My Son, My Secret
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Espero que gostem...
Beijos e até o próximo capítulo...
*_* S2 *_*
[n.a: leiam esse capítulo ouvindo essa música aqui: http://www.youtube.com/watch?v=W5N46rQzvrE&feature=related]
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POV Hermione
Estávamos todos prontos para partir. Iríamos de trem pelo fato de meus pais serem trouxas e eu odiar altura para irmos de avião.
Quando íamos sair de casa, não consegui me mover um passo para pôr o pé para fora da porta, pois a dor em meu peito era enorme e a sensação de estar deixando algo para trás também.
- Vem Hermionini, o táxi está nos esperando. – disse Krum.
- Espere só um pouco Vítor, preciso dar uma última olhada na casa... – respondi quase chorando.
Ele assentiu e eu subi as escadas correndo para ver todos os cômodos. Em cada um que eu passava a dor só aumentava. As imagens da primeira vez que me despedi daquela casa para ir procurar horcruxes com Harry e Rony voltaram à minha mente.
Sabia que dessa vez estaria indo embora para nunca mais voltar. Sabia também que era o certo a se fazer, pois se continuasse ali só sofreria mais e não daria uma vida feliz ao pequeno ser que estava em meu ventre.
Terminei de olhar os cômodos e finalmente saí porta afora entrando no carro. Sentei entre minha mãe e Vítor e antes que o táxi começasse a andar, dei uma última olhada à casa onde passei minha infância e uma parte de minha adolescência.
Chegamos à estação e tivemos a surpresa de ver todos os Weasley’s e Harry nos esperando para poderem se despedir. Quando os questionei sobre a presença deles, a Sra. Weasley interveio:
- Ora, e eu ia deixar a minha filha de coração partir sem um beijo e um abraço meu? Nem pensar! – sorri fracamente com isso e a abracei fortemente inalando o cheiro de família que havia sentido durante todos esses nove anos de convivência com os Weasley’s.
- Sentirei muito a sua falta, mamãe Weasley. – falei baixinho.
- Oh, querida, também sentirei muito a sua falta! – respondeu ela.
Rony veio me abraçar e falou:
- É, acho que vou sentir falta da Hermione mandona que vivia me acordando a gritos e que sempre me mandava estudar. Sentirei falta principalmente da sua amizade...
- Nossa, parece que o legume insensível está se tornando um pouco mais sensível... – disse Harry vindo para darmos um abraço triplo. – Espero que nos vejamos em breve, hein Mione?
- Claro Harry! Virei visitar sempre que puder...
- É, parece que o Trio de Ouro irá se separar... – disse Gina se aproximando.
- Não Gina, nós nunca nos separaremos, isso é digamos que uma férias... Logo nos uniremos de novo. – disse Rony.
Os abracei novamente e a voz de meu pai se fez ouvir acima do barulho do apito do trem.
- Hermione, vamos! O trem já irá partir...
- Já vou pai! – respondi e virei-me para dar um último beijo em meus amigos.
Subi no trem e fui para a cabine que meus pais e Krum estavam. Sentei ao lado de janela e acenei para meus amigos. Logo o trem começou a andar e meus amigos foram ficando para trás. Antes que ele fizesse uma curva, tive quase certeza de que vi McGonagall me olhando por entre as pessoas. Balancei a cabeça achando que estava ficando louca.
Não notei que estava chorando até Vítor me entregar um lenço e dizer:
- Não chore Hermionini, logo tudo ficará bem... – tentei sorrir, mas minha dor me impedia de fazê-lo.
Me encostei no ombro de minha mãe e adormeci ouvindo ela cantar uma cantiga de ninar que quando eu era pequena adorava.
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POV Minerva
Quando voltei da estação, fui direto às masmorras e ao chegar aos aposentos de Severus, vi que este se encontrava em um estado de dar pena.
Estava com olheiras pelas noites mal dormidas, a barba por fazer, os cabelos bagunçados, garrafas de Whiskey de fogo quebradas por todos os lados, o café da manhã que eu havia pedido à um elfo para trazer para ele nesta manhã estava intocado em cima da mesa e o retrato de Hermione achava-se aos pés de um móvel. Ele apenas fitava o nada.
- Severus, você não pode continuar assim... Por favor, coma alguma coisa. Precisa se alimentar ou vai acabar ficando fraco e doente.
Não obtive nenhuma resposta; ele simplesmente me ignorava. Conjurei uma cadeira e me sentei próxima a ele.
- Acabo de voltar da estação de King’s Cross... Vi Hermione por lá... – comecei a falar.
