Notas iniciais
Olá pessoinhas, primeiramente, não morri. Estou aqui em carne e osso (mais osso do que carne - quem me tem no facebook sabe do que eu estou falando) para trazer-lhes mais um capítulo. Quero pedir desculpas por ter demorado a postar, mas houveram muitas coisas que me impediram de fazer isto... Sofri um acidente de moto em janeiro, depois que me recuperei comecei a trabalhar em dois empregos, e para piorar as coisas em minha vida, um ente querido faleceu... Me desculpem mesmo, pois acabei lhes deixando de lado, mas juro que vou ser mais presente daqui pra frente. Beijos e apreciem o capítulo... ^^

POV Snape
Eu não conseguia me concentrar em mais nada, somente as palavras “filha” e “sequestrada” ficavam girando em minha mente, me cegando por completo.

Minha filha foi sequestrada... Espere um momento, MINHA FILHA FOI SEQUESTRADA!?
– Dê-me este maldito papel! — rosnei para Hermione, que parecia muito nervosa e assustada ao me entregar o papel.
Peguei o papel que estava um tanto amassado e desamassando-o, pude ler as palavras ali escritas.

Se quiserem ter sua princesinha de volta, venham à clareira da Floresta do Deão hoje às oito da noite. Apenas vocês dois, Snape traidor e Granger gostosa.
Se eu notar que há a presença de mais alguém, vocês nunca mais verão sua amada filhinha.
Até breve!

Bufei de raiva. Era obviamente uma armadilha feita por algum Comensal que não havia sido preso e que queria se vingar de mim, mas eu não conseguia me lembrar de ninguém no momento.
Segurei a mão de Hermione e comecei a arrastá-la na direção das masmorras para podermos nos preparar para resgatar nossa filha, pois ainda eram três e meia da tarde e eu queria poder fazer tudo o que estivesse a meu alcance para salvar Alice.

– Severus, não... Solte-me, preciso pegar Benjy e... — Hermione tentava protestar, mas eu continuei a arrastá-la

– Mulher, não há tempo para isso, deixe o menino com Ginevra e vamos nos preparar para resgatar nossa filha.

Foi ai que eu me dei conta das minhas palavras, eu ia deixar o meu filho nas mãos da mulher que deveria ter sido responsável pela menina, na hora larguei a mão da Castanha e voltei para onde todos me encaravam espantados, peguei Benjy dos braços deGinevra, e voltei a arrastar Hermione para dentro do castelo, ou mais precisamente para dentro das masmorras. Assim que entrei na minha sala, coloquei a Castanha sentada em uma cadeira, para logo em seguida colocar o menino em seu colo e comecei a separar as poções que eu achei que seriam necessárias, junto com alguns ingredientes que seriam necessárias para outras que eu iria preparar e levar.

POV Hermione

Assim que chegamos às masmorras e Severus colocou Benjy no meu colo enquanto andava de um lado pra o outro, resmungando por debaixo da respiração para cada poção ou ingrediente que pegava, falando consigo mesmo.

Logo Benjy começou a chorar, desesperado por causa da irmã, logo após ter perguntado várias vezes por ela e ninguém ter respondido.

Como eu iria explicar para uma criança que sua irmã tinha desaparecido e eu não fazia a menor ideia de como ela estava, e quando iria voltar para casa?Por que de uma coisa eu tinha certeza, eu iria recuperar a minha filha, não importa o que viesse a acontecer, eu iria tê-la em meus braços e ao lado de seu irmão gêmeo novamente.

Quando dei por mim, eu mesma estava chorando junto com Benjy e Severus ainda enchia a mesa com ingredientes e poções. Eu não aguentava mais ver meu filho chorar e eu mesma tinha que me acalmar e começar a ajudar Severus, então eu fiz algo que deveria ter feito a muito tempo, pedi a ajuda dele.

–Snape... — ele nem olhou para mim, tentei novamente sem utilizar tanta formalidade. – Severus... – nada ainda, e foi ai que fiquei irritada. O mundo podia estar acabando ao seu redor por causa do nosso filho que chorava desesperado por causa da irmã e ele não estava nem ai, estava mais interessado nas malditas poções, sendo que a maioria nunca seria utilizada. – Prince, pelo amor de Merlin me arranje uma poção pra esse menino se acalmar. – dessa vez ele me olhou, mas como se eu tivesse duas cabeças. Benjy também parou de chorar com o meu tom de voz, e na hora eu nem notei que tinha usado o seu apelido.

Como ele ficou me olhando daquele jeito eu voltei a pedir a poção saindo do cômodo assim que esta estava minhas mãos.

Subi as escadas das masmorras com passos firmes e decididos indo em direção ao saguão de entrada. Benjamin voltou a chorar e seus soluços formavam ecos pelas paredes do castelo.

Ao chegar ao saguão de entrada, vi que Gina estava parada próxima a porta juntamente com Vítor e, para meu espanto, Harry e Ronald.

