My Son, My Secret
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Beijos e espero que apreciem, pois eu amei escrevê-lo...
Amo todas vocês...
*_* S2 *_*
Dia 20 de Fevereiro
POV Narradora
Fevereiro chegou e a barriga de Hermione estava imensa. Lucy desconfiava que sua filha não estivesse gravida de apenas uma criança, e sim de mais, mas resolveu guardar essa desconfiança para si.
Hermione estava cada vez mais ansiosa para poder ver seu filho, tocá-lo e dar carinho, mas sua mãe vivia lhe lembrando de que a paciência era uma virtude.
Ela já estava de oito meses e meio e agora só trabalhava em casa. Sempre recebia a visita de Margaret, chefe do departamento onde trabalhava que lhe levava as pasta dos arquivos a serem organizados e passavam uma boa parte da tarde conversando sobre as ideias de Hermione para as leis das criaturas mágicas.
Certo dia a castanha escreveu uma carta ao Ministro Pièrre apontando as mudanças que queria fazer nas leis relacionadas aos elfos e sobre o B.A.B.E ( Brigada de Apoio ao Bem estar dos Elfos). Em uma visita de Margaret, pediu que esta entregasse a carta à ao Ministro.
Este lhe respondeu alguns dias depois, com outra carta, dizendo que iria repassar as ideias para a Suprema Corte dos Bruxos analisarem e verem o que achavam, dentro de alguns meses lhe daria a resposta.
Com relação ao curso de Transfiguração, Hermione continuava a frequentá-lo. O curso era apenas duas vezes por semana, o que era bom para a castanha, já que suas pernas sustentavam um peso enorme, o que a fazia ter dores nas mesmas.
Graças a Vítor, que havia voltado da temporada de quadribol, a castanha podia frequentar as aulas, já que ele a acompanhava a elas.
Depois do jantar de natal, McGonagall havia ido visitá-la apenas uma vez, por sorte, neste dia Vítor não se encontrava na casa, pois tinha ido ver os pais na Bulgária.
No momento Hermione achava-se na sala com seus pais e Vítor vendo um filme chamado A Rainha dos Condenados e comendo pipoca. Eram quase meia noite e o filme estava na metade. A castanha se encontrava deitada no sofá com a cabeça no colo da mãe e com os pés no colo de Vítor.
Ela não prestava a mínima atenção ao filme. Pois sentia um desconforto inexplicável. Estava sentindo isso durante o dia todo, mas agora havia piorado.
De repente uma dor mais forte a atingiu e Hermione gritou.
August, que estava cochilando no outro sofá, acordou com o grito da moça.
- Filha, o que está acontecendo? – perguntou ele.
- Acho que está na hora! – disse ela, respirando entre os dentes por causa da dor.
Sentou-se com dificuldade no sofá.
- Hora de quê, Hermionini? – perguntou Vítor, aturdido.
- Hora de ela ter o bebê, rapaz! – respondeu Lucy, tocando levemente o ombro da filha. – Por favor, leve-a para o quarto Vítor!
O rapaz ainda estava um pouco estático, mas atendeu ao pedido de Lucy. Assim que o búlgaro pegou Hermione no colo, ele olhou com confusão e divertimento para a mãe da moça, dizendo:
- Lucy, acho que a dor é tanta que a fez fazer xixi nas calças...
Hermione o fuzilou com os olhos. Lucy riu e disse:
- Não querido, é apenas a bolsa dela que estourou e o líquido amniótico que está vazando! Agora a leve para o quarto e vá ao St. Louis (hospital bruxo de Paris) e chame um medibruxo!
Vítor fez o que ela mandou e carregou a castanha escada acima e a colocou na cama. Logo saiu para ir à busca do medibruxo.
Hermione se contorcia de dor, pois elas eram um tanto quanto fortes. Lágrimas caiam de seus olhos ao pensar que em pouco tempo, seu bebê estaria em seus braços.
Lucy entrou no quarto alguns minutos depois, trazendo uma bacia com água quente e August vinha com os braços cheios de toalhas. Colocaram as coisas em cima da escrivaninha e foram para o lado da moça.
A mãe já foi desfazendo a trança que Hermione havia cuidadosamente feito e esta indagou, curiosa:
- Mamãe, por que está fazendo isso?
- Sua avó falava que quando uma mulher vai dar à luz, ela não ter nada amarrado no corpo dela, pois se tiver isso dificultará na hora da criança sair... – respondeu a mulher.
