My Son, My Secret
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Beijos e aproveitem a leitura... Espero que gostem minhas querida...
S2
POV Snape
Quando cheguei à Sala Comunal da Sonserina, todas as conversas pararam, mas ignorei o resto e fui em direção a um grupinho que parecia nem ter notado minha presença.
Ao chegar mais perto, pude ouvir o que falavam:
- Adorei ver a cara daquela Sangue-ruim quando viu vocês dois saindo de trás das estátuas. – disse Parkinson. Eles estavam falando de Hermione e isso me deixou com mais raiva ainda. – Primeiro ela estava toda valente e depois ao ver que era minoria, ficou caladinha de medo.
Goyle riu com isso.
- O chato foi que ela não gritou... Adoro ouvir o grito das vítimas quando as torturo... – disse Stacey Crowley.
Ao ouvir isso, não agüentei. Peguei Goyle pela camisa e o levantei, arrastando-o logo em seguida para a entrada da Sala Comunal e disse, não, na verdade cuspi para as outras duas:
- Vocês também, senhoritas Crowley e Parkinson, me sigam.
As duas me seguiram e então os levei para a parte mais profunda das masmorras, aquela que ninguém visitava mais. Entrei em uma sala, que antigamente usavam-na como sala do castigo, e eles me seguiram.
Ali era muito mais frio do que onde se encontrava a Sala Comunal deles, mais escuro por causa da falta de janelas e o cheiro de coisas velhas e mofadas predominava o ambiente. Com a varinha, acendi um velho candeeiro que estava abandonado a um canto da sala.
- Por que nos trouxe aqui, professor? – indagou a Srta. Crowley.
Não respondi de imediato, somente os encarava com todo rancor, frieza, nojo e ódio que estava sentindo.
- Professor?!? – perguntou o imbecil do Gregory Goyle.
- Acho que sabem o porquê de estarem aqui... – disse-lhes com rispidez.
- Não sabemos não, professor! – responderam em uníssono, começando a transparecer medo nos olhos.
- Tem certeza? – e sem pedir autorização, invadi a mente da Parkinson, vendo tudo o que ela estava pensando, vendo a tortura de Hermione.
Quando chegou à parte em que eles começaram a retalhá-la por meio de magia negra, saí da mente daquela criatura nojenta que se achava superior a todos. Estava ofegante, assim como ela, e tive que me apoiar em uma cadeira velha para não cair, pois as imagens de minha Jean sendo torturada me deixaram nauseado. O ódio era tanto que fazia meu sangue ferver.
Já não pensava mais racionalmente; ver aquilo na cabeça daquela puta era muito pior do que ouvir minha Jean falando. Não medi meus atos, somente agi por impulso e disse:
- Crucios!
- Ahhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!! – Stacey gritou enquanto a amiga era torturada.
- Pro-professor? Por que fez isto? – perguntou Goyle.
- Você ainda pergunta porquê de eu fiz isto a essa vadiazinha aqui que se intitula melhor que os outros? – gritei. – Defodio! – disse apontando a varinha para ele.
- Vocês não são mais do que lixo, e ainda por cima querem se sentirem os reis, só porque têm sangue-puro, quando na verdade não passam de escórias. – me virei para Stacey e ela começou a balançar a cabeça em negativa.
- Não, professor, por favor, nã...
- Sectumsempra!
Parei por um momento para tomar fôlego e continuei, fitando os olhos daquelas “coisas” mesquinhas que agora transpareciam choque e pavor e que choravam feito bebezinhos encolhidos em posição fetal:
- A Granger é mil vezes melhor que vocês... Entre todos aqui desta escola, quem mais merece ser considerada rainha é ela, pois enquanto vocês fugiam ou se juntavam aos Comensais, ela estava aqui, lutando para defender Hogwarts. – fiz outra pausa. – Vocês machucaram uma mulher que me salvou, uma mulher a quem devo minha vida... Tenho nojo de vocês, nojo de saber que vocês pertencem à minha casa.
Respirei profundamente para retomar o controle. Eles apenas me olhavam com muito medo.
