Notas iniciais
Oi minhas flores... Estou tão feliz que já estamos chegando aos duzentos reviews...
To quase chorando de alegria aqui...
Bom, aqui está mais um capítulo à ser desfrutado por vocês...
Espero que gostem...
Beijos e até lá embaixo...
*_* S2 *_*

POV Narradora

Minerva saiu da casa de Hermione novamente pensativa, aparatou em frente a Hogwarts e entrou no castelo dirigindo-se à seu escritório.

Chegando lá, sentou-se em sua cadeira e girou-a para que ficasse de frente para o quadro de Alvo Dumbledore. O bruxo não se encontrava nele.

- Alvo? — perguntou a diretora, chamando-o. Logo o velho bruxo deslizou pela moldura para dentro do quadro, sorrindo.

- Olá Minerva! Me chamou? — perguntou ele.

- Olá Alvo! Sim, o chamei... — respondeu a mulher.

- Vejo que acaba de voltar de viagem... Foi visitar a Srta. Granger? — indagou o homem.

- McGonagall respirou fundo e disse:

- Sim, e ela continua a mentir... Até quando eu não sei!

- Relaxe querida Minnie, na hora certa Hermione dirá a verdade. — falou Dumbledore sorrindo. Seus olhos, por trás do oclinhos de meia lua, brilharam ao perguntar. — Ah, você já entregou o presente de Severus?

- Oh, ainda não! — a bruxa respondeu e abriu a bolsa que segurava. De dentro tirou uma pequena caixa vermelha. — Quase me esqueci de entregar. Assim que terminarmos de conversar, irei até os aposentos dele.

- Certo! Hum... E como vai Hermione?

- Ela está bem, sua barriga está enorme e creio eu que logo ela dará a luz. — respondeu Minerva.

Alvo assentiu e depois de um tempo disse:

- Sabe Minnie, sempre quis que Severus tivesse herdeiros, pois como o considero como a um filho, gostaria de ter netos. Mas, ele era, e ainda é, muito cabeça dura, falando que nenhuma mulher era boa o suficiente para gerar um filho dele e veio também com aquela história de que odiava crianças...

- Eu gostaria que aqueles dois se resolvessem... Estou quase com vontade de quebrar a promessa que fiz à Granger e contar para Severus que será pai, mas acho isso muito errado. Acho que é Hermione quem deve contar. — falou McGonagall.

- Sim, é ela quem deve contar. Hum... Estava pensando em algo para tentar reaproximá-los, mas isso demorará um pouco. — disse o bruxo.

Minerva se moveu na cadeira, aproximando-se mais do quadro.

- O que é, Alvo?

- Simples, assim que ela terminar aquele curso de Transfiguração, quero que você...

E engataram em uma longa conversa sobre o plano de Dumbledore.

****************

POV Minerva

Depois da conversa com Alvo, me dirigi aos aposentos de Severus e este estava em pé em frente a pequena janela de seu quarto, com a cabeça apoiada na mesma.

Ele nem me deu atenção quando entrei.

- Boa noite, Severus! — disse-lhe.

- O que quer, Minerva? — perguntou ele acidamente.

- Nada, só vim lhe desejar feliz natal e trazer-lhe esse presente... — respondi tirando o embrulho de minha bolsa.

Ele virou-se e se dirigindo à uma poltrona, disse friamente:

- Não quero presentes! Só quero ficar em paz e sozinho... Portanto, poderia se retirar de meus aposentos por gentileza?

Suspirei e falei:

- Tudo bem, sairei, mas não sem antes deixar-lhe isto. — e coloquei a caixinha em seu colo, virando-me para a porta e saindo dando-lhe apenas um boa noite.

Fui para meus aposentos e fiquei imaginando qual seria a reação dele ao abrir a caixinha...

*******************

POV Snape

Assim que aquela velha saiu, joguei a caixa longe. Não queria presentes e nem a compaixão de ninguém. Peguei uma taça de vinho e voltei para a janela, olhando para o lago negro e para o céu que estava irritantemente bonito.