Hermione assentiu e pegou a mão dos pais, segurando-as firmemente.
- Vai doer muito? – perguntou.
Lucy passou a outra mão livre pelos cachos da castanha enquanto seu pai acariciava seu rosto suavemente, tentando dar-lhe paz.
- Não mentirei para você, minha filha. Doerá muito, mas assim que estiver com seu filho nos braços, verá que todo o esforço e dor valeram a pena.
- Está certíssima, Sra. Granger! – falou o medibruxo ao adentrar o quarto, acompanhado de uma enfermeira e de Krum. Era o mesmo medibruxo que atendera Hermione quando esta fez sua primeira consulta em Paris. Seu nome era Julian Devereaux e ele sabia falar o inglês fluentemente, apesar de ser carregado de sotaque. – Então, finalmente chegou a hora da integrante do Trio de Ouro dar à luz. – não foi uma pergunta, mas mesmo assim a castanha respondeu:
- Eu acho que sim, pois as dores são insuportáveis...
Ele riu e olhou para a escrivaninha, falando:
- Obrigado por ter trazido a água para esterilizar meus utensílios, Sra. Granger...
- Não foi incomodo algum e eu já sabia que utilizaria, pois ajudei minha mãe com os partos das amigas dela. – disse Lucy.
- Entendo... Hum, agora precisamos mudar as vestes dessa moça, porque calças de moletom não ajudarão na saída do bebê...
Hermione chorou de raiva com o comentário e pensou:
“Esse médico é bem-humorado. Bem-humorado até demais... Enquanto estou aqui morrendo de dor, ele fica fazendo piadas sobre minhas roupas?... Se eu não estivesse sentindo tanta dor, juro que o azararia...”
A castanha foi tirada se seus pensamentos dolorosos quando o homem disse:
- Preciso que vocês dois saiam para que eu possa trocar a roupa da paciente...
Meio relutantes Vítor e August saíram do recinto, fechando a porta ao passarem. O medibruxo acenou com a varinha e a calça e blusa de Hermione num avental totalmente nua.
- Por favor, poderia abrir suas peras para eu ver o quanto de dilatação você tem? – pediu o Dr. Julian.
Hermione fez o que ele pediu sentindo-se totalmente exposta. As dores eram terríveis, mas a moça mordia os lábios para não gritar; apenas deixava as lágrimas rolar. A mãe, vendo o esforço para não gritar que ela fazia, chegou mais perto e disse:
- Logo essa dor passará filha, logo passará!
- Bom, você está com quatro centímetros de dilatação. Só poderei fazer o parto quando estiver com dez centímetros de dilatação. O que posso fazer agora é lhe dar uma poção para aumentar a dilatação mais rápido e uma para não haver infecções. Depois checarei seus batimentos cardíacos e verei como os bebês estão.
Hermione estranhou ele falar “bebês” em vez de apenas “bebê”. Resolveu perguntar para ver se tinha ouvido direito.
- Dr, você disse “bebês” mesmo, ou eu ouvi mal?
O medibruxo, que havia ido até sua ajudante para que esta lhe desse os frascos das poções e um estetoscópio, virou-se para a parturiente e disse:
- Sim, eu disse bebês, pois você será mãe em dobro. Tentei lhe dizer isso quando foi ao meu consultório. – o medibruxo ria da expressão de espanto no rosto de Hermione.
O homem foi até a cama e entregou os frascos com as poções para uma grávida pasma. Hermione olhou para os frascos e reparou que um continha um liquido violeta e o outro era meio esbranquiçado. Abriu a tampa do primeiro e este tinha um cheiro horrível. Resolveu virá-lo de uma só vez. Tomou-o e entregou o recipiente vazio para o Dr. Julian.
Abriu o outro frasco, cheirou-o e para a sua surpresa e alívio, este não tinha odor. Virou um pouco do conteúdo na boca e sentiu que o gosto era meio adocicado. Tomou-o de uma vez e entregou o frasco para o medibruxo. Este deu os frascos para sua ajudante e sentou-se na cama, ao lado de Hermione, para escutar os batimentos da moça.
Depois de checar os batimentos, pegou a varinha e passou por todo o ventre dela para ver como estavam os bebês. Constatou que eles estavam inquietos.
