My Sugar Daddy
9 Um sonho de realidade
Mesmo com o corpo rígido de incredulidade eu consegui deslizar no banco do carona e colocar o cinto de segurança. Fechei a porta e me arrepiei com a temperatura gelada do ar-condicionado que estava ligado no máximo.
Eu sabia que não era um sonho, mas eu precisava ter certeza de que o homem que estava do meu lado dirigindo e deslocando o carro calmamente para fora do shopping era realmente o perfeito Cristian Bee. Levei os dedos aos olhos e esfreguei bem forte, depois belisquei meu braço com todas as forças que consegui reunir e por fim olhei para ele. Apesar de estar prestando atenção no trânsito, ele me olhava de canto de olho e ao dar um meio sorriso maravilhoso que mostrava dentes brancos e perfeitos dignos de comercial de creme dental, disse:— Não precisa se torturar, sou eu mesmo. Sim, era ele mesmo. Cristian Bee. Minha respiração travou, o mundo parou e a única coisa que conseguia prestar atenção era na mão dele no câmbio quando precisava trocar de marcha. Cristian perguntou meu endereço, obviamente para me deixar na porta de casa, mas preferi dizer o endereço do Panini. O resto do caminho foi de silêncio absoluto. Acredito que Cristian tinha noção do meu espanto e achou melhor não forçar uma conversa até que eu absorvesse todo o acontecimento por completo. O carro parou em frente do restaurante e olhando para minhas mãos murmurei um "Obrigada" bem fraquinho e depois desfivelei o cinto e sai do carro. Antes de Cristian fechar o vidro fumê do motorista ele avisou que Otaviano iria entrar em contato comigo para marcarmos um encontro e mesmo antes de terminar de falar, ele acelerou o carro e foi embora. Era fim de semana, final de tarde, o Panini estava fechado e quase não tinha ninguêm na rua. Sentada na calçada liguei para Catarina e depois de meia hora ela chegou no restaurante aos berros.— Sua louca! O combinado foi que iríamos sair do shopping juntas! Catarina sentou do meu lado e eu lhe contei o que Otaviano tinha me revelado e quem tinha me deixado na porta do Panini. Irônica, ela falou:— Cristian Bee? Acredito muito, Anna Letícia. Vamos, respire melhor, porque acho que não está fluindo oxigênio o suficiente no seu cérebro.— Quando o Otaviano marcar o próximo encontro vou te provar que não conto mentiras.
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