Notas iniciais
happy birthday to me,happy birthday to me,happy birthday to me,happy birthday to me... É minhas queridas, hoje estou apagando velinhas, mas quem ganha presentes são vocês... Desculpem a demora, mas aqui estão dois capítulos lindíssimos que me fizeram chorar ao escrever. Espero que gostem...
Beijos minhas flores...
*_*

Depois de tantas fotos e de eu me irritar com um jornalista que estava fazendo perguntas chatas, abusivas e repetitivas, consegui escapar e fui procurar Severus, mas este conversava com McGonagall, então resolvi não perturbá-los indo sentar em uma mesa.

Meus pais conversavam com várias pessoas, encantados a cada coisa que lhes era dita sobre o mundo bruxo. Fiquei feliz porque pela primeira vez eles estavam participando da minha vida bruxa, ficando mais perto de mim.

Os devaneios eram tantos que nem percebi Gina se aproximando.

- É ele, não é?

Assustei-me e olhei para a ruiva que estava se sentando ao meu lado.

- Ele quem Gina? – me fiz de desentendida.

- Ora, aquele que te deu o colar... É o Snape, né?

Suspirei e disse:

- Sim, é ele. Mas não quero que ninguém saiba sobre nós, tudo bem Gi?

- Vai ser meio difícil, depois que todos já devem ter visto seu colar ficar vermelho vivo quando ele se aproximou de você... Hum, mas acho que ninguém deu muita importância a esse fato, pois estavam tão abismados que Snape seria seu par que não deram atenção. – respondeu ela.

-Ai meu Merlin, esqueci totalmente do colar. – rapidamente toquei-o me preocupando com a cor.

- Relaxa, Mi. Ele está transparente agora, porque Snape não está por perto. Agora venha, vamos tomar algo. – ela disse pegando minha mão e me fazendo levantar.

Segui-a para a mesa de comes e bebes e pegamos um copo de cerveja amanteigada. Gina me puxou para onde sua mãe se encontrava e assim que a Sra. Weasley me viu, veio me abraçar.

- Oh, Hermione. Você está tão linda que nem parece aquela menina tímida que conheci. – ela disse-me.

- Acredite Sra. Weasley, por dentro estou tremendo de tanto nervosismo.

- Eu já disse para ela não ficar nervosa, mamãe. – falou Gina.

- E está certa. Você não precisa ficar nervosa, pois todos gostam de você e no momento estão admirados com sua beleza, meu anjo.

Sorri para ela. Molly Weasley é o tipo de pessoa que consegue nos fazer ficar feliz sempre, apesar de às vezes ela exagerar com sua preocupação.

- Bom, deixe-me ir procurar McGonagall. Preciso falar com ela. Até mais minhas queridas.

- Até mais, mamãe. – eu e Gina dissemos ao mesmo tempo e ela sorriu a me ouvir chamar a mãe dela de mamãe.

Harry e Rony chegaram alguns segundos depois que a Sra. Weasley saiu.

- Oi moças. – disseram os dois.

- Oi! – respondemos.

Harry me olhava sério.

- O que foi Harry?

- Mione, o que o Ranhoso estava fazendo ao seu lado?

- Ele só me acompanhou. E não o chame de Ranhoso, ele tem nome sabia?

- Por que você o está defendendo? – perguntou Rony.

- Porque temos que ter respeito pelos professores, e parece que vocês não tem. – respondi.

- Temos respeito pelos professores sim, mas ele não merece, pois sempre nos trata mal. – rebateu Harry.

- Isso não justifica nada. Mesmo ele nos tratando mal, não deixa de ser nosso professor. – disse.

- Tô vendo que essa discussão não vai ter fim. – disse Gina.

- Olha,Mione, só não queremos que fique perto dele, tudo bem? – falou Rony.

- Eu ficarei perto dele sim, pois se não fosse ele ter me convidado para ser seu par, neste momento eu estaria no meu quarto enquanto vocês se divertem aqui. – “se bem que não é uma má ideia...” disse minha mente. “Cala a boca mente!”

- Tá, tudo bem. Você é quem sabe... Bom, mas vai ser o mesmo que se você tivesse vindo sozinha. Todos sabem que o Snape não dança... – disse Rony maldoso.

- Deixa de ser chato Ronald. Eu não me importo se vou dançar ou não.

- Ok, não vamos mais te contrariar. Já disse que é você quem sabe... Mas se quiser companhia nós estaremos aqui... – disse Rony e ele e Harry saíram em direção à Gui e Carlinhos que conversavam. Gina ficou.

- Não ligue para esses dois. Eles nunca entendem os sentimentos de uma garota... – ela disse e depois os seguiu.

Voltei para a mesa que estava antes de Gina me puxar e fiquei lá, observando as pessoas que conversavam, dançavam e comiam.

