Notas iniciais
Olá pessoinhas lindas, aqui está mais um capítulo para ser desfrutado por vocês e tenho a triste notícia de que MSMS está chegando ao fim...
Sei que muitos sentirão falta da fic, mas se quiser é só voltar aqui e ler novamente os capítulos...
Agora chega de enrolação e vamos à leitura...
Boa leitura...
*_*

POV Narradora

Hermione acordou cedo no sábado, pois tinha a intenção de arrumar a casa e depois ir até o castelo.

No dia anterior recebera o convite para ir tomar chá com Minerva as 2 da tarde. A diretora havia pedido que ela levasse as crianças também, mas Hermione estava receosa de levá-las e acabar topando com Snape pelos corredores e este notar as semelhanças entre ele e as crianças.

Resolveu pedir a Vítor que ficasse com as crianças.

Foi ao banheiro, fez sua higiene matinal, depois acordou seus filhos e com eles desceu para preparar o café-da-manhã.

Quando foi descer as escadas Alice mostrou algo a mais, mostrando o quanto era igual ao pai, a independência de querer tudo sozinha.

- Eu que faiz. – disse se referindo ao fato de querer descer as escadas sem segurar na mão da mãe e sim nas grades.

-Eu faiz também. — E claro que o irmão também não ficou atrás, logo quis mostrar que era igual à irmã, e fez o mesmo, claro que a mãe esteve o tempo todo ali do lado cuidando dos pequenos, para que não houvesse acidentes.

Enquanto descia as escadas, pôde sentir o cheiro de café e ovos e ao chegar na cozinha se deparou com Vítor ao fogão preparando o café.

- Bom dia Mione. – saudou o Búlgaro ao vê-la na porta da cozinha segurando a mão dos gêmeos.

- Bom dia Ursão. Que bicho te mordeu para estar preparando o desjejum hoje? – perguntou a castanha enquanto colocava Alice e Benjy em seus respectivos cadeirões.

- Nenhum, só acordei com vontade de cozinhar. – respondeu ele enquanto colocava os ovos em pratos onde já havia bacon e depois foi colocar mingau de aveia em duas tigelas para as crianças.

- Você vai ver a Anne não é? – Diante do sorriso que surgiu no rosto do Búlgaro ela disse.- Pedirei a Gina para cuidar deles.

- Não sabia que pretendia sair, se quiser eu desmarco com Anne e fico com eles. Posso remarcar para sair com ela amanhã e...

- Não precisa. Vou mandar uma coruja à Gina, além disso ela é madrinha das crianças e eu tenho que deixá-los com ela de vez quando, tenho certeza que nada irá acontecer. – sentaram-se para comer.

- Então tá, tem certeza mesmo que não quer que eu fique? Como você sabe esses dois de vez quando adoram dar trabalho. – perguntou o rapaz antes de dar uma garfada em seus ovos.

- Apenas irei tomar chá com a Minerva, mas não quero levá-los, pois você-sabe-quem pode topar comigo nos corredores e não quero que ele os veja, e eles são uns amores, principalmente com a Giny.

- Entendo. – disse ele.

Continuaram a tomar o café e a conversar sobre amenidades, até que as crianças começaram a jogar mingau uma na outra e achar graça.

Em um primeiro momento Hermione brigou com eles, mas Vítor pegou um pouco do mingau e lambuzou o rosto da castanha, deixando-a brava e fazendo os gêmeos rirem gostosamente.

- Vítor! – repreendeu ela.

- Mamãe tá susa. – falou Alice.

- Se a mamãe tá suja o Ursão também vai ficar. – disse Hermione pegando um copo de suco de abóbora e despejando na cabeça de Vítor, fazendo as crianças gargalharem mais ainda.

- Ulsão moiado. – falou Benjy.

- Agora esse Ursão molhado vai fazer cosquinha em quem riu dele... – e após dizer isso, aproximou-se dos três e começou a cutucá-los fazendo-os rir até não aguentarem mais.

Depois de algum tempo Hermione gritou:

- Chega! Temos que nos limpar e arrumar a casa.

- Ok chefe, você é que manda. – respondeu Krum fazendo posição de sentido, sendo imitado pelos pequenos que logo após caíram na risada novamente.

- Bobão. Vá dar banho neles enquanto eu mando uma coruja à Gina e arrumo esta bagunça. – disse Hermione.

