My girlfriend's twin
8 My new rainbow friend
Notas iniciais
Suspirei novamente encarando a loira jogar a bola na cesta de basquete que tinha por trás do apartamento. Minha testa estava encostada no vidro da janela e eu torcendo para ela não está totalmente irada comigo.
Swan me proibiu de chegar perto dela por motivos óbvios, mas que eu não queria aceitar. Quando chegamos, a loira foi direto para o quarto e, quando desceu, saiu da casa. Mary me falou que tinha ido para a quadra e eu pensei em ir, mas, novamente, a mãe da loira me falou que seria uma péssima ideia. Emma provavelmente queria ficar só.
Aproximei-me da loira, que ainda encarava a lápide, apesar de eu saber que já tinha parado de chorar. Toquei seu ombro e ela me olhou. Abri um sorriso, tentando me desculpar nele e não parecer feliz ao mesmo tempo, mas Emma apenas virou o rosto para a lápide de novo.
– Emma...
– Se veio se desculpar, não precisava. Todo mundo nos confunde mesmo, era totalmente compreensível que a namorada dela fosse fazer o mesmo. – ela se ajoelhou, beijou o dedo indicador e o do meio, juntos, e depois os pôs na lápide.- Desculpe te incomodar, Meli.
A Swan levantou e começou a caminhar para o fusca. Corri para alcança-la.
– Desculpe, Emma. Eu juro, não quero o que eu queria. Saiu sem eu perceber, mas eu prometo que não vai se repetir. Você e Lissa são bem diferentes, eu não sei como confundi vocês. Por favor, Emma, me desculpe!
– Eu não acredito que acreditei que poderia ser melhor que Meli. – ela riu secamente ainda de costas para mim. – Você não me quer, Gina... Você a quer. Você age assim comigo, sendo às vezes gentil, porque pensa que eu sou ela e que eu vou substitui-la para sempre. Você vê em mim uma versão melhorada de nós, uma versão viva, mas nós duas sabemos que eu nunca vou ser como ela. Regina, eu amo ela! Ela é minha irmã, mas eu odeio ser comparada a ela o tempo inteiro. Eu quero que me amem também, pelo o que eu sou, tanto quanto a amaram, mas quem eu quero enganar? Isso nunca vai acontecer. – ela se virou para mim, os olhos cheios de lágrimas de novo. – Por que nossos gostos não podiam ser diferentes em realmente tudo? Eu me pergunto. Por que nós não podíamos gostar de coisas diferentes em relação ao amor uma vez sequer? É, Regina... É difícil ter uma gêmea, principalmente quando ela é tão talentosa como Meli era; quando ela é tudo o que os outros amam ver em uma garota; quando ela não decepciona ninguém; quando, mesmo ela tendo pisado na bola várias e várias vezes, a pessoa ainda preferir ela. Principalmente quando você a ama e sabe que seu ciúmes é idiota, que sua inveja não tem o menor sentido... Mas então todos começam confundir vocês ou usar ela como exemplo na MINHA cara. – ela trincou a mandíbula. – Não sabe como é, Regina. E eu realmente estou decepcionada comigo, não com você por ter nos confundido, mas comigo, por ter pensado que eu poderia finalmente ser alguém longe da sombra da minha irmã.
– Emma... – murmurei vendo a dor nos olhos dela.
Emma enxugou os olhos marejados e me deu as costas.
– Vamos para a casa dos meus pais. Mais tarde nós voltamos para Storybrooke.
– Pensei que fossemos dormir.
– Não. Você precisa da sua cidade, vou lhe deixar e voltarei para Boston, onde é o meu lugar. – nós entramos no fusca e ela suspirou. – Mais uma coisa, Regina... Não se aproxime de mim por um tempo, por favor. Pode parecer infantil, mas apenas respeite isso.
Suspirei.
– Me desculpe, Emma... de verdade. – com isso, eu me calei.
Ouvi a porta do quarto se abrir e eu olhei. Era Mary com uma bandeja com um copo de leite. Ela sorriu gentil para mim e entrou, fechando a porta atrás de si. A morena caminha na minha direção e me entrega o copo, eu agradeço com um sorriso e volto a encarar Emma.
– Como ela está?
– Toda vez que erra, bufa. Mas quando acerta também não comemora. – suspirei. – Ela parece muito mal.