Quando faltavam poucos minutos para a meia-noite, Minerva chamou a atenção de todos para si e disse, com sua voz aumentada magicamente:

- À aqueles que estão na pista de dança, por favor, a desocupem, pois é chegada a hora do baile. — todos a obedeceram e ela continuou. – Agora, por obséquio, os integrantes do Trio de Ouro queiram se apresentar com seus pares ao centro da pista para a valsa da meia-noite.

Fiquei mais nervosa ainda e quando eu achei que não podia ficar pior, um garoto da Corvinal chamado Ivan (e que era considerado o mais gato da escola) veio até mim e falou estendendo a mão:

- Gostaria de dançar comigo?

Não tive nem tempo de responder, pois nesse momento Severus se aproximou e disse:

- Não, pois ela irá comigo.

Olhei-o surpresa e pisquei várias vezes para entender o que acontecia.

- Verdade Granger? – perguntou o garoto.

- Sim. – respondi em um sussurro e o garoto saiu um pouco aborrecido.

Não dei importância a isso, pois aqueles olhos negros me prendiam.

- Você me concede a honra dessa dança? – ele disse meio curvado, com a mão estendida e me olhando nos olhos. Fiquei sem reação. Não sei de onde tirei coragem, mas disse:

- Sim!

Peguei sua mão, me levantei, sempre olhando em seus olhos e nos dirigimos para o centro da pista. Quando ficamos em nossos lugares, colocou a mão direita em minha cintura e a esquerda segurou a minha mão direita. Minha mão esquerda foi para seu ombro.

O sino começou a tocar anunciando que já eram meia-noite e enquanto se ouviam as doze badaladas disse aflita à Severus:

- Prince, eu não sei dançar!

- Acalme-se, minha Jean. Faça o seguinte: olhe somente em meus olhos durante a dança e deixe que eu a conduza. – ele respondeu.

- Não sei se isso dará certo...

- Sim, dará. Confie em mim e em si mesma. – disse-me e então a música do piano (http://www.youtube.com/watch?v=D3_OcwxCNT4&feature=related) começou após a última badalada do sino.

Segui as instruções de Severus e olhei somente em seus olhos, o que não foi uma coisa difícil de se fazer. Ele me conduzia suavemente, rodava-me de vez em quando e depois voltava a juntar nossos corpos, prendendo-me em seus braços. Ele era um ótimo dançarino (o que foi uma surpresa tanto para as pessoas à nossa volta, que nos olhavam boquiabertas, quanto para mim) e por conta disso não errei o passo.

Em um momento da dança ele abraçou-me por trás segurando minha cintura, giramos no próprio eixo e quando me soltou, fez-me girar duas vezes deixando-me tonta, mas prendendo-me novamente em seus braços assim que parei.

Quando a música cessou estávamos ofegantes de dançar, mas mesmo assim sorrimos para as pessoas e fizemos uma pequena mesura ante aos aplausos.

Saímos da pista e fomos nos sentar na mesma mesa que antes eu estava, com vários olhos nos seguindo. Não demos atenção, apenas ficamos ali nos olhando. Após longo tempo em silêncio, disse:

- Você dança bem.

- Obrigado. Para quem não sabia dançar a srta. saiu-se muito bem. – respondeu ele.

Corei e disse:

- Hum... Acho que obrigado...

Ele sorriu e tocou minha mão. Quase ninguém mais prestava atenção em nós, pois estavam dançando. Somente Harry que fuzilava Severus com o olhar.

- Sentirei sua falta aqui na escola. – disse ele, me fazendo desviar os olhos da fúria de Harry.

- Não seja por isso... Sabes que poderá me visitar quando quiser.

Ele sorriu novamente e disse:

- Não sentirei falta de ficarmos juntos, apenas sentirei da sabe-tudo que sempre me irritava nas aulas.

Sorri e apertei-lhe a mão.

- Acho que também sentirei falta daquele morcegão das masmorras que vivia chamando meus amigos de cabeças ocas. – disse.

- Ah... Então é disso que vocês me chamam em suas Salas Comunais? – ele arqueou as sobrancelhas.

- Ops... Falei demais. – brinquei. – Vai me dizer que você não sabia que o chamávamos disso?

- Bom, sinceramente não. Eu já ficava bastante irritado por ouvir seus amigos me chamando mentalmente de Ranhoso e Seboso e por isso comecei a ignorar o que pensavam. – respondeu-me.

- Hum... Mudando de assunto... A minha mão desconfia sobre nós.

- Tudo bem. – “Peraí que eu não ouvi bem” disse mentalmente.

- O-o que você disse? – perguntei incerta.

- Eu disse que tudo bem ela saber. Pretendo pedir sua mão em breve. – ele respondeu na maior tranqüilidade.