- Vamos lá pequenos, tem um navio a espera de vocês na banheira, pronto para zarpar para a “Terra dos Limpinhos”. – brincou Vítor enquanto pegava Benjy e colocava debaixo do braço esquerdo e Alice debaixo do braço direito, fazendo-os rir ainda mais.

E deixaram a cozinha com Vítor cantando uma canção de marujo, mas trocando os palavrões por palavras bobas e engraçadas, então de longe ela escutou a voz do filho:

- Eu quelo navio Uisão.

Hermione ria abertamente por ver seus filhos felizes. Eles eram tudo para ela e por isso, não queria vê-los nunca triste.

Lavou e secou as mãos e pegou um bloco de notas, onde escreveu:

“Querida Gina,

Poderia ficar com Benjy e Alice hoje de tarde?

Vítor não poderá, pois sairá com a namorada.

Responda o mais rápido possível.

Beijos,

H. G.”

Foi até o quarto de Vítor, onde estava a coruja dele e amarrando o bilhete na perna da ave, disse:

- Por favor, entregue isto a Gina Weasley. Vá o mais rápido que conseguir. – acariciou as penas do animal e abrindo a janela, deixou que este voasse.

Após isto, desceu para a cozinha novamente e começou a limpeza lavando os pratos.

****************

Horas depois...

Hermione tinha tomado banho, colocado uma calça jeans, uma blusa azul, um casaquinho preto e uma sapatilha preta.

Já havia dado almoço para as crianças e agora estava à espera de Gina.

Quando faltavam quinze minutos para as 2 da tarde, a ruiva apareceu.

- Oi Mi, oi crianças. – disse enquanto ia entrando.

- Tia Gina! – Benjy e Alice disseram ao mesmo tempo e correram para abraçar a Ruiva, mas só o que alcançaram foram os joelhos por causa do tamanho das pernas da madrinha.

- Senti tanta saudade de vocês meus amores... Sua mãe malvada nunca me chama para ficar com vocês. – disse olhando de canto de olho para a amiga.

- Ai Gina, pare de ser tão dramática. Não quero atrapalhar sua vida. – respondeu Hermione enquanto abraçava a ruiva. – Bom, tenho que ir, se não acabarei chegando na hora do jantar em vez do chá da tarde...

- Vai lá Mi. Seus pequeninos ficarão bem comigo. Tenho certeza que se divertirão bastante.

Hermione deu mais um abraço na amiga e ia saindo pela porta quando Gina perguntou:

- Posso levá-los para passear por Hogsmead? Quero comprar um presente para eles. – a castanha parou e olhou meio indecisa da ruiva para as crianças. Vendo o olhar que a outra lançava, Gina disse: — Vai Mi, deixa... Prometo não desgrudar os olhos deles...

Hermione riu, pois a amiga estava fazendo carinha de choro.

- Ah, tudo bem. Mas cuide muito bem de meus filhos ok? – a mulher assentiu e Mione agachou-se para poder beijar e abraçar seus pequenos. – Tchau meus amores!

- Tchau mamã. – disseram os dois ao mesmo tempo.

E depois de dar uma última olhada nas crianças, saiu e fechou a porta atrás de si. Começou a andar e assim que atingiu o portãozinho de ferro de sua casa, aparatou direto nos portões de Hogwarts, pois como já estava atrasada, achou que era melhor fazer isto para chegar mais rápido.

Empurrou os portões e entrou, indo em direção da sala da diretora.

Como ela previra, acabou encontrando Severus pelos corredores. Ele estava com uma carranca de indiferença no rosto, mas ao olhar bem para ele, Hermione pôde ver que ele estava um tanto quanto confuso e pensativo.

Ao passar por ela, lançou apenas um olhar questionador, levantando a sobrancelha esquerda, mas ela ignorou seu olhar, apenas continuou andando.

Chegou à sala de Minerva, disse a senha, subiu quando lhe foi solicitado pela gárgula e bateu na porta.

- Entre! – ouviu a voz abafada da diretora responder.

Entrou e dirigiu-se à cadeira em frente da mesa de McGonagall.

- Oi querida. Onde estão as crianças? – perguntou a bruxa mais velha.

- Olá Minerva. Deixei-as com Gina pois a ruiva queria aproveitar para ficar com os afilhados um pouco. – mentiu a castanha. Minerva arqueou a sobrancelha mas não disse nada.

- Mik! – chamou a bruxa e logo um elfo pequeno e sorridente apareceu com um “POP!”.