Assim que me avistaram, os rapazes vieram ao meu encontro.

– Então é verdade... Por que você não nos disse que havia sido mãe? E ainda mais de duas crianças? – perguntou Harry.

– Poxa Mione, achei que fossemos amigos, mas você escondeu isso de nós... – completou Rony.

Meu coração batia loucamente. Não queria que eles soubessem dessa forma o que havia acontecido comigo. Apertei Benjy contra meu peito e falei:

– Me desculpem por não ter lhes contado sobre a minha gravidez rapazes, mas é que fiquei com medo que vocês fossem me odiar se soubessem sobre o que houve entre eu e Snape... – as lágrimas rolavam por meu rosto. – Por favor, vamos deixar esta conversa para mais tarde? Agora não é uma boa hora para falarmos sobre isso.

– Mas... – Ronald ia argumentar, mas Vítor o cortou:

– Weasley, você não está vendo que ela está preocupada com a filha que foi sequestrada? Esse assunto pode ser discutido depois.

– É Rony, vamos deixar isso para mais tarde. Agora temos que nos preocupar e salvar a filha da Hermione. – agradeci mentalmente a Harry por isso. E virando-se para mim perguntou: – Então, Gina nos disse que o sequestrador deixou um bilhete... Posso vê-lo?

Sequei as lágrimas e falei:

– Venha, vamos para a sala de Severus, pois deixei o papel com ele... – ia virar-me para descer novamente para as masmorras, mas Vítor tocou meu ombro.

– Hermionini, me dê Benjy, pois você está muito nervosa e isso o está afetando. – ele parecia muito preocupado comigo, por isso, entreguei-lhe meu filho.

– Obrigada Vítor. – falei. Após isso, o búlgaro virou-se e saiu andando com meu menino.

Girei nos calcanhares e comecei a voltar para as masmorras, sendo seguida por Harry e Rony.

Eu me sentia mais forte agora que sabia que poderia contar com meus amigos para salvar minha filha.

Chegamos ao escritório de Severus e a primeira coisa que notei foi o modo estranho como ele me olhava.

– Poderia me dar o bilhete do sequestrador? – pedi.

Ele me olhava fixamente.

– Por favor, Severus, poderia dar-me o bilhete? – arqueei a sobrancelha com sua relutância.

– Para quê você o quer? Para mostrar a seus amigos? – disse a palavra ‘amigos’ com desprezo. – Potter e o Weasley não precisam se intrometer em nossos assuntos. – continuou com raiva na voz.

– Se é filha da Mione, então o assunto é nosso também. Vamos ajudar a resgatá-la. – disse Rony determinado.

– Concordo com ele. – completou Harry.

Olhei agradecida para eles e depois virei-me para Snape com o semblante sério.

– Eles irão ajudar no que puder, você querendo ou não.

– Se você não se lembra, o seqüestrador disse que queria apenas que eu e você comparecêssemos ao local. Se o Potter e o Weasley estiverem lá também, as chances de recuperarmos nossa filha com vida será mínima. – a emoção me atingiu com força ao ouvi-lo chamar Alice de sua também. Nunca pensei que ouviria tal coisa sair da boca dele.

– Odeio concordar com o Snape, mas pensando por esse lado, ele está certo. Se estivermos lá, o patife poderá fazer algo mais terrível com sua filha. – falou pensativo Harry. – Temos que pensar em uma maneira de estarmos por perto, para que caso algo dê errado, possamos entrar em ação.

Eu e Severus assentimos concordando com as palavras de Harry. Passamos um bom tempo tentando pensar em alguma coisa que nos ajudasse a salvar a minha pequena Alice, até que Rony disse:

– Podemos usar a capa de Harry...

– Não acho uma boa idéia, já que vocês dois estão grandes demais para usarem a capa juntos e acho que eles devem estar com feitiços rastreadores para saber se iremos descumprir ou não o pedido do bilhete. – Severus objetou.

– Certo, então acho que seremos apenas eu e você mesmo... – olhei para Snape esperando alguma reação dele.

Ele apenas retomou sua caminhada pela sala a procura de poções, as quais as que ele achava que iriam ser úteis, colocava em uma bolsa, que com certeza de que tinha o feitiço extensor, que era indetectável.

Indetectável... Indetectável... Indetec...

– É isso! – exclamei.

Todos se viraram para me olhar.

– Isso o que Mione? – indagou Harry.

– Poderíamos colocar um feitiço indetectável nos rapazes, assim eles poderiam nos acompanhar, Harry com a capa e Rony com um feitiço desilusório.

– Hum... Não parece uma má idéia... – Rony ia começar a dizer, mas foi logo cortado por Severus.

– Você não acha que já não pensei na possibilidade? Provavelmente eles devem ter colocado um feitiço que possa detectar qualquer coisa, a não ser...

