My girlfriend's twin

6 A joke nothing innocent


Notas iniciais
Oioioioioi. Hoje vim bem cedo, então poderei lhes responder agora e logo voltar a dormir hehehehe. Espero que gostem do capítulo de hoje... até a próxima. Boa leitura e boa noite... bom dia? Joko *v*

Bufei fechando o livro com força e encarando irritada a loira do outro lado do quarto. Swan usava headfones enquanto digitava rápido no computador sem piscar uma vez sequer, um barulho saía dos fones e me irritava. A melodia até que era boa, mas estava atrapalhando minha leitura e se tem uma coisa que me irrita, é barulho quando estou lendo!

– Swan! — chamei, ela não me olhou. – Senhorita Swan! – sem sucesso.

Grunhi. Peguei meu travesseiro e joguei nela com um pouco mais de força que o necessário, o que a fez tacar a cabeça no encosto da cama com força. A loira me olhou irritada e eu retribuí o olhar com um pouco mais intensidade.

– O que quer, madame prefeita? – questionou.

– Desligue isso, é um barulho irritante e atrapalha minha leitura!

– Barulho? – ela riu secamente e pôs os headfones no pescoço. – Primeiro, olha o respeito com os clássicos. Isso não é “barulho”, isso é Ramones, Gina, a música que tocava antes de eu ser atacada se chama I Wanna Be Sadate, muito boa, mas você acharia impróprio. Segundo... Como pode lhe irritar, se nem dá para ouvir?

– É claro que dá para ouvir! – ralhei ficando em pé e posicionando-me na divisória da linha no chão de nosso quarto. – Você colocou essa porcaria no máximo. Não sei como ainda não está surda...

– Isso porque não sou careta igual a você. – ela revirou os olhos. – Eu abaixo, se você tirar essa fita.

– Nunca.

– Então terá de se contentar com a música.

Bufei e cruzei os braços.

– Ao menos devolva meu travesseiro.

– Qual? Essa arma aqui? – ela apontou para o travesseiro ao lado dela. Assenti. Ela sorriu de canto, pôs nas costas e me encarou de forma moleca. – Vem pegar.

– Não estou brincando, Swan, devolva.

– Não mandei você jogar.

– Então me devolva!

– Então venha pegar.

Grunhi e bati pé de forma extremamente infantil.

– Não brinque comigo, senhorita Swan, não sabe do que sou capaz! – rosnei.

A loira ficou em pé, caminhou até ficar próxima a mim, apenas com a fita nos separando. Senti meu corpo inteiro começar a fraquejar e logo eu não conseguia mais saber se era o meu coração ou a minha respiração que estava mais acelerado.

– Não me ameace, madame prefeita... Você não sabe do que eu sou capaz. – ela sorriu de canto, dando-me as costas e jogando-se na cama. – Se quer o travesseiro, terá de burlar suas regras idiotas.

Eu ia passar. Eu já estava me preparando para entrar, pegar e sair como se nada tivesse acontecido. Mas então eu pensei melhor. Era isso o que ela queria, ela queria que eu entrasse para que ela também tivesse o direito sobre o meu lado. Eu não ia permitir isso, nem que eu dormisse sem travesseiro.

Sorri vitoriosa, dei-lhe as costas e joguei-me em minha cama, pegando um edredom qualquer no baú na ponta da cama e pondo como travesseiro. Peguei meu livro, tampões de ouvido e a olhei, dando-lhe língua logo em seguida. A loira parecia ser sido vencida, mas então um sorriso cresceu nos lábios dela.

Ignorei.

Estava irritada o suficiente com a Swan para ainda ter de dar atenção para qualquer babaquice que ela fizesse. Não sou obrigada a ter de fazer tudo como a Swan induz, assim como não sou obrigada a ouvir os áudios de Ariel para a loira ou ouvi-las conversando por Skype, coisa que parecia que elas tinham adorado fazer naquele domingo.

