My Son, My Secret
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Bom, aproveitem a leitura...
Beijos!!!! S2
POV Hermione
- Ai meu Merlin, isto aconteceu mesmo ou eu apenas sonhei? – perguntei em voz alta a mim mesma.
Tinha acabado de voltar das masmorras e estava tomando um banho. Não parava de pensar no que havia acontecido e uma dor aguda no baixo-ventre me lembrava de que aquilo foi real.
‘’ Não acredito que acabei de perder minha virgindade com Severus Snape, um homem frio, e odiado por todos os grifinórios – se bem que em nenhum momento enquanto estávamos fazendo amor, ele demostrou
frieza. A única coisa que vi foi um homem diferente do que conheci, ali havia apenas um Severus sutil, tímido, e preocupado, um Severus que sabia amar".
A dúvida me torturava outra vez. ‘’Mas será que ele me ama mesmo ou aquilo que foi dito apenas da boca para fora?‘’ Desliguei o chuveiro, enrolei-me em uma toalha, mas quando ia sair do banheiro, vi algo que me fez estacar. Um espelho de corpo inteiro ficava atrás da porta e ao fitar-me, notei uma marca enorme em meu pescoço.
Tirei a toalha que cobria meu corpo e observei-me nua. Havia marcas como aquelas pelos meus seios, ombros e costas, além do pescoço. Nas coxas e nádegas havia marcas de dedos. Os dedos de Snape.
Não sentia dor alguma, tirando aquela do baixo-ventre. Enrolei-me novamente na toalha e saí para o quarto, indo procurar meu pijama para poder dormir. Antes de vestir-me, lancei um feitiço sobre meu corpo para que as manchas sumissem.
Deitei, mas não consegui dormir de imediato, pois as imagens de nossa noite vinha em minha mente todo instante. Após muito tempo, consegui dormir, tendo sonhos agradáveis com Severus.
***********
Na manhã seguinte, durante o café da manhã recebi duas corujas. Uma com o Profeta Diário que dizia que os comensais haviam torturado e matado um bruxo chamado Louis MacDoug. Deixei o jornal de lado, paguei à coruja que o trouxe e me dirigi à outra, que reconheci como sendo a coruja-das-torres que tinha levado a carta para meus pais.
Vi um pergaminho amarrado em sua perna e logo tratei de desamarrá-lo. Mamãe que havia escrito e nela dizia:
Minha querida Hermione,
Claro que compareceremos a esse baile, pois além de tudo é sua formatura e queremos estar presente para ver-lhe receber seu diploma ou seja lá o que os bruxos recebem quando terminam à escola .
Saiba que estamos muito orgulhosos de você e que também aguardamos ansiosamente para lhe ver. Mal espero o momento de poder abraçar esse meu bebê que cresceu e agora se tornou mulher.
Com sua vida bruxa ficamos tão afastadas que nem pudemos curtir os momentos que uma mãe e filha deveriam ter, como: conversar sobre namorados, sobre a escola, sobre coisas de mulher, enfim, conversar apenas, passar um tempo ao lado uma da outra.
Você cresceu antes do tempo, mas sinto orgulho por isso, por ter uma filha inteligente, que não depende de ninguém e que é leal para com os amigos.
Minha filhinha saiba que sempre que precisar estarei aqui para conversar, seja qualquer coisa que lhe aflija, não hesite em falar, pois sou sua mãe, e as mães devem conversar com seus filhos.
Bom, termino por aqui. Até o baile meu anjo.
Carinhosamente,
Mamãe e papai.
P.S:Nós também te amamos.
Nem percebi que estava chorando até Gina vir e me entregar um lenço. Peguei-o e enxuguei os olhos. Olhei para a mesa dos professores e encontrei aqueles lindos olhos negros me fitando com preocupação.
Disse-lhe apenas com movimentos labiais um “depois te falo” e rumei para minha primeira aula do dia que não seria junto com os garotos.
Definitivamente eu precisava conversar com minha mãe. Me encontrava tão confusa com tudo o que estava acontecendo comigo que já começava a me sentir sufocada. Não podia falar sobre isso com ninguém da escola, pois todos me criticariam em vez de me ouvirem.
Se for com minha mãe, tenho certeza de que ela ouvirá tudo e depois dará sua opinião. Ah, como eu amava minha mãe, mas de quatro anos para cá mal tinha tido tempo de ficar com ela. Meu pai não ligava muito para essas coisas sentimentais, ele só se preocupava muito comigo. Eu os amava tanto, pena que meu mundo era diferente do deles.
Muitas coisas que eu lhes dizia eles não entendiam, mas sempre estavam ali, preocupados comigo, com o que acontecia em meu mundo, se eu estava feliz, enfim, preocupação de pais.
Prometi a mim mesma que após terminar a escola, separaria algum tempo para dar-lhes atenção, para podermos ser uma família. Quem sabe agora não tenhamos um novo membro nesta família? Quem sabe agora, Severus seja feliz comigo e tenha a família que não teve quando jovem?
“Deixa de ser precipitada, Hermione! Nem sabe se essa ‘história’ de vocês vai para frente e já está ai, pensando alto demais...” minha mente tinha que estragar meu momento reflexivo. “Maldita!” pensei comigo.
Minha aula foi tranquila; respondia às perguntas quando a professora se dirigia à mim, fazia anotações e acrescentava algo à fala da professora. Tudo isso, sem parar de pensar em meus pais e em Severus.
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Finalmente a noite chegou e eu já estava indo para mais um dia de
“detenção”, quando encontrei a Parkinson no meio do corredor que levava às masmorras.
