My girlfriend's twin

10 An agent. Am I suspect?


Notas iniciais
Tive problemas ontem, por isso não pude postar, mas JÁ CHEGAY! Espero que gostem do capítulo de hoje e me perdoem pelos erros de português/gramática/concordância whatever, fiquei sem tempo de revisar. Bye bye, boa leitura e boa tarde. Joko *v*

Peguei o livro da prateleira e o abri, procurando a respostas que queria. Dizem que a Internet facilita vidas, mas ultimamente tenho preferido livros a rede online. Como não encontrei, voltei para a mesa com vários outros livros, alguns abertos, outros não. Sentei e logo puxei um dos livros, meu caderno e um lápis, começando a fazer minha redação.

Não consegui nem chegar no terceiro parágrafo, pois Belle entrou correndo na biblioteca. Pensei que ela estivesse atrasada e continuei meu segundo paragrafo, mas a morena veio até mim. Ela tacou as mãos contra a mesa, abriu a boca surpresa e logo a vi mexer a mão e falar coisas sem nexo. Alguma coisa sobre Emma, quadra de basquete e garotos.

– O que houve, Belle? – questionei. – Fale com mais calma.

A garota respirou fundo e me segurou pelos ombros.

– Emma estava jogando basquete como sempre faz com a galera masculina, mas Robin começou a brincar com a cara dela e compara-la com Melissa. Até ai Emma só o advertiu para parar e ele até parou por uma partida, mas ai ele começou a te xingar de forma velada e insinuar coisas sobre Melissa. Emma partiu para cima dele e agora ela está entre tapas e socos com o garoto!

Esbugalhei os olhos, ficando em pé.

– Por que não disse isso antes, Belle? – peguei minhas coisas e deixei os livros lá, correndo para a quadra de basquete.

Belle veio atrás de mim, pois talvez ela pensasse que eu fosse me meter entre os dois- o que era bem provável que eu fizesse. Quando chegamos lá, olhei para baixo e vi a garota em cima de Robin, que parecia não conseguir se defender, enquanto um pouco distante deles estavam Grahan, Philip, Eric e Neal brigando com os amiguinhos de Robin. Entre eles, tentando parar a briga, estavam Mulan, Merida e Ruby, gritando para que parassem, mas obviamente não estava resolvendo nada.

Corri até elas junto de Belle.

– Preciso que vocês se metam entre as brigas. – avisei jogando meu material no chão. – Vou separar Robin e Emma. – corri até eles ignorando o que as meninas diziam.

Emma estava prestes a socar Robin, quando eu segurei pulso dela. Não soube como fizera aquilo, acompanhar o movimento rápido dela, mas dei graças por aquilo. Robin já estava com o canto da boca sangrando, assim como o nariz e eu tinha certeza de que aquela marca vermelha na sobrancelha dele e aquele rosado ao redor do olho dele não eram apenas a pele normal dele.

A loira me olhou e engoliu em seco. Ela estava sentada na barriga de Robin enquanto uma mão o segurava contra o chão. Não sabia dizer se era sexy a roupa de basquete que ela usava- um short de laicra preto, uma blusa solta do time e os cabelos presos- ou se era chocante ver que ela derrubara aquele armário que era Robin.

– G-gina. – ela murmurou.

– Vamos embora daqui, senhorita Swan. – dei as costas para ela e fui até minha bolsa, peguei-a e olhei ao redor, vendo que as meninas tinham apartado a briga. Ao virar-me, vi Emma massageando a mão a minha espera.

Nós duas saímos da quadra e fomos direto para o nosso dormitório. Em silêncio. Talvez fosse uma estratégia minha para brigar com ela no quarto, ou podia ser que eu estivesse travando uma briga comigo mesma para saber se a agradecia por ter me defendido ou brigar com ela de fato.

Quando entramos no quarto, joguei tudo meu em cima da minha cama enquanto ela sentou na cama dela. Fui até o frigobar e peguei uma bolsa de gelo e entreguei a ela, que me deu um sorriso fraco e pôs na mão. Puxei uma cadeira e sentei de frente para ela. O canto da boca dela estava sangrando, mas não parecia ser nada demais.

– Não deveria ter feito isso. – peguei um kit de primeiros socorros que tenho no quarto e peguei algo para limpar a boca dela. – Era arriscado e, concordemos, desnecessário. – peguei a água oxigenada e molhei em um algodão, começando a passar. A menina fez careta e recuou um pouco, mas eu revirei os olhos e a puxei para perto, continuando o que fazia.