- Agora irei ficar checando sua dilatação a cada dez ou quinze minutos...
Enquanto Hermione se contorcia de dor dentro do quarto, seu pai e vítor andavam de um lado para o outro atrás da porta. Estavam ansiosos e nervosos, pois aquilo estava demorando muito e o que eles queriam era estar dentro do quarto dando apoio à castanha e ajudando o medibruxo, se possível.
Vítor não aguentava mais andar de um lado para o outro, então resolveu sentar-se e quando o fez, apoiou os cotovelos sobre os joelhos e a cabeça sobre as mãos. Não soube quanto tempo ficou assim, mas em um momento em que estava quase cochilando, os gemidos de dor de Hermione se transformaram em gritos, fazendo-o despertar totalmente.
Ele estava atento a todos os sons vindos do quarto e por várias vezes ouviu o medibruxo dizendo para Hermione fazer força. O búlgaro estava muito preocupado com a castanha e a ponto de invadir o quarto, mas quando finalmente criou coragem para fazê-lo, ouviu um choro fraco. O choro de um bebê.
Olhou para August e viu que este estava com cara de bobo. Exibia um enorme sorriso e os olhos brilhavam de felicidade. Vítor foi até ele e o abraçou, dizendo:
- Parabéns vovô!
- Obrigado. Parabéns também titio!
Eles riam bobamente, batendo nas costas um do outro, mas pararam ao ouvir outros gritos de Hermione.
- Oh céus, o que será que está havendo? – perguntou August a ninguém em particular.
Chegaram mais próximos a porta e apuraram os ouvidos. Hermione gritava e o medibruxo de novo pedia para ela fazer força. Depois de alguns minutos, outro choro de bebê se fez ouvir, mas esse parecia ser mais fraco que o anterior.
Vítor olhou para August e os dois pensavam a mesma coisa no momento:
“Por Merlin, ela teve gêmeos!”
Ficaram sem reação por um bom tempo, até que a enfermeira abriu a porta e disse sorrindo:
- Entrem papai e vovô. Venham conhecer os bebês... – e fez sinal para que eles entrassem.
Vítor nem prestou atenção quando a mulher o chamou de papai. Ele só queria ver como estava Hermione. Sorriu ao ver a cena que se desenrolava na cama.
Hermione estava com dois pequenos embrulhos nos braços e sorria bobamente para estes embrulhos enquanto conversava algo com eles. O búlgaro se aproximou da cama e só quando se encontrava perto o bastante foi que pode ver que os dois embrulhos eram na verdade dois lindos bebês que mamavam avidamente nos seios de Hermione.
Sentou-se ao lado da castanha e esta olhou para ele e sorriu docemente, dizendo:
- Olha que lindos são seus sobrinhos, titio Krum!
- Como assim titio? Ele não é o pai das crianças? – perguntou a enfermeira abismada com a informação.
- Ué, por que o espanto? Nunca viu uma mãe solteira não? – indagou Hermione.
- Bom, já vi mães trouxas solteiras, mas bruxas são raras... – respondeu a mulher.
- Se você não notou Srta...
- Valerye. Chamo-me Marie Valerye.
- Certo, Srta. Valerye, se não notou, eu sou filha de trouxas...
- Oh, me desculpe moça, eu não deveria me intrometer na sua vida... – Marie disse e saiu do quarto, sob o olhar de repreensão de Dr. Julian.
- Desculpe-me por minha assistente, mas é que ela está acostumada a ver mulheres bruxas com a família completas. Ela não tem a mente tão aberta... – disse Julian.
- O não foi nada Dr. – falou Hermione sorrindo.
- Então filha, como irão se chamar esses lindinhos? – perguntou Lucy.
Hermione olhou-os por um momento e por fim disse:
- Benjamin Prince e Alice Éillen!
- São lindos minha filha, eu os adorei! – Lucy disse feliz.
- É, menos a parte que homenageia aquele crápula... – sussurrou August para Krum, mas infelizmente Lucy ouviu e o beliscou nas costelas.
Hermione estava tão envolvida em contemplar seus bebês que nem ouviu o que o pai tinha dito. Ela estava feliz por finalmente tê-los em seus braços. Estava exausta pelo esforço feito, mas mesmo assim estava muito feliz.
Notas finais
Ah, amanhã postarei mais um e se tudo der certo, também postarei o outro amanhã...
Beijos flores...
*_* S2 *_*
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