My first and only love.

4 Capítulo 4- "Lucky, Jason Mraz & Colbie Caillat"


"Eu não acredito que acreditou nele!" James falou incrédulo, sabia que havia sido um erro contar "E essa Elise, quem ela pensa que é?" continuou ele, "Belle, você não está pensando em perdoá-lo, né?" ele falou, parando de andar. "Vamos logo James, minha mãe está nos esperando para o almoço!" desconversei. "Belle, me responde" ele falou, com o olhar sombrio. "Eu não sei tá legal? Pense se fosse você, James! Eu o conheço desde os treze anos! Foi a minha primeira paixão, o meu primeiro beijo, o meu primeiro namorado! O que você espera que eu faça? Que largue tudo de uma vez assim? Minha raiva pode estar fresca ainda, mas não sei o que vou fazer quando ela passar!" falei histéricamente. Um tom que geralmente não usava com James.

"Belle, me escuta. Sei que o primeiro amor é o mais difícil de deixar para trás, mas lembre-se, ele é o seu primeiro amor de muitos! Tenho certeza que outros caras aí te fariam muito mais feliz! Ele vive te magoando, tem que encontrar um que não te deixe assim de um dia para o outro, e tenho certeza que vai encontrar!" ele falou, calmamente. Olhei para ele, e sorri. Eu amava meu melhor amigo, ele sempre sabia o que dizer. "Acha mesmo que ele não merece meu perdão?" perguntei. "Seu perdão eu não sei, mas que ele não te merece tenho certeza absoluta" ele afirmou.

"Mas..." suspirei, "sabe como é, ainda tenho esperanças e..." "Belle..." James me interrompeu, pegando minha mão carinhosamente, "Você precisa esquecer isso um pouco, pensar em outras coisas, a sua vida não gira em volta de relacionamentos!" ele falou. "Gira em volta do amor" falei. "Talvez, mas talvez este amor não te faça mais tão bem" ele disse, continuava segurando a minha mão, nós estávamos parados. Seu toque era morno e delicado. "Não preciso de outro amor" falei, "preciso..." e então, já não sabia mais do que precisava. Olhei para o rosto de James. Tão lindo, o olhar brilhante iluminava a minha mente, me sentia tão segura com seu toque, por mais simples que fosse. "Não sei mais do que preciso" falei.

"Talvez outra pessoa saiba" ele disse, e sorriu de canto. Seu sorriso era leve, flutuante. "Mas sei o que quero" falei, e sorri também. Um brilho encantador brotou em seu olhar, e ele me puxou para mais perto ainda dele com a outra mão, pela cintura. Envolvi meus braços em seu pescoço, que inalava um perfume leve e refrescante. Acariciei sua nuca, seu cabelo macio, e ele deslizou sua mão que antes encontrava a minha pelo meu braço, até os ombros, o pescoço, o rosto. E segurou-o delicadamente na direção do dele.

"Achei que ainda estivesse arrasada pelo Matt, Belle" disse uma voz firme e irritante "Mas pelo jeito, você é tão perversa quanto eu" falou Elise, sorrindo. Um sorriso falso, sombrio, perturbante. No mesmo minuto, eu e James nos desvencilhiamos um do outro, e eu lancei a Elise um olhar furioso. "O que faz aqui? Esqueceu que sua casa de macumbeira fica, felizmente, para o outro lado da cidade?" falei em tom sarcástico. "Casa de macumbeira?" ela riu, uma risada irritante e forçada. "Criativa, Belle. Mas não me abalou, querida!" ela disse, "Bom, vou indo! Não devo nenhuma explicação à você!" ela falou e sorriu, jogando seus cabelos ruivos e brilhantes para o lado. "Talvez deva me explicar o que estava fazendo praticamente nu na casa do meu namorado, ops, ex namorado, já que você fez vudu para nós terminarmos!" gritei, quando ela já estava de costas.

Ela apenas riu e continuou andando. O que me irritou mais ainda. "Calma, Belle" James falou, ele ria. "Ela só quer te irritar, se fazer como ela, e ignorar, quem vai acabar se irritando é ela. Não devia dar tanta bola!" ele explicou. "Se acha que consigo manter à calma diante dessas situações, está enganado, sou muito explosiva, se quer saber" falei sem contar a raiva na minha voz. "Eu sei" falou ele, "acho que às vezes você esquece que te conheço desde a primeira série" ele disse. "Além de tudo, ela chegou bem na hora que..." parei de falar, lembrando-me de que podia esquecer tudo e manter minha amizade perfeita, como sempre fora.

"Que?" ele perguntou, a voz e o sorriso maliciosos, o olhar brincalhão me fuzilando. "Vamos, minha mãe deve estar preocupada!" desconversei, mas não consegui conter uma risada. Ele riu também.