– Ela vai demorar para ficar como sempre... – Mary suspira e me olha. – Ainda não me contou o que aconteceu.
– Se não se importar, senhora Swan, prefiro não tocar nesse assunto.
– Não, claro, querida. Compreensível.
De repente Emma pegou a bola e a jogou de modo irregular contra a cesta e se jogou no chão. Ela olhou para a minha janela, nossos olhares se cruzaram por alguns instantes, mas então ela sentou, encarando as próprias mãos.
Ouvi a senhora Swan sair e, com ela, meu leite. Eu não dera nem um gole, mas eu não estava muito afim mesmo.
Senti meu coração se apertar quando vi Emma olhar para o céu e ver seu rosto com alguns vestígios de lágrimas. Eu estava fazendo aquilo com ela, como eu podia ser tão má? Talvez eu pudesse me tornar a nova Rainha Má.
A loira ficou em pé, pegou a bola e caminhou de volta para o prédio. Dei as costas as pressas para a janela e corri para fora do quarto, parando no topo da escada. Esperei. Emma entrou jogando a bola em qualquer lugar. David sorriu para ela, já que era o único na sala, mas ela começou a subir as escadas, foi ai que ela me viu.
Eu poderia dizer que ficamos minutos assim, nos encarando, uma lendo a alma da outra. Poderia dizer que ela me deu um sorriso e que eu lhe devolvi esse, eu poderia até mesmo dizer que ela me deu um Oi. Mas ai eu estaria mentindo.
A Swan passou por mim, me puxando pelo braço e murmurando algo como “Precisamos conversar”, isso sem me olhar na cara. Nós fomos até o quarto dela, ela pegou uma mochila e jogou para mim.
– Pegue o quiser de Meli, é seu. – ela disse sentando na cama dela. – Depois nós iremos para Storybrooke. Vou lhe deixar, na verdade, e depois volto.
Joguei a bolsa para o lado e pus as mãos na cintura, encarando a Swan. Ela, por outro lado, se deitou na cama e pegou o celular, começando a jogar um jogo qualquer. Tomei o celular das mãos dela, que me olhou com raiva.
– Você disse “precisamos conversar”, que eu saiba me mandar fazer algo e ignorar minha presença não é conversar.
– Me chamar de Lissa também não é um acaso. – ela alfinetou.
– Ok. – pus o celular no móvel e sentei na cama de Lissa. – Está com raiva porque eu te chamei de Lissa. Eu entendi que você não gosto e peço mil desculpas, Emma. Eu realmente não tinha a intenção. Só... Saiu. Perdoe-me por isso. E, por mais que eu diga que é o que você quer, eu sei que você não quer tomar o lugar de Lissa. Eu não quero que você seja Lissa, na verdade, eu quero te conhecer do jeito que você é. Eu sou uma pessoa difícil de lidar, isso já ficou claro, mas talvez... Nós possamos ser amigas.
Emma sentou na cama e me olhou.
– Amigas?
– Sim. Regina e Emma, amigas. Não Regina e Emissa.
A loira fez careta.
– Emissa?
– Era melhor Lima. – ela riu e eu sorri para ela. Estendi a mão para ela. – Amigas, então?
Emma encarou minha mão e encarou o chão.
– Tem outra coisa...
– O que? – trouxe minha mão de volta para o meu lado, já que ela fizera o favor de me deixar no vácuo. – Se for a linha lá do quarto, é fita gomada. Posso tirar...
– Não é isso... – ela me olhou e corou de leve. – É que, naquela brincadeira, a gente se pegou no banheiro. Lembra?
– E tem como esquecer? – ela riu e eu ri secamente.
– Pois é... Então, eu meio que gostei... Mais do que deveria. – ela encarou o chão. – Não quero ser sua amiga e não poder... Você sabe, te beijar. Eu não sei se me conteria e você ficaria irritada.
Fiquei em silêncio.
Não era mentira que eu também tinha gostado além da conta daquele beijo... Daquele toque, daquelas mãos passeando pelo meu corpo, daqueles lábios tocando meu corpo. Dava vontade de repetir a dose só de lembrar, mas aquilo não certo. Não chegava nem perto de ser certo. Mas também não era errado. Então o que era?
Olhei para a loira que, para a minha surpresa, estava me olhando. Aqueles lábios rosados e cobiçosos, talvez estivessem macios como das outras vezes. Aquele corpo que eu estava ficando com vontade de explorar com minhas mãos e boca, conhecer cada cantinho daquela obra grega.