Severus saiu a procura de algo em suas vastas estantes, até que achou um livro e começou a folheá-lo. Parou em uma determinada página e o colocou sobre a mesa para que todos nós pudessemos ver o que ele apontava.

– Esta talvez seja a solução... – disse.

No título da página se lia “Animagos: o que são e como se tornar um”.

– Animagos? Sério? – perguntei, arqueando as sobrancelhas. – Mas não se precisa ter o acompanhamento do Ministério para poder se tornar um?

– Sim, em circunstâncias normais se tem que ter o acompanhamento do Ministério da Magia, mas como não estamos em circusntâncias normais... – explicou Snape. — Temos algumas horas ainda até o horário marcado, então, se esses cabeças ocas cooperarem, poderemos ter um bom progresso até lá.

– Hey, não os chame assim. – olhei de cara feia, mas não obtive resultado algum.

– Estamos fingindo que não ouvimos do que ele nos chamou Mi. – disse Ronald.

– Bom, acho que a idéia pode funcionar professor. – ia dizendo Harry. – Vamos logo começar com isso.

– Sigam-me, então. – ordenou Snape, saindo da sala, conosco em seus calcanhares.

Ele nos guiou até uma sala vazia e executando feitiços silenciosos, começou a empurrar as carteiras para os cantos, abrindo espaço para os rapazes poderem praticar. Parou em um ponto da sala e os rapazes pararam em sua frente, esperando por suas instruções. Eu apenas sentei-me em uma das mesas para observar.

– Primeiramente, ser um animago não é tão fácil quanto parece. Segundo, os conceitos para se transformar são quase os mesmos que da aparatação, deixando de lado apenas a Destinação, vocês tem que ter Determinação e Deliberação.

“Vocês têm que focalizar a sua determinação, que no momento é se transformar em algum aninal e deixar que isso flua a partir de suas mente para todas as partículas de seus corpos, depois comecem a se mexer com deliberação e digam apontando a varinha para si mesmo: Animalis Autem Homo.”

Harry e Rony seguiam os comandos de Snape, mas assim que disseram o feitiço, acabaram perdendo a concentração e caíram no chão ofegantes.

– Vamos, não temos tempo para descansar, tentem novamente. – ia dizendo Severus enquanto andava ao redor dos dois.

Logo eles estavam em pé, tentando novamente.

Lá pela oitava tentativa, Harry desistiu de tentar, coisa que – para meu espanto – não aconteceu com Ronald. O ruivo disse que continuaria até conseguir, o que acabou ocorrendo lá pela 14ª tentativa.

Em um momento Rony estava tremendo, apontando a varinha para a própria cabeça, e no outro um cão de caça de pelo ruivo e lustroso estava em seu lugar, rosnando e mostrando os dentes para Severus.

O homem deu um leve sorriso, o que já valeu como uma aprovação, e se virou para mim.

– Parece-me que teremos companhia em nossa caçada, Hermione.

Eu estava espantada por conta do animal que Rony havia se transformado e extasiada por conta de Severus proferir meu nome de forma tão natural novamente.

– Sr. Weasley, irei transformá-lo novamente em humano, mantenha-se calmo por favor. – o moreno apontou a varinha para Rony e disse: — Homorfo!

Rony voltou a sua forma normal, bastante ofegante e cansado, mas parecendo inteiro e bem.

– Então, como se sente Rony? – perguntou Harry.

– Cara, é muito estranho ter cauda... Agora entendo porque Sirius reclamava tanto.

Harry sorriu levemente. Sirius ainda era um assunto delicado para ele, mesmo depois de tanto tempo.

– Bom, será que dá para as comadres pararem de conversar, já está perto da hora de irmos, temos de nos preparar. – resmungou Severus carrancudo.

– Ele tem razão, temos que ir logo, quero ter minha filha em meus braços o mais breve possível. – falei. – E Harry, você não poderá ir, já que não conseguiu se transformar... Vá para minha casa e proteja Vítor e Benjy, caso algum Comensal queira aproveitar que não estaremos perto para poder atacar.

– Certo. Tomem cuidado Mione. – Harry deu um beijo em minha testa e virou-se para Severus. – E você, proteja-a com sua vida. Juro que se algo acontecer com ela, eu te mato.

– Ah, cale a boca, Potter! – Snape disse raivoso e saiu andando da sala.

– E você vigie o Ranhoso, Rony.

– Harry! – ralhei. – Chega de falatório e vamos logo.

Eu e Rony saímos atrás de Severus e Harry foi para a minha casa.

Minha ansiedade só aumentava enquanto a hora do resgate se aproximava. Enquanto me arrumava, tentava não pensar nos horrores que aqueles malditos poderiam estar fazendo com minha bebê.

Eu os odeio e os farei pagar com suas próprias vidas por terem mexido com a minha família. Eu juro.

Notas finais
E ai, gostaram? Odiaram? Por favor, me digam suas opiniões... Beijos e aguardo reviews... ^^