- Chamou Mik, senhora? – perguntou o elfo fazendo uma leve reverência para Minerva.

- Sim. Mik, por favor, traga-nos uma xícara de chá, biscoitos e dois daqueles cupcakes deliciosos que você faz.

O elfo deu um sorriso tão grande que Hermione pensou que depois ele poderia acabar com dores no maxilar. Ele parecia estar feliz por alguém gostar de seu doce.

- Mik irá trazer, senhora. Mik fica muito feliz em saber que gosta do cupcake que Mik faz, senhora.

Minerva sorriu levemente e o elfo fazendo outra reverência, sumiu no ar, voltando cinco minutos depois com uma bandeja com as coisas pedidas.

- Obrigada Mik.

O elfo sorriu mais uma vez e desapareceu.

- Adoro ele, sempre me traz um agradinho quando estou atarefada demais. – disse McGonagall pensativa, mas logo voltou sua total atenção para a jovem à sua frente. – Diga-me, minha querida, o que lhe aflige? Está com um semblante tão pensativo.

Olhava firmemente para Hermione enquanto colocava chá nas xícaras.

- Está tudo bem Minerva, só ando meio preocupada... – respondeu a jovem bruxa enquanto pegava sua xícara.

- O que lhe preocupa? – insistiu a diretora.

- Severus... Severus foi à minha casa. Ele queria saber o porque de eu tê-lo deixado e eu quase contei... Minerva, sinto-me tão frágil. Tenho medo de dizer e ele fazer mal aos meus filhos, mas uma pequena parte de mim diz que devo contar-lhe, que ele pode ter mudado. Não sei o que faço. Não aguento mais guardar este segredo para mim... – a moça nem notou que estava chorando até a diretora dar a volta na mesa e sentar-se na cadeira ao lado da dela, entregando-lhe um lenço dourado.

- Não chore, minha criança. Sei que teme muito pelo bem de suas crianças. Alvo sempre diz que devemos ouvir o nosso coração, e o que é que o seu está dizendo no momento?

Hermione secou as lágrimas e olhando para o retrato vazio de Dumbledore (provavelmente o ex-diretor havia ido dar uma volta pelos quadros do castelo) disse:

- Meu coração diz para eu contar tudo para Severus, mas penso que ele pode estar errado em achar que o homem que eu ainda amo possa ter mudado em tão pouco tempo.

- Pare de agir com a cabeça Hermione, tente agir com o coração. – falou Minerva e por um momento ela se pareceu muito com Dumbledore.

A moça respirou fundo e respondeu por fim:

- Não lhe prometo nada, mas tentarei seguir o que me diz.

- Que bom, minha filha. Mas agora vamos mudar um pouco de assunto. Quero saber como tem se saído em suas aulas.

As duas continuaram conversando até que algo interrompeu a conversa. Um aperto enorme no coração de Hermione a fez ofegar.

- Algo está acontecendo com meus filhos! – exclamou e colocou-se prontamente de pé, massageando a área do coração.

Minerva olhou para a jovem sem entender nada.

- Não estou entendendo querida. Como assim ‘algo está acontecendo com seus filhos’?

- Eu coloquei um feitiço neles para saber sempre o que acontece com eles e o que eu sinto no momento é um aperto no peito, o que significa que há algo errado. Temos que ir depressa para Hogsmead!

E após falar isso dirigiu-se para a porta, sendo seguida pela diretora que via a aflição no rosto da moça. Lágrimas caíam dos olhos da castanha, mas aparentemente ela não percebia isso, pois estava focada em encontrar logo seus filhos.

Enquanto andavam pelos corredores da escola Hermione pensava no que poderia estar acontecendo com seus bebês. Logo se viu nos terrenos de Hogwarts, e avistou uma Gina chorosa vindo correndo ao seu encontro.

- Mione, me desculpe, sei que fui irresponsável, mas me perdoe. – ela se jogou nos braços da amiga e falava enquanto se acabava em lágrimas. A mãe tinha razão, algo havia acontecido ao seus filhos. Foi como se tivesse recebido um soco no estômago.

- Acalme-se srta. Weasley! – disse firmemente Minerva. – Acalme-se e explique o que aconteceu.

