Notas iniciais
Oi queridas, aqui está mais um capítulo para ser desfrutado...
Espero que gostem...
Beijos e seria muito pedir uma recomendação?
Até o próximo que tentarei a muito custo postar ainda hoje...
*_* S2 *_*

POV Hermione

Já haviam se passado três meses desde que nos mudamos para Paris e tudo estava indo um pouco bem. Falo que está um “pouco” bem, pois a dor em meu peito não passa, mas fora isso, minha vida está organizada.

Meus pais tinham montado um consultório perto de nossa casa, e este estava se tornando muito popular entre os habitantes da região. O Ministério francês havia me recebido muito bem e eu já estava me adaptando aos novos ares.

Vítor teve que voltar para a Bulgária porque a temporada de quadribol começaria em breve e ele precisava treinar, mas antes de ir, prometeu que assim que ela terminasse (o que aconteceria no final de janeiro) ele voltaria para me fazer companhia.

Ele tinha se tornado um ótimo amigo, mesmo sabendo que eu o via apenas como um amigo e não como algo mais. Nesses meses que ele passou comigo, consegui não pensar muito naquele homem, mas com a sua partida, eu me via sozinha e todas as lembranças delevoltavam a minha mente e a dor em meu âmago era insuportável.

Às vezes passava horas chorando sem conseguir dormir e pensando no quão duro seria dizer a meu filho ou filha que ele não tinha pai. Por momentos cheguei a pensar em dizer à criança que o seu pai não o amava e por isso nos abandonou, mas achei que ele (a) sofreria demais, então resolvi dizer-lhe que o papai havia morrido antes que ele (a) nascesse.

Eu já estava de quase cinco meses de gestação e minha barriga já era bem visível. Na semana anterior fiz um exame para saber como o bebê estava e pedi ao medibruxo que não dissesse nada mais que o necessário sobre a criança e quando ele iria insistir em falar algo, gritei com ele falando que era escolha minha não querer saber mais que o necessário.

Eu queria que fosse uma surpresa para mim, pois seria legal ficar imaginando os nomes de meninos e meninas. O medibruxo falou que o bebê estava bem e que logo eu começaria a senti-lo chutando. Assim que saí do médico, enviei uma coruja à Gina contando como foi, à qual a ruiva respondeu o seguinte:

“Querida Mione,

Adorei receber notícias suas e de meu afilhadinho (a). Espero poder vê-la em breve, pois logo será natal e gostaria de saber se posso fazer-lhe uma visita.

Você me contou que sua vida está se ajeitando aí, mas quero saber o seguinte: e o seu coração? Sei que pode ser difícil falar sobre isso, ainda mais com a amiga longe, mas eu quero saber de tudo o que se passa contigo, nos mínimos detalhes, pois mesmo distante eu posso te ajudar.

Bom, agora colocarei você a par de todos os acontecimentos daqui...

Falta apenas dois meses para Fleur dar a luz a pequena Victoire e ela está enoooorrrmeeeeeee... Papai se tornou o subsecretário sênior do Ministro e está muito feliz com o cargo (todos estamos); Harry e Rony já estão bem adiantados no curso de aurores e um cara chamado Tony (chefe dos aurores), disse que se eles continuarem assim, se formarão primeiro que os demais alunos. Os rapazes estão radiantes com essa possibilidade e mal veem a hora de poder caçar Comensais.

Ah, quer saber quem pediu Luna em namoro?... O Neville! Ele foi se despedir dela na plataforma nove e meia e aproveitou a oportunidade para se declarar no meio da plataforma abarrotada de gente. Luna desmaiou, mas ao acordar ela disse sim e Neville quase enlouqueceu. Agora todos os dias ele manda carta para ela. Chega a ser meloso demais.

Hum... Estava quase me esquecendo de falar; a professora McGonagall vive perguntando como você está e ela me fez um vasto interrogatório sobre os motivos que te levaram a se separar de Snape, e eu disse que não sabia o real motivo.

Por falar no professor Snape, suas aulas estão cada dia mais insuportáveis e nem mesmo os alunos da Sonserina escapam de seu mau humor. Parece que ele criou certo ódio por mim, pois eu não posso nem respirar mais alto que ele já desconta pontos da Grifinória. Acho que este ano será difícil ganhar a taça das casas.

Fiquei sabendo que uma aluna primeiranista super estudiosa (Mione, ela parece com você durante as aulas, segundo alguns alunos, pois ela é uma máquina em levantar a mão para perguntar ou responder) da Corvinal está sendo o alvo de mais ódio do Snape. Acho que você já sabe o porquê, né Sabe-tudo irritante?

Agora, voltando ao baby, que tal você começar a fazer um diário contando tudo sobre a sua gravidez, para futuramente você mostrar ao seu filho?

