Notas iniciais
Hey Guys, aqui está mais um capítulo para vocês devorarem...
Espero que gostem... Se não gostarem podem me matar...
Beijos e nos vemos lá embaixo...
*_* S2 *_*

POV Hermione

Depois de mais um dia exaustivo de trabalho, tudo o que eu queria era chegar em casa, tomar um banho e cair na cama. Ultimamente eu me sentia mais cansada do que nunca, mas mamãe dissera-me que faz parte da gravidez.

Aparatei numa rua lateral perto de casa e marchei para meu lar. Cheguei lá e assim que abri a porta, ouvi vozes que vinham da sala. Eram de mulheres e primeiramente ouvi a voz de minha mãe, mas a segunda voz me pegou de surpresa. Era McGonagall.

Sua presença me assustou um pouco e trouxe memórias que eu queria esquecer. A dor em meu peito foi grande, mas consegui mandá-la para o fundo de minha alma. Pensamentos começaram a aflorar em minha mente.

“Será que ele está aqui com ela? Ou será que ele a mandou?... Ah meu Merlin, ninguém pode saber de minha gravidez ainda!!”

Me exasperei e quando resolvi que era melhor eu sair antes que percebessem minha presença, a voz de McGonagall se fez ouvir mais alta:

- Hermione? Por que hesita em vir até a sala falar comigo? – estremeci. “Droga! Aquela bruxa deve ter herdado o dom de saber quem chegou do Dumbledore...”

Comecei a me dirigir para a sala e coloquei em meu rosto uma máscara de cansaço e felicidade enquanto adentrava a mesma. Respondi:

- Por nada, professora McGonagall! Só estava tomando um pouco de fôlego após ter caminhado um pouco... – sentei-me ao lado delas no sofá. – Como vai professora?

- Vou bem, minha querida. – respondeu a bruxa.

- Hum... Filha, por que não tira esse sobretudo? Esqueceu-se de tirá-lo quando entrou? Até está parecendo seu pai... – perguntou minha mãe.

“Ai meu Merlin! Tinha me esquecido do sobretudo... Por isso que Minerva não reparou em minha barriga ainda... Mas agora se eu tirar, ela vai notar... Estou tão ferrada...”

- Não mãe! – falei rapidamente, mas logo me controlei. – Hum... Eu estou bem assim...

- Nada disso senhorita, pode me dar esse sobretudo agora, pois não quero que você traga para dentro a sujeira da rua! – “Nossa, minha mãe falando assim, até parece a tia do Harry...” – Vamos, tire logo! Aos vinte anos está querendo se comportar como criança?

- Não! Eu estou com frio! – meu desespero era grande, quase palpável.

- Não seja por isso! – disse McGonagall acenando com a varinha e fazendo com que o ar ficasse mais quente. “Merlin deve estar conspirando contra mim hoje, não é?” pensei apreensiva.

Não tive outra alternativa, se não tirar o sobretudo. Foi em meio a relutâncias que o tirei e o entreguei a minha mãe e, para minha infelicidade, a blusa que eu usava era bem colada ao corpo.

Assim que o entreguei à Lucy, esta saiu da sala, deixando Minerva e eu sozinhas.

Percebi que Minerva me olhava espantada. Um tanto quanto nervosa, coloquei uma mecha de meu cabelo, que estava no rosto, atrás da orelha e limpei a garganta.

- Bom, o que a trás aqui? – perguntei receosa de sua resposta.

- Bom, como a Srta. Weasley não me dava notícias concretas sobre a Srta. tive que vir eu mesma ver como se encontrava, Hermione! Não sabe como fiquei preocupada quando soube que se mudou...

- Desculpe-me não ter-lhe avisado sobre minha partida, mas foi de última hora, então não deu para eu me despedir de todos... – respondi.

- Hermione, por que não me contou de sua gravidez? Revendo a cena de segundos atrás, até parecia que você estava querendo escondê-la de mim... – começou a bruxa. Nos rosto ela tinha um misto de preocupação e ainda restava um pouco de surpresa pela descoberta.

- Não estava. Só não queria tirar o sobretudo mesmo por causa do frio... – ia dizendo, mas McGonagall me interrompeu.

- Não minta para mim Hermione! Sei quando está escondendo algo! – a bruxa me olhou com aqueles olhos castanho-escuros penetrantes, exatamente como Dumbledore fazia.

Suspirei em derrota e disse, por fim:

- Eu só não queria que todos soubessem ainda...

- Com esse todos, você está querendo dizer Severus? – indagou Minerva, fazendo a dor em meu peito pulsar.

- De certo modo também me refiro a ele. – disse com o pouco de coragem que me restava.