Ainda estava completamente chocada de como a Swan e a ruiva tinham ficado amiguinhas tão rapidamente, era impossível isso. Eu tinha quase que total certeza de que a Swan só queria ter uma noite de sexo com Ariel e depois jogaria ela para qualquer lugar como um cachorro sem dono. Emma podia não ser a pessoa que eu mais conhecia no mundo, mas eu já tinha percebido alguns detalhes sobre ela.

Meu celular vibrou em meu bolso. Peguei-o, destravei e li a mensagem de Belle.

Belle: Hey, estamos indo ai. Eu, Ruby, Mulan e Aurora. Vamos fazer um jogo. O que acha?

Regis: Swan e eu não estamos nos falando, podemos jogar sem ela?

Belle: Regina!

Regis: Ok, ok. Entendi... Ela pode jogar... Mas não a quero no meu time.

Belle: Fica tranquila... Não tem time.

Guardei o celular no bolso e logo fiquei em pé, arrumando minha cama para quando elas chegassem. Não é que eu fosse uma pessoa perfeccionista, não, eu só acho que é de bom-tom ter a casa- ou, no caso, quarto- arrumado para receber visitas. Não gosto de passar má impressão do meu quarto.

– Por que está arrumando isso, madame prefeita?

– Porque não sou preguiçosa igual a você e quero receber minhas amigas em um lugar ao menos aceitável. – fui ríspida e a olhei. Fiz careta ao ver um pedaço de pizza ainda no prato de plástico ao lado da cama da Swan. – Poderia jogar isso fora? Vai acabar atraindo formigas.

– Sim, senhora madame prefeita. – ela jogou fora e riu logo depois, desligando tudo e começando a arrumar o lado dela. Voltei-me para o meu lado. – Ai, Gina, por que mesmo está com raiva de mim?

– Porque você me irrita. Agora, cale a boca e continue o que está fazendo.

– Nossa, que rude. Perguntar não ofende!

Um sorriso divertido fugiu entre meus lábios, mas eu tratei de escondê-lo rapidamente. Logo ouvi batidas na porta, então fui abrir. Belle estava à frente com uma travessa de nachos em uma mão, refrigerante em outra e alguns copos de plástico entre os dois. Ruby estava logo atrás segurando uma garrafa vazia de alguma bebida alcoólica enquanto Mulan e Aurora estavam apenas sorrindo.

– Hã... Oi. – falei dando passagem. – Entrem.

– Oi, Re... – Ruby olhou ao redor seguida pelas outras e viu a divisa do quarto. Estupefata, era a palavra que definia a cara dela. – Mas que porra é essa?

– Isso é o que Gina decidiu fazer para me castigar de algo que eu nem sei que fiz. – Emma sorriu para elas. – E ai, galera? Beleza?

– Oi, Emma. – disseram elas.

Belle corou e virou o rosto, o que fez nós cinco a olharmos completamente confusas.

– O que foi, amor? – perguntou Ruby.

– E-emma... Poderia vestir algo? – pediu a morena envergonhada.

Olhei para a Swan e revirei os olhos, segurando-me para não corar. A loira estava só de top, um top que já era velho e alça ficava caindo um pouco, o que deixava um pouco do seio dela a mostra; um short de flanela cinza que, por ser curto, dava para ver a calcinha box feminina dela aparecer um pouco. Isso era tudo o que a Swan estava usando.

– Senhorita Swan... Uma blusa... Agora! – mandei.

– O que tem demais com minha roupa? – ela se olhou e depois me olhou confusa. Desviei o olhar para o banheiro e mordi o lábio inferior. – O que gente?

– Emma, seu top é velho. – esclareceu Mulan.

– E daí?

– E daí, Emmazita, que seu peito fica aparecendo! – Aurora gargalhou.

Quando a olhei, Emma estava extremamente vermelha. A loira logo puxou uma blusa do guarda-roupa dela e vestiu. Ela nos olhou e então encarou o chão.

– Po-podemos... Hã... Esquecer isso?