Quando me dei conta, eu já estava sentada ao lado da Swan, sem tirar os olhos dos dela. Aquela imensidão esmeralda, aquelas belíssimas pedras verdes que tanto pareciam ter sofrido hoje mais cedo e agora só representavam desejo. Não exatamente dizer o porque, mas eu não me aguentei mais e colei nossos lábios em um beijo de desejo.
A língua dela explorava a minha boca cada vez mais, era como sentir o delicioso gosto de menta com o bombom que ela sempre comia. Minha língua, por outro lado, estava feliz em batalhar com a dela, em uma batalha que acabou mais harmoniosa que qualquer outra. Uma dança sem fim em perfeita sincronia.
Uma das mãos da Swan foi para a minha cintura enquanto meus braços passaram ao redor do pescoço dela e, em instantes, as mãos dela, habilidosas, me deitavam delicadamente na cama ao passear por dentro de minha blusa. A loira ficou por cima de mim, ainda me beijando e ainda com as mãos por dentro de minha blusa. Eu estava ficando em desvantagem, então tratei de por minhas mãos dentro daquela blusa enorme dela. Logo senti o top velho e pus minhas mãos para dentro. Senti-a arfar por dentro o beijo quando minhas mãos tocaram seus seios.
Minhas mãos começaram a apertar os seios dela, mas não demorou para que meus dedos encontrassem algo mais interessante: os mamilos dela. E assim eu comecei a brincar com eles. Emma, talvez insatisfeita por apenas eu estar brincando direito, desceu sua mão até minha coxa, desnuda por conta do short jeans, e os dedos entraram de leve na calça, apertando minha nádega esquerda.
Suspirei entre o beijo.
A mão dela encontrou algo mais legal para brincar assim que foi para a parte interna da minha coxa. Emma subiu a mão e entrou no meu short por cima. Seu dedo médio começou a subir e a descer por cima de minha calcinha, o que estava me deixando excitada. Novamente, a loira me tirou um suspiro, mas seguido por uma arfada/gemido. Mas eu não ia deixar isso barato.
Uma de minhas mãos deixou os seios da Swan e desceram pelas costas delas, entrando no short jeans e apertando a bunda dela por uma dentro da calcinha, minha mão logo foi para frente e encontrou a amiguinha de Emma, já molhada. Meus dedos logo começaram a brincar com clitóris da loira, que arfou de leve. A mão da loira, que estava em minha cintura, apertou de leve minha curva, o que me deixou um pouco risonha.
Emma passou a beijar meu pescoço, dando leves chupões e mordidas no lugar. Tirei minha do seio dela e levei até sua bunda a apertando, então ouvimos barulho no corredor e nos encaramos assustadas.
– A porta! – dissemos juntas.
Separamos-nos rapidamente e sentamos na cama, cada uma tentando se arrumar e olhamos para nossas mãos. Molhadas pelo gosto uma da outra de nossa excitação.
– Minha mão, Swan!
– A minha também! – ela olhou para o lado e puxou uma toalhinha que tinha na cesta dela e limpou a mão, jogando para mim, que limpei também. Nesse momento, a porta, antes entreaberta, foi aberta completamente por David que tinha Neal logo atrás. Emma o olhou, nervosa, assim como eu. – S-sim?
– Mary Margaret está perguntando se vão dormir. – ele falou meio desconfiado.
Dissemos juntas:
– Vamos.
– Não.
Nos encaramos, eu confusa e Emma sorriu sem graça.
– Mudanças de planos? – ela riu.
Sorriu para ela.
– Ótimo. Bem, vou avisar a Mary. – ele saiu.
Eu e Emma suspiramos, bem quando ouvimos a porta se fechar. Quando olhei, vi que Neal tinha entrado e tinha um sorriso nos lábios.
Merda! , pensei.
Emma olhou para o irmão com os olhos semicerrados.
– O que foi, pirralho?
– Oh, não se preocupem, o segredo de vocês está muito bem guardado comigo... Claro, se pagarem por meu silêncio. – ele riu.
Emma bufou.
– E do que está falando?
Neal nos olhou como se dissesse “me acham com cara de idiota?”. Ele riu e encostou-se a porta, cruzando os braços.