– Primeiro, isso dói! – ela mais parecia uma criança. – Segundo, por que arriscado? Eu defendi minha irmã e minha amiga, totalmente compreensível.

– Arriscado porque Robin é grande, sabe lutar karatê e judô, além de fazer box. Ele do tamanho do mundo. Não sei como conseguiu o derrubar. – peguei um band-aid e pus no corte da boca dela. – Pronto, chorona.

– Eu fiz mais lutas que ele, eu conseguiria o derrotar.

– Não é questão de derrotar, Emma, é questão de consciência. – bati o dedo indicador na testa dela, o que fez me olhar envergonhada. – Robin podia ter te esmagado com uma só mão.

Ela riu e revirou os olhos.

– Claro que não. Ele não conseguiria derrubar uma agente treinada do F... – ela tossiu. – Do F de fodástica. Eu treinei por anos todas as artes marciais, Gina, eu sei me defender.

Estreitei os olhos.

– Emma Swan, o que significa esse “agente treinada do F”?

– Uma agente treinada do F, de foda. Eu disse.

– Emma! – fiquei em pé e cruzei os braços. – O que está me escondendo?

– Na-nada, ué.

Suspirei.

Dei as costas a ela e fui até minha cama, pegando minhas coisas e indo até a porta.

– Se cuida e não se meta mais em brigas. – e saí.

Não pude deixar de ignorar ir até minha mãe logo que saí do quarto, já que já se podia ouvir os comentários sobre como Emma derrubara o grandioso Robin Hood tão facilmente. Era obvio que ela já sabia do incidente e era ainda mais obvio que ela procuraria a mim pra saber o que levara a aquilo ocorrer.

Ignorei de novo a secretaria da minha mãe e entrei na sala dela. Cora Mills estava com os olhos focados em algum documento sobre a mesa dela. Minha mãe fez um movimento com a mão para que eu entrasse e me sentasse, sem tirar os olhos dos documentos um minuto sequer. Sentei de frente para ela e logo percebi que o documento era a ficha de Emma.

– A culpa não foi dela. – comecei a tentar explicar, mas minha mãe me calou erguendo a mão.

– Ela está bem? – ela, finalmente, me olhou. Assenti em silêncio. – Mantenha-a no quarto, ela levará 3 dias de suspensão.

– Mas a culpa não foi dela, aquele animal que a provocou falando coisas horríveis sobre mim e....

– Então ela brigou porque está apaixonada por você e ficou com ciúmes do seu cunhado? – ela ergueu uma sobrancelha, questionando-me.

– O que? Claro que não! Somos apenas amigas. – amigas com benefícios, mas amigas, completei em pensamento. – E ela defendeu a irmã também

– Certo, apenas avise que ela não poderá ir às aulas ou perambular por qualquer um dos campus. Agora saia daqui, tenho de trabalhar.

Assenti e saí do escritório. Como minha mãe mandara, fui direto para o quarto. Não bati na porta ao entrar, afinal, o quarto também era meu, mas eu nunca fui escandalosa, então abri a porta devagar. Swan estava sentada de costas para mim e mexia no computador, mas não era tipo redes sociais e sim algumas fotos com informações estranhas sobre pessoas estranhas- tipo sanguíneo, endereço, acontecimentos peculiares na infância, testes psicológicos, fixa criminal, etc. A tela era verde com letras amarelas e as fotos revezavam entre fotos normais ou de fixa criminal com as informações logo abaixo.

Pigarreei dando as costas a ela e fechando a porta. A Swan fechou o notebook, virando-se para mim apressada e abrindo um sorriso.

– E ai? Já voltou. – comentou ela nervosamente.

– Vim lhe dar a mensagem de minha mãe. Você está suspensa por 3 dias: nada de ir às aulas ou andar pelo campus.

Emma bufou.

– Tudo bem, ficarei trancafiada no quarto. Ela sabe que isso crime né? Manter gente em cativeiro? – a loira revirou os olhos. – A culpa foi dele! Contou isso a ela?

– Contei. – cruzei os braços dando de ombros e pondo minhas coisas em cima da minha cama em um cantinho. – E ela acha que brigou para defender porque está apaixonada por mim e ficou com ciúmes do meu cunhado. Mas nós duas sabemos que não foi por isso, não só por isso.