– Com prazer. – eu disse, o que fez as outras rirem. – Ok, que brincadeira é essa?

– Se chama 7 minutos no céu... Mas como sabemos que nãos seria legal aqui, já que tem... Casais, vamos fazer um jogo mais emocionante.

– Quer dizer Verdade ou Desafio? – questionou Emma dando de ombros.

As meninas riram, eu segurei o riso. Não podia demonstrar que estava me dando bem com ela, porque eu não estava. Eu ainda estava com raiva dela!

– Não, idiota. Essa é melhor. – Mulan pegou a garrafa e mostrou que tinham alguns papéis dentro. – Aqui dentro tem o nome de cada uma de nós, eu vou sacudir e por para fora dois desses papéis. Então... – ela mostrou uma caixinha que tirou de dentro do bolso da jaqueta. – Irei tirar um desafio daqui de dentro. As duas pessoas terão de fazer, já que os desafios não envolvem beijos... Decidimos que seria melhor assim.

– De boas por mim. – animou-se Emma e sorriu moleca. – Então vamos começar logo, eu estou doida para...

– Espera! – Aurora pegou o celular e atendeu, saindo um pouco de perto e logo voltando com um sorriso. – Adivinhem quem vem para nossa “festinha”? E se disseram Merida, acertaram também, mas não é só uma ruiva que virá...

– Ariel? – eu e Emma perguntamos em tons de voz diferentes.

– Isso ai!

Segurei o máximo que pude a bufada apertando minhas mãos em punhos no chão. Pude ver Belle me olhar preocupada seguida por Ruby, mas logo elas comemoraram com as outras três. Imaginei que a morena tivesse contado para a namorada de mechas vermelhas sobre o ocorrido na praia, mas elas não poderiam estar falando sério sobre isso... Quero dizer, eu não estou com ciúmes da Swan.

Cerca de 30 minutos depois, estávamos todas sentadas em uma rodinha no chão. Eu e Emma estávamos dos nossos lados, ou seja, uma de frente para a outra, enquanto que ficou, do meu lado direito, Mulan e Aurora e, do lado esquerdo, Merida e Ariel. Eu estava praticamente soltando fogos de artificio por Ariel e Emma estarem tão juntas novamente- chegava a ser emocionantemente nojento.

Por sorte, durante o longo da primeira rodada, não foi nada de Emma e Ariel. Na verdade, a primeira rodada foi Aurora e Merida, Mulan e eu, Belle e Emma e Ruby e Ariel. Belle ficou levemente enciumada, mas Ruby a contornou bem ao dizer que “Belle é minha única e mais valiosa flor”. Belle se derreteu.

Os desafios, diferente do que eu imaginava, não eram nada inocentes como fazer coisas simples de verdade ou mentira, ou contar um segredo, ou algo assim. Não. Meu desafio, por exemplo, foi dançar sensualmente na frente de Mulan e depois ainda sentar no colo dela, beijar seu pescoço e então voltar para o meu lugar. A garota e eu coramos fortemente, mas Aurora apenas gargalhou junto das outras.

– Vaaaaaaaaaaaamos logo! – implorou Ariel, já que eu tinha começado a beber refrigerante e todas começaram com “eu também quero”, logo todo mundo começou a beber. – Quero ir logo!

– Vou te dar absorvente de maracujá, Ariel! Puta merda, aquieta ai! – bradou Aurora rindo.

Quando acabamos de comer, voltamos para o que fazíamos. Os primeiros nomes a saírem foram Belle e Ruby, o que as deixou muito feliz, apesar de que isso durou pouco, já que elas tiveram de fazer algo que eu realmente não iria querer explicar. Em seguida, vieram as primas, Ariel e Aurora, o que irritou a ruiva, já que agora ela só conseguiria Emma na próxima rodada. Foi ai que aconteceu, o casal seguinte foi Mulan e Merida. Encarei Emma e ela fez o mesmo ao percebermos que só sobrara a gente para fazer o desafio.