– Falo do pré-sexo de vocês ai.
Emma ficou em pé, foi até o irmão e o puxou pela gola da camisa, jogando-o pelo ombro e logo depois sentando na barriga dele. Nela riu com dificuldade e ergue as mãos em sinal de rendição, mas eu não estava muito crente naquilo.
– O que você quer?
– Ora, mas eu nem disse que ia contar.
– Eu conheço você. Eu que te ensinei isso...
O garoto deu de ombros.
– Verdade. Tudo bem, para começar, saia de cima de mim. – Emma saiu de cima do garoto e eu tive certeza de que ela tinha revirado os olhos. O garoto ficou em pé e arrumou a roupa. – Bem, eu só quero que me cubra em algo.
Emma cruzou os braços. Levantei-me e caminhei na direção deles, cruzando os braços também. Vi pela visão periférica que Emma estava com uma sobrancelha arqueada, claramente ela estava desconfiando tanto quanto eu daquilo.
– Calminha, maninha, não é nada do que está pensando. – Emma suspirou, parecendo mais aliviada. – Eu só quero ir para Storybrooke por um fim de semana, bem... “Storybrooke”. – ele fez aspas no ar com os dedos.
– Do que está falando, garoto? – Emma se curvou um pouco para ficar cara a cara com o rapaz.
– Você sabe, Emma, desde aquele pequeno incidente, mamãe e papai não confiam tanto em mim e meus amigos querem fazer uma viagem nesse dia das bruxas, então eu pensei: Por que não pedir para Emma me deixar fingir que vou para Storybrooke para na verdade ir para São Francisco.
– São Francisco?! – Emma bradou, o que fez o garoto se encolher. – Não vou fazer isso. Pode contar a eles.
– Emma! – me desesperei.
– O que? Esse preço é alto demais, não vou deixar meu irmão ir pra o outro lado do país só porque quase transamos.
– Escute, podemos resolver isso. – me virei para Neal. – Quer ir com seus amigos, certo? Por que não tenta falar para os seus pais?
– Está doida? – ele ri e nega com a cabeça. – Minha mãe jamais deixaria.
– E por que não? – questionei.
– Depois te explico. – a loira disse de braços cruzados.
– Bem, então... Eu tenho uma tia que tem um sítio em São Francisco, podemos ir com vocês e dizer que estamos indo com uns amigos e Emma achou legal levar o irmão. O que acham?
– Então vocês iriam junto?
A loira sorriu.
– Gostei. Nós vamos com vocês, não conto aos nossos pais que você está na verdade com seus amigos e você não conta sobre nós aos nossos pais. É isso ou nada.
Neal bufou e assentiu.
– Fechado. – estendi a mão para ele, que apertou, fechando o “contrato”. – Então boa noite, Neal. E, oh, quando é?
Neal sorriu.
– Daqui duas semanas.
– Certo. Compraremos as passagens e falarei com minha tia.
– Onde vão ficar lá, Neal? – Emma se preocupou.
– O pai do Luke tem uma cabana lá, nós ficaremos por lá.
– Certo... Vaza daqui, pirralho encrenqueiro. – o garoto riu e saiu do quarto, fechando a porta. Emma e eu ficamos só. O silêncio nos atingiu por alguns intantes, então Emma me olhou. – Hã... Sobre agora a pouco...
– Eu tive uma ideia.
A Swan franziu o cenho, confusa.
– Sobre?
– Nós. – ela respirou fundo e assentiu, esperando que eu continuasse. Segurei a mão dela e a puxei para sentar na cama, onde quase tivemos algo além do que deveríamos. – Não estou pronta para um relacionamento sério.
– E eu acho que não me dou com eles. – Emma disse rindo secamente.
– Mas não conseguimos impedir que... Bem, isso aconteça. – apontei para nós duas. – O que acha de uma amizade... Com benefícios de vez em quando? Suprimos nossos desejos e mantemos nossa relação como amigas.
Emma me olhou como seu eu fosse um monstro estranho de outro mundo, mas então um sorriso cresceu em seus lábios e ela assentiu. Sorri de volta e a roubei um selinho.
– Então, até onde vão nossos benefícios? – perguntei.
A loira ficou em pé e começou a tirar a blusa.
– Até onde aguentarmos. Vou tomar banho, quando sair será sua vez. Pode pegar roupas nos guarda-roupas.