Emma sorriu para mim, ficando em pé e caminhando até mim, puxando-me pela cintura para mais perto dela. Engoli em seco ao sentir os meus seios chocando-se contra os delas enquanto as mãos dela seguravam minha cintura com firmeza.

– Acha que estou apaixonada por você? – ela riu com um sorriso brincalhão.

– Fo-foi o que ela disse, senhorita Swan, e nós sabemos que somos apenas amigas.

– É, amigas que se beijam e dormem juntas. – ela riu ainda mais.

– Mas só amigas. – me afastei dela um pouco, só percebi que segurava a respiração quando soltei o ar pela boca. Passei a mão no rosto enquanto meus olhos corriam pelo quarto, acabou que meu olhar caiu no computador fechado em cima da mesa de estudos do lado de Emma. – Emma, posso te fazer uma pergunta?

– Já fez não é? – ela ri. – Mas deixa fazer outra.

A loira pegou o computador, se jogou na cama e o ligou. Sentei na cama de frente para ela enquanto Emma pegava os headfones e colocava no pescoço, tentando esconder a tela de mim, mesmo que discretamente. Engoli em seco e suspirei.

– Eu sei que aquele F não é de fodástico e vi as fotos com as informações estranhas sobre pessoas estranhas no seu computador. Em... Senhorita Swan, o que está me escondendo?

Emma ergueu o olhar do computador e me encarou confusa.

– Do que está falando, Gina? Por que eu teria algo assim no meu computador e o F é de foda mesmo. – ela deu de ombros.

– Emma, eu não sou idiota. Quem... Não, melhor, o que você é? Conseguiu derrubar o Robin e ele já bateu em tanta gente de alto nível de luta aqui que ficaria surpresa e mesmo assim você o derrotou. Emma, o que você é?

A loira abriu e fechou a boca algumas vezes antes de suspirar e morder o lábio inferior nervosamente. Emma foi até a porta, a abriu, olhou do lado de fora e voltou, fazendo a mesma coisa com a janela. Ela sentou a minha frente e revirou os olhos.

– Gina, terá de me prometer que não contará a ninguém sobre isso!

– Emma... Está me assustando.

– Prometa, Gina! – insistiu ela. Eu assenti. – Prometa!

– Ok, ok. Eu prometo, não vou contar a ninguém.

Ela soltou o ar pela boca e me encarou, ainda mais nervosa que antes.

– Era para ser secreto, ninguém podia saber, mas eu deixei escapar o F, o sistema e acho que ficou claro quando derrotei Robin. – ela ficou em pé, indo até a mochila dela. Ela pegou a carteira dela e me entregou. Eu abri e esbugalhei os olhos. – Eu sou uma agente do FBI, a mais nova de lá, e trabalho em missões secretas. Eu me infiltro para resolver casos que, da forma normal, os outros agentes não conseguem. Eu me infiltrei aqui para encontrar o verdadeiro assassino da minha irmã, coisa que ainda não conseguimos encontrar já tem 6 meses.

Devolvi a carteira dela com o distintivo e umedeci meus lábios, ficando em pé enquanto começava a andar de um lado para o outro no quarto. Estava tentando absorver aquilo, entender direito aquilo. Na verdade, estava tentando conter as milhões de perguntas que invadiam minha cabeça e por elas em ordem.

Minha colega de quarto, a irmã gêmea da minha ex e minha amiga colorida, era uma agente secreta treinada pelo FBI e estava à procura do assassino da irmã. E eu só soube disso momentos atrás. Tudo bem era uma missão secreta, mas eu ficar sabendo que dividia quarto com uma atiradora de elite seria o mínimo de uma boa ideia. Ou ela não me contara antes por eu ser uma das principais suspeitas?

Oh, Deus, que merda estou pensando? Pensei.

Olhei para a loira surpresa, ela, por sua vez, me olhava nervosa. Emma parecia esperar pela minha resposta, sentada na cama e apertando o edredom entre as mãos. Joguei-me na minha cama, apoiei minha cabeça entre minhas mãos e tentei formular uma pergunta racional, mas a única que saiu, foi de uma forma mais chateada e dolorosa do que eu esperava:

– Se aproximou de mim para facilitar sua investigação? Ou por que eu sou uma das suspeitas? – encarei-a.