Assim que Mulan sentou novamente no lugar e após Merida vestir a blusa que fora tirada, todas começaram a trocar olhares entre mim e Emma.

– Não vai rolar. – declarei.

– Com medo de mim, Mills? Eu não mordo.

– Não me importo com você, Swan, só acho que é desnecessário. Até porque eu teria de passar para o seu lado do quarto e isso iria contra as regras do quarto.

– Que regra ridícula. Por que não iriam querer ir ao lado uma da outra? – ouvi Ariel murmurar.

– Não é da sua conta, projeto de peixe. – rosnei.

– Hey, olha como fala com a garota, oh, madame prefeita. – rosnou de volta Emma.

– Oh, sim. Defenda sua amiguinha, aliás, eu podia dar meu desafio a ela. Talvez você gostasse mais de fazer com ela que comigo. Deram-se tão bem, não foi? – ironizei.

– Do que está falando, Regina? – disseram as duas juntas, como se não soubessem de nada.

– Ora, não se façam de santas. Escute, Swan, você não é nada comparado a ela e nunca será, então pare de tentar ser. Está tentando até mesmo ter os olhos da amante dela!

Recebi um tapa no rosto assim que fechei a boca. Segurei meu rosto e olhei para Emma. O silêncio se instalou.

– Repete que minha irmã te traía e eu mesma te faço aprender como se lida com uma Swan.

– Acha que ela não me traiu? Pergunte a Ariel, Emma. Pergunte! Lissa transou com ela na primeira briga nossa. Nem eu e muito menos ela declaramos tempo, mas mesmo assim elas...

– Cala a boca! – gritou Emma ficando em pé. – Pare de falar de Meli, ela nunca faria isso.

– Você que não quer acreditar!

– Você está tentando me enganar para que eu desista do desafio, mas eu não vou!

– Foda-se o desafio. Eu amava Lissa, amava não, eu amo Lissa! E ela me traiu com esse projeto de peixe.

Emma pegou a caixa de Mulan e puxou um papel, jogando-o para mim.

– Pare de ser covarde e incriminar alguém que não pode mais se defender e faça a porcaria do desafio. – pude ver a mandíbula da loira trincar.

Fiquei em pé e peguei o desafio no chão, já que voara.

– Eu só farei isso, porque não sou covarde, Swan!

– Faça! – mandou ela, gritando novamente.

– Pare de gritar então! – gritei de volta.

No papel, tinha escrito com a letra perfeitamente desenhada de Aurora Acorrente-se junto de sua companheira com as algemas e a provoque por 10 minutos. Respirei fundo e olhei para o casal ainda sentado.

– Onde estão as algemas?

– Para que? – questionou Emma.

– É o desafio da covarde aqui, senhorita Swan. – sibilei.

Aurora ficou em pé, foi até a mochila dela e voltou com algemas. Ela as me deu e eu olhei para Emma.

– Não recue, não vou quebrar as regras do quarto. – rosnei deixando claro minha autoridade.

– Como quiser. – ela estendeu os pulsos.

Neguei com a cabeça e prendi um dos lados no meu pulso e o outro no dela.

– Terão de provocar uma à outra por 10 minutos. – Mulan avisou pegando um celular pondo o cronometro. – Comecem!

Mas nós ficamos paradas nos olhando.

Engoli em seco e pude ver o quão irritada aquelas esmeraldas estavam. A culpa era minha. Ela provavelmente estava me odiando, mas eu não mentira. Nunca disse a Lissa que estávamos dando um tempo no dia em que ela e Ariel transaram, ela também não dissera, mas quando ela veio pedir desculpas, ela disse a mim que tínhamos dado um tempo. Eu a amava demais para não agir como se não fosse mentira, eu agi e tomei aquilo como verdade.

– Galera, vocês tem 9 minutos ainda. Façam algo... – pediu Merida vendo que não agíamos.

