My Son, My Secret
40 Capítulo 40
Notas iniciais
Sem mais delongas, aproveitem o capítulo, apesar de eu achar que está um tanto quanto ruim...
Beijos...
*_*
POV. Narradora
Snape saiu da casa de Hermione com raiva por conta do tapa e com mais dúvidas do que quando chegara, pois além de não ter respondido suas perguntas, a castanha havia lhe dado mais coisas para pensar.
“Se essas crianças não são do Búlgaro, então de quem são?”perguntou-se mentalmente homem.“Quem será este maldito que ela diz ainda amar?”.
Eram pensamentos tão confusos que o estava fazendo ter dores de cabeça, como a sua atenção estava voltada totalmente para estes assuntos, ele não conseguia se concentrar o suficiente para poder aparatar em segurança, sem que acabasse estrunchando.
“Preciso chegar à droga do castelo logo, para poder tomar uma poção para a dor e... Ah, merda! Esqueci-me que estou totalmente vulnerável aqui sem a poção polissuco... Deveria ter trazido mais de um frasco...”pensava Snape amargamente enquanto andava rapidamente em direção à escola e olhava tudo a sua volta para ver se não estava sendo vigiado por Comensais.
Mal sabia ele que esta suspeita era certa, pois escondido atrás de uma velha árvore com a ajuda de um feitiço de desilusão, estava uma pessoa que o observava com afinco querendo saber de pontos fracos que poderiam atingir o temível professor de poções e ex-Comensal da Morte.
-Ora, ora, o traidor do Snape foi fazer uma visitinha à professora Granger... Bom saber... – o estranho conversava consigo mesmo enquanto o observava. – Será mesmo ela o ponto fraco do traidor? O “General” precisa saber disso... – e após tais palavras, o estranho aparatou – em frente a um bar sujo da travessa do Tranco, denominado “Trasgo Empalhado”, para encontrar-se com o “General”.
Ao adentrar o bar, várias cabeças se viraram em sua direção. Para logo em seguida desviar o olhar. Enquanto isso ele foi diretamente a uma porta nos fundos do recinto, ignorando todos a sua volta.
Atrás da porta havia uma pequena sala, com apenas meia dúzia de pessoas em pé conversando ao redor de uma mesa de mármore retangular onde havia uma única pessoa que se encontrava sentada, em frente à única cadeira vazia do aposento, mas ninguém se atrevia a sentar-se nela, ele se dirigiu diretamente para lá.
- Seja bem vindo Spy. Novidades? – perguntou o homem que estava sentado na ponta da mesa com um ar de superioridade, interrompendo o que um bruxo baixo e calvo falava.
- General... – o estranho fez uma leve mensura e esperou permissão para se sentar, como esta não veio, ele começou a falar. – Tenho uma novidade a respeito do traidor que lhe deixarão satisfeito...
Esperou que o bruxo consentisse para que pudesse dizer o que era:
- Sente-se e prossiga Spy.
- Parece-me que o traidor do Snape e a sangue-ruim da professora Granger possuem algum laço afetivo... Eu venho observando a Granger há um bom tempo e descobri que ela tem filhos.
- Ué, mas isso não é nada demais. Todos sabem que ela mora com o tal Vítor Krum, não seria nenhuma surpresa se eles tivessem filhos. – rebateu o General.
- Mas, tem um grande porém nesta história... Venho sondando a mente da sangue-Ruim e vi que ela esconde um segredo. Um dia desses, andando por Hogsmead, passei na frente da casa dela e vi o tal Krum com as duas crianças brincando no quintal. Até ai tudo bem, mas ao olhar bem as crianças, vi que elas não se pareciam em nada com o Búlgaro e fiquei confuso. Observei-as durante muito tempo, até me dar conta de com quem elas se pareciam... Acredite ou não General, mas aposto minha varinha que as tais crianças são proles do traidor...
O General, que até o momento ouvia tudo atento e discrente, explodiu.
- O QUÊ? Isso não é possível, como até agora ninguém ainda percebeu? Como ele pode não saber se são filhos dele, me conte tudo o que você sabe e não me esconda nada.
E assim, o homem denominado Spy, relatou tudo o que sabia. Contou tudo o que descobriu sobre a Granger e o Snape e quando ele terminou todo o relato um plano já tinha se formado na mente do “General” que estava pronto para colocá-lo em pratica o quanto antes.
POV. Hermione.
