Belle, mas fez uma careta e a olhou. – Essa doeu, sabia?

– Está tudo bem, eu preciso mesmo ir. – Ariel riu. – Foi um prazer rever vocês... – ela parou perto da Swan. Quando digo perto, quero dizer realmente perto. A ruiva segurou a jaqueta da loira e a puxou para mais perto, os rostos quase se encostando. – E foi um prazer ainda maior te conhecer, Emma.

Emma sorriu de canto, seduzindo-a. Cruzei os braços e fechei a cara. Elas estavam mesmo flertando na frente de todo mundo?

– Digo o mesmo, Ariel.

Ariel a puxou rapidamente e a beijou, um beijo que, aos olhos delas e das outras, não passara de um selinho, mas aos meus olhos foi tipo uma lula beijando pinguim e quase rolando algo para maiores de 18 anos.

Quando as duas se separaram, Ariel entrou no jeep, mandou um beijo para nós e um direcionado exclusivamente para loira ao meu lado, para só então ir embora. Empurrei a Swan para o fusca e puxei as outras duas que iriam com a gente. Queria ir logo para a casa de Ruby, tomar banho e ir para o meu quarto na faculdade.

Mal chegamos à casa de Ruby e eu logo tomei meu banho, sem dirigir uma palavra a Swan, que até tentou algumas vezes. Eu fui ao banheiro da Vovó enquanto as outras iam de duas em duas nos banheiros dos dois quartos de hospedes e o de Ruby. Quando saí, vi Emma e Merida me esperando para uma delas entrar. Merida entrou e eu fiquei com a loira no quarto. Silencio.

– Gina, o que achou do dia hoje?

Não respondi, continuei secando meu cabelo em silencio.

– Hã... Madame Prefeita... – ela me cutucou. – Estou falando com você.

– E eu não me importo. – terminei de secar meus cabelos, pegando uma escova para penteá-los, ainda estavam úmidos, já que os sequei com a toalha.

– Ih... Está com raiva?

– Não, por que eu estaria?

– Não sei, diga-me você.

– Não estou com raiva Swan. – joguei a escova nela, que só teve tempo de desviar. – Agora se aprece e tome banho, quero ir para o meu quarto na faculdade.

– Hey, não precisa jogar coisas em mim.

Grunhi e saí do quarto, batendo pé. Como ela era idiota! Ela dera em cima de Ariel na minha frente e acha que está no direito de reivindicar algo? Pois ela que saiba que não está!

Alguns minutos depois, eu me despedia de minhas amigas e arrastava a Swan para o carro. Ela dirigiu de volta para a faculdade, estacionou o carro e eu desci, ignorando completamente o fato de que a Swan dividia quarto comigo. Queria chegar antes dela para fazer algo.

Invadi meu próprio quarto, joguei minha bolsa de um lado e peguei uma fita vermelha que tinha na mesinha. Logo comecei a traçar uma linha da escrivaninha até a porta, depois fiz uma divisória na entrada do banheiro e então joguei o rolinho já sem nada no lixo na mesma hora que a Swan entrou no quarto.

– Uou... – ela coçou o pescoço olhando ao redor. – O que diabos é isso?

– Uma divisória. – empurrei-a para o lado dela e a encarei. – Esse ai é o seu lado, esse é o meu. Você fica do seu lado e eu do meu.

– Oras, mas para que isso?

– Não quero ficar mais perto de você, Swan! Você me irrita. – ela fez um biquinho. – E tem mais, não quero mais ouvir gritaria e nada de treinar bater bola aqui dentro.

– Então também posso fazer regras?

– Não. – virei-me, peguei minha roupa de dormir e fui até o banheiro. Quando saí, já trocada de roupa, deitei-me na cama e murmurei. – Nada mais de dormir do meu lado Swan.

– Hey, você que pediu para eu ir para ai. Pode, por favor, me explicar para que dessa coisa ridícula?

– Durma, senhorita Swan.

Ouvi-a bufar antes de fechar a porta do banheiro com um baque. Encolhi-me nos lençóis e trinquei os dentes.

– Idiota.

Notas finais
Me digam o que acharam, deem ideias, sugestões- de qualquer coisa, principalmente música- ou simplesmente me digam que acharam joinha. Adiooooooooooos. Love u, guys! Joko *v*