Emma, em um movimento rápido, me puxou para o banheiro. Ela fechou a porta com o pé, tacou-me contra a mesma e logo tomou minha boca em um beijo... Quente? Não, um pouco mais que isso. E eu não tinha controle, eu estava desejando aquilo desde o jantar noutra noite.

As mãos dela estavam firmes em minha cintura enquanto uma das minhas- a livre das algemas- estava no pescoço dela, puxando-a para mais perto de mim. Lembrei-me do desafio quando senti a língua da Swan entrar na minha boca e começar a explora-la. Minha mão desceu do pescoço dela para o colo, seio, barriguinha sexy, então foi para as costas e bunda. E subiu. Uma das mãos dela deslizou até minha bunda e a apertou, eu prendi o riso. Era incrível a diferença entre elas.

Separamo-nos e logo eu tracei uma linha da boca dela pelo pescoço até o pouco do colo que estava à vista da blusa gola ENORMEMENTE V. Uma das mãos dela apertaram minhas coxas, puxando uma para a cintura dela. Logo senti os beijos dela por meu pescoço, colo, pescoço de novo e então lóbulo da minha orelha.

Inverti as posições, ficando por cima dela. Logo minhas mãos exploravam o corpo dela enquanto minha boca fazia um belo trabalho com a dela e uma das mãos da loira brincava de entrar ou não na minha calça por trás.

Quando eu pensei que eu ia aprofundar aquilo, ouvi batidas fortes na porta, o que nos assustou, e nós fomos para mais dentro do banheiro. Ao nos olharmos, tive certeza de que o desafio tinha sido cumprido. Agora eu só precisava de uma coisinha básica... Tirar as algemas de mim, expulsar esse povo daqui e ir tomar um banho. Isso tinha me deixado... Estranha.

– Emma! Regis! – ouvi Belle gritar. – Estão vivas? Já se passaram 20 minutos!

– Vinte? – questionamos eu e Emma, juntas.

Eu abri a porta e nós saímos, em uma luta pra ver quem arrumava melhor o cabelo e o rosto. Para a minha surpresa, estavam apenas Belle e Ruby- acho que essa estava dormindo- na minha cama. Belle me mostrou o celular dela e sorriu sem graça.

– Que desafio, hein?

– Apenas fiz o que me desafiaram. Onde estão as outras? – perguntei esticando um pouco o braço para ir para o meu lado do quarto.

– Oh, foram embora. Mulan foi com Aurora até o ponto de ônibus, ela volta hoje para Nova York, e Ariel foi embora. Ela disse que tinha algo importante para fazer. E, oh, Merida ficou com nojo da demora e foi embora. – Belle riu e cutucou a namorada. – Amor, acorda. Elas saíram.

Ruby apoiou-se nos cotovelos e nos olhou.

– Porra, se ficariam se agarrando por tanto tempo, dissessem. Assim eu teria ido para o quarto de Belle e feito o mesmo.

– Ruby! – brigou Belle, mas nós rimos.

– Ok, chega disso ai. – Emma interferiu entre elas e então as olhou. – E ai? Tirem as algemas.

– Tirar? – questionou o casal em uníssono.

– É. – indiquei o que ainda me mantinha junta da loira. – Esse trocinho aqui. Vem com chaves para nos soltarmos, onde estão?

– Hã... De quem é essa algema? – Ruby parecia nervosa.

– De Aurora, por quê?

– Ugh... Acho que vocês deveriam correr, porque acho que as chaves estão indo embora agora da cidade.

– O que?!

Minutos depois, Emma dirigia com dificuldade enquanto minha mão seguia todos os movimentos dela. Eu tentava ligar para Aurora, mas caía sempre. Tentei Mulan, mas novamente caía sem completar.

– Tenta Ariel. – mandou Emma.

– O que? Não!

– Ela é a única que vai atender.

Bufei.

Disquei os números da ruiva rapidamente e logo pus no ouvido. Tocou uma, duas, três, quatro, cinco vezes. E então...

Alô.

– Hã... Oi, Ariel. Aqui é a Regina.