Comecei a imaginar o que ela estaria fazendo agora. Provavelmente deve estar se "divertindo" com aquele maldito búlgaro.

"Por que está pensando nela, Severus?" minha mente veio me perturbar. Ela tinha razão... Por que eu estava pensando nela, me martirizando com a sua escolha? É, devo ser um imbecil mesmo...

Respirei fundo e beberiquei um pouco do vinho. Fiquei um bom tempo a observar o lago até que o cansaço me veio. Coloquei a taça em cima da mesa e ao passar perto da lareira, vi a caixinha que Minerva havia me dado.

Peguei-a e me dirigi à minha cama. Sentei-me e comecei a imaginar o que tinha dentro.

"Minerva se preocupa comiga sem eu merecer... Ela não deveria se preocupar em gastar dinheiro comigo..." pensei.

"É, mas como toda boa mãe, ela se preocupa com sua cria, Severus!" minha mente irritante outra vez.

Resolvi não perder mais tempo e abrir a caixinha. Comecei a abrí-la lentamente e quando tirei a pequena tampa, vi que o conteúdo dela estava embrulhado perfeitamente em um papel de cor prata.

Rasguei o papel e uma expressão de dúvida me veio. "Acho que a bruxa está ficando maluca, pois me deu um lenço de cor bege..." Peguei-o e o levantei à altura de meus olhos. O cheiro do lenço me atingiu e eu me vi envolto em lembranças.

Lembrei-me da primeira vez que a toquei. Da primeira vez que nos beijamos. Da primeira vez que nos amamos. Da primeira vez que senti aquele cheiro...

Era o cheiro dela, da mulher que eu jurei esquecer, da mulher que eu estava odiando no momento... Mas será mesmo que eu a odiava?

"Sim! Você tem que odiá-la! Ela te largou por outro!" minha mente gritou, me lembrando.

É, eu devia odiá-la, mas não conseguia, pois sempre havia algo que me fazia lembrar ela. Não sei se conseguiria esquecê-la, mesmo se eu tentasse, pois ela foi como Lilly na minha vida. Eu a amo mais até do que amei Lilly.

A diferença entre elas é que Lilly estava morta enquanto eu a amava, e a castanha está muito viva nos braços de outro enquanto eu fico aqui sofrendo pelo amor que sinto por ela.

Eu com certeza sou muito idiota por continuar amando-a mesmo depois de tudo que ela fez, mesmo depois de ter dito à ela que me vingaria por ela ter brincado com meus sentimentos. Mas por mais que eu tentasse, eu não conseguiria fazer mal algum à ela, pois eu a amava.

Aproximei o lenço de meu nariz e aspirei o cheiro dele. Aquela fragância de flores sempre me deixou louco. Tive uma louca vontade de tê-la em meus braços, vontade essa que foi refreada por minha mente que disse:

"Homem, pare de ser tolo e ficar se torturando com lembranças! Sabe de uma coisa? Estou quase desistindo de você, pois sempre fica pensando nela e se mutilando mentalmente depois que pensa na dita cuja... Você deve ser doente mesmo... Ou um masoquista..."

"Acho que as duas opções são prováveis" pensei sarcásticamente. De certa forma ela estava certa. Eu não deveria ficar pensando nela.

Coloquei o lenço de volta na caixa e a guardei no fundo de uma gaveta em que havia colocado o retrato da castanha. Depois disso, deitei em minha cama e acabei adormecendo, mas antes de dormir, eu podia jurar que ouvi a voz dela dizendo:

"Feliz natal, Severus!"

Notas finais
E ai? O que acharam? Espero que tenham gostado, apesar de eu achar que foi um pouco curto...
tipo, eu não posso prometer capítulos enormes, porque estou jogando RPG e toma muito meu tempo, mas prometo escrever o próximo capítulo até amanhã, ok?
Beijos e me falem o que acharam...
*_* S2 *_*