- Não quero saber daquela criatura execrável, destruidora de sentimentos... – ele disse sem emoção.
- Mesmo você não querendo saber, eu vou falar... Ela estava partindo, acho que para a França ou Bulgária, se escutei bem...
- Já disse que não quero saber dela... Por que está fazendo isso? É para me torturar mais?... – a dor em suas orbes negras eram evidentes, tanto que fiquei comovida com aquilo. Severus é como um filho para mim e vê-lo assim, sofrendo, me dói também.
- Severus, não quero torturar-lhe. Quero apenas que você vá atrás dela para poderem conversar e resolverem essa situação... – argumentei.
- Você não entende que acabou, Minerva? Aquela criatura hedionda me deixou e pronto! Não foi minha culpa. Foi escolha dela.
- Eu sei, mas não custa nada vocês tentarem conversar... Já estou cansada de te ver trancado neste quarto. E quando começarem as aulas? Você deixará de dá-las?... Se quiser tudo bem; eu só quero saber para o caso de precisar arrumar outro professor de Defesa Contra as Artes das Trevas... Se não estiver em condições de dar aulas eu peço que se ausente. – disse tocando sua mão.
- Não se preocupe Minerva, lecionarei normalmente... Não deixarei que meus problemas pessoais afetem minha carreira. Aquela mulher merece ser esquecida. – respondeu ele friamente. – Agora, pode me deixar sozinho, por favor?
Suspirei e assenti dizendo:
- Sairei, mas não sem antes lhe dar o conselho de que deveria ir atrás da Hermione e saber o real motivo da decisão dela. Por favor, Severus, só peço que pense a respeito e faça o que é certo.
Ergui-me da cadeira e afaguei maternalmente seus cabelos negros.
- Eu já fiz minha escolha, Minerva. Escolhi esquecê-la...
Suspirei novamente com a teimosia dele e me dirigi à porta para sair.
- Boa tarde, Severus! – disse antes de sair e ele apenas balançou a cabeça sem dizer nada.
Comecei a ir em direção a meu escritório, pois precisava conversar com Alvo a respeito de Severus. Talvez aquele velho conseguisse fazê-lo pensar racionalmente...
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POV Snape
Assim que Minerva saiu, voltei a contemplar minha dor.
Saber que a castanha estava indo embora só fez meu peito doer mais e um buraco enorme se fez nele. Meu coração se encontrava aos cacos, e eu que havia pensado que a dor de perder Lilly tinha sido a pior coisa que já tinha me ocorrido. Estava enganado.
A dor de perder a castanha era pior do que todas as dores que já senti em minha vida. Nunca fui um homem fraco, mas agora eu estava totalmente vulnerável e, tudo por causa de uma mulher que não me amava.
“Não!” fui repreendido por minha mente “Você não pode continuar sofrendo por aquela criatura nefanda... Como você disse à Minerva, não pode deixar que seus problemas afetem em sua carreira...”
“Mas será que eu conseguiria esquecê-la mesmo? Será que deixaria de pensar em seu corpo se entregando a mim, em sua boca tocando delicadamente a minha, em seus lábios proferindo meu nome e seus olhos me olhando com amor?”
“Não Severus, ela não o olhava com amor. Aquele olhar continha mentiras, não continha amor, pois esse sentimento por você nunca habitou o coração daquela mulher... Esqueça-a e siga sua vida normalmente, como se nunca tivesse existido algo entre vocês...”
Por mais que eu não quisesse aceitar, minha mente tinha razão. Ela nunca me amou, apenas mentiu para mim.
Suspirei profundamente tomando uma decisão definitiva.
A partir de hoje eu iria esquecê-la, iria deixar de pensar nela e castigaria qualquer um que tocasse no nome dela. Voltaria a ser aquele homem amargo e sarcástico de antes e não me permitiria apaixonar novamente.
Levantei-me lentamente e peguei minha varinha. Com um feitiço não verbal limpei todos os cacos de vidro e resolvi tomar um banho para tentar relaxar.
Dirigi-me ao banheiro e me despi. Abri o chuveiro e entrei embaixo da água fria deixando que ela me fizesse relaxar, mas novamente a castanha me veio à mente e um ódio me atingiu ao pensar que ela estaria indo embora para ficar junto daquele búlgaro. Soquei a parede com toda a força que consegui encontrar e acabei quebrando os azulejos da mesma, causando um corte profundo em meu punho.
Ignorei a dor de minha mão. Apenas fiquei ali, com o punho apoiado na parede, a cabeça abaixada e a água tentando lavar minha tristeza...
Notas finais
Beijos e até mais queridas...
*_* S2 *_*
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