Após muitas tentativas, a ruiva conseguiu se conter e respirando profundamente ela começou a narrar:

- Eu os levei para passear por Hogsmead assim que você saiu. Fui à Dedos de Mel, loja de brinquedos e várias outras, mas quando passei pela loja de vestidos acabei me entretendo com alguns e acabei esquecendo das crianças por poucos minutos... Dai quando me virei, apenas Benjy estava lá, mas Alice não. Tudo o que temos como pista é esse papel, que quem a levou, deixou no bolso de Benjamin. – e depois de entregar o papel meio amassado, voltou a chorar. – Ai, eu sou uma madrinha horrível...

Hermione olhava friamente para Gina durante o relato da ruiva e após seu término, o que disse foi apenas:

- Onde está meu filho? – suas palavras eram duras e pareciam conter dor.

- Ele está aqui querida. – disse Madame Pomfrey, aproximando-se com o pequeno menino no colo. Benjamin chorava, provavelmente sentindo falta da irmã.

A jovem mãe o pegou e embalando-o, tentava fazê-lo parar de chorar.

Um pouco distante do grupo de mulheres, Severus Snape observava a cena intrigado. Momentos antes estava na beira do Lago pensando em tudo que conversara recentemente com a Granger, até que esta surge pelas portas de carvalho correndo, sendo acompanhada por McGonagall para no meio do caminho encontrar com a srta. Weasley que parecia estar chorando, depois disso só pôde aproximar-se mais para conseguir entender o que estava se passando.

Ao ouvir que a filha da Granger havia sido levada, algo no peito de Snape se remexeu. Ele sentiu um leve aperto no coração, como se esse sequestro fosse importante para ele.

Observava a dor da sua amada, que segurava o menino protetoramente em seus braços e, por mais que não quisesse dar o braço a torcer, ele estava ansioso para ver o rosto da criança que Hermione segurava.

Notou quando a castanha voltou sua atenção para um papel amassado e após lêlo, olhou na direção em que ele estava, fazendo com que sua curiosidade fosse e ele pudesse olhar o rosto da criança.

Severus mal notou o olhar de dor e choque que a mulher que amava lhe lançou, pois encontrava-se assustado ao reconhecer aquele garotinho que chorava, e chocado por finalmente perceber coisas que não havia notado na primeira vez que vira a criança.

Ele era o garotinho que estava na beira do Lago quando ele retornou à Hogwarts. Era o irmão da doce menina que lhe entregara uma flor. Se tivesse prestado atenção no menino daquela vez, talvez tivesse notado as semelhanças, mas estava tocado demais pelo gesto da pequena para que reparasse no garoto.

“Não pode ser...” pensou enquanto, sem perceber, aproximava-se de onde as mulheres estavam. O garoto inegavelmente parecia-se com ele na infância. O cabelo, a pele alva, a boca e outras coisas mais. Se colocassem uma fotografia de Severus quando pequeno ao lado da criança que olhava agora, com toda a certeza todos diriam que era a mesma criança, tirando os olhos que eram castanhos como o de Hermione.

- Não pode ser... – repetiu, mas desta vez, em voz alta.

Hermione estava estática ao ver o reconhecimento nos olhos de Snape. Ela queria se afastar dele, mas suas pernas não obedeciam a seus comandos, tudo o que pôde fazer foi ficar ali parada enquanto o pai de seu filho aproximava-se cada vez mais.

Severus parou a poucos centímetros da jovem e olhava assombrado para o pequeno, seu filho. Ainda não acreditava no que via, e para ter certeza que a criança era real, ergueu a mão direita e tocou levemente o rosto da criança que parara de chorar e agora olhava curioso para o homem que o tocava com as pontas dos longos dedos.

- Ele... Ele é... – Severus tentava formular uma frase completa, mas as palavras ficavam presas em sua garganta. – Não pode ser... – repetiu em um sussurro.

Antes que Hermione pudesse se conter e pensar bem no que falar, ela disse:

- Sim, pode ser... E é...

O homem a olhava primeiramente assustado, para logo depois substitui-lo por um olhar de ódio e falou rispidamente:

- Por que?

As mulheres em volta do casal já não estavam compreendendo mais nada.

Hermione baixou os olhos, para logo erguê-los e com dor, responder:

- Severus, por favor, agora não... – o homem ia contestar, mas a jovem continuou: — Eles levaram Alice. Eles levaram nossa filha.

Notas finais
Eai, gostaram? Aguardo seus reviews e gostaria que alguém recomendasse minha fic... Seria pedir muito? u.u
Beijos e até o próximo capítulo gente bonita...
*_*