Bom, terminarei por aqui, mas quero que você saiba que sempre pode contar comigo para o que der e vier.

Beijos e abraços de sua amiga ruiva e maluca aqui,

G. W.”

Quando terminei de ler a carta de Gina, meu coração deu um solavanco. “Ele pensa em mim...” esse foi meu primeiro pensamento, mas logo minha mente irritante disse “Ele pode até pensar em você, mas ele também deve estar dormindo com várias mulheres para tentar te esquecer...”

Que maldita, ela adora me torturar. Levantei-me da cama e decidi me arrumar para sair e tentar ocupar minha mente com outra coisa que não fosse ele.

Como hoje estou de folga, resolvi seguir o conselho de Gina e começar a escrever um diário. Fui a uma papelaria, comprei um caderno simples e uma pena nova. Depois voltei para casa e me tranquei no quarto, dando início à escrita.

**********************

POV Snape

Mais um dia insuportável começa e eu tenho que dar aulas para insuportáveis cabeças ocas.

Tomo um banho rápido, faço meu desjejum em meus aposentos e depois me dirijo para a primeira aula do dia que seria com os grifinórios e os corvinais primeiranistas. “Droga!” penso comigo, pois com certeza aquela garotinha irritante que tanto me lembra ela, estará presente.

Merlin com toda a convicção me odeia par ter tirado minha castanha e colocado na escola uma menina que é praticamente a cópia dela, tornando as minhas aulas uma tortura para mim, pois toda vez que a garotinha levantava a mão para fazer um comentário importante sobre a aula, o rosto daquela mulher infame me vinha à mente e o buraco em meu peito pulsava de dor.

“Severus, você bebeu hoje é? Ela não é mais “sua” castanha... Ela deixou de ser a três meses atrás quando te deixou...” minha mente sempre me torturando.

“Sei que ela não é mais minha, mas não consigo desprender tão fácil de meus hábitos!” rebati.

“Tudo bem. Você é quem vai sofrer mais mesmo...” bufei de raiva e comecei a ignorá-la.

Para extravasar o ódio pela castanha, eu fazia com que os alunos odiassem ainda mais minhas aulas, porque se eu não poderia ser feliz, ninguém o seria também, pelo menos não perto de mim.

Entrei na sala de aula e logo o silêncio se instalou entre os alunos, pois sabiam do meu mau-humor constante e não queriam despertar minha ira.

- Abram o livro na página 23 e comecem a ler o capítulo sobre trasgos! – falei friamente indo me sentar em minha mesa.

Resolvi corrigir os trabalhos do 7º ano enquanto eles liam, mas um ruído me fez levantar a cabeça dos trabalhos. Quando vi que era a garotinha que estava com a mão levantada, meu sangue começou a ferver de raiva.

- O que quer Srta...? – perguntei rispidamente, fazendo-a se assustar com meu tom de voz.

- Ryannère. Jane Ryannère, professor. – “Espere aí... Jane? Merlin só pode estar de brincadeira comigo, não é?” – É que eu já li o capítulo, senhor...

Saí de meus devaneios e respondi entre dentes:

- Então leia o próximo e cale a boca! – fitei-a com um olhar mortal e esta se encolheu um pouco.

- Mas eu já li todo o livro. Já sei todos os assuntos de trás para frente. – respondeu ela claramente envergonhada. Minha ira se aumentou mais e eu me levantei indo até a mesa da garota. Todos os demais alunos olhavam a cena temerosos.

- Está querendo se achar à espertinha, é? Pois então, a partir de hoje em todas as minhas aulas que a senhorita disser algo querendo mostrar que está mais adiantada que os outros alunos, perderá pontos para sua casa e ainda ganhará um semestre inteiro de detenções!

- Mas professor, eu não estava querendo me mostrar, eu só... – tentou argumentar a garota, mas eu a cortei.

- Cale-se! Eu já disse que em minha aula não é para você dar um pio sequer, ou será que você é surda? – ela apenas me olhava aterrorizada. – Estamos entendidos? – perguntei.

A menina assentiu e baixou os olhos para os livros que estavam em sua mesa. Virei-me e voltei para minha mesa ouvindo o burburinho dos alunos. Ouvi também o choro baixinho da menina que estava sendo consolada pelos colegas.

- Calem-se todos! Querem que eu lhes dê uma detenção? – falei. Instantaneamente a sala ficou em silêncio. Sentei-me em minha cadeira e reiniciei meus afazeres.

O resto da aula se passou silenciosamente, ouvindo-se apenas o meu arranhar da pena nos pergaminhos que corrigia e o barulho das páginas dos livros dos alunos ao serem viradas.

Em alguns momentos eu ouvia o cochicho dos alunos, mas ignorava de tão submerso estava em meus pensamentos.

