My Sugar Daddy

8 Surpresa! Ele não é um sugar daddy


Eu estava nervosa, com tanta vergonha e ao mesmo tempo com tanto medo. Meu buço estava suando e minhas mãos estavam geladas.

Parei na frente do casal e gaguejando perguntei:

— Otaviano?

Ao me ver, ele abriu um leve sorriso, porém sua mulher me olhava com tanta curiosidade que foi impossível não ficar surpresa com a surpresa dela ao falar:

— Meu bem, ela ainda é uma menina!

A esposa de Otaviano passou a mão pelos meus cabelos e logo me puxou para um abraço apertado e cheio de ternura. Assim que ela me soltou eu olhei discretamente na direção de Catarina e consegui ver uma expressão de "que diabos está acontecendo?" em seu rosto.

Otaviano me cumprimentou e me apresentou sua esposa que se chamava Ângela, então o casal de mãos dadas sugeriu que déssemos uma volta no shopping para nos conhecermos melhor. O daddy foi até um quiosque de doces comprar castanhas confeitadas para nós três enquanto Ângela perguntava sobre meus pais.

— A perda do seu pai deve ser uma coisa muito difícil para você. Lembro quando perdi meu sogro... foi uma das piores coisas da minha vida. Eu amava muito ele. Mas e sua mãe, ela não te oferece nenhuma ajuda? Otaviano me disse que vocês não se veem mais.

— Pois é Ângela, acho que é melhor assim.

Otaviano voltou e entregou as nossas castanhas e depois de provar uma, perguntei:

— É a primeira vez que vocês decidem compartilhar uma sugar baby? Pensei que só o Otaviano quisesse isso.

Ângela parou de comer a sua castanha e olhou para o rosto do marido que coçava a nuca. Ao ver a reação deles, pensei "lá vem bomba".

— Anna Letícia, eu não sou uma sugar daddy e nem tenho potencial para isso.

— Como assim você não é um sugar daddy? O quê estamos fazendo aqui então?

Ângela apertou o braço do marido e sussurrou:

— Meu bem, conte logo para ela.

Confusa e com a castanha descendo quadrado garganta abaixo, aumentei o tom da voz e perguntei:

— Contar o quê? O que vocês querem exatamente comigo?

— Calma querida, o Otaviano vai explicar tudo.

Depois de respirar fundo, ele começou a se explicar:

— Me espanta até agora que você nunca teve a curiosidade de saber com o que eu trabalho. Pois bem, eu sou assessor de imprensa. Assessor de um famoso. Um homem muito famoso. É esse homem que quer ser o seu sugar daddy, mas entenda Anna Letícia, por conta da fama ele preferiu não entrar em contato de primeira com você por causa da exposição, então fiz isso no lugar dele, que a todo momento em que trocávamos mensagens este famoso esteve no meu lado lendo tudo o que você escrevia.

— Essa é uma pegadinha muito criativa, Otaviano. Tenho certeza que eu fui a diversão do casal hoje. Passem bem.

Ângela também começou a se explicar, porém virei as costas e sai quase correndo do shopping. Minha cabeça estava fervendo de raiva por ter sido protagonista de uma piadinha bem sem graça, que até me esqueci de Catarina. Eu já estava no estacionamento quando me lembrei de ir ao encontro de Catarina para irmos embora.

Faltando alguns metros para entrar pela porta principal do shopping, um carro preto importado parou ao meu lado e escutei:

— Anna Letícia, espere um pouco. Eu quero conhecer você.

Aquela voz não era a de Otaviano e nem de ninguém que eu conhecia. Parei meus passos apressados abruptamente e virei a cabeça para ver quem estava falando comigo de dentro do carro. Quando o olhei senti como se o mundo parasse de repente e me jogasse longe cumprindo assim a lei da inércia.

Vidro abaixado, as mãos no volante, olhos azuis me descobrindo e cabelos arrepiados brilhando com a claridade do sol. Era ele. O cara famoso. O homem que todo homem estava querendo ser. O ator famoso. O galã das novelas. Cristian Bee.

— Entra no carro.

Minha cabeça raciocinava que não era muito confiável entrar no carro de um estranho, por mais famoso que ele fosse, mas minhas pernas não obedeceram e lá estava eu indo me sentar ao lado de Cristian Bee. DENTRO DO CARRO DELE!