– Não, claro que não. Na verdade, pedi ao meu chefe para dar um jeito de eu ser posta no mesmo quarto com você, porque você era a única em quem eu realmente confiava deste lugar inteiro.

– Por que?

– Porque... Porque você é a Regina Mills, a ex-namorada da minha irmã. A garota que aos 10 anos conseguiu fazer o ratinho de laboratório do colégio ficar roxo com uma formula química. A Mills que se formou na escola junto da irmã mais velha, aos 16 anos, e entrou para a faculdade da mãe para engenharia química, mas não gostou e começou a cursar Administração. – ela deu de ombros. – Porque você é tudo que minha irmã sempre disse... Bem, não no começo, no começo você me odiava. – eu e ela rimos. – Mas, Gina, você é incrível. E olha que ainda tem 23 anos.

– Como sabe minha idade, Swan?

Ela riu.

– Agente do FBI tem suas vantagens, como por exemplo pesquisar sobre as namoradas das irmãs. – nós duas rimos. – Mas, não, eu sei sua idade porque Meli me contou quando foi seu aniversário. Sabe esse seu despertador? – ela apontou para o meu despertador de cisne com coroa. – Fui eu que mandei, ela deu, mas o presente era meu.

– Você já me conhecia.

– Mais ou menos. – ela sentou na cama. – Mas não pode comentar isso com ninguém, Gina. Meu chefe quase que me matou hoje quando soube do incidente com Robin, eu teria de voltar para Boston caso alguém mais soubesse sobre isso.

Assenti e encarei o despertador. Ela que me dera? Uma coisa que não se vê todo dia era aquele me despertador. Eu lembrava perfeitamente de quando ganhara, procurei na internet por dias para saber de onde viera, mas sempre que estava perto, eu descobria que não era o mesmo despertador. E então, veio a morte de Lissa e nunca mais eu procurei saber sobre ele.

– E o que já sabe sobre o assassino de Lissa? – olhei para a loira. – Quero ajudar da forma que for possível.

A loira sorriu.

– É perigoso você me ajudar, mas irei dar um jeito. – ela bateu no espaço vazio ao lado da cama dela. Sentei lá e ela ligou a pasta do sistema FBI, ela apontou para algumas pessoas. Era uma espécie de pirâmide com algumas fotos de suspeitos. Por incrível que parecesse, os irmãos Jones estavam na base. – August, Killian e Liam foram os primeiros que fui tentar descobrir, você sabe, por conta da fixa deles. Mas Killian estava com uma mulher em um barco horas antes do incidente e August e Liam estavam presos. Então os Jones estão sendo descartados por enquanto. – ela passou o mouse pela fotos dele e apareceu um X vermelho. Então subiu para a foto de três mulheres: Ursula, Cruella e Lilith. – Depois que vi elas lhe infernizando, fui saber um pouco mais sobre elas. Sabia que Lilith e Cruella já tem passagem criminal por tentativa de assassinato? Mas foram soltas, pois não tiveram como provar, já que as vitimas sumiram. Ursula seria a menos indicada, mas, naquela noite, ela estava ajudando o pai e a prima com os preparativos para uma pesca no outro dia.

– Espera, Ursula tem uma prima?

– Sim, Ariel e Aurora são primas dela.

– Cara, que assustador. – fiz careta.

– Estou tentando pegar um mandato para entrar no dormitório de Cruella e de Lilith, bem, não realmente eu, os policiais locais. Não consegui ter informações de onde as duas estavam, são suspeitas principais. – ela subiu até o topo da pirâmide. – E, bem, tem sua mãe.

– Minha... mãe? – murmurei.

A loira assentiu.

– Cora Mills, a coordenadora e diretora da universidade de Storybrooke. Minha irmã sempre me disse que ela nunca foi com a cara dela, pois ela era de outra cidade e viera para a pacata cidade de Storybrooke e ainda estava namorando a filha dela. Eu resolvi pesquisar sobre Cora e... – ela suspirou me olhando. – Sinto muito por isso. Cora passou 15 anos na prisão de Boston por mentir em seu depoimento sobre o assassinato de uma jovem, que acabou que descobri ser a namorada do ex dela.

– Minha mãe... Fez isso? – questionei com a boca aberta.

– Sim. Sinto muito.

Fiquei em pé e então encarei Emma.

– Quer dar uma volta?

Emma me olhou confusa.