“Merlin com toda a certeza me odeia para colocar uma garota de nome Jane para ser minha aluna. Pra quê me torturar me fazendo lembrar que eu chamava a castanha de Jean... Minha Jean?”

Minha Jean...

Jean...

Minha Jean...

Jean…

Hermione...

- Oh, por Slytherin, pare com essa tortura!

Vi que todos os alunos me olhavam com medo e percebi que tinha gritado na sala. De repente, minhas vestes pareciam me sufocar e eu queria muito ficar só. Por sorte o sinal tocou, encerrando assim, a aula. Os alunos se apressaram para sair da sala, mas alguns ficaram enrolando para guardar os livros na mochila.

- Saiam logo antes que eu lhes dê detenção! – falei alto, com a dor assolando meu peito.

Os alunos restantes saíram correndo assustados e assim que o último saiu, virei bruscamente minha mesa, com o ódio cegando-me. Pergaminhos voaram para todos os lados e minha fúria foi tanta que empunhei minha varinha e com um único aceno quebrei todos os vidros que havia ali naquela sala.

Urrei de dor quando um caco enorme atingiu meu antebraço direito, próximo ao meu cotovelo. Apoiei-me em uma carteira, a cabeça baixa, o peito subindo e descendo rapidamente procurando por ar, um súbito pensamento de culpa me invadiu, mas eu não sabia de onde vinha essa culpa.

“Por que me sinto culpado se foi ela quem me abandonou, se foi ela quem destruiu meu coração?... É, devo ser mesmo tolo por achar que sou culpado de algo.”

Ouço uma batida na porta, me tirando de meus devaneios. Não liguei para quem fosse, pois só queria que a pessoa fosse embora.

Bateram novamente, ao que vociferei:

- Vá embora!

A pessoa pareceu não se conformar com minha resposta e abriu a porta adentrando o recinto.

- Severus, o que houve aqui? – perguntou McGonagall espantada.

Não respondi.

- Severus, por favor, peço que se ausente das aulas pelo resto do dia, pois não parece estar muito bem...

- Estou me sentindo muito bem, Minerva, posso continuar ministrando minhas aulas e... – comecei a falar, mas a bruxa me interrompeu.

- Nada disso, Severus Snape! Você irá tirar o resto do dia para descansar, pois suas olheiras estão horríveis e... Ah meu Merlin! O que aconteceu com seu braço?

Minerva estava falando e se aproximando e ao ver o sangue pingando de meu braço, deu um gritinho assustado. Segurou minha mão e me fez olhar para ela, pois minha cabeça ainda estava abaixada.

- Escute aqui, você não pode ficar se machucando por causa disso Severus. Eu já lhe disse para parar de ser cabeça dura e ir atrás dela para resolver isso, pois se não o fizer, vai ficar sofrendo pelo resto da vida... Por favor, pelo menos uma vez na vida, siga os conselhos dessa velha bruxa aqui...

Soltei-me de suas mãos e disse ríspido:

- Não preciso de seus conselhos! Eu já decidi que iria esquecê-la, o problema é que meu coração não quer fazer o que mando!

A bruxa suspirou e balançou a cabeça em desaprovação.

- Está vendo? Você nunca conseguirá se sentir bem com esses pensamentos, Severus... Não se sentirá melhor até que converse com ela...

- Não quero vê-la nunca mais! Ela destruiu o resto de bondade que havia em mim, Minerva, ela levou consigo tudo aquilo que eu mais amava e prezava... – disse-lhe me deixando vulnerável por um instante.

- Então vá atrás dela Severus, tente fazê-la ver o erro que fez ao te deixar, tente ver o porquê dela ter tomado tal decisão...

- Não! Já disse que não me humilharei a esse ponto! Por mim, o assunto está encerrado. Tenha um bom dia Minerva. Irei para meus aposentos e ficarei lá pelo resto do dia, assim como você me pediu. – falei friamente e virei-me para sair.

- Lembre-se Severus, muitas vezes cometemos erros sem perceber, e são esses erros que nos fazem perder aquilo que mais amamos... – McGonagall falou antes que eu saísse.

“Do que será que essa velha está falando?... Bom, isso não me importa... Só o que me importa no momento é esse machucado em meu braço...” pensei enquanto me dirigia a meus aposentos. Às vezes Minerva me lembrava muito Alvo com suas palavras.

Cheguei lá e após fazer o curativo, abri uma garrafa de Whiskey de fogo e comecei a beber direto da garrafa mesmo. Não conseguiria descansar, pois se dormisse, sonharia com ela e isso era o que eu não queria. Afoguei minhas mágoas na bebida, assim como vinha fazendo há três meses desde a separação.

Notas finais
E ai? Gostaram? Por favor, sejam sinceras comigo...
Beijos e quero reviews hein?
Até mais...
*_* S2 *_*