Enquanto olhava para meus filhos que brincavam no chão do quarto, ficava pensando no que tinha acabado de acontecer. Eu praticamente confessei a Severus que Benjy e Alice são dele e que eu ainda o amo, eu deveria estar preocupada com a sua reação, mas eu estava chocada por ele não ter percebido antes, furiosa por ele não ter percebido a verdade nas minhas palavras e ainda sim me sentia aliviada por ele ser teimoso demais até para enxergar o óbvio, e por tudo isso não conseguia me segurar e chorava, tanto por ele quanto por mim e por meus filhos.
Eu sabia que ele viria tirar satisfações mais cedo ou mais tarde, durante o tempo em que estou no castelo sinto constantemente uma presença em minha mente, como se alguém estivesse tentando descobrir algo, mas, ou está com medo de eu perceber a sua presença em minha mente ou está muito ocupado para tentar se aprofundar, na verdade o toque é tão leve que se eu já não tivesse convivido com o Severus constantemente na minha mente, duvido que teria percebido, fora que a todo o momento eu estou alerta, mesmo quando não sinto nada, meu segredo é mais importante que qualquer outra coisa.
Não sei por quanto tempo fiquei ali sentada na poltrona observando os gêmeos, mas com a chegada de Vítor fui tirada de meus pensamentos.
- Hermionini, você está bem? Está com uma cara estranha... – Ele perguntou assim que agachou-se ao lado da poltrona para me dar um beijo na bochecha.
- Ele esteve aqui Vítor. – foi ai que eu percebi a raiva por debaixo dos seus olhos, como ele me disse a pouco tempo eu era como uma irmã para ele, e ele sempre cuidava das pessoas que eram queridas a ele. – Ele não me fez nada só conversamos.
- O que vocês conversaram? – perguntou-me ele.
- Eu quase contei tudo pra ele... – Vítor aproximou-se mais de mim, sentou-se no chão e fez sinal para que eu fizesse o mesmo. Assim que o fiz, ele puxou-me para que eu deitasse com minha cabeça em seu colo. Deitei-me e enquanto ele acariciava meus cabelos, desabafei: — Não sei o que está acontecendo Ursão, sempre que chego perto dele uma parte de mim tem vontade de abraçá-lo, beijá-lo, mas então me lembro das palavras dele quando fiz “aquela” pergunta e meu peito dói, uma outra parte de mim só quer se afastar, se manter longe do monstro que ele pode ser...
- Sabe, Mione, andei conversando com Anne e acabei contando a ela o que acontece com você, ela disse que você deveria contar a verdade pra ele, pois quem sabe ele não mudou de pensamentos? Mesmo ainda não gostando muito dele, acho que ele tem direito de conhecer os filhos querida.
Olhei incrédula para ele, pois as palavras soavam absurdas vindas do homem que até alguns dias atrás abominava a ideia de Snape se aproximar dos gêmeos. Vítor olhava-me sério.
- Não, se ele continuar a vir aqui, ou querer me fazer perguntas, vou embora para algum lugar bem longe daqui com meus filhos. Por mim, Severus nunca saberá que tem filhos. – falei finalizando a conversa e levantando-me para colocar as crianças para dormir.
O Búlgaro viu que eu não iria querer continuar a conversa, apenas levantou-se também e foi me ajudar a colocá-los para dormir.
Após fazê-los dormir, fui para meu quarto e depois de tomar um banho rápido, me vesti e sentando na cama, vi que Vítor estava encostado no batente da porta do quarto me olhando.
Deveria estar chateado por conta do pequeno gelo que comecei a dar nele, então resolvi fazer as pazes com o Ursão, pois tinha quase certeza de que ele estava querendo falar como havia sido seu dia com Anne.
- Venha cá Ursão. Sente-se aqui. – espalmei minha mão ao meu lado na cama e ele atendeu meu pedido sentando ao meu lado. – Me desculpa? Eu estou um pouco nervosa com tudo o que me aconteceu hoje.
Ele suspirou e deu um leve sorriso dizendo:
- Tudo bem. Você sabe que eu não consigo ficar bravo contigo por muito tempo. – pegou uma escova de cabelo e me virei para que ele pudesse escovar meu cabelo. – Então, agora posso contar como foi meu dia?
Assenti e assim ele começou a narrar seu dia, me fazendo rir com algumas coisas. Me deixava feliz saber que Anne o estava fazendo feliz.
Continuamos a conversar por um bom tempo, até que o sono falou mais alto e resolvemos ir dormir.
Notas finais
Beijos e até o próximo capítulo...
*_*
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