- Sabe o que tive vontade de fazer a vocês?... Queria mata-los assim como vocês queriam fazer com a pobre da Granger. Diffindo! – Pansy foi atingida por meu feitiço.
- O senhor teria coragem de me matar? – disse Goyle me desafiando. – Por um acaso se esqueceu de que meu pai é um Comensal?
Com essa tive que rir, mas foi uma risada sarcástica:
- Não, não me esqueci de que seu pai é um Comensal, mas se você se lembra bem, seu pai está em Askaban, ou seja, posso fazer qualquer coisa a você que ele não poderá vir em seu socorro. – ele pareceu ter se lembrado disso e toda a sua pompa se esvaiu. – Continuando... A senhorita Granger me pediu que não fizesse mal a vocês, mas não suporto ver ninguém frágil como ela sofrer por causa de aberrações como vocês... Crucios – aponto de novo a varinha para Goyle. – Mas, se voltarem a cruzar o caminho dela e a machucarem de alguma forma, podem apostar que eu mesmo providenciarei para que isto não torne a se repetir. Estamos entendidos? – perguntei-lhes friamente.
Eles balançaram a cabeça.
- Eu não ouvi...
- Si-sim professor. – disseram todos.
Virei-me para sair e eles estavam começando a me seguir se arrastando, quando parei e disse:
- Não, vocês ficam aqui. Accio varinhas! – eles arregalaram os olhos de medo. – Dormirão aqui por hoje para que possam pensar no que fizeram, apesar de eu achar que isto não é castigo... Amanhã voltarei para tirá-los daqui e quando o fizer vocês não comentarão com ninguém sobre nossa conversinha se não, terei o maior prazer em “conversar” novamente.
- Mas professor, aqui é sujo. Deve ter até ratos... – disse Stacey.
Ignorei-a e saí trancando a porta, deixando-os na escuridão. Quando estava um pouco longe, pude ouvir o choro daquelas garotas insuportáveis. Não sentia remorso algum por tê-los torturado, somente sentia que vingara Hermione.
**********
POV Hermione
Quando abri os olhos e vi que me encontrava sozinha no quarto de Severus, entrei em desespero, abracei meus joelhos ignorando a dor de minhas costelas e comecei a chorar. Não queria ficar sozinha.
Nesse mesmo momento Severus adentrou o quarto e ao ver meu estado, correu para me acudir, dizendo que estava tudo bem, que ele já havia resolvido tudo. Reparei em suas palavras e estaquei olhando em seus olhos e falando:
- Severus, você não os matou, não é? – as lágrimas rolavam por meu rosto.
- Não, minha querida, eu não os matei... – respondeu ele.
- Então o que fez á eles?
- Apenas conversei e os deixei em um lugar para poder pensar no que fizeram. – disse com a maior tranquilidade.
Semicerrei os olhos e perguntei:
- Onde você os deixou?
- Na parte mais profunda das masmorras.
- Você não os torturou, né? – olhei bem fundo em seus olhos, já tinha até parado de chorar.
- Não, minha Jean, eu não os torturei...
Respirei aliviada e disse:
- Prince, não o quero sujando as mãos com aquelas pessoas, pois se você devolver no mesmo nível, estará se igualando à eles.
- Mas você não viu as atrocidades que eu vi na mente daquela criatura deplorável, Jean... – ele disse, mas o silenciei colocando os dedos em seus lábios.
- Prince, não podemos resolver tudo com violência, deixe que o tempo se encarregue de fazê-los pagar por tudo o que eles me causaram...
Ele suspirou e tocou meu rosto afastando uma mecha de cabelo e o colocando atrás da orelha dizendo:
- Ah, minha Jean... Às vezes a admiro pelo seu modo de lidar com os problemas da vida e, também às vezes penso que não a mereço, pois você é muito pura para mim, muito boa. Eu sou apenas um homem que fez besteiras boa parte da vida e agora está tentando consertá-las...
Coloquei minha mão sobre a dele, que estava em meu colo, e entrelacei nossos dedos.
- Por isso que eu o amo, porque você cometeu erros no passado e agora está tentando mudar... Você é um homem bom, Severus, só precisa reconhecer isso em si mesmo. E pare de dizer que não me merece, pois você merece sim e até muito mais.