“Ok. Definitivamente eu não estou escutando bem. Acho que me esqueci de limpar os ouvidos corretamente na hora em que fiz minha higiene pessoal.”

- Hermione? Está tudo bem? Você está ficando pálida... Por favor, diga algo, pois está me deixando aflito. – ele estava dizendo com uma nota de preocupação na voz.

- Estou louca, ou você Severus Snape acabou de dizer que vai pedir em casamento? – disse-lhe, abanando o rosto com as mãos.

- Não, você não está louca. Eu de fato proferi tais palavras... – ele disse e depois me olhando confuso falou. – A menos, é claro, que você não queira casar-se comigo, porque se não quiser eu entenderei... Quem quer um velho e feio para passar o resto da vida? – ele parecia estar ficando triste e já is se levantar para sair quando segurei sua mão e disse:

- Sim! Eu quero me casar com você Severus. – ele abriu um sorriso que me fez derreter. – Mas pare de dizer que você é velho e blábláblá, porque esse papo de que “eu não a mereço” já está me cansando. Você sabe que é a pessoa que mais quero no mundo.

- Farei o que você quiser minha Jean... Neste momento estou me sentindo o homem mais feliz da face da Terra. – disse ele. – Bom, mas acho melhor isso ficar apenas entre nós, tudo bem? Pelo menos até eu falar com seus pais...

- Ok. Hum... Que tal comemorarmos hoje após o baile? – perguntei.

Ele pensou um pouco.

- Está certo, mas não é perigoso? Eles sentirão a sua falta...

- Eles não mandam em mim. Sou legalmente maior de idade, portanto, posso fazer o que bem entender e dormir onde e com quem quiser. – respondi brava.

- Se você diz, não irei contrariá-la, minha Jean.

Entrelacei nossos dedos. Ainda ficava admirada com o quão perfeito nossas mãos se encaixavam, assim como nossos corpos. Tive vontade de beijá-lo ali, na frente de todos, mas me contive.

McGonagall chamou novamente a atenção de todos e disse:

- Bom todos sabem que além do baile ser em homenagem aos mortos, é também em homenagem aos formandos. Então, por favor, os alunos do 7° ano venham aqui para a frente do palco, sim?

“Que ótimo! Mais micos e nervosismos...” pensei. Severus apertou minha mão me incentivando a ir e com este gesto criei coragem e me juntei aos demais alunos.

- Agora peço que todos os professores venham para o palco. Inclusive você Severus... – Minerva disse e olhei na direção de Severus, que tentou, em vão, sair sem ser notado. Ri com isso.

Ele virou-se na direção do palco, com uma careta de desagrado no rosto (o que me fez rir mais ainda), e foi meio à contra gosto, para o lugar que Minerva apontava.

Assim que todos estavam em seus devidos lugares ela começou o discurso.

- Hoje, estamos aqui homenageando a todos aqueles que deram a vida para salvar-nos, que morreram como heróis, lutando para acabar com as trevas. Seus esforços valeram a pena, mas tenho certeza de que todos os que estão aqui presentes, queriam Remus, Ted, Ninfadora, Alastor, Friederich, Colin e muitos outros que partiram, compartilhando dessa alegria. Todos eles fazem falta, mas aprendemos que não podemos viver diariamente sofrendo pela perda de alguém, pois estou certa de que essas pessoas deram a vida para nos ver feliz, nos ver livres do mal, e não chorando quando deveriam estar comemorando... O mal ainda reina, eu sei, mas sei também que esses jovens que estão se formando hoje e que pretendem seguir a carreira de auror, — nessa hora ela olhou diretamente para Harry. – ou mesmo aqueles que não têm esse desejo, lutarão para exterminar de vez aquilo que nos aflige... Daqui a alguns anos, acredito que poderemos sair às ruas sem receio de que um dos seguidores de Lord das Trevas apareça para tirar-nos a vida. Por isso, meus jovens, peço-lhes que façam escolhas certas e que ajudem a tornar o nosso mundo, o mundo bruxo, um lugar melhor e sem medos para se viver. Mas nunca se esqueçam: “Hogwarts sempre ajudará a quem a ela recorrer”. Por favor, peço a todos uma salva de palmas para estes jovens que serão brilhantes profissionais futuramente.

Houve uma explosão de alegria. Muitos ainda choravam lembrando-se de algum ente querido falecido, mas todos aplaudiam, assoviavam e gritavam pelo discurso de Minerva.

Eu era uma dos que choravam, mas eu não chorava de tristeza e sim de alegria por ter vencido mais uma etapa da minha vida e estar embarcando em outra.

Notas finais
E aí flores, o que acharam deste? Espero seus reviews, hein?
Beijos lindinhas...
*_* S2 *_*