Emma entrou no banheiro e eu fiquei em pé, caminhando até um dos banheiros. Abri um dos armários, a procura de algo para vestir ao invés da roupa imunda que eu usava. Peguei uma calça moletom vermelha, uma regata cropped branca- parecia ter sido cortada, mas tudo bem-, sutiã que eu imaginei ser confortável e uma calcinha qualquer.
A porta do banheiro se abriu e dela saiu Emma. Os cabelos estavam molhados, mas ela estava secando com um secador a bateria, ela estava com as pernas à vista, pois usava apenas um blusão- ou era uma camisola que parecia um blusão?- de um time de basquete qualquer.
Entrei no banheiro e fechei a porta. Suspirei.
Perguntei-me diversas vezes que merda era aquela que eu estava fazendo, mas eu também me perguntei porque eu estava tão assustada com aquilo. Eu não estava com medo, eu estava apavorada. Meu corpo inteiro desejava aquilo; minha mente parecia em guerra, um lado pró-Emma e um lado contra Emma; meu coração estava no meio de tudo aquilo, ele não sabia para onde seguir. Esse talvez fosse meu grande problema: não conseguia ouvir meu coração.
Entrei no banho, lavei os cabelos e saí. Tinha uma toalha lá, de patinhas de cachorrinhos, e eu me enxuguei com ela. Quando terminei, vesti as roupas de baixo e depois o resto. Saí do banheiro secando meus cabelos com a toalha.
A loira estava ditada na cama lendo algum mangá que provavelmente comprara enquanto eu não estava perto. Pus minha toalha estendida em uma cadeira e me deitei, enrolando-me naquele edredom quentinho. Não demorou para Emma por o mangá de lado e apagar as luzes dela. Apaguei as minhas também, mas eu não estava conseguindo dormir. Estava me incomodando alguma coisa.
– Emma! – chamei. A loira acendeu a luz e me olhou. – Eu não consigo dormir.
– Agora conte uma novidade.
– É sério. Algo está me deixando inquieta. – disse.
– Ok... E o que quer que eu faça?
– Dorme comigo? Por favor, da outra fez deu certo.
– E quer que eu cante também? – ela riu ironizando, mas seu sorriso sarcástico sumiu quando viu minha cara. Ela bufou, passou para a minha cama e eu me aninhei perto dela, deitando minha cabeça em seu ombro. – O que quer que eu cante?
– Qualquer coisa.
– Não conheço. – ela brincou.
– Eu não sei nenhuma música boa o suficiente.
– Ok, eu tenho uma. Mas ela é em tailandês.
– Você canta em tailandês?
– Bem, eu não sei se é tailandês ou é japonês... Pode ser chinês também... – ela dá de ombros. – O importante é que conheço a música. Quer ou não ouvi-la?
– Quero.
– Então feche os olhos, assim o sono vem.
Assenti e fechei os olhos.
Logo a voz de Emma invadiu meus ouvidos. Tão linda. Apesar de tudo, eu não entendia nada da música.
Cercada por outras pessoas
Finge que não estamos apaixonadas
Não mereço estar com você, certo?
É como se nosso amor estivesse
Debaixo de uma sombra escura
Gostaria que você tivesse coragem
Suficiente para amar
Espero pelo seu amor, bem aqui
Por um dia, gostaria que observasse as estrelas
Não se acanhe com o céu
Ou se olhar a sujeira no chão,
Não evitar os olhos de ninguém
Não tem que sentir nada
Por um dia, se atreva a olhar nos olhos das pessoas
E dizer-lhes que estamos apaixonadas
Pode ser que ninguém entenda
Mas está tudo bem
Se há eu e você
É a coisa mais importante
Se um dia for corajosa o bastante
Por um dia, gostaria que observasse as estrelas
Não se acanhe com o céu
Ou se olhar a sujeira no chão,
Não evitar os olhos de ninguém
Não tem que sentir nada
Por um dia, se atreva a olhar nos olhos das pessoas
E dizer-lhes que estamos apaixonadas
Por um dia, gostaria que observasse as estrelas
Não se acanhe com o céu
Ou se olhar a sujeira no chão,
Não evitar os olhos de ninguém
Não tem que sentir nada
Por um dia, se atreva a olhar nos olhos das pessoas
E dizer-lhes que estamos apaixonadas
Acabei pegando no sono com a música. Era linda.
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