– Tá, mas eu não posso sair do quarto e...

– Não, você só não pode ir às aulas ou andar pelo campus. Vamos. – pedi.

Uma hora depois, estávamos deitadas na areia da praia, de novo. Bem, na verdade, eu estava deitada, Emma estava brincando pegar conchas no mar. Encarei as nuvens por alguns instantes antes de fechar os olhos.

– Estou dizendo, Regina, sua mãe me odeia! – Lissa bufou tacando a almofada na cara.

– Ela só quer me proteger, amor. – dei de ombros continuando a escrever o que eu queria. — Nós sabemos que ela adora você.

– Amor, ela tacou o bolo na minha roupa hoje “sem querer” e depois jogou vinho no meu cabelo, também “sem querer”. – a loira bufou. – Eu não aguento mais sua mãe, Regina.

Sentei perto dela e lhe dei um beijo. Lissa me olhou confusa e sentou na cama, fazendo com que ficássemos cara a cara.

– Lissa, mina mãe gosta de você, ela só demonstra do jeito errado. – beijei o pescoço dela. — Logo você vai perceber que ela gosta de você.

– Amor, tenho 24 anos e nesse meio tempo eu NUNCA vi sogra para odiar mais a nora que sua mãe. – ela se jogou na cama de novo. – Acho que vou falar com ela... Amanhã.

– Isso! Ai vocês se resolvem! – a beijei de novo. – Que tal fazermos outra coisa agora?

Bufei. Lissa não deveria ter ido falar com minha mãe.

Lissa entrou no quarto batendo a porta com força e se jogando na cama, pegando o travesseiro dela e escondendo o rosto. Suspirei saindo do banheiro enrolada na toalha e a olhei, cruzando os braços e encostando-me na parede.

– O que foi?

– Ela disse na minha cara que não gosta de mim, Regis. – ela me olhou sentando. – E mandou que eu ficasse longe de você. Ela não me quer perto de você, Regina, viu só?

Sentei ao lado dela e a puxei para sentar no meu colo.

– Amor, não fica assim. Olha só, você está pronta para irmos falar com sua família. Eu vou por minha roupa e nós vamos. Vamos curtir a noite e nada demais vai acontecer, seremos apenas nós e sua família, ok? Esquece minha mãe.

Ela sorriu e me roubou um selinho.

– É por isso que eu te amo. Agora vai se arrumar! – ela saiu do meu colo e logo fui por minha roupa.

Sentei na areia encarando minhas mãos. Não estava conseguindo entender mais nada na minha vida. Na verdade, desde que Lissa se fora, eu não entendia. Era como se ela impedisse que as loucuras entrassem na minha vida e agora não conseguia mais impedir que saíssem.

Emma me acenou sorrindo, mas uma onda a fez cair. Comecei a rir da loira fingir chorar por perder as conchas. Senti meu celular vibrar em meu bolso, então o peguei e vi que era uma ligação da minha tia, tia Cat.

– Oi, tia. Recebeu minha mensagem? – atendi vendo Emma lutar para encontrar as conchinhas de novo.

Sim, e fiquei surpresa por FINALMENTE vir rever sua velha tia, hein?

– Desculpe, andei meio ocupada. Podemos ir, então?

Claro que sim, querida! Será uma honra receber você e sua namorada.

– Tia, ela é minha amiga.

Vou avisar para que Ashley plante os legumes para fazer a sopa que você adora. Bem, tenho que ir. Te amo, querida. – e ela desligou.

Suspirei.

Obrigada, tia, chame Ashley e fode ainda mais minha vida. Porque não chama logo ela e diz que Emma é minha namorada?

– Gina! – a loira chegou perto de mim com as mãos vazias. – Eu me molhei, perdi minhas conchas e está ficando frio.

– Ok, vamos para casa. – fiquei em pé a ajuda dela. – Olha só, minha tia acabou de ligar. Ela confirmou nossa ida para São Francisco.

– Ótimo. Vou avisar ao Neal. É essa semana, não é? – assenti. – Certo, então vamos nos preparar. São Francisco, ai vamos nós!

Ri da pose dela de “super-herói” voando.

Notas finais
Espero que tenham gostado. E ai? O que será vai acontecer? Quem será o assassino? Cora? Irmãos Jones? Cruella ou Lilith? Tantananananananaaaaaan. Boa tarde. Joko *v*