- Não se preocupe, querida, se você não quer que eu conte a alguém, não contarei. – ela deu um sorriso carinhoso para mim e continuou. – Hum... Devo presumir que a senhorita Weasley já saiba, não?

- Sim, Gina é a única em Londres que sabe... Agora a senhora também... – disse baixo.

- Mas por que o motivo de esconder essa coisa maravilhosa que é ter uma criança? – perguntou ela com a sobrancelha erguida.

- Porque não quero que fiquem comentando por ai... Eu não sou nem casada... – respondi num suspiro.

A diretora me sondou por um momento e disse:

- E desde quando se importa com o que os outros pensam de você?... Acho que o motivo não é esse, não é Hermione? – vendo minha hesitação em responder ela continuou. – É ele, não é? É por causa de Severus?

- Por favor, não fale o nome dele... – falei com a dor presente em minha voz.

- Tudo bem querida. Mas agora me diga uma coisa, por que você terminou seu noivado com ele?

- Porque eu não queria mais continuar com aquela mentira e...

- Pare Hermione! Você está mentindo para mim, estou vendo isso nos seus olhos! – McGonagall disse. Fiquei surpresa com o quanto ela me conhecia.

- Minerva, eu não estou mentindo! – menti. Mas a bruxa não pareceu convencida quando disse:

- Está mentindo para mim de novo Hermione. Sei quando está mentindo porque você fica torcendo os dedos todo o tempo.

Corei com o comentário e olhei para minhas mãos de vergonha.

- Desculpe-me professora! – disse com lágrimas nos olhos.

- Não tem o que pedir desculpa minha querida. Só quero que você diga o que houve para que mudasse de ideia assim tão de repente... Pode me dizer a verdade, minha menina.

As lágrimas rolavam por minha face, com as lembranças da noite em que ele me disse que odiava crianças e do jantar em que eu o mandei sair da minha vida. Aquilo me fez chorar mais e Minerva começou a passar a mão por meus cabelos, me falando para ficar calma.

Naquele momento, quis lhe contar toda a verdade, dizer que o filho que eu estava esperando era de Severus e que eu só tinha terminado com ele por causa das coisas que ele falou, mas o que falei foi o seguinte:

- Minerva, eu terminei com Severus por causa de algumas coisas que ele diz sem pensar que acabam me machucando sem querer... E depois que Vítor apareceu, eu tive certeza de que não o amava mais, de que eu precisava de alguém da minha idade, com quem eu pudesse começar tudo do zero, indo construindo minha vida por etapas e não com pressa do jeito que estava acontecendo com Severus.

“Eu decidi que era melhor para nós dois não continuar com isso, para que não houvesse dores futuras...”

As minhas palavras tiveram tanta convicção, que dessa vez acabaram convencendo a bruxa. Ou pelo menos eu achava isso.

- Acredite, Hermione, as dores que Severus está sentindo agora, é maior do que tudo que se pode imaginar... Ele realmente está sofrendo com essa separação... – disse McGonagall olhando bem fundo em meus olhos.

Aquelas palavras me pegaram desprevenida.

“Ele está sofrendo por minha causa... Ele ainda me ama...” pensei comigo, mas logo minha mente veio me trazer a razão “Do que adianta ele te amar se não ama ao seu filho?”

“É, acho que você está certa... Não posso amar uma pessoa que não ama o próprio filho.”

- Hermione? – Minerva me tirou de meus devaneios.

- Hum? – disse me virando para ela vagarosamente e limpando as lágrimas, que teimavam a cair, com as costas das mãos.

- Esse filho que você está esperando, é do Krum? – eu já esperava por essa pergunta, por isso respondi de imediato.

- Sim! Mas ainda não queremos nos casar. Não temos certeza se é isso mesmo que queremos. Primeiro viveremos juntos por um tempo e quando tivermos certeza, ai sim casaremos. – “Acho que estou mentindo melhor agora...”

- Entendo... Hum... De quantos meses você está?

- De cinco! Completei na semana do Halloween... – respondi tão depressa que não me toquei no erro que estava cometendo ao dizer que estava de cinco meses, pois se fosse fazer as contas, não tinha tanto tempo assim que Vítor tinha aparecido em casa.

Minerva assentiu e fez outra pergunta:

- Você pretende voltar à Londres?

- Não sei. Talvez só a passeio, pois não tenho certeza se quero voltar para morar lá algum dia. — respondi pensativa.

- E como vai o trabalho no Ministério? — indagou ela.

- Vai bem... O Ministro Pierre está querendo que eu trabalhe apenas em casa por conta da gravidez, então eu pensei em entrar em um curso avançado de Transfiguração, para me aperfeiçoar mais na área.