– Ah... Oi, Regina. O que houve?

– Bem... É que Emma e eu temos um probleminha. Sabe me dizer se sua prima já saiu da cidade?

– O que houve com vocês? E, sim. Aurora deve está chegando a Nova York logo, logo.

– Merda! – fiz um movimento para que Emma parasse, assim ela fez. – Hã... Obrigada, Ariel. Não é um problema sério... Nós só estamos presas uma a outra. Boa noite e obrigada de novo.

– Espera, presas...

Mas eu desliguei antes dela completar.

Olhei para a loira e suspirei.

– Ela já saiu da cidade. – bufei.

– Argh! Mais que droga! – a Swan socou o volante do carro e logo esfregou o rosto com a mão. – Precisamos tirar isso. Eu quero tomar banho!

– Isso não seria bem um problema... O problema seria você se vestir e ir ao banheiro. – declarei e massageei minha testa com a mão livre. – E eu quero dormir só, sem você perto de mim.

– A culpa é sua!

Olhei-a chocada.

– Como?

– É. Se não tivesse me provocado falando aquelas coisas sobre a minha irmã, eu não teria te forçado a fazer o desafio e nós não precisaríamos usar essa porcaria.

– Ora, eu não provoquei ninguém. Você, diferentemente, provocou além da conta. Eu só falei a verdade, você que não quis acreditar e, acredite, Swan, eu também não queria acreditar. – respirei fundo. – Talvez o xerife consiga abrir ou talvez papai. Não sei...

Nós duas suspiramos. Ouvimos um som irritante de uma mensagem chegando, logo Swan se contorceu para pegar o celular que estava no bolso do short, que foi o que conseguimos por de diferente daquele short de flanela horrível que ela estava usando.

Ela olhou e logo sorriu de canto, percebendo que era seguida de uma ligação.

Bufei imaginando que seria Ariel.

– Oi. – ela riu ao ouvir o outro lado. – Desculpe, eu queria ter ligado, mas tive umas cosias para fazer. – mordi o lábio indicador encarando o nada. – Sim, sim. Eu sei, mamãe, eu sei: ligar todos os dias faz parte do acordo de distancia. Desculpe, eu realmente não tive tempo. – olhei-a ao a ouvir dizer “mamãe”. Ela me olhou e sorriu infantil. – Sim, pai, eu vou ligar pelo Skype quando chegar, eu pro... – o olhar dela caiu sobre as correntes. – Aliás... Papai, prepare o meu quarto. Estou voltando para casa. Chego ai para o jantar. – e desligou.

Olhei-a desesperada.

– Enlouqueceu? Não pode ir! Estamos acorrentadas uma a outra, senhorita Swan! – bradei trincando os dentes.

– E é exatamente por isso que vamos. Você sabe, papai é um grande policial e investigador.

– Detetive, senhorita Swan. – corrigi.

– Tanto faz. – ela fez pouco caso. – Pois bem, ele comprou uma chave universal para algemas... Sabe, para o caso de precisar salvar alguma vitima. Então, vamos até Boston, ele abre, nós voltamos e será como se nada tivesse acontecido.

– Amanhã temos aula, senhorita Swan!

– E quem liga para aula? Até parece que está animada para olhar na cara daqueles professores velhos e chatos.

Fiquei em silencio concordando.

A loira sorriu animada e ligou o carro.

– Bem... Próxima parada: Boston!

– Espera! – ela bufou e me olhou. – Preciso ir ao dormitório. Não vou me apresentar com este short. – apontei para o meu short de patinhas de cachorrinho.

– Ué, ele é meigo.

– Não, não é. Vamos lá, eu troco por um jeans e nós vamos.

A loira bufou e assentiu.

– Próxima da próxima parada... Boston.

Notas finais
Desculpem qualquer erro e espero que tenham gostado. E, ah, GENTE! Adorei o capítulo passado, vocês vieeeeeeeeeeram! Ain, que emoção. Irei lhes responder agora. Bye, bye. Joko *v*