Beijou a mão que estava entrelaçada a dele e afagou meu rosto dizendo:
- Não sei o que faria sem você, minha Jean.
Sorri levemente e disse:
- Já ouvi isso antes... – então, me ligando com o que eu disse, bati com a mão na testa. – Ai, meu Godric, Harry e Rony não sabem que aconteceu. Tenho que voltar à torre da Grifinória. A propósito, que horas são?
Ele procurou algo nas vestes, até que tirou de lá um relógio de bolso antiquado, mas bonito. Consultou-o e guardou-o novamente, dizendo:
- São meia-noite e quinze.
Levantei-me de um salto, o que não foi uma boa ideia já que senti tudo rodar à minha volta, mas ele já estava lá, me segurando para que eu não caísse.
- Eu a acompanharei até seu dormitório. – ele disse, passando um braço em torno de minha cintura.
Não protestei, pois era tão bom sentir seu cheiro... Dava vontade de abraça-lo e não larga-lo nunca mais. Ele riu com meu pensamento.
- Ei, eu não lhe dei permissão para voltar a ler minha mente. – censurei-o.
- Desculpe. Força do hábito! – ri com isso, o que me causou dor, mas disfarcei.
- Ok, tudo bem. Vamos! – disse, e logo acrescentei. – Mas não volte a ler minha mente sem minha permissão, certo?
- Sim, minha Jean. O que você quiser. – Severus respondeu e então começou a andar, suportando boa parte de meu peso.
Andamos calados por todo o caminho, somente quando chegamos em frente ao retrato da mulher gorda, foi que ele disse algo.
- Quer que a leve até lá dentro?
- Não precisa, pode deixar que consigo continuar daqui. Muito obrigada e boa noite professor Snape. – disse-lhe e dei uma piscadela.
- Boa noite, srta. Granger.
Ele já tinha se virado para ir embora quando me lembrei de uma coisa e falei:
- Ah, professor? – ele se virou, olhando-me com curiosidade. – Não torne a sujar suas mãos com aqueles desalmados, sim?
- Tudo bem. – e dando um sorriso de canto que quase me fez derreter, deu meia-volta e foi embora.
*************
Assim que passei pelo retrato da mulher gorda, fui barrada por Harry, Gina e Rony, que estavam preocupados com minha demora. Já foram logo me interrogando:
- Onde você estava? Com quem? Porque só chegou agora? E porque está com as roupas rasgadas e sujas de sangue?
- Calma, calma. Façam uma pergunta de cada vez, mas primeiro me deixem sentar.
Sentei-me e eles fizeram o mesmo, esperando por minhas respostas.
- Bom... – comecei. – Eu estava nas masmorras, com o Snape; só cheguei agora porque eu tinha desmaiado e ele estava cuidando de meus ferimentos. Estou neste estado porque fui torturada por ninguém menos que Pansy Parkinson e seus amiguinhos Goyle e Stacey. – e contei-lhes tudo, menos que no momento os três estavam fazendo companhia para os ratos nas profundezas das masmorras.
Quando terminei, Harry foi o primeiro a quebrar o silêncio que havia se formado.
- Vamos lá agora acertar as contas com eles.
- Harry, se acalme. Snape já cuidou disso. Ele deu detenção à eles.
Eles pareceram gostar de saber que Snape havia dado detenção para aquelas criaturas e então Gina disse:
- Acho melhor você ir para o quarto, Mione, pois precisa de um banho e de descanso.
Assenti e levantei, me apoiando em Gina.
- Boa noite, rapazes. – disse.
- Boa noite, Mione, Gina. – eles responderam.
E cada um foi para seu dormitório.
Gina me guiou até nosso quarto, preparou a banheira com água quente e sais de banho e ajudou a me despir. Então, depois que eu tomei um longo e relaxante banho ela trocou minhas ataduras e finalmente nos deitamos para dormir.
Adormeci quase que instantaneamente.
Notas finais
Aceito Crucius e Avadas em três vezes sem juros...
Beijos e espero anciosamente pelos reviews...
Bye Bye
Fale com o autor