Após eu dizer isso, vi que os olhos dela brilharam de satisfação.

- Verdade? Está pretendendo ser mestra de Transfiguração? — perguntou Minerva com a voz embargada de emoção.

- Sim, mas não agora. Talvez daqui a alguns anos... Por enquanto quero continuar a trabalhar no Ministério. — disse e logo acrescentei. — Ah, estou começando a convencer o Monistro de que alterações devem ser feitas nas leis que dizem respeito as criaturas mágicas. Ele prometeu pensar em minha proposta.

- Fico feliz por você querida. Também estou muito orgulhosa!

Aquilo me alegrou um pouco. Ouvir Minerva dizendo que estava orgulhosa de mim deu-me a sensação de que havia ganhado a taça das casas. Sorri para ela, coisa que eu não me permitia fazer espontâneamente há tempos.

Sem pensar, abracei-a com vontade, lembrando, através de seu cheiro dela, de Hogwarts.

- Ah minha menina, como você cresceu tão rápido e se tronou essa linda mulher que é hoje? — falou ela enquanto me abraçava. — Parece que foi ontem que eu te vi sentar naquele banquinho e ser selecionada para a minha casa...

Não percebi que estava chorando de novo, até McGonagall me dar um lencinho de cor bege. enxuguei as lágrimas e lhe devolvi o lenço que ela guardou em uma bolsinha verde musgo que eu nem tinha reparado que trazia consigo.

- Espero que um dia você seja tão boa quanto eu, Hermione!

- Tentarei, diretora. Tentarei! — respondi.

- Desculpe a intromissão, mas vocês aceitam um chá? — perguntou mamãe um pouco constrangida.

Minerva sorriu para ela e disse:

- Aceitamos sim, Lucy! Obrigada.

Mamãe trouxe a bandeja com as xícaras e o bule de chá e saiu, novamente nos deixando sozinhas.

Enquanto tomávamos o chá, conversávamos sobre coisas triviais, como as mudanças que ela queria fazer na escola e sobre meu trabalho.

Ficamos ali conversando até que ela olhou no relógio acima da lareira e falou:

- Nossa, como está tarde... Querida, a conversa está maravilhosa, mas tenho que voltar para a escola... Assim que puder, virei lhe visitar.

Assenti e antes que ela saísse, pedi:

- Minerva? Será que a senhora poderia não comentar nada sobre minha gravidez com ninguém?

Ela sorriu de modo amável e colocou a mão em meu ombro, dizendo:

- Claro querida. Esta decisão só cabe a você... — abracei-a e ela continuou. — Bom, nos vemos em breve!

McGonagall se transformou em um gato e eu abri a porta para que ela pudesse sair.

Assim que ela saiu, fechei a porta e encostei-me na mesma, respirando fundo. Repassei mentalmente toda a nossa conversa e tarde demais, notei o erro que havia cometido.

"Ah Merlin, será que ela vai desconfiar disso? Será que ela não vai mesmo contar pra ninguém?" pensei comigo, mas minha mente respondeu "Hermione, se você não se lembra, é de Minerva McGonagall que estamos falando, ela não iria sair por ai contando sobre a sua vida... Relaxe que tudo dará certo..."

Resolvi subir para tomar um banho e pensar no assunto durante o mesmo. Depois que me banhei, mamãe trouxe um prato de sopa para mim e enquanto comia, comecei a escrever uma carta para Gina dizendo que se ela visse qualquer coisa estranha com ele, que me contasse.

Após terminar a carta, escovei meus dentes, fui me deitar e assim que peguei no sono, comecei a sonhar. No sonho eu estava com uma criança no colo em um lindo campo florido, e essa criança ria gostosamente em meus braços. De repente o dia, que era claro e ensolarado, ficou escuro e frio.

Ouvi que alguém se aproximava e comecei a correr tentando proteger a criança em meus braços, mas uma voz fria, inconfundível e inesquecível chegou aos meus ouvidos dizendo:

- Por que está escondendo-o de mim Granger? É meu filho também, tenho direitos sobre ele.

Aquela voz cortante estava se paroximando mais e mais, e quanto eu mais corria, masi parecia que a voz estava perto. Até que eu fiz a besteira de olhar para trás e quando o fiz, acabei tropeçando e caí em um abismo com a criança gritando em meu colo.

Acordei gritando e não consegui mais dormir.

Notas finais
E ai, o que acharam? Por favor, quero reviews com reclamações, xingamentos, opiniões e parabenizações, pois a opinião de vocês é muito importante para mim.
Beijos e aguardo os reviews... Amanhã postarei mais um ou dois capítulos...
*_* S2 *_*