- Ora, ora... Se não é a Hermione Sangue-Ruim Granger que está aqui... – ela disse meu nome como se fosse algo nojento e repugnante. – O que faz por estes lados? Que eu saiba, sua Sala Comunal fica para aquele lado. – ela apontou para onde vim.
- O que faço aqui não é da sua conta. Agora saia da frente que preciso passar. – disse com uma raiva enorme na voz.
- Hum... Está bravinha é? Pois bem, não foi educada, não passa. – disse ela.
- E quem vai me impedir de passar?... Você? – senti que não devia ter perguntado aquilo.
De repente uma garota chamada Stacey e o garoto Goyle saíram de trás de uma estátua, com varinhas em punho.
- Expelliarmus! – disse Stacey, e a varinha voou de minha mão.
- Hahaha... Hoje vamos nos divertir bastante com uma Sangue-ruim metida a heroína...
E dizendo isso Goyle apontou sua varinha para mim murmurando:
- Crucio! – no mesmo instante meu corpo começou a doer como se mil adagas o tivessem atravessado. Novamente, Goyle repetiu aquela maldição horrível. – Crucio!... Quer ter o prazer de terminar com ela Pansy?
Ouvi aquela garota de voz enjoativa, gargalhar e falar:
- Claro! Por mim já tinha me livrado dessa Sangue-ruim a muito tempo atrás.
E continuaram me torturando com vários tipos de feitiços, que
identifiquei como sendo magia-negra, até que um barulho os assustou e os fez fugir. Era apenas madame Nor-r-r-ra, a gata do zelador Filch. Pela primeira vez na vida, fiquei feliz em vê-la.
Acariciei seu pelo e saí cambaleante em busca da única pessoa de que precisava no momento. Sentia que estava toda machucada, tanto por dentro quanto por fora, e de fato estava.
O sangue escorria de meus ferimentos e pingava no chão enquanto andava, com muita dificuldade, me apoiando nas paredes.
Não sei como consegui chegar a seus aposentos, mas cheguei e bati já sem forças à porta, e no momento em que ele a abriu, desmaiei em seus braços por conta da perda de sangue.
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POV Snape
Estava pensando em Hermione e tendo um mal pressentimento, quando ouvi um baque surdo na porta. Abri e quando vi que era ela, estiquei os braços para ampará-la, pois já estava desfalecendo.
Peguei-a no colo e depositei seu pequeno corpo em minha cama, começando a murmurar feitiços de dura e restauração.
Fiquei com um enorme ponto de interrogação na mente, pensando quem teria coragem de fazer isso à minha Jean. Terminei de curá-la, o que demorou um tempo, já que os ferimentos eram muitos e tive que fazer uma atadura em torno de seu tórax, já que uma de suas costelas havia sido quebrada, e procurei sua varinha por suas vestes rasgadas, sem sucesso de encontra-la.
Pensei por um momento e resolvi seguir o rastro de sangue para saber de onde ela havia vindo, mas antes de sair, dei um beijo fraternal em sua testa.
Segui a trilha que o sangue dela fazia e esta não ia até muito longe. Começava em uma parte do corredor em que havia duas estátuas de Salazar, uma de cada lado. Perto do pé de uma delas estava a varinha de Hermione.
- Accio! – disse, apontando a varinha em direção a dela e esta voou para minha mão.
Guardei-a em minhas vestes e limpei o sangue espalhado pelo corredor. Um súbito ódio me cegava. “Eu juro que quando pegar o desgraçado que fez aquilo com minha Jean, eu irei fazer pior do que ele fez a ela.” Refiz o caminho até meus aposentos e chegando lá, vi que ela já havia acordado e fitava o teto. Lágrimas desciam por seu belo rosto.
Corri para junto dela e abracei-a perguntando-lhe:
- Diga-me, quem fez isso à você? Quem lhe causou tanta dor? Diga-me, que eu matarei o desgraçado!
Ela não me olhava, apenas chorava em silêncio.
- Por favor, diga-me o que houve no corredor minha Jean...
Hermione pareceu notar minha presença quando disse seu apelido. Ela olhou-me com muita dor em seus olhos castanhos e profundos, e disse:
- Você promete que não matará ninguém se lhe contar quem fez isso comigo?
Por mais que eu estivesse com uma vontade imensa de torturar e matar quem havia feito aquilo, não consegui negar nada a minha Jean.
- Sim, prometo. – respirei fundo e esperei ela falar algo.
- Eu estava vindo para cá quando encontrei com Pansy Parkinson barrando o corredor, Goyle e Stacey estavam escondidos atrás das estátuas. Pedi que me deixasse passar, mas então Goyle saiu de trás da estátua e começou a me torturar... – sua voz morreu e agora ela soluçava.
Abracei-a com cuidado para não machuca-la e perguntei:
- Que tipo de magia eles usaram?
Ainda soluçando ela me respondeu:
- Fo-foi Cru-cruciatus e ma-mais o-ou-tras que não me le-lembro agora, mas era ma-magia ne-negra, disso te-tenho certeza.
Comecei a acariciar seus cabelos e a dizer que tudo ficaria bem, até que ela adormeceu de cansaço depois de tanto chorar.
Ajeitei-a na cama e saí do quarto indo para a sala comunal da Sonserina, atrás daqueles que fizeram mal a minha Jean. E enquanto andava até lá eu pensava “Sei que não posso quebrar minha promessa, ela disse que eu não poderia matar, mas não falou nada em tortura...”
Notas finais
Mas espero anciosamente seus reviews...
Se quiserem podem mandar seus Avadas, Crucios e Sectumsempras...
Beijos minhas queridas...
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